Heroes of Olympus RPG

[BMO] - Abby Black

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Re: [BMO] - Abby Black publicado em em Dom Ago 31, 2014 8:25 pm


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Bem, certamente Abby, sua narração me agrada, sua criatividade, modo de pensar e como envolve e utiliza as coisas que ocorrem no acampamento. Apesar de ter uma batalha, que foi a única coisa que me desanimou, gostei de sua iniciativa, tanto na narração, quanto na trama bolada para ajudar seu pai. Outra coisa a ressaltar, é que seria bem legal, se envolvesse outros personagens do nosso acampamento na busca pelo tal ''Sisifo''.

Na trama, poderá usar tal poder. Caso seu BMO seja de se aplaudir, deixarei usa-lo no resto do acampamento como bônus.

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Re: [BMO] - Abby Black publicado em em Qua Set 03, 2014 11:10 am


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Se eu fosse você, não chamaria isso de lixo, quero muito ler o resto e espero que não demore a postar. Bom, você está demasiamente ferida querida, Zeus não tirou praticamente nada de você, mas, irei realizar seu desejo. Continue assim e será a melhor postadora do fórum.

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Re: [BMO] - Abby Black publicado em em Qui Set 04, 2014 3:05 pm



BMO
Parte III: Para Perseguir o Inimigo
 

   (DOIS)
   Dizer que ele estava morto parecia tê-lo magoado. Não que eu me importe com isso. O cara estava morto, poxa! Por que ficaria magoado de eu dizer o óbvio? Revirei os olhos.
   - Olha, não tenho tempo a perder com um cowboy morto. Então volta pro seu túmulo que eu tenho um assassino a perseguir. - joguei as penas para fora da cama e comecei a caminhar até a saída, quando algo passou tente à minha orelha esquerda, espatifando-se na parede. Voltei os olhos, e percebi que era um copo. 
   Engoli em seco e voltei meu corpo para Jesse. Ele parecia brilhar, mas de uma forma mais intensa. Seu rosto expressava a mais pura raiva, oq ue me deixou apreensiva. Geralmente, os espíritos não me afetavam tanto assim. Então, por que Jesse o estava fazendo? Caminhei até ele.
   - Nunca mais... - ele sibilou. E não precisou terminar para eu entender.
   - Tudo bem, tudo bem, você não é um cowboy. Desculpe. - falei, de forma sincera. Ele relaxou os ombros e a expressão. Ufa.
   Suspirei pesadamente, virando-me novamente para a saída, enquanto murmurava um "você não vem?". E então saí, com Jesse caminhando ao meu lado.

   Acho que Quíron não ficou muito feliz de eu acordá-lo durante a madrugada, pois apareceu na varanda da Casa Grande com uma expressão carrancuda. 
   - Senhorita Black, sabe que horas são? - ele perguntou. Eu dei um sorriso.
   - Sei lá, talvez tenha passado das duas da manhã. - depois, apertei os lábios em uma linha fina e encarei o velho centauro. - Tenho algo importante a falar, centauro. E é sério.
   Vi a expressão do centauro passar da carrancuda para a de cautela. E então contei sobre o que havia acontecido: desde a visita de meu pai até Jesse. Passando, obviamente, por Sísifo. A cor fugiu do rosto dele quando falei sobre o fugitivo do mundo inferior.
   - E Hades lhe pediu isso? - perguntou, preocupado. - Ele está maluco! Você é uma criança! - ele falou, quando confirmei com a cabeça. - E pelo menos você sabe onde ele está?
   - Bom... Não. - admiti, abaixando a cabeça. - Mas acredito que ele esteja por aqui, no acampamento. - falei, de maneira firme.
   - E como você sabe disso? - Quíron parecia a ponto de desmaiar. 
   - Apenas sinto. E, além disso, aqui há uma grande concentração de poder, graças aos semideuses. Para alguém como ele, que acima de tudo precisa arrumar um corpo poderoso, o acampamento seria perfeito. - falei, sem hesitar. Realmente, aqui seria o lugar perfeito para Sísifo correr. Além do mais, ele é apenas uma alma, que somente seria visto se assim desejasse. Assim como Jesse. - Estou aqui apenas para avisá-lo que pretendo capturá-lo antes do sol nascer. Então, até mais.
   E, sem esperar que o centauro dissesse algo a mais, corri para meu chalé. Peguei minhas armas e, juntamente com Jesse, comecei a busca por Sísifo. Eu ia achá-lo. Não iria decepcionar meu pai.

   Caminhar pela floresta apenas com um short, camiseta e tênis durante a madrugada não é uma boa ideia. Acredite. Estava frio, e eu não conseguia me concentrar direito por culpa dos calafrios que sentia. Maravilha.
   - Tem certeza que não quer buscar um casaco? - Jesse perguntou, pela zilionésima vez. 
   - Não. - falei. Não é isso que vai me incomodar. Preciso achar Sísifo. - Então, Jesse... Como você morreu? - perguntei, curiosa. Bater um papo seria bom para quebrar o gelo.
   Mas ele não me respondeu. Apenas continuou caminhando ao meu lado, o que fez minha curiosidade falar mais alto. Porém, se ele não me respondera, significava que não queria falar sobre isso. E eu entendia. Haviam coisas sobre as quais eu também não gosto de falar, como meu passado que deixei para trás. 
   A Princesa Assassina havia morrido, mesmo que a chama ardesse em meu peito.
   - Se não quer falar a respeito, tudo bem. - falei, para deixá-lo mais a vontade. Vi-o abrir a boca para falar algo, quando escutei. Uma voz grave, que soava pelas árvores. 
   - Uma filha do deus dos mortos... Ah, isso é mais que perfeito. - de repente, um brilho fantasmagórico surgiu entre as árvores. Tinha o formato de um homem alto, com cabelos castanhos. Usava apenas uma calça e sapatos, como se fosse um trabalhador. - Posso matá-la... Ou melhor, vou possuí-la, e deixar Hades louco com isso.
   Puxei Darkness, abrindo um sorriso.
   - Jesse, para trás. - sussurrei. Depois, voltei-me para o homem. - Você deve ser Sísifo, não é? - ele confirmou com a cabeça. - Ótimo. Estou atrás de você benzinho. Você vai voltar para o submundo! - avancei, visando acertá-lo com minha espada.
   O que foi um erro. Sísifo desviou, e então chutou-me na lateral esquerda, local onde minha guarda fica aberta. Então, ele segurou meu pulso e pressionou-o, fazendo com que eu largasse Darkness. Então, Sísifo puxou-me para perto dele copm a destra, enquanto a canhota retirou uma adaga, a qual senti perfurar meu abdômen. Soltei um grito de dor, enquanto caía no chão após ele ter me largado.
   - Acho que matar é melhor... - ele falou. Mas, antes que tivesse a oportunidade, Jesse afundou o punho no rosto de Sísifo, que sumiu logo depois do golpe. Então, o fantasma do espanhol ajoelhou-se ao meu lado.
   - Abby! Abby! - sua voz tremia, e seu rosto estava mais branco que o normal. - Vou ajudá-la! Por favor, aguente. - ele me pegou no colo, e correu em direção às enfermarias. E, mais uma vez, eu simplesmente apaguei. Mas não sem antes murmurar um obrigada.
Armas:
— {Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de Ferro Estígio. Ajuda o usuário a canalizar a capacidade de controlar e convocar os mortos. Pode drenar almas, deixando a espada mais poderosa. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, de cão infernal e sua bainha também.] {Ferro Estígio} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre as Almas. Número de almas canalizadas: 0} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]
Observações:
1. Capítulo 2 <3
2. Ainda haverá algumas coisas, mesmo que Abby já tenha encontrado Sísifo e tal... -q
3. XP, dracmas... O que for possível... <3

 com: Jesse ✖ onde: Floresta ✖ vestindo: isso ✖ post: 003

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Re: [BMO] - Abby Black publicado em em Qua Jan 07, 2015 11:43 am



BMO
Summerland
 

   (PRÓLOGO)
   Sabe aqueles dias em que você acorda e se sente disposta a fazer tudo? Pois é, não era assim que Abby se sentia. Como se já não bastasse ter mais um filho de Hades, a garota andava em um estresse a mau humor atípicos dela. E não, ela não estava naqueles dias.
   Psiquê e Mnemósine estavam brincando na mente da jovem semideusa, e isso a deixava louca. Não conseguia dormir, graças aos constantes pesadelos. Mal comia ou bebia algo. Abby havia se tornado tão paranóica e reclusa, que não saía do chalé 13 por nada.
   - Hermosa, deveria sair um pouco, não acha? – Jesse perguntou, unindo as sobrancelhas de forma sexy. Abby balançou a cabeça, os fios loiros acompanhando o movimento.
   - Não, não acho. – ela respondeu, as mãos trêmulas e suadas. Não colocaria os pés para fora do chalé nem que fosse obrigada. Um trovão rimbou no céu e estremeceu a estrutura do chalé. Abby gritou como uma garotinha assustada, e depois se cobriu com um cobertor. Jesse se limitou a rir. – Não tem graça, seu desgraçado!
   - Tem sim. – ele falou, o que acarretou em uma olhada maligna e mortal para o fantasma, assim que a menina saiu debaixo dos cobertores. Ele reprimiu o sorriso, pigarreou e fez uma cara séria. – Sim, realmente não tem graça.
   - Malditas deusas que resolveram brincar com a minha mente. – ela grunhiu. Seu desgosto pela deusa da alma e pela deusa da memória era muito grande, e ela jurou acabar com os seguidores de Psiquê, e com o único seguidor de Mnemósine. Era ela ou eles, e com certeza Abby escolheu a eles. Seu ego e egoísmo sempre falaram mais alto, sendo estas suas principais características.
   - Você que as provocou, hermosa. – o fantasma do cowboy morto e que odiava ser chamado de cowboy falou, fazendo Abby parar de ter um chilique por uns cinco minutos. Sim, realmente, fora ela quem provocara ambas, chamando Psiquê de prostituta do diabo e Mnemósine de velha caduca enlouquecedora de mentes fracas. E, com certeza, ela se encaixava no grupo de mentes fracas. Certo que Psiquê era a deusa da alma, e não da mente, mas isso não importava: ela irritava a filha do senhor dos mortos da mesma maneira.
   - Eu sei... – a Princesa Assassina falou, sua trêmula voz saindo por um fio. – Mas aquelas velhas não tinham o direito de me fazer enlouquecer.
   Jesse nada disse. Apenas desviou os olhos para o chão, e Abby aproveitou o silêncio para afundar no sofá da sala de estar do chalé dos filhos de Hades e observar a chuva que caía do lado de fora. A janela aberta proporcionava uma visão bonita do pé d’água que caía no acampamento (o motivo que levou o deus maluco ou a babá centauro a permitir essa chuva, Abby não sabia), e a garota esperava que essa chuva levasse embora os deuses e o mundo (até o pai dela se afogasse, quem sabe?).
   - O fio da vida é algo belo. A chuva é algo belo. Eu sou belo. Não acha? – uma voz estranha surgiu de repente, fazendo Jesse desaparecer e a semideusa pular de susto e puxar Darkness da bainha apoiada no sofá. O jovem que estava ali parado era loiro, usava uma camiseta branca, jeans e tênis. Os óculos escuros não condiziam com a situação a qual se encontravam e, quando o jovem sorriu, Abby pensou que ficaria cega. – Priminha! Não deveria apontar espadas para a família.
   Abby ergueu uma sobrancelha. Aquele garoto era real, ou apenas uma ilusão criada por Psiquê ou Mnemósine? A semideusa olhou bem para o garoto, e ele exalava vida. Não, com certeza ele não era uma ilusão.
   - Claro que não sou uma ilusão, garota tola. – o menino riu, e algo naquele sorriso encantou Abby. – Sou Apolo, o deus do sol, da música, da cura, etc, etc, etc... – ele abanou a mão como quem diz você entendeu.
   - Ok, então... – a filha de Hades falou, guardando Darkness na bainha e sentando-se no sofá. – O que o senhor do sol quer comigo?
   - A sua escuridão. Quero transformá-la em luz.
   Abby começou a rir como louca. Ele queria transformar a escuridão dela em luz? Que papo de maluco era aquele? Só por que o cara é um deus, acha que pode simplesmente transformar as trevas em luz? Ele estava brincando com a cara da garota?
   - Senhor Apolo, com todo o respeito. – Abby falou, tentando se conter. – Não creio que vá conseguir transformar minhas trevas em luz.
   - Tem razão. Isso foi uma piada. Suas trevas são mais profundas que o próprio Tártaro. – o deus falou, o tom de voz sério. E isso fez a menina parar de rir. – Estou aqui para lhe pedir um favor.
   - Claro que está. – a filha de Hades respondeu com desdém, abrindo um sorriso forçado. – Quando um deus procura um semideus, geralmente é para pedir favores. O que você deseja de mim, lorde do sol?
   Apolo tirou os óculos Ray-ban e revelou olhos incrivelmente azuis. O olhar estava sério e centrado, o que levou Abby a entender que o assunto era mais delicado do que parecia. Ótimo. Mais encrenca pro meu lado, ela pensou.
   - Existe um lugar... – o deus do sol falou, fazendo Abby prestar atenção. Existiam poucos deuses que a garota respeitava, e um deles com certeza era Apolo. Não faria nada para irritar ou magoar o deus. – O qual é amaldiçoado às trevas eternas. Uma escuridão palpável, e que pode ser sugada. Nele, há um poder que não pode cair em mãos erradas. Quero que vá atrás desse poder e pegue-o para você.
   - E por que acha que eu sou digna desse poder? Com todo o respeito... – a prole do submundo estava lisonjeada com o pedido de Apolo, e a confiança que o deus depositava nela para pegar tal poder. – Por que acha que as minhas mãos não são as mãos erradas? Já matei muita gente, alguns filhos seu inclusive.
   - Eu sei. – o deus respondeu, com uma pontada de tristeza. – Mas você é uma das minhas favoritas, Abby. Eu sei que você pode se tornar uma boa pessoa algum dia. Eu sou o deus que pode ver o futuro, está lembrada? – ele sorriu de forma calorosa, o que fez a menina ruborizar. – O lugar se chama Summerland, o que é uma ironia. Aqui. – Apolo entregou um relógio de bolso para a semideusa. Era dourado, com um sol desenhado na tampa. O fecho era simples, mas bonito, e por dentro ele possuía uma inscrição na tampa: Summerland. Os ponteiros eram dourados, assim como o resto. Mas os números e a cordinha eram negros como a noite. – Este relógio foi feito em Summerland, e é ele quem vai te levar para lá. Quando estiver pronta, é só girar o ponteiro das horas três vezes, no sentido horário. Você será transportada para lá, e terá três horas para procurar o que lhe pedi, para então ser transportada de volta. Acha que dá conta?
   Abby riu, divertida. Se ele achava que a menina dava conta? Com toda certeza que sim. Não costumava fugir de um desafio, ainda mais esse que envolvia um grande poder. O que será que era? Acima de qualquer outra coisa, a jovem era curiosa e ambiciosa.
   - Pode contar comigo, senhor. – respondeu, dando um sorriso que não era nem bom, e nem mau. Apolo sorriu em satisfação, e então começou a brilhar, fazendo a jovem desviar os olhos. Quando olhou de novo, o deus havia sumido. Com um suspiro, e uma vibração de emoção interna, a menina agarrou Darkness e prendeu a bainha na cintura. Assoviou, e das sombras saiu Nightmare, seu cão infernal. – Vamos, Nightmare. Acho que vai gostar do lugar para onde vamos. – a menina abriu o relógio, girou o ponteiro três vezes de acordo com as instruções, e então um portal feito de energia escura surgiu.
   Lembrava muito um vórtex, e na visão de Abby era um mesmo. Tocou-o inicialmente com a ponta dos dedos, e aquela massa escura fez a cabeça da semideusa doer muito. Era feita da mais maligna e profunda matéria escura, como se fosse feita da matéria do Tártaro.
   Um arrepio percorreu a espinha da menina. Aquilo não terminaria muito bem. Suspirou, e então adentrou o portal.
 
(HORA UM)
   Adentrar não pode ser bem a palavra que Abby usaria para descrever o modo como chegou a Summerland. O vórtex havia sugado a semideusa, e a garota sentia que seu corpo estava sendo desmontado, membro por membro, órgão por órgão. Ela não sentia mais seus braços, ou pernas, ou até mesmo seu coração pulsando. Não, ela não sentia mais nada.
   E então BUM! Ela começou a ser remontada, parte por parte. Primeiro seus pés, e então suas pernas, tronco, braços e cabeça. Ela só esperava que todos os seus órgãos estivessem ali, ou processaria quem os estivesse usando (ou vendendo. Já viu quanto custa um rim no mercado negro?).
   Quando Apolo disse que o lugar era amaldiçoado a escuridão, não estava brincando. As únicas fontes de luz daquele lugar eram algumas estruturas semelhantes a postes, mas mais baixas, que lançavam feixes amarelados no chão terroso. Alguns arbustos podiam ser vistos, assim como algumas árvores, e isso intrigou a garota: como conseguiram crescer em um lugar tão escuro?
   - O que acha, Nightmare?  - perguntou para seu cão infernal. – Confusão na certa? – o mascote bufou, como quem diz eu sei lá, mulher. Abby suspirou. Ótimo. Começou a caminhar por debaixo dos postes, sempre na luz. Não conhecia o lugar, e aquilo era ruim, pois poderia ser facilmente pega em uma armadilha.
   Uma brisa suave passou pela garota, e Abby ficou surpresa. Certo, brisa suave em um lugar completamente escuro, postes cinco centímetros maiores que ela. Aquilo, com certeza, era bizarro.
   - Olá? – uma voz suave chamou. Uma criança estava parada embaixo da luz de um dos postes, a mais ou menos 10 metros da filha de Hades. Abby não conseguiu vê-la muito bem, então se aproximou, enquanto sua mão direita ia para o cabo de Darkness. – Você é a enviada do deus do sol? Você veio nos ajudar?
   Abby parou por alguns instantes. Apolo estivera naquele lugar, e falara com seja lá quem morasse ali que mandaria alguém para ajudar.
   - Apolo me mandou, de fato. – a semideusa falou, cautelosa. Ao seu lado, Nightmare rosnou, e a menininha se encolheu. – Quem é você, e como vou saber se é para eu lhe ajudar ou lhe matar?
   A menininha se aproximou, sumindo nas sombras e reaparecendo na luz, até que estivesse na mesma projeção amarela que Abby. Era uma criança, que parecia ter cerca de 6 anos de idade. Usava um vestido azul, que ia até seus joelhos. As sapatilhas igualmente azuis pareciam ter sido feitas de pétalas de flores. O cabelo negro era longo, descendo ondulado pelas costas e indo até metade das coxas. A pele pálida e as bochechas coradas contrastavam com o roxo abaixo dos olhos. Olheiras do tamanho do mundo, a prole de Hades percebeu.
   Mas havia algo a mais que a menina não havia notado antes. De longe, Abby não vira, mas agora que estava perto, podia notar um par de asas transparentes, mas brilhantes o mesmo tempo, ao estilo Tinker Bell.
   - Você é uma fada. – objetou o óbvio, de forma patética. A menininha sorriu gentilmente.
   - Sim, sou sim. E você é a salvadora mandada pelo senhor Apolo? – a menininha perguntou, e Abby deu de ombros. – Há algo em nosso mundo, e está matando algumas fadas. Não sabemos o que é, e estamos com medo.
   - O que posso fazer pra ajudar vocês? – Abby perguntou, e depois parou por alguns instantes. Por que ela sentia vontade de ajudar esses seres? Odiava fadas, e tudo que fosse fofinho. Algo naquela criatura a deixava estranha.
   - Vou levá-la até a rainha Clarion. Ela saberá o que lhe dizer. Venha comigo. – a fadinha pegou a mão de Abby e começou a andar, levando a semideusa junto com ela. – A propósito, sou Silvermist, uma fada da água.
   - Abby Black, filha de Hades. – a prole do submundo se apresentou, dando um sorrisinho que, pela primeira vez na vida, foi sincero. Aquela criança era inocente e alheia a maldade, e isso de certa forma encantou a garota.
  
   - Rainha Clarion, o senhor do sol mandou ajuda. – Silvermist disse a uma mulher de cabelos castanho claro, preso em um coque acima da cabeça. Adornando-o, havia uma coroa dourada, simbolizando o poder dela sobre as fadas. A rainha Clarion se encontrava em um trono feito de ouro, a vinte degraus acima do chão. A iluminação era por conta de velas (e muitas velas), sendo fraca, as com possível visibilidade de tudo e de todos.
   Para chegar até a sala do trono, Abby descobriu algumas coisas. Uma delas era que uma fada nasce de uma risada de criança (bizarro). A outra era que por culpa da escuridão, e do que estava causando-a (que era o poder que Apolo queria que Abby pegasse), as fadas não conseguia mais voar, o que era bem triste. Ter asas e não voar?
   E a última, e a mais bizarra de todas: ela havia encolhido para o tamanho de uma formiga. Literalmente. Aparentemente, o reino das fadas, ou Summerland, fica na Terra do Nunca, um lugar que somente os deuses sabem onde fica. Como a garota descobriu isso? Bom, digamos que trombar em uma gramínea pode causar certo pânico em alguém.
   Mas, para Abby, aquilo tudo estava sendo aliviador, de certa forma. Afinal, desde que chegara ao Reino das Fadas, a garota não estava mais sendo assolada por Psiquê e Mnemósine. Ou seja, nada das visões do único ser no mundo que mata a menina de medo.
   A rainha Clarion saiu de seu trono e desceu caminhando majestosamente. O vestido dourado era feito de purpurina, que descia constantemente pelo mesmo. Mas ele parecia apagado e fosco, o que deixava a rainha menos majestosa quanto ela devia ser. Os três pares de asas translúcidas, com detalhes em dourado, estavam murchas às costas. Abby sentiu pena daquele povo, e isso nem era do fetio da menina.
   - Você é Abby Black, a enviada por Apolo? – a voz da rainha soava segura e forte, apesar de tudo, e a semideusa admirava a força dela. Para além do poder. Ajudaria o povo das fadas.
   - Sim, vossa majestade. – a filha de Hades falou respeitosamente, curvando-se perante a rainha das fadas. – Lorde Apolo pediu para que eu viesse ajudá-los. – não necessariamente nessas palavras, a menina pensou. Mas guardou para ela mesma. – Ele acha que eu posso absorver a escuridão, e trazer o sol de volta para Summerland.
   - E você acha que dará conta, pequena? – a rainha colocou uma de suas suaves mãos no ombro de Abby. Os castanhos olhos de Clarion revelavam uma preocupação extrema, o que era anormal para a menina. Afinal, nunca teve alguém que se preocupasse tanto com ela. Além do fantasma do cowboy, claro.
   Por alguns segundos, a jovem filha do senhor do submundo hesitou. Abby sempre se achou invencível, e na cabeça da garota ela realmente o era. Afinal, passara por muitas coisas desde que começou a trabalhar por seus pais. Tantas pessoas sentiram o fio de suas adagas. Tanto sangue, que daria para se banhar nele (e acredite, a ideia já passou pela cabeça da garota). Mas ali, perante a rainha das fadas, sua coragem estava sendo posta a prova.
   Não sabia que poder era esse, e o que ele poderia fazer com ela. Era algo completamente desconhecido, e que deixava a semideusa apreensiva. Além disso, estava em um lugar que não conhecia, e sobre a influência bondosa das fadas. Seu lado mal estava sendo suprimido, e isso era um saco.
   - Sim, minha senhora. – respondeu, curvando-se respeitosamente. – Confie em mim, e eu vou trazer o sol de volta.
   A rainha Clarion sorriu calorosamente. Depois, virou-se para Silvermist.
   - Pode acompanhar Abby até onde a força se esconde, Silvermist? – a fadinha da água sorriu e concordou com a cabeça. – Só lembre-se de sair de lá, e não ser pega pela força, certo?
   - Sim, minha senhora. – a fada de cabelos negos falou, sorrindo. – Venha, Abby. Vou levar você até lá.
(HORA DOIS)
   Caminhar no escuro seria extremamente perigoso, se não fosse por Silvermist. Abby teria caído em buracos que talvez nunca mais fosse sair deles, teria dado de cara em muitas plantas e teria se perdido e nunca mais achado o caminho de volta. Triste, mas era a verdade.
   - Este lugar é muito bonito na luz do sol. Precisa ver! Os pássaros cantam, os animaizinhos saem, as outras fadas voam por aí! – Silvermist parecia animada ao falar dos bons momentos de Summerland, e Abby escutava tudo pacientemente. O que não tinha nada a ver com a personalidade real da semideusa. Quão poderosa era a influência das fadas em cima dela? – Aí a escuridão chegou. Levou embora o sol, matou muitas fadas. E vivemos com medo de que sejamos as próximas. Por isso você não verá outras fadas por aí. Estão escondidas.
   - Mas você não está escondida. O que te levou a sair? – a filha de Hades falou, encarando a criança que levava pela mão. Silvermist apertou a mão de Abby. A fada estava trêmula, e a vontade da semideusa era de pegar a menina no colo.
   - Eu escutei a conversa da rainha com o deus do sol. Ele disse que mandaria uma salvadora, e tudo que eu queria era que ela não se perdesse no caminho. Então fui te recepcionar. – Silvermist sorriu, e Abby arregalou os olhos. A menina arriscara-se a ser morta por essa força misteriosa somente para levá-la até a rainha?
   - Você é corajosa, Silver. – a loira falou, segurando a mão da morena com mais força. – Se todas as fadas tivessem a coragem que você tem, vocês seriam o povo mais corajoso que eu já conheci.
   Pela luz amarelada dos postes, Abby viu a criança corar. Não estava acostumada a bancar a babá, mas até que estava gostando de cuidar daquele pequeno e encantador ser. Fadas eram tão diferentes dos humanos, que a jovem semideusa ficava pasma. Eram mais educadas, mas gentis, mais alegres (pelo menos o que pode ver de Silvermist), mais corajosas e determinadas.
   Pessoas tinham o espírito podre e fraco. Eram facilmente manipuladas, e quase nunca tem força de vontade para fazer algo, ou dizer um não. E, quando estão para morrer, pedem clemência. Ou simplesmente desistem da vida. E isso era uma das coisas que fazia Abby odiar os seres humanos.
   Caminharam em um silêncio cômodo para a ficha de Hades, e assim Abby conseguiu colocar alguns pensamentos em ordem. Pegar o poder, ajudar a sfadas e ir embora. Mas, a julgar pela escuridão, e pela presença maligna nela, como Apolo pode pedir um favor a alguém que possivelmente vai usar esse poder para o mal? A menina já foi boa uma vez, mas jamais voltaria a ser um ser humano bom. Toda a bondade do mundo precisava ser destruída e seria ela, a Princesa Assassina, quem o faria. Afinal, esse título não foi concedido a ela à toa.
   - Estamos chegando. – a voz doce de Silvermist soou nos ouvidos da garota, tirando-a de seu blá-blá-blá interno. Abby concordou com a cabeça. Estavam mais perto do poder maligno que, segundo o lorde do sol, a menina poderia absorver. A pergunta é: o quanto dele Abby poderia absorver sem morrer?
   - Ali. – a fada sussurrou, para então puxar a menina para detrás de uma gramínea. Abby deu graças aos deuses que Nightmare não tivesse ido junto, ou ele teria arrancado o braço de Silvermist por ela ter puxado a loira.
   Abby olhou para onde a criança apontara, e viu uma coisa maravilhosa. Um altar, rodeado de uma energia negra e vermelha. Ela dançava, como se fosse feita ora de água, ora de pó. Ela não emitia nenhum sentimento de maldade, diferente do homem que estava lá. Ele era alto e esguio, com a pele levemente acinzentada. Os cabelos brancos estavam presos em um rabo de cavalo.
   - Quem é aquele? E o que é aquilo? – Abby perguntou para Silvermist, que se limitou a balançar a cabeça negativamente.  
   - Ninguém sabe. As fadas guerreiras foram mandadas para cá, em um batalhão de 200. Somente uma voltou, e estava contaminada pela força vermelha. – a fadinha falou, com os olhos marejados. – Ela durou cinco minutos, antes de se desintegrar em pólen dourado.
   Abby engoliu em seco. Onde estava a coragem da menina agora? Aquela energia sinistra e magnífica deixava a garota impressionada, mas ao mesmo tempo temerosa. Por que ela se sentia assim? Tantas vezes ficava face a face com a morte, ou com coisas extremamente bizarras, e nunca acuou. Por que agora?
   - Eu sei que estão aí. – a voz do homem soou alta e clara, fazendo o sangue da semideusa gear nas veias. – Eu sinto o cheiro de uma fada a quilômetros de distância. – o ser deu uma risada cruel, e a força negra e vermelha subiu aos céus, descendo logo depois em uma velocidade alarmante e para cima da menina e da fada.
   Abby jogou seu corpo contra o de Silvermist, e as duas caíram no chão. A força passou rente à cabeça da semideusa, balançando-lhe os cabelos com a força. Mas, por mais que tenha chego tão perto, a menina não sentiu nada em seu corpo. A força vermelha e negra, na verdade, pareceu acarinhar a pele de porcelana da filha de Hades.
   Quando a força voltou para seu dono, a garota colocou-se de pé. E soltou um grito de pavor. A asa esquerda de Silvermist fora atingida por aquela força, e a fada começou a se esvair em pó dourado lentamente.
   - Silver... Não. Por favor, não... - a voz trêmula da prole do submundo revelava que ela havia se apegado àquela fadinha, mesmo que tivessem passado menos de três horas juntas.
   - Abby... Salve nosso mundo, por favor... – a voz fraca da criança soava esperançosa aos ouvidos da semideusa. E então, a única criança a qual a jovem loira havia se apegado esvaiu-se em pó dourado, deixando para trás apenas um colar de prata, com um pingente e forma de lírio branco.
   Um grito misto de fúria e pesar preencheu o vale escuro. Abby colocou-se de pé, o coração carregado de rancor. Sua aura emanava raiva, ódio e sentimentos carregados de pesar e podridão. Ela mataria o assassino de Silvermist. A menina colocou o colar no pescoço, e virou-se para o homem.
   - Você está morto.
 
(HORA TRÊS)
   - Há! Quem você pensa que é para falar assim comigo, jovem semideusa? – a voz dele era carregada de ironia e presunção. Pessoas assim são mais fáceis de matar, pensou Abby. – Sua aura exala maldade. Grega? Hades, talvez?
   - Cale a boca... – a garota falou, entredentes. Não queria saber como aquele ser imundo sabia que ela era uma semideusa. A única coisa que ela queria era o sangue dele na lâmina dela. Desembainhou Darkness, e apontou-a para o rapaz. – Qual o seu nome, ser nojento?
   - Eu sou Virkof, rei dos elfos negros. Tema-me, respeite-me. Serei o dono do mundo. Éter é o nome desta força. Ela pode transformar qualquer coisa que toca em matéria escura, e me permite absorver essa matéria. Seres vivos? Simplesmente viram pó diante desta força! – o elfo riu. Abby abriu um sorriso travesso e cruel para ele.
   - Dono do mundo das fadas? O quão gay você pode ser? E essa força? Bom, vim roubá-la para mim. – Virkof parou de rir quando a menina fez esse comentário. Então, mostrou os dentes pontiagudos quando abriu um sorriso cínico.
   - Provocadora? Saiba que eu não caio em provocações baratas, criança tola.
   - Foda-se. – Abby falou. Girou o cabo de Darkness na mão, e então avançou. Virkof ergueu as mãos para o céu, e a força negra e vermelha subiu, para depois avançar sobre a garota. Mas algo aconteceu, e que não estava nos planos do elfo.
   A força, antes de atingir a menina, parou e contornou-a, como se não tivesse a intenção de feri-la ou sequer ousasse encostar nela. A expressão de Virkof era de confusão, e quando percebeu o avanço da menina, saltou para o lado.
   - Por que não atacou a garota? Éter idiota! – ele gritou para a força. Então, algo estranho aconteceu. Um turbilhão vermelho e preto atingiu Abby em cheio, e a força começou a adentrar seu corpo: através da pele, dos olhos, da boca, do nariz. Quando o turbilhão acabou, a garota havia absorvido toda a força.
   Então, era esse o poder que Apolo queria que a garota pegasse? Bom, de certa forma, ela se sentia mais... Poderosa. Como o filho da puta havia chamado isso? Éter? Abby abriu um sorriso psicopata.
   - É hora de você virar pó! – ela gritou e, em fúria, mandou a força recém-adquirida para cima de Virkof, que desviou jogando o corpo para o lado. – Não adianta fugir! – continuou. A menina estava parada no lugar, e o Éter moldava-se de acordo com a vontade dela, perseguindo o elfo até encurralá-lo. – Eu te torturaria, mas não estou com paciência, mesmo que você não mereça uma morte rápida.
   Abby moldou o Éter no formato de uma foice, que se ergueu sozinha no ar e desceu na direção do pescoço de Virkof, separando a cabeça do corpo. E de repente houve uma explosão. A semideusa fora lançada longe, batendo de costas em uma arvore (ou uma gramínea, seja lá o que era), e caiu no chão de barriga para baixo, incapaz de se mover.
   Antes de desmaiar, a menina viu algumas coisas. A escuridão se esvaiu, revelando um céu azul e ensolarado. A brisa morna e os raios de sol acarinharam a pele da menina. Verde. Ela via muito verde. E quanto aos postes? Bom, eram flores. Ela viu uma joaninha gigante (mas o quê?) sair de uma toca à sua frente. E ela ouviu uma voz chamando seu nome. E depois, não ouviu mais nada.
 
(EPÍLOGO)
   - Eu sabia que conseguiria absorver o Éter. – Apolo falou para uma cansada Abby. A menina passara três dias em coma na enfermaria (e foram os três dias que conseguiu dormir melhor que em toda a sua vida), antes de ser liberada para poder voltar para o chalé. E a mesma continuava cansada demais para fazer qualquer coisa, e toda vez que olhava para o pingente do colar de Silvermist, a garota sentia uma exaustão maior ainda. O centauro e o deus maluco haviam liberado-a das atividades do acampamento por uma semana, o que era justo. No ponto de vista dela, claro.
   - Como? Todos os seres vivos que entram em contato com isso morrem. Por que não eu? – Abby perguntou. Jesse ergueu uma sobrancelha para o deus do sol, e depois depositou a mão na cabeça da menina.
   - Você é... Diferente. Abby, seu pai nunca lhe contou, mas você possui o gene dos primordiais. E não estou falando de Nyx ou alguns titãs. E sim de algo mais antigo. – Apolo deu um sorriso e bagunçou os cabelos loiros. – Mas isso é algo que você terá que descobrir sozinha. Adeus! – o deus do sol começou a brilhar, forçando a semideusa a desviar os olhos. E então, estava sozinha.  
   - Ótimo. – resmungou. O que o deus queria dizer com ela ter genes dos primordiais? E quais primordiais? Pensar nisso fez a cabeça da loira doer. Embora estivesse curiosa quanto a tudo, o que mais queria no momento é descansar, por mais que tenha passado três dias em uma cama de enfermaria.
   Quanto aos seus genes? Esses podiam ficar para depois.
Armas:
— {Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de Ferro Estígio. Ajuda o usuário a canalizar a capacidade de controlar e convocar os mortos. Pode drenar almas, deixando a espada mais poderosa. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, de cão infernal e sua bainha também.] {Ferro Estígio} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre as Almas. Número de almas canalizadas: 0} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

Sugestão de Ganhos:
+ 400 XP; + 200 dracmas; + Aqua/{Colar}[Um colar de prata, com pingente em formato de lírio. Pertencia à Silvermist e, após a morte da fada, está com Abby.](Nível mínimo: 1){Não controla nenhum elemento}[Recebimento: BMO – Summerland e atualizado por *nome do deus avaliador aqui*]; + Éter/{Poder}[Um poder ancestral, absorvido por Abby quando ela enfrentou Virkof em Summerland. Tem a coloração preta e vermelha, e se apresenta no estado líquido, dissolvido no sangue da semideusa. Transforma em matéria escura tudo aquilo que toca, e permite que Abby absorva mais e mais essa matéria transformada, acumulado isso dentro dela. Quando toca seres vivos que não possuem os genes primordiais, transforma-os em pó, independente de sua linhagem (pode ser mortal, semideus, monstro, etc). Move-se livremente pelo corpo da garota, e sempre que alguém a ameaça, o Éter se defende, criando uma explosão de energia que afetam os que estão à volta da menina. Por ser um poder forte, pode ser usado apenas duas vezes por missão/evento/BMO e afins, e gasta todo o MP da garota (50% na primeira utilização, e 50% na segunda)](Nível mínimo: 5){Trevas}[Recebimento: BMO – Summerland e atualizado por *nome do deus avaliador aqui*]
Sugestão de Perdas:
Como Abby ficou se recuperando na enfermaria, não houve descontos de HP ou MP, dando-se a entender que ela recuperou-se na enfermaria, ao final do post.


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Re: [BMO] - Abby Black publicado em em Qua Jan 07, 2015 12:04 pm

Adorei o post, me senti obrigado a ler de tão bom que a historia parecia no começo. Como sou legal vou dar oque você pediu.

Recompensas :
+ 350 XP; + 150 dracmas
(diminui por conta dos itens que ganhou serem fortes e modiquei um pouco a habilidade)

Aqua/{Colar}[Um colar de prata, com pingente em formato de lírio. Pertencia à Silvermist e, após a morte da fada, está com Abby.](Nível mínimo: 1){Não controla nenhum elemento}[Recebimento: BMO – Summerland e atualizado por Lord Hades]

Éter/{Poder}[Um poder ancestral, absorvido por Abby quando ela enfrentou Virkof em Summerland. Tem a coloração preta e vermelha, e se apresenta no estado líquido, dissolvido no sangue da semideusa. Transforma em matéria escura tudo aquilo que toca, e permite que Abby absorva mais e mais essa matéria transformada, acumulado isso dentro dela. Quando toca seres vivos que não possuem os genes primordiais, transforma-os em pó, independente de sua linhagem (pode ser mortal, semideus, monstro, etc). Move-se livremente pelo corpo da garota, e sempre que alguém a ameaça, o Éter se defende, criando uma explosão de energia que afetam os que estão à volta da menina. Por ser um poder forte, pode ser usado apenas duas vezes por missão/BMO e afins, e gasta todo o MP da garota, porém não pode ser utilizado em torneios e batalhas do acampamento. (50% na primeira utilização, e 50% na segunda)](Nível mínimo: 5){Trevas}[Recebimento: BMO – Summerland e atualizado por Lord Hades]
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Re: [BMO] - Abby Black publicado em em Sex Set 28, 2018 6:33 pm



BMO
Prólogo: Mistery Place
 


— Você se lembra, Abby?

A voz soava alta e clara aos ouvidos da loira, que se encontrava sentada em uma cadeira azul em uma sala vazia. A enorme janela permitia que a luz da lua, grande e pálida, adentrasse o local em um tom anormal de azul, fazendo as sobrancelhas loiras da moça juntarem-se em um sinal de desconforto, justamente por não saber o que caralhos estava fazendo ali. Porem o desconforto maior vinha do fato de ela apenas lembrar de seu nome.

Abby Black.

De resto, infelizmente, não recordava-se de nada: de onde vinha, se tinha família, se tinha amigos e coisas do tipo. Por mais que tentasse lembrar, nada vinha à sua mente, o que era uma verdadeira merda já que ansiava por uma resposta decente sobre qualquer coisa - na verdade ansiava por uma resposta, mas que certamente não chegaria nunca.

— Parece falso. — a voz estava baixa e contida, suave como um tecido de seda extremamente caro, ao dizer que a lua parecia não ser real. — Estão forçando algo? — pensou alto, tentando captar qualquer traço de irreal na imagem que via à sua frente, como se aquilo não existisse e passasse de um sonho esquisito.

Suspirou e resolveu sair daquela sala, já que a luz da lua estava lhe dando calafrios.  A expressão estava neutra, afinal Abby estava em ambiente desconhecido e não podia se dar ao luxo de demonstrar que estava assustada ou coisa do tipo, já que podiam usar isso contra ela. Ficou de pé com rapidez, derrubando a cadeira no processo e a fazendo bater com estrondo no chão, ignorando o objeto e indo diretamente para a porta, abrindo-a e saindo, dando de cara para um corredor inteiramente branco.

Ergueu uma de suas sobrancelhas perfeitas e olhou para os lados, vendo que não havia mais nenhuma outra porta por ali e notando que o corredor seguia adiante, com uma esquina a pelo menos uns 10 metros de si. Câmeras e mais câmeras de segurança estavam viradas para baixo, como se estivessem filmando o corredor, o que lhe causou uma estranheza ainda maior. Sem se importar em fechar a porta após sair, Black simplesmente foi em direção à esquina, os passos rápidos mas hesitantes, com certo receio de encontrar um psicopata no caminho.

Sua cabeça doeu e o coração falhou uma batida, fazendo a loira parar e encostar na parede. Que merda era aquela? Psicopata? Claro que não, de onde ela tirava essas ideias absurdas? Não encontraria uma pessoa assim ali, já que parecia estar em um prédio normal, mas que só os deuses sabiam os motivos de ela estar lá. Espere... Deuses? Por que pensou naquilo? Não existia apenas um Deus?

— Um Deus? — ela tinha certeza daquilo? Balançou a cabeça negativamente: não era hora de pensar naquilo, ela tinha que sair dali. Retomou a caminhada, estranhando o fato do corredor ser "limpo", ou seja, não havia nenhuma porta ou janela ali. Nada.

Um frio desceu sua espinha e a fez engolir em seco.

Ao chegar, finalmente, na parede da esquina Abby notou que havia algo escrito ali. Aproximou-se e começou a ler o que, aparentemente, fora escrito com sangue.

"Who really are you? (Quem de fato é você?)
You should ask yourself. (Deveria se perguntar isso.)
Who am I? The real myself or the one I believe to be? (Quem sou eu? Sou o verdadeiro ou aquilo que desejo ser?)
An angel? Or a sacrifice? (Um anjo? Ou um sacrifício?)
Know yourself and new doors will be open. (Conheça você mesma e novas portas irão se abrir)"

Engoliu em seco novamente. O que caralhos significava aquilo? Respirou fundo para tentar acalmar o coração acelerado e, ao olhar para o novo corredor, avistou que haviam duas portas: ambas fechadas, mas uma com barrinhas de ferro que, ao chegar perto, notou que se tratava de um elevador antigo com uma caixinha na tranca com duas luzinhas, uma verde que estava apagada e uma vermelha que estava acesa, e a outra era uma porta normal.

Tentou abrir a do elevador mas não conseguiu.

"Conheça você mesma e novas portas irão se abrir"

Olhou para a outra porta e resolveu tentar, segurando a maçaneta com as mãos delicadas e girando-a, ouvindo o suave "click" e vendo-a abrir sem dificuldades. A sala estaria completamente vazia se não fosse a única mesinha com uma máquina datilográfica. Espelhos e mais espelhos cobriam todas as paredes, fazendo com que várias Abby's aparecessem ali.

— Bizarro. — murmurou, indo até a máquina datilográfica e observando-a atentamente. E, como se para matá-la de susto, aquela porcaria começou a escrever sozinha. Os olhos verdes prenderam-se no papel, onde apenas uma frase apareceu.

"What's your name? (Qual o seu nome?)"

Abby arregalou os olhos, de certa forma com medo. Estava em um local vazio, sozinha, sem memórias e com o Casper lhe fazendo perguntas por meio de uma máquina de escrever, mas achou melhor responder já que, aparentemente, não tinha outra escolha.

— Abby Black.

"Why are you here? (Por que você está aqui?)"

— E eu que sei? — respondeu com certa irritação. Realmente ela não sabia sobre estar ali, na verdade achava um pouco incômodo. — Acordei numa sala e quando me dei conta estava aqui.

"Why? (Por quê?)"

— Por... Quê?

"Why? (Por quê?)"

— Bom, eu...

"Why are you wake up in a room? (Por que você acordou em uma sala?)"

Abby deu dois passos para trás, as mãos juntando-se à frente do corpo em um sinal de reza, cruzando os dedos em frente ao peito. Aquilo não era normal, o que raios estava acontecendo? Que lugar era aquele, e por que aquela máquina datilografava sozinha?

— Eu não sei. — respondeu por fim, colocando uma mecha loira atrás da orelha, os olhos brilhando em receio. Por que estava conversando com o nada?

"And what you want to do? (E o que você quer fazer?)"

— Quero ir embora daqui. — e, como se aquela fosse a senha ou palavra mágica, um alto "PII" soou no corredor e, ao correr até a porta, Abby pode observar a luz verde do elevador acesa, assim como viu as portas se abrirem como se a convidasse a entrar.

Qualquer pessoa em sã consciência teria procurado uma escada, mas não a garota. Ela entrou no elevador.

Assim que ficou parada no meio daquela caixa esquisita, com proteção interna de ferro - que parecia meio enferrujado, por sinal -, ela começou a notar algumas coisas ali. Primeiro foram as caixas de som que não tocavam nenhuma música, e somente havia duas marcações de andar: B7 e B6.

"A garota no nível inferior foi selecionada como sacrifício"

As caixas de som anunciaram e, antes que a jovem pudesse pular para fora, as portas do elevador se fecharam e o mesmo começou a andar. Se para cima ou para baixo, Abby não soube dizer.

"Por favor, iniciem os preparativos de cada andar."

Um "tlin" soou nos ouvidos quase ensurdecidos de medo da garota, que não sabia o que fazer. Não havia um botão para fechar as portas, assim como não havia um para fazê-la descer, ou subir, ou seja lá o que fosse. Estava ferrada, e provavelmente morreria, e ela não queria isso. Tinha que sair dali.

— Se esse treco me trouxe até aqui, no B6... — murmurou, encarando as letras e os números em dourado em cima das portas do elevador. — Então deve haver outro que me ajude a sair.

Quem está na chuva é para se molhar mesmo, não é?

Observações:

— Oii mundo, eu voltei <3
— Seguinte, essa BMO será separada em 5 ou 6 partes, ainda não decidi. Cada parte vai se passar em um andar, até que Abby saia desse lugar. E que lugar é esse? Surpresa <3 Terão que esperar para ver.
— Sim, ela não está carregando nenhuma arma - faz parte da história, assim como ela estar sem memórias.
— Muito obrigada ao avaliado <3


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Re: [BMO] - Abby Black publicado em em Sex Set 28, 2018 9:16 pm

Heroes of Olympus


PRÊMIO:
+2 Níveis
(sem perdas)

NOTA:

Minha little sweet!!! Quanto tempo que eu não avaliava nenhuma postagem sua, isso me traz um misto de nostalgia e de felicidade! Creio que continua com o mesmo nível, ótimo como sempre. Não tenho nada a dizer além de que estou muito ansioso para o que vem por aí!!!

~aguardando avaliação~


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