Heroes of Olympus RPG

{become human — klaus rech hoffman}

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{become human — klaus rech hoffman} publicado em em Dom Out 21, 2018 10:45 am

become human

“As vezes penso que tens mais humanidade que a maioria dos humanos”.


Este tópido está destinado as postagens da bmo "become human" de Klaus Hoffman. Por favor não postem sem convite ou estarão sujeitos a punição e exclusão do tópico. Desde já, grato.


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Re: {become human — klaus rech hoffman} publicado em em Dom Out 21, 2018 12:37 pm

become human

“As vezes penso que tens mais humanidade que a maioria dos humanos”.

Quíron havia feito um chamado estranho e de última hora. Talvez devido ao seu passo ou talvez devido a Ares, Klaus realmente não sabia, mas, o centauro o havia metido em uma missão bem fora do comum. Havia sido encarregado de resgatar um semideus que morava em New York, porém, em todas as outras expedições, os sátiros haviam falhado. O tal semideus sempre arrumava uma forma de sair ileso e continuar na cidade. Aquilo estava se tornando um problema para os humanos que conviviam com ele, e, também, para sua própria segurança.

Klaus aceitou o desafio do centauro e logo partiu em busca desse suposto semideus numa cidade tão grande. A única regra do centauro foi: vá sozinho e não leve armas, não precisará delas lá. Aquilo realmente havia sido estranho. Semideuses sempre aprenderam a resolver tudo em pequenos grupos, e, de preferência, armados, claro. Klaus não discutiu e logo o centauro lhe passou as coordenadas, aquilo seria interessante.

[...]

Hoffman se encontrava em uma cabine de elevador. Sua respiração mantinha-se tranquila enquanto sentia o leve tremor da caixa metálica subindo por entre os andares. Vestia uma jaqueta negra e uma camisa branca. Em sua mão apenas uma moeda, que girava de forma impaciente entre os dedos enquanto olhava para o mostrador do elevador.

O elevador parou no 70º andar, Klaus ajeitou a camisa e a jaqueta e quando as portas metálicas se abriram ele deu de cara com um agente do F.B.I. O homem levou a mão a escuta e se afastou da porta, mirando seu rifle no peito do semideus, parecia estar falando com seus superiores.

— Nome? — Perguntou.

— Klaus Hoffman. — Respondeu o semideus, com uma sobrancelha erguida.

— Negociador no local. — Falou o outro através da escuta. — Repito: negociador no local.

O agente se afastou caminhando por um corredor e logo Klaus o seguiu a passos lentos, caminhando. O piso do local era de mármore e ele pôde ver, na mesinha ao lado do elevador, algumas fotos da suposta família que vivia ali. Um casal, uma garotinha e um adolescente.

— N-ão para! Sem ela eu não vou! — Uma mulher chorava ao ser levada por dois agentes.

Ela olhou para Klaus e logo se segurou em suas vestes. Seu rosto estava molhado e seus olhos vermelhos, devido às lágrimas. Ela escondeu o rosto no peito do semideus e tremeu.

— Por favor, salva a minha menina!

Ela o encarou por um tempo e ele, sem saber o que dizer, apenas ficou observando por um tempo antes dos agentes tirarem ela de perto dele.

— Senhora, por favor, vamos. Está na hora.

— N-não! Não façam isso! — Ela se recusou.

O garoto suspirou e logo voltou a caminhar pelo corredor até ver que ele dava em uma sala. Esta continha vários pedaços de vidro quebrado pelo chão. Alguns agentes mantinham-se agachados, de forma atenta por todo o local. O garoto continuou caminhando até uma porta onde viu vários agentes ao redor de um computador. Aquele deveria ser o quarto pois uma cama desforrada jazia esquecida do lado esquerdo do cômodo.

Klaus caminhou de forma lenta até os agentes.

— Capitão Allen? — Falou o semideus. O homem virou-se para ele com uma sobrancelha erguida e só então pareceu se dar conta de quem ele era. — Meu nome é Klaus, sou o campista enviado do acampamento.

— Ta atirando em tudo que se mexe. — Falou o outro, observando a tela do computador e sem dar atenção para Hoffman. — Já acertou dois de meus homens. Dá para acertar ele mas ele está na beirada do terraço. Se ele cair… — O capitão olhou para o semideus para continuar. — Ela também cai.

Ela quem? Veio a pergunta na mente do semideus.

— Você sabe o nome? — Perguntou querendo tentar entender qual era a situação.

— Eu não faço ideia, isso importa? — Questionou.

— Preciso de informações para escolher uma abordagem. — Allen pareceu ignorá-lo mas o semideus apenas suspirou e seguiu para a próxima pergunta. — Teve alguma experiência emocional recente?

— Olha só… — Tirou os olhos do computador e se aproximou de Hoffmann. — o que importa é salvar a menina. Ou você dá a porra de um jeito nesse semideus, ou eu vou dar.

A fala do capitão o surpreendeu. Então ele sabia que o suposto garoto era um semideus? Fora por isso que Quíron o enviara? O homem o encarou por meio segundo e saiu para perto de seus agentes, sem dizer mais nada.

Hoffmann saiu do quarto e lentamente caminhou até o cômodo anterior, precisava entender o que tinha acontecido para poder começar a agir, já que Allen não estava muito afim de ajudá-lo.

— Esse puto vai se jogar. — Pôde ouvir um dos agentes comentando.

— Que merda. — O outro respondeu.

O garoto engoliu em seco e começou a caminhar na direção do que seria a sala de jantar. A televisão estava perfurada por um tiro e cacos de vidro jaziam por todos os lugares. Um agente estava escondido atrás do sofá e o outro usava a mesa como proteção.

— Atenção unidades, o negociador vai entrar. — Pôde ouvir.

Hoffmann caminhou até a beirada do balcão da cozinha e encontrou uma revista. Pela capa ele supôs que seria sobre armas de caça e revólveres. Ele se virou e então viu o corpo baleado de um policial no chão. Engoliu em seco e se agachou ao lado do corpo. Provavelmente havia sido o primeiro a chegar na cena do crime. O semideus observou os dedos do homem, levemente manchados por um pó um pouco escuro, estifinato de chumbo e sulfeto de antimônio: resíduo de pólvora. Um só tiro.
Observou o peito do policial, um buraco de bala podia ser visto ali. Ferimento de calibre .355. Pelo local e calibre o ventrículo direito havia sido atingido, causando uma hemorragia interna.

Klaus observou o local e observou como e onde a vítima havia caído. Fechou os olhos e pôde fazer uma rápida reconstrução da cena. O atirador estava próximo a porta da varanda quando o policial chegou mirando sua arma para atingi-lo. O outro foi mais rápido e o atingiu no ventrículo direito, fazendo-o cair próximo a mesa de jantar. A arma teria voado de sua mão e provavelmente… Sim, provavelmente estaria embaixo da mesa.

O garoto se levantou e caminhou para próximo da porta de vidro onde encontrou uma poça de sangue. Observou o suposto local de onde o policial havia entrado, sim, antes de ser atingido ele havia atirado no atirador. Mais um pouco a frente ele encontrou um pequeno sapato, provavelmente da garotinha que estava com o atirador. Embaixo o sapato continha uma mancha de sangue. Ela havia testemunhado o tiroteio e poderia estar ferida.

Klaus colocou o sapato de volta no chão e olhou ao redor. Precisava de mais pistas. Klaus caminhou por entre a cozinha e pôde ouvir mais tiros, os agentes ficaram agitados.

— Homem ferido. Repito: homem ferido! — Provavelmente o atirador conseguira fazer mais vitimas.

— Saiam daqui todos vocês ou eu pulo! — Falou o atirador e Klaus pôde ouvir sua voz pela primeira vez.

O garoto encontrou uma televisão perto da parede da geladeira, uma reportagem sobre o incidente estava sendo reproduzida. Ele parou para analisar.

Seria mais um dos poucos casos em que um jovem mata a família. Para todos os efeitos, a equipe da swat está pronta para agir. Faz pouco mais de uma hora que uma garotinha foi feita de refém numa cobertura de um prédio aqui no centro de New York. Ainda não temos todos os detalhes do ocorrido, mas o suposto suspeito é um membro da família. Ele é suspeito de matar pelo menos um membro da família e um policial....”

Klaus desliga a televisão e suspira, fechando os olhos por um momento e levando a mão a têmpora. Por que Quíron o havia metido nisso?

O garoto voltou a caminhar pela construção e foi em direção a suposta sala de tv. Um agente estava agachado ali e, atrás dele, largado em cima de um centro, quebrado e cheio de cacos de vidro, outro corpo jazia apagado. Klaus se aproximou do homem, o mesmo da foto que havia visto na entrada. O suposto pai.

Possuía um furo na altura do abdômen, também de calibre .355. Causando uma hemorragia no lobo inferior do pulmão e também uma hemorragia interna. Outro tiro se localizava próximo ao ombro, o que provavelmente havia causado uma hemorragia no logo superior do pulmão, pneumotórax. E um terceiro tiro, de mesmo calibre, na altura do rim direito o que causaria uma lesão abdominal fatal, e, logo, a causa da morte.

Klaus fechou os olhos para tentar reconstruir a cena. Provavelmente o homem estava sentado no sofá segurando algo (um celular, revista, qualquer coisa), ouviu o atirador chegar por trás e virou-se para se proteger, porém, o homem foi mais rápido e o atingiu na altura do ombro, na altura do peito e na altura do rim, fazendo-o cair em cima da mesa de centro, que era de vidro, quebrando-a.

Hoffmann abriu os olhos e, ao lado esquerdo do corpo, viu um tablet jogado no chão, levemente sujo de sangue. Provavelmente o que ele estava segurando momentos antes de ser atingido. O semideus caminhou até ele e desbloqueou a tela, vendo que o homem estava vendo um site de adoção de crianças. Provavelmente queria aumentar a família.

Rech deixou o tablet no lugar em que o encontrou e levantou-se, observando ao redor e vendo mais duas portas. Provavelmente o quarto da criança e outro aposento. Suspirou e caminhou até ali. A primeira porta parecia um banheiro, nada de errado, ele pôde constatar. Caminhou então para o segundo aposento, o quarto da garota.

O quarto da garota era todo em tons de rosa e roxo, sua cama estava levemente desforrada e se não fosse o caos da casa, ele poderia jurar que estava tudo em ordem. Caminhou até sua escrivaninha e viu um outro tablet ali. Pegou-o em suas mãos e o desbloqueou, dando de cara com um vídeo recém gravado.

”Esse é o Daniel, o irmão mais legal do mundo! Diz oi, Daniel!” A garota estava abraçada com um jovem loiro de olhos azuis, parecia que estavam em um parque. “olá” — Daniel respondeu e a garotinha o abraçou. “Você é o melhor de todos, estaremos sempre juntos!” ela falou por fim.

Caminhando pelo quarto Klaus encontrou um headset ligado, a música estava tocando muito alto. Provavelmente a garotinha não ouviu os primeiros tiros. Hoffmann se levantou e quando estava saindo do quarto pôde ouvir mais tiros. Caminhou em direção a porta de vidro, que o levaria até a cobertura.

— O que é que você está fazendo? — Perguntou Allen. — Vai falar com o garoto ou não!?

O semideus suspirou e então abriu a porta de vidro, saindo para a cobertura. A garotinha deu um grito nessa hora. Klaus pôde ver que o garoto, Daniel, estava na beirada do prédio. Segurava uma arma em sua mão e a outra prendia o pescoço da pequena em forma de gancho. Apontava o revólver para a cabeça dela. Seus olhos estavam marejados e confusos. Quando o semideus atravessou a porta o garoto lhe deu um tiro, atingindo seu ombro. Klaus fez uma careta de dor e levou a mão ao local, pressionando o ferimento.

— Para trás! — Gritou. — Não chega perto ou eu me jogo!

— Não! Eu imploro! Não faz isso! — A garotinha gritou enquanto chorava, o que fez o garoto apontar o revólver para sua testa novamente.

Os agentes correram para manter-se em posição, um helicóptero começou a sobrevoar o local com agentes mantendo o garoto na mira.

— Oi, Daniel. — Klaus falou, olhando diretamente para ele. — Meu nome é Klaus.

— Como você sabe meu nome!?

— Sei de várias coisas sobre você. Vim tirar você dessa situação.

O helicóptero voo perto demais, fazendo algumas espreguiçadeiras voarem e com que o garoto perdesse levemente o equilíbrio.

— Eu não vou machucar você. Eu só quero conversar e achar uma solução.

— Falar? Eu não vou falar nada! — Respondeu Daniel. — Já é tarde demais! Tarde demais!

— Eu sei que você e a Emma eram apegados. — Falou. — Você acha que te enganaram mas ela não errou com você.

— Ela mentiu para mim! Eu achei que ela me amasse mas eu estava errado! Ela é igualzinha a todo mundo!

— Daniel. não… — A garotinha choramingou.

— Eles estavam prestes a te trocar e você ficou magoado, não é? — Falou calmamente.

— Eu achei que era parte da família. Achei que me amassem. Mas eu não era um nada! Que iam mandar para o acampamento por que se cansaram!

— Escuta… — Começou. — Eu sei que não é sua culpa. Essas emoções que está sentindo, são normais. Também aconteceu comigo.

— Não! Não é minha culpa! Eu não queria isso! Eu amava eles, entende? — Ele chorou. — Mas eu não era ninguém! Só um escravo para obedecer ordens! — Apontou a arma novamente para a cabeça dela.

O helicóptero se aproximou um pouco mais, os agentes mirando no peito de Daniel, as miras de tom vermelho aparecendo sob sua camisa.

— Aaaaaaaaah… Eu não aguento esse barulho! Esse helicóptero tem que sair daqui agora! — Apontou a arma para Klaus.

O semideus olhou para o piloto da aeronave e fez um sinal circular, de forma que pedisse para sair dali, deixando-os mais a vontade para conversar.

— A situação está controlada. — Falou o agente no helicóptero, através da escuta.

— Viu? — Falou Klaus, dando um passo e abrindo os braços. — Eu fiz o que você queria. Tem que confiar em mim, Daniel. Solte a refém e eu prometo que tudo vai acabar bem.

— Quero meu caminho livre! E eu quero um carro! Quando eu estiver fora da cidade eu solto ela! — Gritou.

— Isso é impossível, Daniel. — Falou com calma. — Deixe ela ir e eu prometo que não vão te ferir.

— Eu não quero morrer. — Daniel olhou para Klaus, pedindo socorro.

— Você não vai morrer, a gente só vai conversar. — O tranquilizou. — Nada vai acontecer com você, eu te prometo.

— Ok… Confio em você.

Daniel soltou a garotinha que veio correndo na direção de Klaus e o abraçou chorando. Nesse momento um dos agentes atirou em Daniel, ferindo a lateral do seu abdômen. Um outro o atingiu no ombro, dilacerando sua carne. Hoffmann prendeu a respiração e arregalou os olhos.

— Nãaaaaao!

Mas era tarde, um último tiro atingiu o maxilar do semideus fazendo-o cair de joelhos e olhar para Klaus, lágrimas e decepção estampavam seu rosto.

— Mentiu para mim, Klaus. Mentiu para mim.

E caiu, morto no chão.


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Re: {become human — klaus rech hoffman} publicado em em Seg Out 22, 2018 9:00 am

Heroes of Olympus

Ainda estou em choque com o final do seu post. Adorei a forma como mudou a perceptiva do final, já que esperávamos por um final feliz. Achei muito criativo seu enrendo e devo parabeniza-lo e muito por isso. Sua escrita é fluída e suave, mesmo sendo um texto longo não torna cansativa a leitura. Meus parabéns! Aguardo ansiosa pela continuação dessa história.

Ortografia – 4/5
Criatividade – 5/5
Coerência – 5/5
Ações realizadas – 5/5

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+ 300 Dracmas Recebido.
- 15 de MP ( Pelo estresse emocional com a morte de Daniel)


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Re: {become human — klaus rech hoffman} publicado em

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