Heroes of Olympus RPG

Reclamações para Deuses Primordiais

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Reclamações para Deuses Primordiais publicado em em Ter Set 18, 2018 1:07 pm

Heroes of Olympus



Para que possa garantir sua reclamação por deuses primordiais, Érebo, Nyx, Caos e Éter, siga a ficha abaixo.

Código:
<center><br><div style="height: auto;background: url(https://i.servimg.com/u/f34/16/70/27/99/tumblr10.png);padding: 10px;padding-bottom: 30px;width: 520px;"><br><div style="font-size: 50px;font-family: arial narrow;font-weight: bold;text-align: center;text-transform: uppercase;text-shadow: #996731 1px 1px, #402505 2px 2px;color: #f4f4f4;letter-spacing: -3px;line-height: 38px;margin-top: -5PX;margin-bottom: 15px;">Nome Completo</div><div style="background-color: #fcfcfc;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px 2px 10px;text-transform: uppercase;"><strong><font color="black"><div align="center">frase bem aqui </div></font></strong></div><br><div style="background-image: url('imagem 500x200');height: 200px;width: 490px;"><br></div><br><div style="background: #fcfcfc;width: 470px;height: auto;margin:0 auto;margin-top: 5px;padding: 10px;text-align: justify;padding-bottom: 40px;"><center><br><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>DADOS BÁSICOS</strong></div>
<table><tbody><tr><td><img src="qualquer gif imagem quadrada" alt="" class="" style="display:inline;height: 156px;width: 150px;"></td><td><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Idade</strong></div><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Progenitor Mortal </strong></div><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Progenitor Divino </strong></div><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Nacionalidade </strong></div></td></tr></tbody></table></center>

<center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>Por que quer este deus?</strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">Aqui</div></div>
<table><tbody><tr><td><center><div style="width: 170px;background-color: #212121;color: #fac f ;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;"><strong>Personalidade</strong></div></center><div style="width: 218px;height: 210px;border: none;background: #ececec;margin-left: 0px;padding: 5px;"><div style="width: 202px;height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">Escreva, de forma detalhada, sobre o psicológico de sua personagem. A forma de pensar, os medos, e tudo aquilo que achar relevante sobre a personalidade da personagem. Uma coisa: vocês não são obrigados a agirem como tal, por exemplo: só por que são filhos de Hades, não significa que precisam, necessariamente, ser maus. Thalia era filha de Zeus e tinha medo de altura.<br></div></div></td><td><center><div style="width: 175px;margin-top: 18px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;"><strong>Físico</strong></div></center><div style="width: 223px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 5px;"><div style="width: 208px;height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">Descreva detalhadamente como sua personagem é. Aparência, o que gosta de vestir. Novamente dizendo que vocês não precisam, necessariamente, ficar nas mesmices de, por exemplo, ser filho de Poseidon e ser bronzeado. São livres para criar seus personagens como bem entenderem. </div></div><br></td></tr></tbody></table>
<br><center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>HISTORIA</strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">A história da sua personagem. Desde o nascimento até o momento em que descobriu ser um semideus. É livre para criar a história que desejar para seu personagem. Não haverá limite de linhas, desde que seja bem escrito, coerente e detalhado. </div></div>

<center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>Teste Narrativo </strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000">Para filho dos primordiais, é necessário um teste de narração.
No caso, narre seu confronto com um desses monstros: HIDRA, LEÃO DE NEMÉIA, ou CÉRBERO. Os poderes são livres até o nível 10. Qualquer tipo de armas (desde que seja ''comuns'') poderão ser usadas, ou os presentes de reclamação.

 </div></div>


<center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>PRESENTE DE RECLAMAÇÃO </strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000">[url=http://heroesofolympus.forumeiros.com/t506-presentes-de-reclamacao]Verifique Aqui[/url] </div></div>

</div></div><div style="width: 530px;background: #000000;text-align: right;padding: 5px;text-transform: uppercase;font-style: none;font-size: 8px;color: #bdbdbd;">Agradecimientos a <a href="http://sourcecode.foroactivo.com/u3491" target="_blank" rel="nofollow" style="font-size: 9px;font-family: calibri;font-style: none;text-transform: uppercase;">Frappuccino</a></div></center>
Zeus Deuses
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Re: Reclamações para Deuses Primordiais publicado em em Sex Set 21, 2018 4:38 pm

Heroes of Olympus RPG

Progenitor Divino: Nyx

Como encontrou nosso fórum? Já jogava aqui em 2014/2015

Allan Kennedy

PHOTOPLAYER: Grant Gustin
IDADE: 16 Anos
NACIONALIDADE: Americano
PROGENITOR MORTAL: Willian Kennedy
POR QUE A ESCOLHA DESTE DEUS?: Para ser sincero, não sei muito bem o real motivo de ter escolhido Nyx como progenitora, porem na minha longa carreira em fóruns e mais fóruns sempre busquei tal deusa como mãe. Talvez pelo meu jeito, minhas características emocionais, ou até mesmo pelas minhas escolhas na vida, mas oque quero dizer é que tal deusa seria a escolha mais obvia para mim, hoje não consigo me imaginar sendo filho de outro deus(a).
PRESENTE DE RECLAMAÇÃO: Hexagrama: um amuleto em forma de um hexagrama, que quando pressionado com força envolve a mão direita do semideus com um tipo de luva metálica repleta de emblemas mágicos. Essa luva canaliza e concentra o poder do semideus, em conjunto de sua habilidade mágica pode ser muito poderoso. [Presente de reclamação]

Físico

Uma breve descrição sobre mim, seria minha pele clara e meus olhos verdes, porem sou muito mais do que isso, começando pelo meu cabelo, que é castanho claro, num estilo mais juvenil e geralmente com um alto topete, mas nada muito extravagante como o de Elvis. Sou relativamente alto, com 1,85 m de altura, na questão de peso não sou nenhum top model, não importa o quanto coma, (e olha que me alimento muito) ainda assim peso apenas 66 kg, muitos dirão que sou muito magro, mas gosto de dizer que isso faz parte do meu charme. As pessoas nunca me verão de barba devido ao fato de que esta nunca nasceu no meu rosto, eu sei oque deve estar pensando: - Um rapaz de 16 anos que não possuí nem mesmo um fiapo de barba na cara? (Às vezes eu mesmo pensava isso) Mas fazer oque, não sou eu quem decide sobre essas coisas, oque as vezes atrapalha muito, pois na maioria dos lugares que frequento me pedem se estou acompanhado pelos meus pais ou se até mesmo estou perdido, SÉRIO... Isso é MUITO exaustivo. Mas num geral tudo da certo. Geralmente busco sair com roupas mais escuras, elas me agradam, n sei muito bem do porque, mas sempre foi assim. Gosto muito de tatuagens, apesar de não ter coragem suficiente para fazer uma. Sempre tive um bom condicionamento, devido algumas encrencas passadas obtive uma incrível capacidade para fugir do perigo, (Eu seeeei... Nada heroico, mas fazer oque...) adoro usar roupas mais largas, nada muito colado ao corpo, sempre achei que estas roupas ficavam bem apenas em garotas e caras musculosos. Quanto ao meu rosto, como já dito anteriormente, não sou nenhum modelo, me se tivesse que me dar uma autocritica diria que sou nota 8, pelo menos é assim que gosto de imaginar que as pessoas me achavam. Geralmente você me vera com um bom sorriso na cara, um tanto quanto sarcástico. (oque não é proposital).

Mental

Olá, oque vou lhe contar hoje é algo MUITO pessoal, então quero que tente ao menos não espalhar para muitas pessoas, gosto de pensar nisso como se fosse um psicólogo, não que já tenha consultado com algum, mas sim por me sentir mais a vontade para lhe contar as coisas desta forma, sem represálias. Agora que já expliquei meu ponto de vista é hora de começar...
- Desde muito jovem nunca me abri muito com outras pessoas, não sei se por medo delas ou de após criar algum laço emocional algo de ruim acontecer, mas por mais que não fique tão próximo das pessoas emocionalmente, sempre foi fácil arrancar os sorrisos delas, pois tenho facilidade em me expressar (menos quando estou com vergonha, oque não era tão raro assim), mas isso é apenas o inicio, sou um cara que adora ver o lado bom da vida, brincar, até algumas piadas de vez em quando com os poucos amigos que já fiz. (e olha que foi difícil) Acredito que este bom humor todo seja apenas um escudo, pra não me machucar ao me aproximar das pessoas.
Mas chega desse papo, vamos em frente. Gosto de pensar em mim mesmo como sendo imparcial nas decisões, mas todos sabem que nem sempre isso é possível, oque dificultou muita a minha vida, alguns até dirão que sou “HONESTO”, mas não sei, essa palavra parece tão... Boazinha, sem graça... Oque às vezes pode não ser totalmente verdade. Geralmente a expressão em meu rosto diz: “TIRÃO!” Oque não deixa de ser verdade. As vezes pode não parecer mas sou uma pessoa muito confiável, principalmente em momentos difíceis, principalmente para com os amigos, eles são tudo pra mim. Apesar de todas as adversidades encontradas na minha vida, eu sempre sigo em frente, não importa oque aconteça.
Adoro ler, por mim passava horas lendo, mas nem sempre é possível, pois não gosto de mostrar esse meu lado, pareço muito nerd, isso sem contar a fixação por histórias japonesas... SÉRIO... Eu ADOOOORO. Principalmente animes de ação... ops, me empolguei. Voltando ao foco, normalmente uso óculos de descanso ao ler, porque depois de algum tempo tenho fortes dores de cabeça, isso sem contar a dislexia e o DDA, que me faz demorar muito mais tempo para acabar o livro, mas por fim me acostumei. Agora focando no meu lado romântico, nunca tive uma namorada, claro que já fiquei com algumas garotas, mas recentemente isso não tem acontecido, acho que não sou do tipo: “Pegador”, sabe? Sou mais do tipo que quer um amor pra vida toda, assistir netflix em baixo das cobertas, oque hoje em dia pode ser chamado de “careta”, mas eu não ligo isso é uma das coisas que me faz ser único.
Sei que deveria terminar com estilo, mas tudo que imagino no momento é que minha comida preferida é lasanha, minha cor preferida é preto e meu sigo é touro. Acredito ter falado tudo, obrigado pelo seu tempo.

História


☾★☽=☾★☽=☾★☽ Parte 00☾★☽=☾★☽=☾★☽
Prólogo
A história que você ouvira hoje pode parecer meio estranha, mas é a mais pura verdade. Então apenas relaxe e aproveite. Nossa história começa na pequena cidade de Hartford, Connecticut, mais precisamente no centro de adoção Hope's Promise. Eram aproximadamente 22:15 de uma quarta-feira, a noite estava extraordinária, a lua brilhava no seu, as estrelas estavam mais intensas do que jamais foram, o vento estava calmo e numa temperatura agradável, na opinião de muitos era a noite mais agradável do ano. Naquela noite houve relatos de uma jovem mulher de cabelos negros, usando nada mais que um longo vestido azul escuro e alguns colares estranhos, esta estava carregando um bebe em seu colo, caminhando em direção ao orfanato local. Não se sabe ao certo quem era ela, mas até os dias atuais está história é contada, não como uma verdade, mas sim como uma lenda urbana local, oque acabou chamando atenção de alguns caça fantasmas e repórteres sem educação para o pobre orfanato.
Para muitos o conto terminara ali, porem na realidade, no decorrer da noite, a Sra. Morrison, diretora do orfanato das lendas, havia se atrasado ao voltar das compras. Ao chegar ao local ela se deparou com nada mais nada menos que a jovem moça dos rumores em frente às portas do Orfanato, e sem nem se dar conta começou a caminhar em direção à garota, ela conta até hoje que parecia estar hipnotizada, mas não sabia muito bem como. Ao chegar cara-a-cara com ela, a velha diretora notou tamanha beleza vinda da jovem garota, era a coisa mais bela já vista por ela, oque mais a chocou foi o sorriso demonstrado ao simplesmente entregar o bebe nos braços da diretora, e assim calmamente dizer, cuide bem dele... Quando a senhora percebeu estava sozinha, e se não fosse pelo bebe diria que tudo aquilo jamais aconteceu.
Pelo menos é isso que ela me conta até hoje, e por mais estranho que seja não tenho motivos para duvidar, pelo menos junto a mim vieram algumas informações uteis, como meu nome... Ah, que por sinal é Allan... Allan Kennedy, e minha data de nascimento, mas isso fica pra depois, oque importa é que hoje é um dia muito importante, é meu aniversario.
E como homenagem a mim mesmo e aos meus amigos, decidi escrever essa carta, sem destinatário algum, apenas para deixar registrado os bons e maus momentos que passei.
☾★☽=☾★☽=☾★☽ Parte 01☾★☽=☾★☽=☾★☽
Inicio
Desde muito jovem não via a hora de fazer 18 logo e sair daquela cidade, eu odiava o local, por mais calma que podia ser, todos me conheciam, e não pensem que é por um bom motivo como: Salvar alguém, encontrar uma pessoa perdida... Nada disso, todos me conheciam como o menino da lenda urbana. Pois é, também queria saber pra quem mais a Sra. Morrison contou aquela história, mas ela se recusava a me contar, até que cansei de perguntar. Mas o problema é: TODO MUNDO ME ENCHE A PACIENCIA, isso inclui meus amigos, não que tivesse muitos, eram apenas dois, Jeremy e Sara.
Bom, oque falar deles... Jeremy era o garoto perfeito da cidade, com seus 14 ano e sua roupa da moda, como: jeans rasgado, regata e uma jaqueta tão estranha que não sei nem dizer se realmente estava na moda. Ao contrario de mim ele era um exemplo, pelo menos era oque vivem me falando. Já Sara, ela era uma garota incrivelmente obstinada, linda, tinha bom senso, e seu sorriso era espetacular, quanto aos seus defeitos, vejamos... Ah, claro! Seu amor por Jeremy. Isso me irritava.
Mas você deve estar se perguntando: Allan, como você é amigos deles se pensa tudo isso? A resposta é muito simples... Eu não sei! Talvez por todos sermos órfãos, sua história me comoveu pois assim como eu eles também nunca tinham sido adotados. Algumas vezes me questionei o porquê de pelo menos Jeremy não ser adotado, mas a resposta nunca me ocorrera. Mas essa história não é só cheia de tristeza, nós três adorávamos sair escondido depois das 23:00. Eu sei que podia parecer estranho 3 pré-adolescentes saírem a noite, oque de tão terrível eles poderiam estar fazendo a essa hora, a resposta vai parecer boba, mas a única coisa que fazíamos era tomar refrigerante e comer algumas balas que explodiam na boca. (Não fique com essa cara, para aquela idade nós estávamos vivendo no perigo, principalmente eu, que era o mais novo.)
Todas as nossas fugas noturnas sempre davam certo, exceto em uma noite onde a Sra. Morrison pegou sara tentando sair pela janela, oque acabou deixando apenas eu e Jeremy vagando pelas ruas jogando conversa fora. Nessa época se me lembro bem já estava com quase 12 anos. Nesta noite Jeremy estava diferente, mais melancólico do que o normal, oque já era raro de acontecer. Sentamos em uma calçada a algumas quadras do orfanato. Conversamos sobre tudo um pouco, foi nesta noite, que Jeremy me contou pela primeira vez seus reais sentimentos em relação a Sara. Aparentemente ele já havia nutrindo uma paixonite desde seus 12 anos, aquilo me chocou, pois como um cara como ele nunca havia se declarado? Quero dizer... Ele é praticamente o modelo da cidade e tem medo de se declarar? Tentei pensar em algo poético para dizer, mas antes mesmo de tentar, ele se levantou e disse com um tom mais encorajado: “Eu vou falar pra ela”.
Rapidamente levantei, inclinei minha mão em sua direção com o punho fechado e com um grande sorriso disse, “Vai fundo amigo”. Jeremy com um sorriso na cara que dizia “ganhei na loteria”, estendeu seu punho da mesma forma e o encostou ao meu. Eu podia não saber ainda, mas esse cumprimento acabaria por ser o símbolo de nossa amizade. Aquele momento fora muito especial pra mim, pois foi a primeira vez que demonstrei meus reais sentimentos, sem piadinhas ou duplo sentido, apenas disse tudo que meu coração sentia.
Alguns dias depois eu soube por um de meus colegas do orfanato que Jeremy finalmente havia criado coragem e se declarado por Sara, esta que aceitou imediatamente. A maioria acharia que tudo seria perfeito dali pra frente, Jeremy e Sara estavam juntos e felizes, eu e meu amigo estávamos mais próximo do que nunca, mas não foi bem isso que aconteceu. Algumas semanas após o namoro de meus amigos começar passei a sentir que um abismo se abria entre nós, já não éramos mais os três, mas sim Jeremy e Sara, na minha perspectiva estava apenas atrapalhando a felicidade dos dois, pois após o inicio do namoro, as vezes que saímos a noite foram diminuindo cada vez mais, oque me deixava muito incomodado.
☾★☽=☾★☽=☾★☽ Parte 02☾★☽=☾★☽=☾★☽
Decorrer
Os meses que se passaram não foram muito diferentes, eu me sentia cada vez mais um estranho dentro do grupo, oque ocasionou um lapso de rebeldia. Comecei a sair mais vezes na semana, mas quase sempre sozinho, nesta época tinha a pouco completado 13 anos. Foi numa dessas noites que conheci o Alex. Ele era um cara legal, tinha 16 anos, usava brinco na orelha esquerda, geralmente estava de preto e usava uma jaqueta que em minha opinião era muito melhor que a esquisitice que Jeremy usava.
Não foi muito fácil de inicio a minha amizade com ele, pois tenho dificuldade em confiar nas pessoas, mas não sei, Alex era o tipo de pessoa que inspirava confiança. As semanas seguintes não foram diferentes, eu praticamente só saía com ele, oque foi até estranho, pois sem nem me dar conta comecei a deixar Jeremy e Sara de lado, oque não era proposital. Foi Alex que me levou a minha primeira festa, e a conversar com garotas. Antes daquilo eu jamais pensaria em chamar uma garota pra sair, oque acabou sendo bem natural depois do convívio com ele.
Numa dessas noites, enquanto estávamos saindo de uma festa, acabei por puxar briga com um valentão, o cara parecia um daqueles membros de gangs de motos, em seu braço havia até um coração com uma flecha escrito, “MÃE”. Tive que me segurar pra não rir na hora, pois qualquer descuido e quem gostaria de ter uma mãe pra chorar seria seu. Como sempre tentei levar na esportiva, oque pareceu não agradar muito o grandalhão, que para minha tristeza partiu com tudo pra cima de mim, oque parecia mais um trem desgovernado. Tudo que consegui fazer foi desviar, seu primeiro golpe foi um direto de direita contra meu rosto, eu era muito magro (oque não mudou muito com o passar do tempo) então tudo que consegui fazer foi me agachar transferindo o peso do meu corpo para a perna esquerda, em seguida correndo na direção oposta. Foi então que Alex interviu. Por alguns segundo tentou argumentar com o brutamonte, oque não surgiu muito efeito, em questão de segundo o homem correu pra cima de Alex usando o mesmo movimento que usara em mim. Porem desta vez foi diferente, Alex revidou se aproximando do homem, desviando de seu soco pela direita e desferindo um contra ataque com a mão direita em forma de gancho, acertando em cheio.
Ao nosso redor um aglomerado de pessoas começou a se formar, ao ver isso Alex pegou meu braço e me puxou até perto do orfanato. Todo o percurso foi muito silencioso, pensei em perguntar onde aprendera a fazer aquilo, mas resolvi deixar quieto. Quando finalmente paramos de andar notei que seu rosto estava desanimado, ele não parava de olhar para o chão com uma expressão que dizia, “Desculpe, foi sem querer”.
Tentei questioná-lo um pouco sobre como fizera aquilo, mas tudo que consegui arrancar foi uma história de quando era mais novo, e como aprendeu a lutar nas ruas, porem sem entrar em muitos detalhes. Mas eu sabia que aquilo não podia ser verdade, pois ninguém teria este tipo de habilidade apenas “brigando na rua”. Por fim tentei levantar seu animo. Comecei a falar o quanto parecia incrível oque ele fez, oque aparentou ajudar um pouco.
Por fim tentei pedir que me ensina-se, oque com certeza fez seu restante de bom humor ir embora. No começo parecia meio apreensivo em me ensinar, porem terminou falando: Ei Allan, se você quer mesmo aprender, me de uns dias, vou pensar no seu caso e lhe darei uma resposta.
Alguns dias depois, na hora do café da manhã, cumprimentei meus amigos como sempre, logo em seguida Jeremy deixou Sara sentada em sua mesa e me acompanhou para a fila do refeitório. Oque era estranho, pois geralmente eles permaneciam juntos, foi então que ele me contou sobre uma briga que tivera na noite anterior com Sara. O resumo da história seria: “Jeremy queria sair mais como antigamente e Sara queria que os dois fizessem coisas de casal.” Oque acabou gerando uma discussão entre os dois.
Durante o restante do dia o clima parecia tenso no grupo, ou melhor... Entre os dois. Quem olhava de fora nem imaginava que os dois estavam namorando, ao cair da noite cada um foi pro seu quarto sem nem mesmo se despedir direito. Neste momento também me dirigi para a ala dos garotos junto com Jeremy, este que a cada momento ficava comentando algo sobre Sara. Chegando ao quarto peguei um moletom preto que estava pendurado numa cadeira ao lado da porta, o vesti rapidamente e segui em direção à janela. Foi quando Jeremy me questionou onde estava indo ultimamente. Não sei bem o porque, mas acabei dando um perdido nele falando que estava andando por ai, oque era obvio que não colaria, mas ele então apenas concordou e voltou-se para a cama, pronto para adormecer a qualquer momento. Pulei a janela como sempre e corri em direção ao ponto de sempre para me encontrar com Alex.
Chegando lá me deparei com o rapaz, há alguns dias não o vira, e diferente da ultima vez agora já estava como sempre, sorriso sarcástico, usando como de costume roupas pretas e um óculos de sol dobrado em sua camiseta. Começamos a conversar sobre tudo que aconteceu nos dias que se seguiram após a briga, e por fim finalmente o convenci a me ensinar a lutar. Porem este não pareceu gostar tanto da ideia, por sorte concordou no fim.
Era novembro, eu estava com 15 anos, já fazia algum tempo que treinava com Alex, tudo parecia calmo, até que coisas estranhas começaram a acontecer no orfanato, normalmente o numero de adoções não era tão alto mensalmente, mas naquele mês a porcentagem praticamente duplicou, oque deixou a mim e meus amigos com um pouco de medo, pois não queríamos nos separar, mas numa sexta-feira a tarde daquele mês algo que mudaria nossas vidas aconteceu, Sra. Morrison foi até a ala dos garotos e chamou Jeremy para sua sala. No final do dia tudo que se dizia era que Jeremy estava prestes a ser adotado. Aquela noticia nos deixou chocados, tanto eu quanto Sara não sabíamos oque fazer, tudo que nos restava era aguardar e ver oque iria acontecer.
Na manhã seguinte os boatos foram confirmados, Jeremy seria adotado por um jovem casal que estava se mudando para os limites da cidade. Tentei olhar o lado bom, visto que agora ele teria uma família de verdade.
Quem eu estava tentando enganar, aquilo não era o melhor pra nenhum dos dois, eles já haviam sofrido muito sendo órfãos e agora teriam de se separar?  Eu não ia deixar isso acontecer, no mesmo dia contatei Alex, pedi se poderia ajudar meus amigos a fugir, conseguir um lugar pra eles. De inicio pareceu meio irritado com o assunto mas no final concordou.
No dia seguinte conversei com meus amigos sobre Alex e como ele estava me ajudando, também falei do meu pedido, os dois pareciam surpresos de inicio, mas por fim também concordaram, nós tínhamos até o final da semana seguinte para criar um plano, pois este era o tempo para que os documentos ficassem prontos.

Por fim resolvemos usar a mesma estratégia de sempre, a janela. Há anos fazíamos isso e “quaaase” sempre saíamos livres. Eram aproximadamente 23:00 horas, Jeremy e Sara já haviam arrumado suas coisas, e estavam prontos para ir, tudo que faltava eram as luzes se apagarem, oque era estranho considerando o horário.
As luzes então se apagam e finalmente conseguimos sair, fomos o mais rápido possível para o local marcado com Alex, ao chegarmos de cara não avistamos ninguém, mas do meio das sombras Alex vem vindo em nossa direção com seu sorriso sarcástico de sempre falando, “Achei que tinham desistido”. Fiz que não com a cabeça, mas por fim os apresentando.
Em todo esse tempo eu nunca tinha os apresentado, e o pior é que não sabia o motivo, simplesmente por falta de vontade. Deixando tudo isso de lado, pedi para Alex cuidar bem deles, já que eu mesmo não poderia mais velos, o garoto acenou a cabeça em sinal de concordância dizendo, e você, vai ficar bem?
Por um momento hesitei, pois parando pra pensar, eu ficaria sem Jeremy e Sara que estariam fugindo, mas nunca parei pra pensar que isso incluiria Alex, que teria que abandonar tudo para ajuda-los. Olhando de um ponto de vista lógico, eu estava sendo muito egoísta, fazer com que Alex ajudasse dois adolescentes a fugir e se esconder, mal pude me reconhecer.
Olhando para meu passado penso que poderíamos ter resolvido tudo de outra forma, mas no momento era a única escolha que tínhamos. Dei um abraço de despedida em cada um deles, desejando felicidade a cada um deles, pois eu nunca os esqueceria. Foi então que lagrimas começaram a se formar, dizendo que já era hora de sair, virei às costas antes que notassem o chorão que era, levantei a mão e de costas com a voz e mãos tremendo falei, “Boa Sorte, a gente se vê”.  Sem nem olhar pra traz voltei para o orfanato, com o coração pesado, sem conseguir falar nada, apenas com uma imensa dor no peito.                      
☾★☽=☾★☽=☾★☽ Parte 03☾★☽=☾★☽=☾★☽
Final
As semanas que se seguiram foram muito difíceis pra mim, houve muitas perguntas em relação aos meus amigos e a duvida se eles estavam bem também estava me matando, grande parte das noites eu sonhava com o momento de sua partida, tentei me manter firme, nessa época foi quando minhas habilidades de comediante ruim floresceram.
Todos os dias eu praticava oque Alex havia me ensinado, pra não perder a pratica, porem foi nessa época que algumas coisas mais estranhas ainda começaram a acontecer, começando com uma velha senhora que foi trabalhar como cozinheira no orfanato. Não sei muito bem o porquê, mas ela me dava arrepios. Mas isso pode não ser apenas comigo, considerando o tamanho da verruga em seu rosto, não é de se estranhar a sua horrível presença.
Mas isso era apenas o começo, pois nas noites seguintes parei de sonhar com meus amigos e comecei a ter pesadelos estranhos. Neles eu via uma mulher de cabelos negros carregando um bebe, não conseguia ver muito bem quem ou onde era tudo que lembrava era de sua origem segundo a Sra. Morrison.
Tudo se encaixava, mas não era possível, pois mesmo que fosse eu, um bebe não poderia se lembrar disso. Foi então que o sonho mudou, comecei a ver um local diferente, era noite, o silencio pairava no ar, havia muitas construções diferentes, nada que já tivesse visto antes, mais ao longe vi um grupo muito grande de pessoas perto de uma fogueira, todos riam e se divertiam. Por um momento desejei estar naquele local, mas então tudo sumiu e acordei assustado na minha cama no meio da noite. Tentei adormecer novamente pra voltar ao local, mas tudo que consegui foi voltar a ter pesadelos com a despedida dos meus amigos.
No decorrer do tempo comecei a ter cada vez mais sonhos diferentes, alguns muito agradáveis, porem outros nem tanto. Nos agradáveis via meus amigos, rindo e se divertindo com Alex, também repetidamente via a fogueira cheia de pessoas em sua volta, porem em outros via monstros que a maioria das pessoas jamais sonharia, oque me deixava apavorado.
Foi então que conheci James, um cara novo na cidade que vivia tentando se aproximar de mim, oque não era muito fácil. Após dias dando um perdido atrás de outro nele resolvi sentar e escutar oque tinha a dizer. Já que tentar esnoba-lo não dava certo.
De cara pareceu um cara legal, brincalhão, extrovertido. Seus cabelos eram escuros, usava camiseta de manga longa com um capuz na cabeça e suas calças eram camufladas como as do exercito. Então tentei reunir o máximo de informações sobre ele, oque era meio difícil, já que o garoto aparentava ser louco. Desde o inicio que comandava a conversa era ele, e não uma conversa comum... Ele começou a me perguntar oque achava sobre mitologia grega, se acreditava, oque conhecia sobre... Mas para o azar do garoto eu não conhecia tanto assim sobre o assunto, só o básico aprendido na escola. Por fim me disse para pesquisar sobre, principalmente na aba “Deuses Primordiais”.  Fiz que sim com a cabeça falando: “Pode deixar amigão”. Para assim ser deixado em paz, mas não foi bem oque aconteceu.
Nos dias que se seguiram James não me deixava em paz, tudo era motivo para pegar livros e estudar sobre o assunto, por fim acabei desistindo e entrando na onda do garoto. Por mais incrível que pareça foi ai que um dos meus maiores hobbies começou... A leitura.
Lembro que comecei a estudar muito sobre o assunto, mas algo me chamou a atenção, ao olhar na descrição de cada um dos deuses do livro, encontrei uma que chamou minha atenção, seu nome era Nyx. Sua descrição segundo os livros se encaixava perfeitamente na história que a Sra. Morrison me contava desde pequeno. Aquilo me incomodou a noite toda. Por fim pela manhã confrontei James, em busca da verdade.
Ele me arrastou para um canto e apenas me disse: “Me encontre aqui as 22:00, eu prometo te contar tudo, e Allan... Venha sozinho” Aquilo me pareceu mais como uma ameaça do que uma resposta, mas não pude fazer outra coisa se não concordar, eu precisava saber a verdade. Quem era, e porque Nyx parecia tanto com a mulher dos relatos.
Por fim era a hora prometida, desci rapidamente as escadas sem fazer barulho e fui em direção ao local combinado, James já estava lá, junto de sua mochila, oque era estranho, não achei que ele fosse a algum lugar. Ao iniciar a conversa acabei por descobrir algo que mudaria minha vida dali pra frente. Nossa conversa começou com ele me dizendo coisas absurdas como: “Allan... Monstros são reais”.
A partir daí as coisas só pioraram. Segundo ele, coisas como deuses, monstros e heróis existiam. Da pra acreditar? Só faltava me dizer que coisas como chupa-cabra, pé grande e monstro do lago ness também existiam. Porem preferi não dizer essa ultima parte, se o garoto fosse louco oque aconteceria comigo se o enfrentasse. Dando continuidade ao assunto começou a me contar sobre um local para pessoas especiais, onde monstros jamais os fariam mal, uma espécie de acampamento. Nessa parte da história eu já estava quase sem reação, apenas com uma expressão que dizia: Quem o soltou do manicômio?
Porem o principal ainda estava por vir. Segundo James, eu era uma dessas “pessoas especiais”, e me intitulava de semideus. Minha expressão continuava a mesma, mas quanto mais ele falava mais pavor meus olhos demonstravam, pois além de tudo aquilo ser absurdamente louco, se encaixava perfeitamente com os sonhos que tivera praticamente todas as noites nas ultimas semanas, oque me deixava apavorado.
Foi então que ele se levantou e fez a coisa mais estranha que alguém poderia esperar algo que mudou minha vida pra sempre... De pé, este começou a retirar as calças, oque era MUUUITO estranho, sério. Virei rapidamente meu rosto para uma parede qualquer tentando pedir para que James colocasse sua calça novamente, mas este insistiu que olhasse para ele num tom muito sério.
Por fim não pude deixar de confiar nas palavras do garoto, comecei a virar o rosto em sua direção vagarosamente mais ainda olhando em direção ao teto. No memento em que realmente vi James tudo mudou, meus olhos se depararam com pernas peludas de bode. Foi um choque pra mim, assim nem mesmo esbocei reação, porem a única coisa que vinha em minha mente era: “WTF”. E com um tom de voz calmo, mas firme me disse, o meu nome é James e sim, eu sou Sátiro.
As horas seguintes foram uma loucura, realmente fiz todo o tipo de pergunta, tipo... E o presidente, ele é um semideus? Ou... E Brad Pitt. Eram umas 03:00 horas da madrugada, e James já parecia cansado de tantas perguntas, quando estava pronto para fazer outra das minhas perguntas ele me interrompeu, pedindo para que fizesse perguntas outra hora pois agora tinha coisas mais sérias para me contar. Por alguns instantes fiquei imaginando o porque de não ter dito isso antes das centenas de perguntas, mas tudo bem.
Seu tom de voz outra vez pareceu sério, então começou a me contar da noite em que cheguei ao orfanato. Aparentemente era para eu ter morado com meu pai, porem algumas semanas antes do meu nascimento ele tivera um acidente, o deixando em coma, impossibilitando que minha mãe me deixasse com ele. Ela então sem escolha obrigou-se a me deixar aqui. Não pude deixar de pensar em: “Por que justamente aqui, por que não em New York, ou em outro local mais legal”. Tudo que era queria era que seu filho estivesse seguro, disse James.
O questionei em relação à segurança, pois em nenhum momento de minha vida algum monstro chegou a aparecer. Ele pareceu incerto, mas disse: “É raro, mas pode acontecer. Porem Allan, você não estará sempre em segurança, isso inclui aqueles que vivem aqui. Minha era te levar comigo pro acampamento”.
Ao ouvir isso me lembrei de todos os momentos que passei aqui, junto de Jeremy e Sara. Pensei até na velha Sra. Morrison, e como ela fazia de tudo para nos sentirmos em casa. Ao pensar em todos vi que a melhor escolha era ir embora junto de James. Combinei com o rapaz de sairmos as 22:00 do dia seguinte. No restante da noite eu estava eufórico demais para dormir, então continuei folhando os livros de mitologia grega, por fim o cansaço falou mais auto, quando percebi já estava de manhã.
Durante o dia tentei não focar muito na fuga programada, isso me deixava muito apreensivo. A todo o momento tinha lembranças do local, sobre a Sra. Morrison e todas as bagunças que Jeremy aprontava. Comecei a me perguntar se fora isso que meus amigos sentiram antes de fugir.
Foi então que resolvi deixar um bilhete para Sra. Morrison, nele dizia que eu estava feliz e que ficaria bem. Durante meses após a fuga de Jeremy e Sara eu vira o estado emocional de velha diretora, não consegui parar de sentir culpa por deixa-la assim novamente, mas tudo isso era necessário. Eu não gostaria de ver ela ou qualquer colega do orfanato ferido, ou até morto por minha causa. No horário planejado peguei minha mochila com meus documentos, algumas roupas limpas e fotos dos amigos. Isso era praticamente tudo que tinha em quase 16 anos de vida.
Saímos sem fazer barulho como sempre e corremos em direção a um beco próximo, o único de nós que sabia o caminho era James, que fazia questão de criar suspense não contando o caminho.
Demoramos praticamente dois dias para chegar ao acampamento, no decorrer desse tempo tivemos alguns imprevistos, e com isso digo monstros... Sério, eu fico a vida sem ver um  deles e no momento que saio de casa tenho mais histórias do que posso contar. Tive a impressão que James me levava para a morte, não pra minha segurança. Por sorte conseguimos escapar com apenas alguns hematomas e chegar finalmente ao local.
Porem isso não é tudo, mesmo após lhe contar toda a minha história, gostaria que soubesse que hoje não me arrependo de nada, fico feliz por ter tido amigos tão leais e apaixonados. Eu não sei oque o futuro me espera, mas saiba caro leitor, que planejo encarar tudo de cabeça erguida e com um belo sorriso no rosto.
Meu nome é Allan Kennedy, e essa é minha história!


Teste

Era aproximadamente 21:30 da noite, há alguns dias eu saíra do acampamento em uma missão, não parecia nada demais no inicio. Alguns dias antes um semideus que partira em uma missão havia perdido contato com o acampamento. Tudo que precisava fazer era encontra-lo e o escoltar de volta. Simples não? Pois é, eu também achava isso, até encontrar o motivo da “falta de conexão”.
Puxa vida, aquilo era enorme, lembro-me de já ter visto sua aparência nos livros, era um Cérbero. Oque não fazia sentido, pois oque ele fazia ali, no meio de Los Angeles. Bom, quando você encontra um monstruoso cão de três cabeças não tem muito tempo para perguntas. Não sei direito seu tamanho, mas na minha visão parecia ter uns 3 metros, suas três cabeças aparentavam estar brigando entre si, como se dissessem: “Você comeu da ultima vez, agora é minha vez”. O alvo de minha missão estava alguns metros a frente da criatura, caído de costas tentando se afastar o máximo possível sem fazer movimentos bruscos.
Pelo rastro de sangue deixado por todo o chão em que o jovem se arrastara, devia estar com algum ferimento grave, por isso não o enfrentava do modo correto. Não tive muito tempo para pensar em uma estratégia, caso demorasse muito e as cabeças decidissem qual delas iria jantar hoje o semideus estaria morto.
Naquele momento estava no topo te um prédio de uns 3 andares, nem mesmo sei se podia chama-lo assim, talvez devesse chama-lo de “Casa de três andares?”. Tanto faz, o importante é que busquei descer o mais rápido possível às escadas de incêndio. No meio do caminho para ganhar tempo saquei minha espada, não que esperasse que aquele espeto pudesse vencer um cão de 3 metros, mas pelo menos podia cutuca-lo até que sentisse medo e corresse de volta ao seu dono...
Chegando ao chão tentei chamar sua atenção. Tudo que precisava era afasta-lo um pouco do jovem para que pudesse usar minha carta trunfo. Comecei a berrar como um louco, insultos do tipo: OLHA EU AQUI SUA CADELA INFERNAL!!! Ou até mesmo NÃO SEI QUAL DE VOCÊS TRÊS É MAIS FEIO!!!
A principio achei que não funcionaria, pois quem era estupido suficiente para berrar coisas assim, cheguei a sentir vergonha de mim mesmo naquele momento, mas por sorte do destino ou azar, o monstro se virou na minha direção, assim me fitando com um olhar que dizia: Quanto mais melhor.
Estávamos de frente um para o outro, a rua estava deserta, tudo que nos separava era uma distancia de aproximadamente 150 metros em linha reta. Ele investiu em minha direção, comecei a focar o olhar a alguns metros a frente dele, estendi a mão esquerda e naquele ponto surgira uma bola de energia escura capaz de sugar qualquer coisa existente no local.
Eu sei que era errado usar meu trunfo logo de cara, mas era agora ou nunca. Os únicos problemas foram uma questão de inteligência e controle, aparentemente ele era mais inteligente do que aparentava ser e eu tinha menos controle do que gostaria. A energia negra surgira muito à frente dele, fazendo apenas com que desacelerasse. No momento que ela sumiu, o mesmo continuou seu caminho até mim. Não tive muito oque fazer, fiquei em posição de ataque pronto para o impacto, mas oque estava pensando, eu ia ser quebrado como um palito de dente. Concentrei-me um pouco e aos meus pés minha sobra pouco a pouco começou a se materializar, mudando sua forma, obtendo a mesma da besta a minha frente.
Finalmente havia feito algo certo, sua sombra lhe daria tempo suficiente para chegar até o semideus machucado, e foi justamente oque houve, os monstros se chocaram, permitindo assim que chegasse até o garoto. Ele estava em um estado horrível, o machucado estava em sua perna esquerda, oque o fazia perder muito sangue.
Rasguei um pedaço de minha camisa e amarrei no local pedindo para que pressionasse. Com os primeiros socorros feitos e tendo o colocado em minhas costas procurei correr o máximo possível para longe da batalha, eu nunca testara o quão longe podia ficar da sombra até  que a mesma desaparecesse, mas torcia para que fosse tempo suficiente.
A situação não estava fácil, por minha sorte havia os encontrado a noite, quando sou mais forte, do contrario não teria a menor chance de resgata-lo e ainda enfrentar o Cérbero. Porem no final tudo havia dado certo, eu conseguira resgatar o semideus e ainda continuar vivo. Pode parecer egoísmo deixar uma criatura daquelas solta, mas todos sabemos que eu não era páreo contra ela desde o inicio, pelo menos por enquanto.
Poderes/Armas Usadas:

•×• Apagar [Nível 8]: Meus filhos podem criar buracos negros em lugares distintos que ele queira, podendo puxar ou repulsar qualquer coisa, juntamente com esse poder, o semiprimordial pode apagar a existência de quem ele quiser.
•×• Materialização de Sombras [Nível 4]: Meus filhos podem manipular e materializar qualquer tipo de sombra em qualquer coisa que meu filho queira.
•×• Aprimoração Noturna [Nível 3]: Quando for de noite ou estiver em locais escuros, seus dons irão aprimorar de grande tamanho, te tornando mais ágil, poderoso e etc.
Espada Comum


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Localização : Acampamento Meio Sangue


Ficha do Semideus
Vida Vida:
140/140  (140/140)
MP MP:
140/140  (140/140)
Nível Nível: 5

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Re: Reclamações para Deuses Primordiais publicado em em Sex Set 21, 2018 4:59 pm

Heroes of Olympus

Allan, sua ficha na minha percepção, ficou muito fraca. Um enredo clichê, um personagem depressivo, que no final, tinha amigos, depois foi deixado de lado. É comum esse tipo de personagem. E um Cérbero, sejamos francos, nenhum semideus novato e iniciante, enfrenta sem ajuda e muito menos sai em missão. O enredo de seu combate foi totalmente incoerente. Se fosse uma luta de treino em uma arena, seria mais plausível. Agora, sendo técnica na parte de gramática e ortografia, vírgulas não são meu forte, nunca nego, mas esqueceu algumas depois de pois, esqueceu a crase em às vezes e ainda deixou muito o que junto. Refaça sua ficha com mais atenção, e boa sorte na próxima!

Reprovado como filho de Nyx!

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Afrodite Deuses
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Re: Reclamações para Deuses Primordiais publicado em em Qua Out 03, 2018 11:08 am

Heroes of Olympus


Reavaliação:

Allan: Em primeiro lugar eu quero dizer que: tamanho não é documento. A sua ficha é gigante, sim, notório. Mas você poderia ter sintetizado ela, retirando partes que, na minha opinião, não fizeram muita diferença. Começarei a questionar o motivo: você deu o exemplo que já jogou em outros fóruns sendo filho de Nyx, mas, não sabe o real motivo a querer ser prole dela. Bom, poderia desenvolver mais, colocar que gostas da personalidade da deusa, que gostas da história, que se identificas ou algo assim.

Não sou fã de leitura em primeira pessoa mas gostei da forma como você organizou o texto de forma que me lembrasse uma conversa, deixou ele fluído e natural, no entanto, você colocou vírgulas em lugares que não era para colocar. “Engoliu” alguns pontos ou os substituiu por mais vírgulas e simplesmente não colocou os acentos nas palavras, além de ter escrito diversas vezes o “o que” junto. Acentos são importantíssimos pois acabam deixando o texto com mais coerência, em conjunto comas vírgulas e pontos nos lugares certos.

Não quero desanimá-lo, muito pelo contrário. Estamos aqui para nos ajudarmos. Tens um enorme potencial e sua ficha está muito bem elaborada, só precisa das correções necessárias. Releia ela, faça pausas de respiração e repare se as vírgulas estão nos lugares corretos. Veja se, como Psiquê disse, tem coerência um semideus sem experiência encontrar-se com monstros desse nível ou se não seria melhor fazer uma substituição, ok?

Uma ferramenta excelente é o Google Docs, online mesmo você pode jogar seu texto lá e começar a fazer essas correções. Aguardo a repostagem da sua ficha para uma nova avaliação e seja muito bem vindo ao fórum!

Ortografia – 2/5

Criatividade – 3/5

Coerência – 2/5

Ações realizadas – 5/5

Hipnos Deuses Menores
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Localização : Onírico

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Re: Reclamações para Deuses Primordiais publicado em em Sab Out 06, 2018 4:18 pm

Heroes of Olympus RPG

Progenitor Divino: Nyx

Como encontrou nosso fórum? Indicação ou google? Indicação.

Chieko Himuro

PHOTOPLAYER: Moon Hyuna
IDADE: 16 anos
NACIONALIDADE: Japonesa, com ascendência sul-coreana
PROGENITOR MORTAL: Kwan Himuro
POR QUE A ESCOLHA DESTE DEUS?: Nyx é uma deusa complexa, para dizer o mínimo. Ao mesmo tempo em que pode se mostrar bondosa e gentil, pode ser cruel e rancorosa. Ainda sim, se mostra como uma mãe gentil e cuidadosa, como foi visto em uma das muitas versões dos mitos em que aparece que abrigou Hipnos em sua mansão após o deus do sono ajudar Hera em uma de suas vinganças. Sua sabedoria, advinda dos anos de experiência, também suas capacidades com magia e outras habilidades, como retirar imortalidade de deuses, além da beleza da noite e admiração que ela causa nos mortais fizeram a deusa ser uma das minhas prediletas. Mas isso ainda não responde totalmente a pergunta ou não de maneira completa.
A trama da personagem tem um aspecto mais sombrio - pelo menos na minha mente - e ligada à noite, demônios e até certo ponto magia e morte. Isso torna Nyx uma escolha óbvia para mãe da semideusa. Claro que, admito, a ideia dos poderes de um semideus primordial sempre é atraente mesmo que o cheiro deles também acabe atraindo mais monstros. Essa combinação de fatores gerou a escolha da divindade. “O cheiro mais forte também?”, podem perguntar. Sim, isso também. É uma consequência de seu poder maior em relação a outros semideuses.
PRESENTE DE RECLAMAÇÃO: Hexagrama: um amuleto em forma de um hexagrama, que quando pressionado com força envolve a mão direita do semideus com um tipo de luva metálica repleta de emblemas mágicos. Essa luva canaliza e concentra o poder do semideus, em conjunto de sua habilidade mágica pode ser muito poderoso. [Presente de reclamação]

Físico

A jovem oriental é pequena, com cerca de um metro e quarenta de altura e com quarenta quilos bem distribuídos em seu corpo de aspecto delicado. Os cabelos são lisos e normalmente negros, indo até o meio das costas quando soltos. Suas curvas são definidas, sinalizando bem cintura, quadris e seios. Os seios parecem fartos pela constituição pequena de seu corpo, mas são, na realidade, pequenos. Não possui marcas de nascimento ou tatuagens em seu corpo. Geralmente usa roupas delicadas e femininas, por vezes insinuantes, com cores e/ou estampas diversas variando com o dia e humor da garota.

Mental

Gentileza e bondade. São as primeiras palavras que os amigos próximos de Chieko usam para defini-la.  Sempre com um doce sorriso nos lábios e disposta a estender a mão aqueles que precisam, é difícil que algo a deixe com raiva, apesar de não ser tão difícil assusta-la depois que a jovem descobrira o passado trágico de parte da sua família. Sua educação como uma geisha desde a tenra idade tornou-a extremamente educada e capacitada nas artes, como música, canto e dança. Quando prestando seus serviços como artista, a semideusa se mostra suave e gentil, mas distante emocionalmente dos seu clientes.

História

Arredores de Tóquio, Japão
13 de Dezembro, ano desconhecido

Sanousuki Himuro estava sério diante do Portal do Inferno, no subsolo da mansão, junto com outros membros da família e alguns poucos visitantes dignos de presenciar aquele tão importante ritual. A cada dez anos, era preciso que o portal do inferno fosse lacrado para manter o Karma Ruim do mundo preso e o sucesso dependia da pureza do sangue da Donzela do Ritual das Cordas. O último Ritual do demônio havia escolhido uma de suas filhas, Kirie Himuro, e uma filha de outro membro da família para o Ritual do Demônio Cego e o Ritual das Cortas e, agora, aguardavam a chegada de Kirie com os sacerdotes para o último ritual, que selaria o portal por mais dez anos.

Ao lado do homem, Naomi observava pelo canto do olho o marido. Nascera no vilarejo próximo e fora escolhida pelo homem como sua esposa, uma honraria que jamais esperara receber. Temera pela vida da filha quando o Ritual do Demônio chegou, mas logo o temor se tornou orgulho quando sua filha fora a escolhida para proteger o mundo do mal que habitava no portal. Vendo a tensão disfarçada no marido, tocou seu braço delicadamente. O homem olhou a japonesa e sorriu, em uma desculpa silenciosa pelo que estava pensando naquele momento.

Tudo sairá bem, meu amado. — Sussurrou para o marido, afagando seu braço. Quando o homem tocou sua mão, segurando-a e acariciando as costas dela, sentiu a face corar por não ser um gesto comum vindo do homem.

Sei que sim, hime. Nossa Kirie salvará muitos hoje, assim como tantas outras fizeram antes dela. Um dever nobre e uma missão importantíssima. — Sim, ele estava orgulhoso com o que sua filha iria fazer e não escondia aquilo de ninguém. Sacrifícios haviaM sido feitos e agora era a hora de colher os frutos deles.

Veja, mesmo amando sua filha não podia falhar com o mundo e com a bela deusa noturna, que tão gentilmente lhes abençoou com os dons necessários para garantir que o mal fosse mantido preso. Ele próprio não fora tão abençoado ao ponto de poder ele próprio fazer o ritual, mas seu irmão, Mafuyu Himuro, recebera os dons da deusa e servia a família como sacerdote. Abriu a boca para dizer mais algo, porém o som das vozes cantando uma música sacra e tambor que anunciavam a chegada de Kirie e os sacerdotes o calou. Após uma eternidade, os devotos da noite entraram escoltando uma jovem de quimono completamente branco.

Os observadores abriram caminho para a comitiva passasse e ao chegarem a frente do Portal deram inicio a cerimonia de fato. Cordas foram amarradas nos pulsos, tornozelos e pescoço da garota após ela se deitar no pequeno altar presente ali e, na sequência, foram amarrados a pequenas estruturas de madeira. Uma breve explicação do motivo de estarem ali, uma oração e então acólitos seguraram as manivelas das estruturas de madeira, girando-as e fazendo as cordas enrolarem-se, puxando-as. O grito foi sufocado pela falta de ar da jovem enquanto seus membros eram arrancados, a jovem era estrangulada e sua cabeça arrancada pelas cordas. O sangue espirrou para todo o lado. Outros três acólitos se aproximaram, desamarrando-as e as banhando completamente no sangue da donzela antes de entregarem aos escolhidos. Dois sacerdotes mais graduados amarraram as cordas cruzadas em x com uma cruzando na horizontal no meio do portal enquanto outra oração era entoada... As respirações foram presas e aguardaram pacientemente que o rito fosse concluído. O portal mudou de cor de azul para vermelho e, ao invés de voltar a ficar azul, se tornou roxo.

Então o terror tomou as faces dos membros da família e a incompreensão era visível no rosto dos visitantes. O que estava acontecendo? Murmúrios entre os presentes, alguns se viravam para fugir... E o demônio cruzou o portal. Uma massa de escuridão cheia de braços e sem um rosto reconhecível, um mal que a mente humana não conseguia compreender ou assimilar uma melhor aparência do que aquela. Então a compreensão desceu a todos: o ritual falhara e o mal escapara. A alma de Kirie foi a primeira a ser tomada pelo mal e Sanousuki o primeiro a enlouquecer. A vergonha misturada a loucura o fez cometer um crime horrível. Um a um, família e visitantes foram mortos e o corpo do homem caiu sobre a lâmina da própria espada. As almas ficariam presas na casa até que o ritual fosse de fato completado de forma adequada e o demônio derrotado.

Dias atuais

Chieko Himuro era a única filha de Kwan Himuro, sendo os únicos dois membros remanescentes da família Himuro. Na época do Cataclismo, não sabiam que um dos membros da família não estivera presente para o ritual por ter rompido os laços com a família por crenças religiosas. Os anos se passaram e o sobrenome da família se manteve, ainda que agora os dois membros vivos não fossem plenamente japoneses. O pai de Kwan era filho de um japonês com uma coreana, de modo que seu filho e neta tinham traços físicos de ambos os povos.

Kwan se mudara para o Japão com dezoito anos para estudar e trabalhar, construindo a própria riqueza no campo farmacêutico e somando esse dinheiro ao obtido por seu pai na Coreia do Sul. Com o dinheiro, decidira investir em arte e criou uma okyia (casa de geishas) em Kyoto. Apadrinhava geishas e suas aprendizas, pagando sua educação e auxiliando nos custos da vida de tais artistas e guardiãs da tradição japonesa. Graças a divida dessas artistas com o homem, quando sua filha nascera, as mulheres acolheram-na e a criaram e educaram desde o nascimento como uma artista também.

Como a criança viera a nascer? Nyx, a deusa da noite, lembrava-se da lealdade da família e aquele mortal, com seu amor pela noite, pelos segredos da noite e pelo oculto atraíram a atenção da mulher para Kwan, fazendo-o se aproximar do homem. Com a maior parte dos costumes da família tendo sido morta no massacre na mansão, era claro que a divindade não podia dizer claramente que era uma deusa ou que os Himuro realizavam aqueles rituais em sua homenagem. Para seu amante, a deusa era uma grega com nome exótico e especialista em ocultismo, que fora ao Japão para um evento do dito tema. Elegante e atraente, acabaram se envolvendo em um romance tórrido em pouco tempo.

Mesmo gostando do oriental, a deusa sabia que não poderia ficar ali e viu-se obrigada a contar a verdade a Kwan. A descrença inicial deu lugar a certa devoção e um toque de magoa por não ter se revelado como deusa antes, mas mesmo assim o meio japonês foi capaz de entender porque não contou-lhe no inicio quem era. Por que acreditaria? Por que permitir-se-ia envolver? Acharia que era louca ou a acusaria pela morte de sua família. A divindade lhe revelou também estar a gerar uma criança, fruto de seu amor. Uma constante lembrança dos dias que estiveram juntos e que, sim, a deusa havia lhe amado verdadeiramente. Não podiam ficar juntos, mas isso era motivo para duvidar? Não, claro que não. Kwan apenas queria saber uma coisa: por que sua família morrera. Apenas uma resposta saíra da boca da divindade:

O ritual... Não saiu como eles esperavam e desencadeou algo terrível... Mas sou uma deusa de mistérios, Kwan, não de respostas fáceis. Não posso lhe explicar ou dar maiores respostas. Terá que descobrir sozinho.

E após o nascimento da criança, em uma noite sem lua, o choro da criança fora ouvido pela primeira vez. Meio deusa e meio oriental, aquela seria a possibilidade da família em, talvez, reparar os erros do passado de sua família, ainda que não fosse possível saber ao certo se de fato teria sucesso naquela tarefa hercúlea ou não. Por que hercúlea? Se aquele demônio fosse fraco, não teria se mantido até aquele dia controlando as almas daquela mansão, certo? Algum semideus do passado teria conseguido por fim a maldição e a paz seriam alcançadas naquela bela mansão... Mas é claro que não acontecera e agora dependiam de uma semideusa recém-nascida para terem paz.

Sendo criada desde bebe por geishas, aprendera a arte da música, do canto, da conversa e mesmo cerimônias japonesas como a cerimónia do chá. Aprendera como dançar músicas tradicionais, os costumes e a cultura daquele povo... Sua one-san, uma geisha com cerca de vinte e oito anos de nome artístico Misaki, cuidava devotadamente da jovem garota como sua irmã e, às vezes, filha já que como geisha não podia ter relacionamentos românticos sérios. Aquelas mulheres artistas viviam para a arte e, como tal, deviam manter-se dedicadas a isso. Claro que não era incomum serem amantes de seus dannos (patronos), mas eram casos que as mulheres preferiam abafar. Mas a vida de uma aprendiza não era apenas arte, festas e luxo...

As maiko e, às vezes, mesmo as geishas completas ajudava a limpar a casa. Aprender a manter a postura correta enquanto comia e conversava, como cuidar de seu lar corretamente, como se vestir mesmo sem estar trabalhando, ajudar sua okaasan e sua onee-san com os quimonos ou penteados... Aprendia a arte de aplicar a bela maquiagem e vestir o complexo quimono eram difíceis. Com seus dez anos, passara a acompanhar Misaki aos Ozashiki (banquete em um edifício tradicional com tatami) como Minarai, além de casas de chá, e os clientes e donos dos estabelecimentos faziam vista grossa para Chieko ter seis anos a menos do que a idade legal para acompanhar sua nee-san. Por quê? Além de Misaki ser uma ótima geisha, era claro o talento da pequena aprendiza em dançar e realizar cerimônias do chá. Sabia também manter uma conversa agradável e sua inocência e pureza lembravam aos amantes da cultura nipônica a inocência esperada de uma mulher e esposa.

Morando com a mulher, aprendia muito e também havia as praticas e costumes que se esperava dela. Por exemplo, esperava-se que a aprendiz, quando não acompanha sua nee-san deveria esperar acordada até que ela regressasse a sua casa. Quando era chamada para participar das cerimônias e trabalhar distraindo clientes, recebia apenas metade do salário de uma geisha completa. A cada dia, seus traços delicados e belos ficava ainda mais marcados em sua face e sua compostura marcava-se mais ainda. Seus gestos exalavam delicadeza, feminilidade e timidez na medida certa. Claro, parte daquela timidez era ensaiada para agradar os clientes que pagavam até bem para uma maiko. As vezes, a única coisa que lhe pediam era para tocar e cantar para eles enquanto conversavam e tomavam chá, outras vezes pediam-na para dançar ou conversar com eles. E assim a pequena Chieko ganhava fama no mundo das artes.

Mais ou menos com seus dez anos, próximo aos onze, alguns acontecimentos estranhos começaram a acontecer. Quando acidentalmente se machucava com algo, pela manha seus ferimentos apareciam curados ou menos graves do que quando foi dormir. Sua beleza era ainda mais profunda agora e mais deu uma vez sentira um arrepio percorrer seu corpo, mas não como se algo ruim estivesse para acontecer. Era como se alguma coisa incrivelmente familiar lhe cumprimentasse, acariciasse seu corpo e lhe fosse amigável. Só não sabia que já estaria sendo perseguida por monstros se, longe como estavam dos deuses e sua área de atuação, os inimigos naturais dos semideuses também eram mais escassos. Os tempos de quase paz estavam prestes a se encerrarem.

Com seus quinze anos, a jovem fora a uma festa com Misaki, atuando mais ativamente como maiko sob sua responsabilidade. Vestida com um quimono azul com flores laranja e amarelas, além do colarinho vermelho. Sua face era coberta pela maquiagem branca, assim como pescoço e peito, com algumas partes sem estarem brancas, como a nuca. Suas bochechas eram acentuadas com pó rosa escuro e seus olhos recebiam sombra vermelha. Estava sentada sobre os calcanhares, tocando um Shamisen, próxima a um grupo de empresários. Sua irmã mais velha conversava com os homens e não notou a aproximação de um rapaz com trajes a rigor. Chieko trocou um olhar com o rapaz e deu um pequeno sorriso antes de se voltar para o instrumento e continuar a tocando.

No decorrer da noite, o jovem apresentara-se a sua companheira e a pequena maiko descobrira-se indo sozinha para casa enquanto sua mestra, apesar de tal prática não ser estimulada, acabara indo com o rapaz para algum lugar. Quando a okaasan perguntou, a jovem se limitara a dizer que sua irmã a instruíra a logo ir para casa que em breve iria chegar, mas não disse aonde iria. Uma mentira, é claro, mas não queria deixar sua irmã em problemas. Uma prova clara de companheirismo e irmandade entre colegas de profissão. Removeu a maquiagem com calma no quarto, removeu o quimono e vestiu as roupas de dormir, usando o Takamakura para deixar a cabeça ligeiramente elevada para não bagunçar o cabelo enquanto dormia. Ao redor do objeto, pequenos grãos de arroz aguardavam qualquer deslize da jovem. Na manhã seguinte, quando Misaki chegou, a pequena aprendiza já estava desperta, vestida e treinando para servir o chá em cerimonias. Os acontecimentos daquela noite tornaram-se um segredo das duas, ou algo próximo a isso.

Não sabiam, é claro, que o rapaz, chamado Yanko, era noivo da filha do líder da Yakuza e Misaki ter se deitado com ele atraíra a raiva da organização. Uma noite, quando a geisha mais velha e as outras moradoras da casa se ausentaram, alguns dos capangas da máfia japonesa invadiram a casa e encontraram Misaki e sua aprendiza. Haviam decidido deixar a garota viva para poder servir como testemunha do que acontecia com aqueles que se envolviam com o prometido da noiva da herdeira da Yakuza, mas a geisha já graduada fora estuprada, espancada e morta. O sangue escorria pelo piso de madeira e a face da mulher estava desfigurada. Imóvel e sem saber como lidar com a morte ou o que fazer, sabe-se lá quanto tempo após assistir aquela barbárie ligou a única pessoa que achava poder contar naquele momento: seu pai. Pedira que fosse até a casa e contou ao maior tudo o que acontecera, tremendo de medo e chorando.

Quando chamaram a polícia, disseram que foram ladrões a invadir a casa e fazer aquilo ao invés dos membros da máfia. As investigações começaram a ser feitas, mas acabaram não dando em nada devido à influência da Yakuza na mesma. Tudo poderia ter acabado ali, mas a jovem herdeira da máfia decidiu ir à escola da garota e conhece-la, para debochar da morte da mentora por ser uma prostituta. Poucas coisas, porém, poderiam ser mais letais que alguém assustada ou com raiva, especialmente quando se era uma semideusa. Chieko não conseguia se lembrar bem de como ou porquê, mas se lembrou da garota sangrando em suas mãos. Assustada consigo mesma, saíra do beco onde a outra havia lhe levado. Quando acharam o corpo e chamaram o hospital, já era tarde demais para salva-la. A humilhação da máfia em sua herdeira ter escapado de sua visão e ter acabado morta por sua própria lamina fora o suficiente para o caso ser abafado e “apagado” dos registros da polícia. Não, eles mesmos resolveriam aquilo. O culpado seria julgado por eles e devidamente punido por tal crime contra eles. Porque era a Yakuza quem mandava, no fim das contas, ali. Ou gostavam de afirmar isso.

Quando descoberta, dias após o acontecimento, a maiko fora levada até uma das bases da máfia. Os membros mais importantes estavam presentes, além do causador de toda aquela confusão. Yanko. Olhares rápidos foram trocados, mas nenhuma palavra realmente dita. Seu autocontrole não era lá o melhor do mundo, mas sabia que não havia nada que pudesse fazer para evitar a situação. E só era ela quem estava ali para sofrer porque seu pai estava, felizmente, longe dos tentáculos da máfia, em algum lugar dos Estados Unidos da América supostamente a trabalho para a empresa em que trabalhava. Cerrou os punhos e, resignada, ergueu o queixo, olhando diretamente o líder da máfia.

Está aqui para responder pelos crimes cometidos, vadia. — Provocou, pouco respeitoso com a garota a sua frente. Os outros mafiosos riram dela e sua face ruborizou imediatamente. Não por vergonha, mas por raiva. Trincou os dentes. — Talvez devesse oferecer você aos meus homens antes de mata-la. Ninguém mata minha filha e estraga a aliança com o grupo do idiota ali.

Mais risos. Falavam em japonês e achavam que o rapaz não entendia o que era dito, pois até então só haviam ouvido o mesmo falando em inglês. Então um sorriso surgiu nos lábios dele quando se pronunciou.

Não irão fazer nada disso. — Silêncio. — Tem duas opções: me venderão ela ou perderão o Japão.

Discussão. O clima estava tenso e vi um homem alto se aproximando de mim. Não tinha tatuagens visíveis ou uma katana, então talvez não fosse da Yakuza. Não disse nada, apenas ficando próximo como se para defendê-la de algo. Quando se deu conta, acabara de ser reclamada como noiva do rapaz desconhecido e com o rapaz obrigando aqueles homens a tomarem-na como sua nova herdeira. Abriu a boca para protestar, mas percebera que era um péssimo momento. Noiva e agora levada para morar junto com o rapaz, nos Estados Unidos. A mudança permitiu também que se aproximasse mais do pai. Era a pouca normalidade que ainda tinha em seu mundo, mas não por muito tempo.

A semideusa vira pela primeira vez os monstros ali, no novo país, e percebera que sentia medo daquelas coisas estranhas. Assustada, vira seu pai e a mãe de seu noivo se unirem para derrubar uma criatura estranha, que parecia ter cem mãos e cem olhos. Mas o Hecatônquiro foi apenas à primeira criatura que lhe atacou. Cada vez os monstros ficavam mais perigosos e frequentes, mais ameaçadores e ousados. Estava na hora dos dois semideuses irem para o Acampamento, especialmente a garota que não tinha lá muitas habilidades de combate. Provavelmente os subordinados de Natasha e do rapaz não hesitariam em defendê-la se precisasse, adotando-a como sua protegida ou algo assim. Ainda não entendia bem os cuidados daqueles homens ou porquê Yanko salvou a vida dela no Japão, tendo recebido como resposta apenas um "você me salvou e eu te salvei, apenas isso" como resposta.

Em sua viagem até o Acampamento, foram atacado mais de uma vez por monstro, mas os únicos que a semideusa conseguira relacionar a algo da mitologia greco-romana fora uma harpia e alguns cães infernais e a única arma que tinha consigo era uma pequena adaga que seu pai, um filho de Hécate, havia lhe dado para se defender. Descobrira com o perigo a verdade sobre o mundo, sobre sua mãe e sobre sua família. Mas ainda havia, é claro, muitas coisas que precisava aprender. Mas antes disso precisava se acostumar com o Acampamento e, acima de tudo, ser reclamada por sua mãe. As primeiras semanas foram calmas, ainda que morasse no confuso e lotado chalé de Hermes, e praticava todo os dias com a foice e corrente, suas armas prediletas. Tentara aprender a manusear o arco e flecha, mas suas habilidades eram tão limitadas com aquela arma a principio que quase desistira de aprender. Quando sentiu-se segura com suas duas armas principais, decidira começar a praticar combate a monstros. Em meio ao combate com a dracaenae, libertada para aquele treino de combate a monstros, a jovem parecia estar perdendo quando sua mãe sentira piedade de sua pequena filha. Criada no escuro e privada de seu pai, agora precisava de sua mãe. E a deusa da noite interveio. Um holograma azul meia noite surgiu sobre a cabeça da semideusa, com uma lua e estrela cintilantes. Pela primeira vez, era como se sua família estivesse completa.

Teste

Natasha fazia aniversário amanhã e eu e Yanko precisávamos comparecer a festa. A russa havia pedido que eu tocasse na festa, o que me levara a uma loja de instrumentos japoneses. Próximos à porta, dois “seguranças” estavam na porta olhando para mim com atenção enquanto andava entre os instrumentos a procura de um Shamisen que me agradasse. Pousei meus dedos em um feito com couro de cobra e peguei-o. O vendedor olhou para mim, arqueando uma sobrancelha, enquanto eu sorria e entregava-o com suavidade. Vestia-me com um vestido negro oriental estampado, com uma bolsa discreta de alça longa pendurada em meu ombro esquerdo.

Vou levar este, por favor. — Havia aprendido com meu noivo e sua mãe aquele tom... autoritário, que esperava que a ordem fosse obedecida. Olhou de esquia para os homens na porta e, internamente, sorri.

Tem certeza, senhorita? É um pouco... Caro. — Olhei pelo canto dos olhos para os seguranças antes de responder séria. Não queria ter que usar de intimidação com ele, mas podia perceber ser necessário.

Dinheiro não é o problema... Mikhail.

O maior dos dois se aproximou, ficando quase ao meu lado. O homem tinha cerca de um e oitenta e cinco com músculos bem definidos e uma expressão de poucos amigos na face. Engolindo em seco, o comerciante pegou instrumento e foi até o caixa, seguido por mim e o mafioso. Antes que perguntasse, estendi o cartão de crédito de Yanko para ele.

Débito. — Então peguei a maquineta e digitei a senha, sem presa, antes de devolver ao homem e retirar o cartão. Peguei o instrumento e saí do lugar com os dois seguranças. Mas, de súbito, parei. Algo ruim estava para acontecer e sabia disso. — Mikhael, Dimitri... Levem isso e busquem meu pai. AGORA!

Obedeceram. Não queria humanos perto quando o perigo chegasse até mim e entrei em uma viela, me afastando na direção de alguns galpões que sabia existir ali. Pressionei o pentagrama contra minha mão e uma luva formou-se, para a necessidade de usar como arma, e tirei a  bolsa do ombro. Era uma bolsa dessas de mão, que usava minha corrente enrolada cuidadosamente para ser capaz de pendurar em meu ombro. A bolsa caiu no chão e o rugido fez-se ouvir, aterrador e parecendo fazer os prédios tremerem. Ao tentar sair do meio dos humanos, acabara indo em direção ao meu algoz. Um grande leão, com pelagem dourada e olhos cheios de ira, surgiu das trevas e me encarava.

Tremia um pouco de medo, diante da criatura gigantesca, e temia não estar preparada para enfrentar aquele tipo de criatura. Leão de Nemeia. O primeiro trabalho de Héracles e um oponente que daria trabalho mesmo para um semideus experiente e poderoso. Com a corrente parcialmente enrolada no braço esquerdo e balançando uma de suas extremidades com o direito, estava excitada e preocupada. A antecipação do combate era a pior parte. Cada segundo arrastava-se como horas e, quando começava, parecia ser breve.

Em um piscar de olhos, a criatura investiu contra mim e percebi-me esquecendo da forma mais suave de uma geisha e esquecendo o que aprendera no tempo com a máfia ali. Estava claro demais para contar com minha regeneração ou poder verdadeiro, estando sozinha agora. Talvez as sombras do prédio pudessem ser usadas se chegasse até lá, mas preferia não arriscar tanto ao passar por ele sem alguma segurança. O monstro estava, em pouco tempo, em cima de mim enquanto lançava parte da corrente para se enrolar em sua perna, rolando para o outro lado e puxando a corrente. No meio do movimento, fui atingida pela pata da criatura, que era mais ágil que eu. Um gemido de dor, caída no chão, e me arrastei até sentar. Puxei a arma com dificuldade, com a parta da criatura parcialmente sobre a corrente. Não conseguia retira-la de baixo dele e a dor da colisão com o cimento dificultava meus movimentos, mas não podia ficar parada e desarmada.

Reunindo minha coragem e força, me levantei e larguei a corrente no chão para evitar, por exemplo, que fosse usada para me puxar. Em um movimento súbito, corri em direção ao beco e olhava por cima do ombro para não ser pega de surpresa por seus golpes. Claro que meu deslocamento não se comparava a um felino gigante e a criatura cobria a distante entre nós e tentou me morder. Seus dentes pegaram de raspão em meu braço e ombro, fazendo o sangue escorrer grosso pela pele alva. Dor. Soltei um grito de dor e vi com lagrimas nos olhos. Instintivamente, me joguei contra o chão a frente, rezando para chegar até as trevas. Não foi o suficiente e me arrastei a distância que faltava. O sangue marcava o chão e o felino parecia satisfeito com o começo da vitória. Seria derrubada tão fácil? Não, me recusava a me render assim e as trevas pareciam atender ao meu chamado silencioso. Vi-as se moldar e começar a formar uma foice para mim. Se chegasse até ela, teria uma chance de combater o monstro.

Quando engatinhei para a arma e segurei o cabo da arma, fechando os dedos ao redor dele. Sabia que sua lâmina era especialmente afiada e indestrutível, além de poder invoca-la quando precisasse e onde. Por que não fizera isso antes? Era mais fácil invocar algo de trevas se estivesse nas trevas, certo? Pus-me de pé nas sombras, virando de volta para fora e encarando o monstro. Uma aura intensa negra rodeava-me, pouco perceptível antes, e quando o monstro correu para me atacar, aproveitei minha velocidade aumentada para tentar sair do caminho. Não foi um movimento perfeito, mas permitido apenas pelo aumento de velocidade conferido pelas trevas. Segurando o cabo da foice com ambas as mãos, fiz um longo arco a minha frente com sua lâmina, que não penetrou no couro resistente, mas cortou um pouco do pelo da criatura que caiu no chão.

O monstro virou-se desajeitado na minha direção e ia me atacar mais uma vez quando convoquei minhas amigas vespas que começaram a pica-lo em vários pontos. Se feria a criatura? Não, não feriam realmente. Serviam bem como distração e para atrapalha-lo, me dar tempo para planejar alguma coisa. Não que achasse muito que haveria algo para fazer. De todo modo, os sons de luta começaram a atrair mortais para o lugar.

Isso não está certo... — Reclamei, sabendo que meu pai não chegaria a tempo de me socorrer. Mesmo trocando golpes com o grande animal, minha roupa e corpo revelavam vários cortes, mesmo que o corpo estivesse se curando com as trevas, apenas a opção fuga me restava. Aproveitando a distração criada pelas vespas gigantes, tentei sair correndo e alcançar a corrente e a bolsa largadas no chão. Quase fui atingida de raspão nas costas, mas novamente as picadas - que agora visavam os olhos - deram-me tempo para pegar e sair por entre prédios apertados demais para ser seguida. Odiava fugir, mas não queria também morrer ou que humanos se ferissem naquela luta.

Adendos:
- No teste ali em cima disse que pode usar arma "comum". A corrente usada era uma de ferro estígio. A luva está lá em cima e os poderes abaixo para facilitar.
Poderes:
•×• Cura noturna I : A noite ou em locais escuros você consegue se curar involuntariamente.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Cura 10 de HP à cada turno em contato com a escuridão.
Adicionais: Nenhum

•×• Beleza Extraordinária [Nível 1]: Apesar de Nyx ser a mãe da maioria dos males que assolam a humanidade, é uma deusa extremamente bela, o que a torna ainda mais perigosa. Seus filhos são herdeiros de toda essa beleza, e podem fazer uso disso para seduzir, e fazer com que uma grande brecha na defesa do seduzido seja aberta, fazendo com que seus ataques tenham uma probabilidade a mais de darem certo.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Nenhum
Adicionais: Nenhum

•×• Detector Mágico: Você sente feitiços e magias em torno de 50km, podendo ter até mesmo a visão do lugar se desejar.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Nenhum
Adicionais: Nenhum

•×• Perícia com foices: Os filhos de Nix manuseiam perfeitamente uma foice, mais não uma normal, essa foice é feita de sombras materializadas, onde o filho de Nix quiser ela aparecerá, é uma das foices mais afiadas e indestrutíveis.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Nenhum
Adicionais: Nenhum

•×• Aura da Noite: Seu corpo é envolvido por uma névoa cintilante, de tonalidade azul-marinha e roxa escura. Provoca um frio intenso e medo em quem o observa, ou quem esteja próximo a você. Afasta qualquer ser ou habilidades de luz.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Nenhum
Adicionais: Nenhum

•×• Olhos noturnos I [Nível 2]: Você consegue enxergar perfeitamente no escuro, ou no oculto podendo enxergar e ver coisas a metros longe melhor que ninguém.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Nenhum
Adicionais: Nenhum

•×• Necromante [Nível 2]: Você pode ver, falar e conversar com fantasmas, mortos e espíritos.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Nenhum
Adicionais: Nenhum

•×• Telepatia animal notívaga [Nível 2]: O filho de Nix consegue comunicar-se mentalmente com qualquer animal noturno, como morcegos, corujas, etc.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Causa: Nenhum
Adicionais: Nenhum

•×• Dom da Feitiçaria [Nível 3]: Nyx era venerada por bruxas e feiticeiras, portanto, seus filhos têm uma habilidade natural para realizar feitiços. São ainda mais habilidosos com magia negra, e sua magia é da mais alta classe.

•×• Aprimoração Noturna [Nível 3]: Quando for de noite ou estiver em locais escuros, seus dons irão aprimorar de grande tamanho, te tornando mais ágil, poderoso e etc.

•×• Perícia com correntes [Nível 3]: As correntes são sua melhor arma, você sabe usá-las como ninguém e fazer movimentos incríveis e mortais com as correntes.

•×• Materialização de Sombras [Nível 4]: Meus filhos podem manipular e materializar qualquer tipo de sombra em qualquer coisa que meu filho queira.

•×• Lábia Aterrorizante [Nível 4]: Lendas, histórias de terror, geralmente são contadas a noite, com o objetivo de perturbar o sono. Qualquer história desse tipo, se contada por um filho de Nyx, ganha um aspecto muito mais tenebroso e convincente, ficando impossível de se controlar o medo.

•×• Olhos Multicolores [Nível 5]: Os segredos não passam por você, seus olhos sempre estão mudando de cores de acordo com o estado de espírito da pessoa. [Ver a legenda no final.]

•×• Fôlego Subterrâneo [Nível 5]: Os filhos de Nyx conseguem respirar perfeitamente no Submundo, e devido a Nyx ser uma deusa dos céus, e ser mãe de Éter (o ar), seus filhos conseguem respirar normalmente na maior das altitudes.

•×• Afinidade com Seres Noturnos [Nível 5]: Assim como os cães infernais, fora do Submundo os gatos serão os animais mais próximos de você. Quando passa por eles, tende a atraí-los, porém eles jamais te ferirão com suas garras. Os morcegos serão seus fiéis companheiros; ao assobiar, você pode convocar um bando deles, não importa onde esteja. Ou, pode atraí-los ao concentrar seus pensamentos neles.

•×• Astrônomo Natural [Nível 6]: O filho de Nyx sabe o nome de cada galáxia, de cada cometa no Universo, mesmo sem nunca ter lido nada sobre o assunto.

•×• Alma Ambígua [Nível 6]: A noite é a guardiã de todos os mistérios. Consequentemente, o caráter da deusa Nyx é um grande enigma, também pelo fato de ela ter dado bons e maus frutos. Seus filhos tem o dom de fingir, e de mascarar seus sentimentos como ninguém. Podem ser bondosos ou extremamente cruéis, no mesmo grau. E suas mentiras convencem qualquer pessoa, dependendo da maneira como são enunciadas.

•×• Imunidade a magia [Nível 6]: Os filhos de Nyx são imunes a qualquer habilidade mágica, ou psíquica. Mesmo os encantamentos dos filhos de Hécate não surtirão efeitos, desde que o adversário seja de um nível inferior ou igual ao seu.

•×• Imunidade a Venenos [Nível 7]: Você é imune a qualquer veneno.

•×• Imunidade do Tempo [Nível 7]: Como Nyx é a mãe da maioria dos deuses, meus filhos tentem a decidir seu próprio futuro, ou seja, semititãs, semiprimordiais ou semideuses podem alterar algo no tempo e espaço, mais essas alterações nunca atingirão os filhos de Nyx.

•×• Ladão [Nível 7]: Nyx era uma das deusas especiais, ela podia tirar a imortalidade de um deus, meus filhos recebem esse dom, mas diferente porque semideuses e seguidores não possuem a imortalidade, nesse caso meus filhos podem roubar os poderes dos seus inimigos, fazendo com que estes só possam usar metade dos seus níveis.

•×• Encanto Noturno [Nível 7]: A presença do filho de Nyx durante o período da noite, se estiver nublada, faz com que as nuvens se dispersem, e se revelem as estrelas novamente, tornando-a ainda mais bela. Juntamente com a Aura da Noite, pode fazer com que um inimigo seja levado a fazer o que você quiser, mesmo que não seja comparado ao Charme de filhos de Afrodite.

•×• Insetos Venenosos [Nível 7]: São grandes vespas (aproximadamente do tamanho de um gato doméstico) cujo ferrão vermelho porta um grande veneno letal. São geralmente usados pelos meus filhos para espionagem ou para os mais diversos fins, como controlar seu inimigo. Eles podem controlá-los livremente, já que não são tão agressivos, caso meu filho não queira. Apesar de parecerem não são feitos por eles mas sim "importados" de outras dimensões.

•×• Premonição [Nível 8]: Quando sua vida está correndo riscos de serem atacados os filhos de Nyx tem uma premonição, um sentimento de perigo que os fazem ficar alertas.

•×• Língua das Bruxas [Nível 8]: Os filhos de Nyx, por instinto, sabem traduzir feitiços até na mais antiga linguagem das feiticeiras, e sabem tudo sobre simbologia.

•×• Apagar [Nível 8]: Meus filhos podem criar buracos negros em lugares distintos que ele queira, podendo puxar ou repulsar qualquer coisa, juntamente com esse poder, o semiprimordial pode apagar a existência de quem ele quiser.

•×• Detecção de Culpa [Nível 10]: O rosto inocente de alguns seres não pode enganar os filhos de Nyx. São perfeitamente capazes de saber o que a pessoa já fez de ruim, devido à ligação de Nyx com grandes males do mundo.



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Re: Reclamações para Deuses Primordiais publicado em em Sab Out 06, 2018 5:09 pm

Heroes of Olympus


Reavaliação:

MEUS DEUS MENINA! Eu estou sem fôlego! E não foi por que sua ficha foi grande, puff. Primeiro e quero elogiar sua escrita. É maravilhosa! Sabe, fluída. Não me cansei pra ler, por mais que eu odeie esse template (as letras ficam dançando!) Você tem uma pontuação excelente, não vi palavras escritas de modo errado, sua coerência é ótima! Sua história tem mistério, aventura, suspense. Tudo na medida certa e tenho certeza que vai ser uma trama ótima, que eu quero acompanhar de perto! Só peço que releia antes de postar, teve só uma parte que você iniciou em primeira pessoa e logo voltou para a terceira: fiquei meio eita. Mas fora isso, meu deus, está perfeita!

Seja bem vinda! Neta de Hécate e filha de Nyx!!!


Ortografia –  5/5  

Criatividade – 5/5  

Coerência – 5/5  

Ações realizadas – 5/5

Hipnos Deuses Menores
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Re: Reclamações para Deuses Primordiais publicado em

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