Heroes of Olympus RPG

[MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux]

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[MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em em Sex Out 19, 2018 9:28 am

Heroes of Olympus



Unidos na arena atrás de Quíron, os dois semideuses o olhavam de forma desconfiada. O céu, naquela noite, estava extremamente brilhante, como se as estrelas estivessem vivas (e talvez realmente estivessem). Os semideuses na arquibancada, rodeando a arena, gritavam em euforia e animação, em um misto de ansiedade e medo pelos dois campistas.

Era muito raro Quíron chamar dois semideuses para lutarem lado a lado daquela forma, geralmente seria um contra o outro ou apenas um contra um monstro. Mas o centauro era experiente demais para fazer algo assim com aqueles dois. De alguma forma sabia que possuíam potencial e queria pôr isso a prova de todos ali presentes.

De um lado, Visenya. Cria de Poseidon e recém chegada ao acampamento. Do outro, Kitt. Uma prole de Hécate que havia chegado apenas uma semana antes. De alguma forma, devido suas histórias, seus desafios e batalhas travadas até ali, eles haviam sido escolhidos para lutarem lado a lado. O centauro ergueu as mãos aos céus e, nesse momento, todas as estrelas brilharam de uma forma nunca vista antes. Porém, uma constelação brilhou mais forte: a constelação de gêmeos.

Como se houvesse aumentado de tamanho, a constelação começou a ganhar a forma de dois personagens. Para alguns, conhecidos, para outros: um mistério. As proles de Athena estavam extasiadas com o que viam, seus cabelos praticamente em pé e o sorriso de uma ponta a outra, tal como se seu cérebro fosse explodir. Os demais campistas olhavam para o céu, para a arena e para as proles de Athena sem nada entender.

Quando chegaram na arena, os dois seres possuíam uma aura diferente de tudo que já havia sido visto. Castor estava envolto em uma aura roxa, possuindo uma lança e uma armadura envolta do corpo. Excelente com armas, veloz e muito ágil, ele sorriu para Quíron e logo observou os semideuses a sua frente. Ao seu lado, numa aura prateada, Pólux, a mente pensante e astuta, sorriu para Quíron e logo sorriu também para os semideuses.

- Castor e Pólux, a constelação de gêmeos. Os guerreiros que não se abandonaram nem em meio a morte, indo até as estrelas para ficarem juntos pois não aguentariam viver um sem o outro. - Ele virou-se para os semideuses e sorriu. - Espero que consigam compreender o verdadeiro sentido da união com esses dois. - Sorriu.

Quíron voltou para a arquibancada e deixou os garotos sozinhos com os espectros de Castor e Pólux, ambos se observando e estudando.

Regras:


- Hey, bem vindos ao mvp do tio Hip!
- Seu post deve parar quando narrar sua primeira ação. Quero que narrem o que estavam fazendo e como foram parar na arena em meio a este desafio, e, claro, por que que Quíron escolheu vocês.
- Pode usar os poderes, ta? Coloca eles em spoiler no final.
- E as armas ficam a escolha de vocês.
- Vocês tem uma semana, ta bom?
- Duvidas? wpp, mp ou chat :3


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Re: [MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em em Seg Out 22, 2018 10:10 pm


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


Eu não era uma pessoa de temperamento fácil e todo mundo já sabia disso, Quíron descobriu isso logo nos meus primeiros dias no acampamento, mas a verdade é que eu pouco me importei com ele ou qualquer outro pensasse. Alguns pensavam que minha arrogância vinha por ser filha de Poseidon, outros pela minha vida antes de chegar ali. Mas a verdade é que nenhum deles era capaz de entender que eu diferente de todos eles, vivi muito tempo fora daquele mundo e não era nada fácil para mim, me enquadrar a ele. Egoísmo de minha parte? Talvez fosse de certo modo, mas eu não tinha que dar satisfações a ninguém. Com a minha vinda para o acampamento Richard também ficou, o que vem tornando meus dias um pouco mais fáceis, mas não menos irritantes e dolorosos para mim. Eu sabia que eles precisavam me fazer entender como era necessário me adaptar ou a minha vida poderia estar correndo sérios perigos no futuro.

Minha primeira grande batalha no acampamento me deu a oportunidade de conhecer meu primeiro grande amigo, Kitt. Um filho de Hécate que assim como eu, havia chegado no Acampamento tardiamente também.  Kitt e eu tínhamos várias coisas em comum, mas também diferenças gigantescas, mas que se completavam, isso era muito bom. Éramos calados, tínhamos poucos amigos e dificuldade em relacionar com os demais campistas. Ele por ser quieto demais e eu por ser explosiva demais. Depois que passei a conhece-lo melhor, confesso que foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Havia uma sintonia e sinergia entre nós que sempre me fazia querer estar próxima a ele e isso foi descoberto da maneira mais perigosa possível.

Nos primeiros dias, haviam apenas duas coisas que eu gostava de fazer, a primeira delas era passar boa parte do meu tempo na arena treinando com os mais diversos tipos de arma, até me identificar com alguma delas. Não era que eu gostasse muito daquilo ou por que me fazia bem. Eu já havia quase morrido duas vezes por causa de monstros, não ia esperar de braços cruzados que a terceira vez acontecesse. Eu não tinha vocação para ser a caça, mas sim o caçador. Tive imensa dificuldade em me adaptar com a luta corporal principalmente, mas com o decorrer dos dias, a medida que eu aprendia coisas novas começava a tomar algum gosto por aquilo. Cris, um filho de Ares, me disse uma vez que se eu treinasse direitinho, talvez me tornasse uma boa guerreira. Tolo! Mal sabia ele que quando eu queria uma coisa a perseguia de todas as formas.

O que eu mais gostava era ir à praia, a sensação era a de estar em casa, como se eu sempre estivesse que ter que estar ali. Sentir a areia entre meus dedos e ouvir o barulho das ondas era relaxante para mim. Mas nada se comparava quando eu entrava no mar e mergulhava até onde meu limite permitisse. Eu notava que quanto mais eu fazia aquilo, mas fundo e mais tempo eu conseguia permanecer em baixo da água, então se tornou uma rotina que mantenho até hoje? Parece besteira para você? Dane-se. Eu não estou nenhum um pouco preocupada com a sua opinião. O importante é que eu gostava muito mais de estar na água do que na terra, então era muito mais fácil me encontrar no mar do que em qualquer outro lugar do acampamento.

Mas vamos a história que eu sei que você já deve estar curioso para saber. Como foi minha batalha contra Gêmeos e como isso me presenteou com a minha amizade mais duradoura até aquele momento. Era um dia como todos os outros, clima agradável, gente para todo lado, arenas cheias, alguns estudando sobre assuntos que eu considerava desnecessários. Um tédio para mim como todos os outros. Eu havia acordado bem cedo, o sol mal havia clareado o dia e eu já estava de maiô, caminhando em direção à praia vestindo apenas um short. Não me preocupava se havia alguém olhando ou não, todos dos garotos eram chatos o suficiente para me fazer querer estar longe deles. Bem longe! Fiquei a manhã toda pela praia, mas não apenas me divertindo. Eu queria saber, como filha de Poseidon, qual era a extensão dos meus poderes e não havia lugar melhor para testa-los do que ali.

O sol já estava alto quando eu finalmente decidi fazer alguma outra coisa, talvez depois do almoço poderia passar na arena ou estudar alguma coisa que julgassem pertinente. A verdade era que, ser uma semideusa não era nada daquilo que eu havia imaginado, não era muito diferente do que eu havia passado toda a minha vida, a diferença é que eu detinha certa liberdade. Enquanto caminhava com passos vagarosos, senti uma mão tocar meu ombro, o que me assustou obviamente. Virei-me girando nos calcanhares deparando-me com um garoto de uns onze anos, ruivo e cabelos bem enrolados. As bochechas sardentas davam um ar engraçado a ele. O que ele tinha para me dizer era simples. Quíron estava me chamando.

Revirei meus olhos antes de mudar minha trajetória, não havia muito o que fazer. Se o centauro chamava, só cabia a mim obedecer. Eu me perguntava se nós éramos algum projeto de Hércules ou algo assim. Se ele estava me chamando significava que eu ia tomar uma bronca ou ele ia me mandar assistir as aulas que eu não estava indo. Suspirei longamente enquanto caminhava em meio aos outros campistas… Meu pai parecia ser algum tipo de popstar, todo mundo cochichava apontando para mim como se eu fosse uma alienígena. Tudo bem, ele tinha sua importância, Senhor dos Mares, irmão do poderoso Zeus e também de Hades, senhor do mundo inferior. Mas e daí? A maioria dos campistas eram mais fortes e melhores do que eu em muitas coisas, eu não tinha nada de especial por ser filha de Poseidon.

Subi as escadas com passos arrastados e quando o Quíron me encarou já viu que eu estava descontente. Ele riu, eu sabia que ele achava tudo aquilo engraçado no fim de tudo, mas ele sempre queria me dar uma lição, a questão é que eu nem sempre estava disposta a aprender. Ele não me deu uma bronca, nada do que eu estava acostumada. Suas palavras foram sucintas e diretas. Eu deveria estar na arena, ao entardecer e começo da noite. Seria minha primeira luta na arena. Claro que eu protestei. Eu ainda não sabia lutar direito, não sabia usar os dons de meu pai, eu nem se quer era capaz de me defender direito sozinha. Ele disse que sua decisão já estava tomada e não voltaria atrás, mesmo com todos os meus protestos.

Obviamente eu o questionei e ela podia sentir a impetuosidade em mim, mas também minha insegura e medo. Era óbvio que eu sentia medo. Por duas vezes quase fui morta por monstros, eu podia não admitir, mas eu sentia muito medo sim de entrar naquela arena. Foi então que veio a surpresa, eu não esperava pelas palavras dele. Ele me encarou e disse que eu precisava acreditar em mim, ele havia me escolhido por saber que eu daria conta do desafio. Já era a hora de parar de agir como uma menina mimada e encarar minha realidade. Eu não poderia viver para sempre como eu vivia fora de lá. Eu precisava mostrar meu valor, não para os outros, mas para mim mesmo e talvez eu entenderia o significado de ser filha de quem era.

Não o questionei mais, apenas suspirei e dei de ombros, antes de ir embora ele disse para que eu levasse as minhas melhores armas. Ele estava preparando algo e eu nem imaginava o tamanho do desafio que me aguardava. Pelo resto da tarde eu fiquei pensando nas palavras dele e foi a primeira vez que eu comecei a pensar sobre tudo que eu havia vivido até chegar ali. Não havia mais volta, eu não tinha como mudar minha história. Só restava aprender a lidar com esse mundo louco em que eu vivia e tentar sobreviver a ele. O que não é uma tarefa nada fácil ainda hoje. Preferi me recolher em meu chalé e me dediquei a pensar, em como sairia da enrascada que estava me enfiando.

No horário combinado cheguei na arena, obviamente preparada para a guerra. Haviam vários campistas espalhados pelas arquibancadas e então pensei que a situação ainda era pior do que eu imaginava, me senti como um daqueles gladiadores prontos para um combate até a morte. Quando notei o outro semideus junto de mim no meio da arena eu quase pensei que era verdade. Principalmente pela agitação da plateia, mas eu não estava nenhum pouco disposta a lutar contra outro semideus e tão pouco levar aquele combate para uma disputa de vida ou morte. Por instinto segurei o tridente em minha mão com mais força, sentindo o metal frio entre meus dedos, pela primeira vez, eu me senti em pânico de estar no meio daquela multidão.

As palavras dele foram um verdadeiro alívio, pelo menos até certo ponto, eu me curvei para observar o semideus do meu lado que parecia tão tenso quanto eu. Ele não parecia muito mais novo e nem muito mais velho, mas havia uma aura estranha nele, eu não sabia determinar o que era e também estava mais preocupada com a surpresinha que Quíron estava preparando. Tudo estava diferente, até o brilho das estrelas e aquilo me deixava cada vez mais desconfiada. Mas eu jamais imaginaria que ele traria para lutar na arena contra mim e Kitt Castor e Polux. Eu olhei para ambos quando a imagem deles se materializou entre nós, maravilhada com o que acontecia diante dos meus olhos, mas apavorada com o que eu teria que fazer. Olhei para o centauro e não segurei minha língua: — Você está de sacanagem comigo né? — Depois olhei para Kitt que estava tão embasbacado quanto eu.

Eu juro que tentei ser o mais natural possível quando os avatares da constelação de Gêmeos sorriram para nós, mas eu tinha certeza que estava com uma cara embasbacada, como a maioria. Nem percebi quando ficamos apenas os quatro na arena, o que significava que não havia como voltar atrás. Olhei para o filho de Hécate e suspirei: — Acho que a nossa missão é trabalhar em conjunto. Como eles. No caso, acho que a mente brilhante da dupla é você. Pense em algo. — Falei um pouco mandona como sempre. Eu tinha na minha frente um dos melhores guerreiros de seu tempo, um herói. Enquanto eu não passava de uma semideusa sem nenhum talento para aquilo. Mas algo dentro de mim mudou quando pensei assim. Essa não era eu, nunca me diminui, nunca me vi incapaz de algo.

A verdade era que, desde que havia descoberto a verdade sobre mim, aquilo me apavorava, me fazendo esquecer de tudo que eu sempre acreditei. Era isso que Richard e Quíron queriam me mostrar o tempo todo. Mas eu não sabia como provar a mim mesma. Segurei o tridente com mais força em minhas mãos. Notei que ambos adversários nos estudavam e eu precisava pensar em algo rápido. Fechei meus olhos e respirei fundo, sentindo a minha arma mudar de forma na minha mão. No instante seguinte estava em minha mão uma espada de duas mãos, dourada com detalhes delicados em azul cor do oceano. A lâmina brilhava com a luz da lua que a banhava, era linda e tinha certa familiaridade com aquela arma. Eu só podia seguir em frente.

Levei levemente o pé direito à frente e segurei a espada com firmeza com as minhas duas mãos, meu tronco ficou levemente inclinado para frente.  Deixei sua lâmina na horizontal na altura do meu quadril pouco abaixo da cintura. Naquela postura eu poderia tanto bloquear quanto atacar, me dando uma movimentação rápida apesar de uma arma grande. Castor usava uma lança, eu precisava ficar atenta, com uma arma mais leve, ele poderia ter ataques mais rápidos, então eu não poderia perde-lo de vista nem um segundo se quer. Senti quando uma gota de suor escorreu pelo meu rosto, estava tensa pela batalha, era a primeira vez que sentia a adrenalina correr assim por meu corpo. Segurei minha espada com firmeza na empunhadura, deixando a lâmina firme no ar e naquele momento havia apenas nós e mais ninguém. E eu não sairia derrotada. Também não poderia perder Polux de vista, mas nesse ponto, esperava contar com a ajuda de Kitt, ele seria melhor para me auxiliar na luta contra ele. .

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Re: [MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em em Ter Out 23, 2018 5:05 pm








Kitt Monroe
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         Ser reclamado no momento em que coloca os pés no Acampamento Meio-Sangue, supostamente é algo positivo e que demonstra que o seu pai ou mãe divino se importa com você, reclamando-o após ultrapassar um obstáculo. No meu caso, os obstáculos duraram dois anos, fugindo nas florestas gélidas do Alasca e na companhia de ninguém além de uma amiga misteriosa, que eu percebi apenas mais tarde ser uma empousa, serva de minha mãe. Ela se foi quando chegamos ao Acampamento. De volta para o Submundo, para o séquito da Conselheira de Perséfone. Hécate. Deusa da Magia, da Névoa e Senhora das Encruzilhadas. Minha mãe. Alguém que tinha tantas aparências quanto a lua tinha faces. Com tantos estados de espírito quando estações do ano. Uma titânide, não uma deusa. Talvez por isso fôssemos vistos com certa desconfiança ali. A verdade era que a deusa da magia, segundo o pouco que eu pudera estudar sobre ela desde o início de meu tempo ali, valorizava acima de tudo o mérito e a capacidade dos seus filhos. Como deusa das escolhas, ela não os entregava tarefas, mas apresentava possibilidades. Por isso tantos dos seus flertavam com o lado obscuro, com a magia maligna. Com a rebeldia. Porque a magia não é boa nem má, e Hécate não revoga os dons que já entregou. Seus filhos são naturalmente livres, como ela. O que significa que também podem ser uns tremendos cretinos.
             
             Desde o meu primeiro dia no Acampamento, eu havia sido isolado dos meus meio-irmãos. Nenhum deles simpatizava comigo, porque haviam levado mais tempo para serem reclamados ou então não haviam recebido o mesmo tipo de proteção. Além do mais, eles compreendiam melhor como a mente de nossa mãe funcionava. Ela não dava nada de graça. Havia algo peculiar sobre mim, para que eu recebesse aquele tipo de tratamento.  Algo que todos começaram a investigar, decidindo até segunda ordem que eu poderia ser uma ameaça, no mínimo. Isolado de meus irmãos - que não eram muitos, já que muitos filhos de Hécate iam viver no mundo exterior por sua capacidade de manipular a Névoa para escapar de monstros - acabei tendo de conhecer o Acampamento sozinho. Aparentemente o cargo de Monitor do Chalé 20 estava vago, desde que o último campista morrera em missão. Pelo que a náiade designada para me mostrar o lugar dissera, os outros Chalés andavam dizendo que o cargo fora azarado. Talvez até pela própria Hécate. O que não fazia o melhor sentido, já que aquilo deixava seus filhos sem liderança.

                 Muita algazarra infantil também reverbera diariamente pelo lugar, e quando cheguei percebi imediatamente que aquilo não combinaria comigo. Eu era tranquilo, não gostava de futilidades, embora não tivesse nada contra uma conversa positiva. Mas ter a minha idade sem ter recebido qualquer tipo de treinamento formal, aparentemente, era algum motivo de piada que não haviam me contado. Eu percebi isso na Arena de Treinos, quando tentei escalar uma enorme parede e caí antes de chegar sequer à metade. Também tentei bater em alguns bonecos com uma espada sem corte, mas odiava aquilo. Eu gostava dos meus sonhos, e eles tornavam bem mais fácil suportar as risadinhas e o silêncio cruel dos meus queridos irmãozinhos. Um ou outro tinha a minha idade, e pareciam ainda menos calorosos que os mais jovens. Viviam em seus dormitórios, praticando rituais e feitiços que eu não entendia bem, embora pudesse senti-los a nível mágico. As vibrações do Chalé 20 eram múltiplas, e nem todas eram agradáveis. Mas mesmo as runas entalhadas nas paredes cantavam uma canção antiga. Recheadas de livros, estantes incontáveis da nossa biblioteca mágica pareciam uma imparcial e acolhedora entidade viva. Eu sempre encontrava o livro sobre o tema de minha curiosidade no momento. Uma espécie de divinação silenciosa. Lendo um pouco sobre ervas mágicas e plantas medicinais, acabei tendo a ideia de visitar as enfermarias do Acampamento. Lá, os curandeiros de Asclépio - em sua maioria filhos de Apolo - tratavam dos feridos, fossem em treinos ou missões. Nenhum deles gostava particularmente de mim. Aparentemente eu despertava uma espécie de aversão nas pessoas. Mas me deixavam assistir, e ajudar quando precisavam de uma mão extra. Na hora das refeições à mesa, eu permanecia em silêncio, já que a perspectiva de falar quando ninguém está interessado em ouvir é nula. Não olhava muito para os filhos dos outros deuses, mas tinha inveja deles. Mesmo os filhos de Afrodite que pareciam sempre competir entre si sobre beleza, eram calorosos e afetuosos uns com os outros, afinal sua mãe era a deusa do amor. Os filhos de Hermes pareciam sempre felizes, como os de Dionísio. Se eu menos eu fosse filho de Hipnos, poderia dormir em pleno jantar sem parecer ridículo, como mais de um dos campistas do Chalé 15.

                   Já fazia pouco mais de uma semana quando a náiade que me mostrara o Acampamento veio conversar comigo. Ela havia mencionado que o seu córrego ficava próximo à uma caverna nos limites da floresta. Eu podia ouvir o barulho das ondas quebrando na praia, mas não me importava com o isolamento. A tarde ensolarada dera lugar à uma chuva chata, e as pequenas gotas começavam a empapar meus ombros quando finalmente tirei os tênis e mergulhei os pés na água. A trilha até ali não era difícil, mas eu fizera o trajeto correndo. Estava exausto. Felizmente, uma boa constituição física era algo comum em nossa grande família. Mesmo entre aqueles de nós que não eram exatamente semideuses, mas meio-titãs. Detalhes. Aloe surgiu quando trovões ribombaram nos céus. O tempo andava esquisito no Acampamento ultimamente, pelo que disseram. Era difícil saber as notícias quando não se falava com ninguém. Mas era algo sobre outros deuses, que os filhos de Hécate cochichavam entre si enquanto praticavam divinação com tarot, cristais, prismas e esferas. Até fontes e espelhos eram usados, enfeitando os quartos deles. Nosso Chalé tinha muito mais espaço que os outros, aparentando ser de tamanho normal por fora. Um presentinho mágico de Hécate, mas que tornava possível as maiores loucuras de seus filhos desmiolados.

- O que faz aqui sozinho, filho de Hécate? - Perguntou Alöe, seus cabelos em tom escuro de azul cintilante brilhando bem pouco, com a luz que se esvaía. Ela usava uma espécie de túnica molhada que revelava os contornos de seu corpo, branca e azul celeste. Pequenas pedrinhas e cristais enfeitavam o colar em seu pescoço, que cobria-lhe o decote dos seios. - Poderia ter me chamado em qualquer córrego ou rio do Acampamento, se desejava conversar. Nós espíritos da natureza não costumamos receber muitos visitantes em nosso local de origem. Veio me deixar um presente?

- Não é grande coisa. - Contei, tirando do bolso o sanduíche de geleia de frutas vermelhas com manteiga de amendoim. - Não entendo muito sobre oferendas.

- É a intenção que conta. - Ela tomou o sanduíche de minhas mãos. - Além disso, geleia de frutas vermelhas é a minha favorita. - Rindo, ela deu uma mordida. Em seguida, Alöe devorou tudo como se estivesse faminta. - Eu não preciso comer, mas deuses, é tão bom! Por que está sozinho, querido? - A sua pergunta pareceu dar autorização para que a chuva aumentasse. Estávamos completamente molhados.

- Não me sinto bem-vindo aqui. Tudo era mais fácil no Alasca. Correr, escapar, sentir a aproximação dos monstros e deixar o lugar antes que estivessem ali. Roubar caixas eletrônicos, tomar banho em lagos quase congelando. Roubar comida de máquinas de lanches e dormir em motéis esquecidos do norte. - Ela parecia horrorizada, embora sorrisse. - Ao menos eu estava em movimento, e tinha alguém ao meu lado. Aqui, eu me sinto só o tempo inteiro. Parte de mim é grato porque estou a salvo. A outra só quer dar o fora. Nem gosto dos meus irmãos, Alöe.

- Sabe, eu vivi o bastante para conhecer muitos semideuses,ou no caso dos filhos de sua mãe e outros como ela, semi-titãs. Mas eu tive pouquíssimos amigos. Um deles, há muito tempo, era seu irmão. Ele foi Monitor de Acampamento pelo Chalé 20, antes de se perder em uma missão e nunca mais retornar. - Ela parecia genuinamente triste.

- Foi o último monitor? - Indaguei, confuso.

- Não. Este foi há quatro monitores atrás. Parece que a posição foi amaldiçoada. Nenhum rapaz ou moça consegue ser o Líder do Chalé 20 por muito tempo. No caso do Roth, ele durou três meses, até ir investigar um chamado do Oráculo no Canadá. Nunca retornou. - Ela pareceu pensativa. Então fitou-me, e seus olhos sorriram com compaixão. - Mas ele me dizia que os filhos de Hécate respeitam o conhecimento e o poder acima de tudo. Prove-se para seus irmãos, e eles o respeitarão. O aceitarão quando você se tornar um deles. Não é muito diferente entre os outros heróis do acampamento. Todos são cheios de si como seus pais, mas respeitam aqueles que se dedicam.

- Então tudo o que eu tenho que fazer é correr perigo e depois puxar assunto? - Ri, achando a ideia absurda.

- Isso e descer do pedestal um pouquinho, ajuda. Pode parecer estranho, Kitt, mas você sobreviveu lá fora sob proteção direta de Hécate. Isso desperta ciúmes até entre semideuses que não são seus irmãos, mas queriam que seus pais fizessem isso por eles. Aliando esse seu físico apolíneo e seu desinteresse em conversar, passa uma imagem de total indiferença. Como se você fosse superior. - Acabei rindo, sentindo as bochechas vermelhas. Eu não tinha visto as coisas daquele modo. De jeito nenhum. Alöe pareceu entender o que eu estava pensando. - Faça assim. Quando Quíron lhe chamar, obedeça. Ele sempre testa os novatos na arena. Não vai demorar para que o chame.

             Ele me chamou ao Chalé do Sr. D. no dia seguinte, e eu soube quase que de imediato que Alöe fora procurar pelo centauro. Amistoso, ele me disse de modo breve que eu era apreciado ali, no Acampamento. Que não devia me sentir um forasteiro, e que esse sentimento de rejeição já tinha afastado outros antes. Que nada de bom podia vir do isolamento, porque as forças das trevas nunca dormem, de fato. Em trajes de treino e com o coração pulsando, segui com ele até a arena, tendo pouco ou nenhum tempo para pensar melhor sobre aquela questão assustadora. Eu não tinha treinamento físico, e minha magia era rudimentar, para dizer o mínimo. Suando frio, pedi a Hécate que não me deixasse passar tanta vergonha, embora eu soubesse que ela não devia estar nem aí. A deusa não era sentimental, embora se importasse conosco. Para a minha mãe, era necessário provar que se era digno de seu tempo. Esfreguei o rosto e entre, enquanto Quíron tomou seu lugar no centro, para anunciar a atividade. Ali estava uma jovem que eu já vira andando sozinha algumas vezes. Eu só soube que era uma filha de Poseidon quando falaram em voz alta. Ela era linda, tipo, de verdade. Uma beleza salgada, como que uma surfista natural. Uma beleza do mar, indomada. Fiquei levemente embasbacado olhando para ela, antes de minha atenção voltar ao centauro. Nosso instrutor rapidamente falou sobre união e sobre a constelação de Gêmeos. Meu sangue gelou.

Você está de sacanagem comigo né? - Esbravejou a semideusa, olhando para mim. Dei de ombros, o choque em meu rosto.  — Acho que a nossa missão é trabalhar em conjunto. Como eles. No caso, acho que a mente brilhante da dupla é você. Pense em algo. - Assenti, sentindo gotinhas de suor na minha testa.

- Farei o possível para que a nossa surra não seja tão grande. - Murmurei, olhando para os gêmeos banhados de luz.

         Minhas mãos ergueram-se e senti a energia familiar pulsar entre os meus dedos, como um formigamento em minha corrente sanguínea. Flexionei os pulsos, com as duas adagas em minhas mãos prontas para reagir. Suas lâminas estavam viradas para fora, em defesa. Imediatamente senti uma certeza advinda não só da adrenalina, mas da sensação de que eu já fizera aquilo antes. Cada um de nós naquela arena fora feito para isto. A dislexia e o TDAH pareciam finalmente entrar em termos com meu coração. Nada era mais claro que o instinto de sobrevivência. Centrei meus pés, agarrando com um pouquinho mais de força as minhas armas de escolha. Próximo de Visenya, comecei a observar nossos adversários, que pareciam olhar para uma presa particularmente apetitosa. Fechei os olhos por um segundo, invocando qualquer resquício de energia mágica em meu interior. Agradeci que já fosse noite por completo, e preparei-me para defender minha parceira. Sombras pulsando em minhas mãos, conforme eu imaginava o momento exato de liberar minha magia num ataque. Polux usava uma espada curta, e parecia ter voltado sua atenção a mim, enquanto seu irmão encarava a filha de Poseidon ao meu lado. Mas eu orgulhava-me da minha perspicácia, e não tinha a intenção de acreditar que eles não se revezariam com facilidade. Afinal, eram perfeitos lutando juntos.
           
 - Pode até ser que a gente não consiga derrotar os dois. Mas podemos durar mais que a maioria. - Tentei incentivar minha colega, embora eu também tivesse medo. - Você é uma líder nata, veja quem é seu pai… Então, eu confio em você. Lidere. Uma palavra e eu estarei contigo. - Afirmei, prometendo seguir os comandos de alguém que eu acabara de conhecer. Mas de certa forma, aquilo parecia apenas o certo. Subitamente, não era mais tão difícil estar ali...







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Re: [MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em em Qua Out 24, 2018 8:28 am

Heroes of Olympus



Os gêmeos haviam observado seus adversários por tempo suficiente para analisarem e poderem dizer com tamanha certeza qual, de fato, era o ponto fraco. Não era difícil notar a insegurança presente nos dois. Visenya tinha medo de acreditar em si mesma, temia fazer alguma merda ao próximo passo que desse, decorrente de seu passado nada tranquilo em relação aos monstros. Já Kitt, temia falhar e continuar sozinho, longe de seus irmãos e vivendo no isolamento. Os gêmeos sabiam da capacidade que os semideuses possuíam, mas, também sabiam que essas falhas fariam com que ambos falhassem cruelmente.

Havia apenas uma chave para derrotar os espectros gêmeos, os semideuses, em conjunto e em uma observação muito detalhada de tudo o que se passava ao seu redor, deveriam acertar a charada. Uma batalha até a morte com dois seres que já haviam morrido há tempos? Alguma brecha quando não estivessem olhando? Que havia um segredo por trás daquela batalha, era óbvio. Quíron mesmo não havia os escolhido à toa, principalmente juntos. Talvez, em batalhas individuais, o resultado fosse outro e eles acabassem mantendo suas próprias dúvidas internas eternamente. Não era isso que aconteceria ali.

Castor, com sua lança cintilante, sorriu de canto e olhou para seu irmão, Pólux. Este estava posicionado frente a frente com o semideus de Hécate. Os gêmeos se aproximaram e deram as mãos, tal como um aperto de mão ao se cumprimentar alguém. Logo suas energias ficaram mais densas e ambos começaram a girar, em poucos segundos os espectros haviam tomado impulso suficiente para irem, a toda velocidade, na direção dos semideuses.

O primeiro a atingir seu alvo foi Castor, desferindo um arco perfeito na direção de Visenya, esperando ver qual seria sua reação. O espectro deslizou pelo piso de mármore da arena e logo ficou de frente para as costas da semideusa, batendo-a com o cabo de sua espada, na região onde se encontrariam suas costelas. Para um momento seguinte, deu um passo para trás tomando impulso e logo desferiu uma rasteira na mesma, tentando derrubá-la. Ele era um guerreiro habilidoso mas a lança, mesmo que feita de luz, tornava-se levemente pesada em suas mãos.

Pólux, por sua vez, quando arremessado em direção a Kitt, não mirou sua arma para o semideus, preferiu golpeá-lo, a princípio, com sua perna, em forma de um chute no peito. Dessa forma poderia ganhar uma distância segura e desferir seu ataque seguinte em que rodopiou a 180° com sua espada curta a postos, tentando acertar um corte em diagonal no peito do rapaz. Para um movimento seguinte ele se agachou e girou, ficando de costas. Quando ergueu-se novamente, pôde desferir uma cotovelada em seu maxilar.

A platéia ficara em silêncio observando com atenção os movimentos maestrosos dos gêmeos, parecendo uma coreografia ensaiada no decorrer dos milênios, e, quem sabe, não fosse mesmo? Ainda sim, torciam para os semideuses e esperavam com ansiedade seus movimentos de defesa e contra ataque.


Regras:


- Seu post deve parar quando narrar sua primeira ação.
- Pode usar os poderes, ta? Coloca eles em spoiler no final.
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Re: [MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em em Sab Nov 10, 2018 5:05 pm


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


As palavras do filho de Hécate não eram exatamente as que eu desejava ouvir, não havia nada de animador pensar que seríamos surrados na frente de todo mundo. Esperava que ele fosse mais experiente e tivesse um plano escondido em algum lugar de sua cabeça. Kitt estava muito mais perdido do que eu no meio daquilo tudo. Olhei a dupla novamente na minha frente e senti mais uma vez o medo tomar conta de mim, não de morrer ou algo assim, mas de falhar. Se eu caísse no primeiro golpe? O que eu via pela frente era um caminho largo para eu me foder em todas as direções. Os gêmeos, porém, esbanjavam confiança e eu sentia calafrios de ver aquele amontado de estrelas me encarar. Me esforçava para que alguma brilhante ideia surgisse em minha mente, mas como? Eu não tinha noção da extensão dos poderes do meu parceiro e tão pouco dos meus. Eu respirava debaixo d’água e brincava de sereia, mas até então era tudo que eu havia feito. Não sabia o que poderia fazer fora do meu ambiente natural. Novamente a sensação de me sentir incapaz me tomou, fazendo com que eu afrouxe a espada entre meus dedos.

Quíron me observava de longe, como se soubesse de cada um dos meus pensamentos, cada uma de minhas inseguranças. Mas havia algo em sua expressão que parecia acreditar em mim, mesmo que eu estando tão perdida. Odiava quando as pessoas depositavam suas expectativas em mim, eu me sentia na obrigação de atender todas elas, foi assim toda a minha vida enquanto estive na companhia de minha mãe. Minhas mãos vacilaram mais uma vez, a cada instante eu sentia que seria totalmente incapaz de ir em frente com aquela luta. Kitt então sugeriu que eu comandasse a batalha, como se eu soubesse alguma coisa só por ser filha de Poseidon. Meu pai não passava de um Deus temperamental e eu não era muito diferente dele. Arqueie minha sobrancelha agudamente o encarando com uma expressão tão perdida quanto a dele. Até o garoto já jogava nas minhas costas a responsabilidade daquilo tudo?

— Ser filha de Poseidon não é tão bom assim quanto parece. Eu me sinto a Ariel as vezes. — O comentário irônico escapou de meus lábios antes que eu pudesse controla-lo. Também eu já não tinha mais tempo para divagar sobre nada, já que os oponentes tomavam a frente do combate. Meu olhar vagou entre Kitt e os irmãos, eles giravam ganhando impulso para o ataque e isso realmente me preocupou, mas eu sabia que em um primeiro momento eu precisava avaliar as armas dos dois. Eu já tinha treinado com lança algumas vezes, é uma arma pesada, mas concede alguma agilidade ao seu usuário. A espada de Polux parecia não ter nada de especial, mas ele parecia ser bastante ágil com a mesma: — Vamos nos proteger. Eu protejo o seu flanco e você o meu, assim evitamos ataques surpresa pelas contas. — Lembrei-me de uma das aulas com Cris ali mesmo na arena: — Tome cuidado! — Avisei ao notar que o ataque estava eminente.

Ergui a ponta da minha espada um pouco mais e a segurei com tanta força que meus dedos ficaram vermelhos. A lança veio de cima para baixo, em uma velocidade incrível, me dando tempo apenas de erguer a espada paras aparar o golpe dele. O tilintar das armas ecoou em toda a arena. Contudo abri uma enorme brecha para ele, que usou do impulso do ataque para se movimentar até as minhas costas. Eu sabia que o golpe seria certeiro, então juntei todas as forças do meu corpo e tencionei meus músculos, ajudando a minha armadura a absorver parte do impacto da pancada de Castor. Ele podia ser feito de estrelas, mas batia forte e se não fosse pela proteção da armadura teria gritado de dor e ido ao chão naquele momento. O guerreiro parecia afoito pela vitória e tentava me encurralar de todas as maneiras, em um piscar de olhos ele havia recuado e investia em uma rasteira contra mim. Odiava golpes rasteiros, mas os anos de ginástica me deram reflexos muito bons e saltei alguns centímetros, esquivando-me do ataque. A perna dele passou rente aos meus pés e um mísero erro eu teria ido para o chão.

Nas arquibancadas a galera começa a gritar como se aquilo fosse uma partida de futebol, muitos deles eram mais novos do que eu. Eu não achava a mínima graça em tudo aquilo, nunca gostei de MMA ou boxe, na verdade odiava lutas e agora me via obrigada a participar de uma. Minha vida era muito irônica comigo em alguns momentos. Meus olhos saíram de Castor e foram na direção de Kitt que estava pronto para ser atacado por Polux. Eu precisava fazer alguma coisa, na verdade eu precisava ganhar tempo para que a prole de Hecate pudesse usar suas magias. Eu sabia que eles não eram especialistas em combate corpo a corpo, mas conheciam coisas que eu jamais seria capaz de replicar. Olhei para o garoto e gritei depois de ver o ataque que ele havia recebido: — Está bem? — Franzi meu cenho. Não havia gostado nada daquilo. Eu precisava fazer alguma coisa e rápido: — Droga! — Praguejei para mim mesma. Olhei para frente e vi Theon me observando, com certeza ele saberia como agir, era um filho de Zeus, já havia salvado até mesmo a minha vida. Não queria que ele pensasse que eu era uma completa inútil, por alguma razão, por mais que eu não admitisse, a opinião dele contava muito para mim.

Eu não podia ser passiva o tempo todo e apenas me defender, por mais que eu também achasse que os matar seria impossível. Dei um pequeno passo para ajudar minha posição, minha ideia era ousada, mas poderia dar certo se bem executada: — Você precisa de tempo para seus poderes certo? Eu vou te dar tempo. — Disse para Kitt. Meu pé esquerdo veio levemente para frente e o girei, segurei a espada somente com a esquerda e usei a mão direita para proteger meu rosto, minha perna se ergueu eu um forte impulso chutando a lateral da cabeça de Castor. Meu pé esquerdo caiu a frente do meu corpo, os movimentei com rapidez trocando a base, minha mão direita voltou para a empunhadura da espada, a ponta estava apontada para baixo, então a ergui com toda a minha força fazendo um corte diagonal na direção de Polux, meu tronco girou levemente acompanhado o movimento da espada e dando ainda mais força para o golpe. A execução me fez cai entre os dois gêmeos e Kitt, agora eu esperava que ele fizesse algo, rápido ou seria atacada pelos dois.

Armas:

ATANTIS: Um tridente mediano feito de titânio e incrustado com esmeraldas. Cada uma de suas pontas remete a uma arma. A ponta da esquerda remete a uma lança de mesmo material, violenta como as marés. A ponta do meio remete a uma espada, fria como o oceano. E a ponta da direita corresponde a um punhal, rápido como uma onda. O semideus poderá oscilar em qualquer uma dessas armas e terá as três na palma de sua mão. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]

T-SEA: Armadura perolada completa, tão leve como se a prole de Poseidon não estivesse utilizando nada. Sua cor é discreta e oscila entre o branco e o cinza, sendo meio bege meio azulada, tal como uma pérola. É extremamente resistente como a própria couraça do Kraken e pode absorver altos impactos de armas e diminuir em até 40% os danos de ataques mágicos. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]



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Re: [MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em em Sex Nov 16, 2018 9:07 am








Kitt Monroe
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         Eu estava apavorado. Não só sentia-me um completo fracasso, como temia pela segurança de Visenya, a filha de Poseidon. Ela não tinha culpa alguma por minha ignorância ou inutilidade. Nem eu, tinha o direito de envergonhá-la. Mordendo meu lábio inferior, movi as adagas em minhas mãos de modo desconfortável. Não tinha aprendido a usar aquilo. Os motivos para ter escolhido aquele tipo de armamento me eram tão vagos quanto os motivos que me haviam feito aceitar estar ali no meio daquela arena cheia de semideuses. Se eu era um pária entre meus irmãos, como podia ter esperanças de ser de alguma forma reconhecido pelos outros semideuses? Com o pensamento subconsciente de que devia parar de sentir pena de mim mesmo, sobressaltei-me quando percebi que estar preso em minha mente havia provocado um pequeno gap entre a minha última frase dirigida à Visenya, sua reação, e a forma como havia defendido a minha própria pele, de súbito. O som infernal dos metais se chocando me fizeram estremecer. Larguei as adaga no chão e pulei para trás, totalmente perdido. Com a garganta seca, desejei que de alguma forma pudesse reagir. Meu suor pingava, e a adrenalina ameaçava acionar partes de mim que eu tinha enterrado depois dos tempos vivendo em cavernas e dormindo em motéis antes de um segurança mal pago decidir me devorar ou me prender por algum crime que existia apenas em sua mente.

               Respirando no ritmo acelerado do meu coração apavorado, senti um calor arder em meu bolso, como uma espécie de presença que chegava quase a incomodar. Foi quando a palma de minha mão direita encontrou com ela. A verinha surgira em meu bolso como uma intrusa, ou uma amiga a permanecer ao meu lado ante à derrota. Aqueles eram heróis, seres espectrais feitos de pura luz. Minha mãe, Hécate, era filha da noite, uma criança de Nyx. Eu podia sentir a magia que emanava daqueles seres. Nunca poderíamos vencê-los. Mas talvez, e de forma quase poética, não fosse aquela a nossa tarefa. Às vezes, e eu descobrira isso de forma bastante triste, a maior prova de coragem era se sacrificar pelo seu companheiro. O maior gesto de heroísmo era reconhecer que a vida do outro era tão importante quanto a sua. Mantive um grito preso na garganta quando Visenya me protegeu, cruzando espadas com o meu atacante. A minha parceira era valente, e mais poderosa do que imaginava. Afinal, a sua audácia e o seu ímpeto me incentivaram a lutar também, mesmo que eu não soubesse exatamente o que fazer.

“Busque a magia dentro de você, minha criança. Nenhum filho meu é menor que um semideus. Você tem sangue de titã nas veias…”

              A voz poderosa fez tremer cada nervos dos meus braços. Como se uma força sombria despertasse em meu interior, sentia calma da noite adentrar meu interior. Era como caminhar sozinho em uma encruzilhada. De repente, não havia razão para temer. Eu não morreria, e se morresse, nada de ruim tocaria a minha alma. Eu tinha alguém para quem retorná-la. A compreensão converteu-se em poder. E ciente de que eu nunca seria tão habilidoso quanto Visenya, pelo menos não fisicamente, puxei minha varinha e ergui as mãos espalmadas para a frente.

Você precisa de tempo para seus poderes certo? Eu vou te dar tempo.

                   Visenya atirou-se entre mim e nossos adversários, lutando com o máximo de sua habilidade, que não parecia ser ainda grande coisa. Mas já era muito mais do que eu era capaz de fazer. Sendo superada rapidamente por nossos inimigos, ela caiu entre nós. Os olhos espertos e habilidosos miraram-me, deixando claro que eles não permitiriam que eu me escondesse por muito mais tempo. Sorrindo, e surpreendendo a mim mesmo, percebi que eu também não tinha mais a menor vontade de evitar qualquer confronto. Se eram feitos da noite, se eram filhos das estrelas, então eu poderia extrair forças deles próprios, alimentando minha magia latente com aquele poder divino. Eu não conhecia ainda feitiços ou magia elemental, mas eu possuía a magia em meu sangue. O dom bruto de Hécate. E a Rainha das Encruzilhadas concedia aos seus filhos de acordo com seus esforços. Minhas palavras seriam poder, porque assim eu desejava.

- Eu invoco Nyx, a noite mais profunda! Invoco minha mãe, Hécate. Que minha energia negra atinja seus espíritos e proteja a minha aliada! - Um movimento veloz da minha varinha liberou uma estranha energia negra arroxeada, a partir de minhas mãos. Veloz, ela partiu para interpor-se entre mim e Visenya, atravessando-a sem causar ferimentos. A rajada de energia seguiu seu curso, mas eu não parei para ver o que provocaria ao atingir nossos inimigos. Esperava que a magia ao menos pudesse desestabilizar a conexão deles com o nosso plano. Enfraquecendo a presença, ou ao menos atordoando. Sem olhar para eles, corri até Visenya e me ajoelhei ao chão do seu lado. Senti o solo ralar meus joelhos, e fiz uma cara meio cômica de dor. Pus uma das mãos no ombro dela, e respirei fundo. O único feitiço que eu conhecia veio aos meus lábios.

- Sarisco. - Pronunciei, e uma aura de luz deixou minhas mãos, para curar Visenya. Naquele exato momento senti uma dor forte no meu peito, e me curvei para a frente. Então, senti um pequeno peso em meu ombro. Ali, um furão de dimensões medianas encarava-me, seu pequeno focinho movendo-se e balançando seus bigodes. - O que é você?

- Sou o seu daimon, filho de Hécate. Uma manifestação mágica da sua alma, seu familiar. - Sorri, pois diferente dos meus irmãos, eu não tinha ganhado meu daimon tão logo fora reclamado. Aquilo era algo que não acontecia normalmente, mas significava que algo especial em relação ao meu animal o tornava mais difícil de ser traduzido. Olhei na direção dos inimigos e senti meu daimon mudar de forma, para um pequeno pardal. - Vocês estão indo bem, os dois. Ninguém esperava que durassem tanto.

       Rindo, olhei para Visenya. Pelo visto estávamos fodidos de qualquer jeito. Ofereci uma das mãos para que ela se erguesse, sem tirar os olhos dos nossos atacantes. Apertei firme a varinha em minhas mãos, concentrando-me. Se era para levar uma surra, então eu cairia lutando.

Poderes Usados:
•Dimon: O Dimon é a personificação da alma de seu dono, no caso os filhos de Hécate, os Dimons tem forma animal ainda não definida, enquanto jovem(período de 1 semana depois da reclamação) ele pode se transformar em qualquer animal que ele quiser, mais quando o adultos eles ficam com uma forma fixa. Tem uma HP específica, que tomaria conta da energia do filho de Hécate. Quando a HP chegar ao fim, o filho de Hécate não pode mais usar energia, como se ela tivesse acabado. E depois de um descanso de duas ou três horas, ela recarregaria novamente, pronta pra ser usada. E quando esgotado, o espírito some, só voltando quando estiver completamente descansado dentro do semideus.

•Maestria com a magia: Por serem filhos da deusa da magia, vocês usarão menos MP quando usarem algum poder.

•Umbracinese. É a manipulação da energia escura. Você poderá manipular um pouco da energia escura a sua vontade. Ainda não pode dar formas a ela, ou controlar em grandes quantidades, sendo seu uso bem limitado.

•Cura Magica. Os filhos de Hécate faz à mágica “Sarisco” e cura 20% de HP.







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Re: [MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em em Dom Nov 18, 2018 12:24 pm

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Visenya parecia tão afoita pela batalha quanto os próprios gêmeos estrelares. Acontece que, aparentemente, ela não havia percebido o segredo por trás daquele desafio. Desviou com maestria da primeira série de ataques feitas por Castor, o que já era de se esperar. Qualquer semideus com um bom treinamento poderia fazer isso, ainda mais sendo ela uma prole de Poseidon. Seu sucesso estava garantido até aquele ponto. Porém, quando foi contra atacar o gêmeo, veio a surpresa. Visenya apoiou a arma em apenas uma mão, fez guarda em seu rosto e desferiu um chute na cabeça do guerreiro, seu pé atravessando sem dificuldades. O segundo golpe, desferido com a espada, também não fizera nada contra ele, a espada adentrou em seu corpo e saiu, sem o ferir. Seu corpo era sólido, mas, quando atacado, parecia feito de gelatina. Ela precisava descobrir o segredo por trás disso.

Ela se movia rapidamente, tentando aparar os golpes e proteger Kitt naquela brincadeira mortal. Conseguiu proteger o amigo mas a força de Pólux era tamanha que ao aparar o golpe acabou por descolar o ombro. Estava em fogo cruzado, no meio dos dois gêmeos quando o filho de Hécate resolveu absorver a energia deles próprios, criando um feitiço para afastá-los. Como ele esperava deter os gêmeos com sua própria energia? Era algo bizarro de se pensar. Os dois, ao receber o feitiço, transformaram-se em auras roxas, e, logo em seguida, em esferas. Kitt curou os ferimentos superficiais de Visenya, porém, os dois gêmeos não estavam muito afim de compaixão.

Ainda em formato de esferas, eles voaram na direção dos dois, desferindo-lhes diversos golpes, que, ao serem rebatidos, apenas se dividiam em mais esferas que desferiam mais golpes. Havia apenas uma maneira de derrotar os dois. Não seria matando-os, eram imortais. Não seria ferindo-os, eram intangíveis. Não seria com feitiços, eram feitos de pura magia. Mas existia uma peça final, que nenhum dos dois haviam percebido. Algo dentro da própria história da constelação de gêmeos. E eles precisavam descobrir logo ou morreriam com a mesma facilidade que deixaram a informação passar.


Regras:


- Seu post deve parar quando narrar sua primeira ação.
- Pode usar os poderes, ta? Coloca eles em spoiler no final.
- Vocês tem uma semana, ta bom?
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Status:


— Visenya: Life — 70/100
Energia — 75/100

— Kitt: Life — 80/100
Energia — 80/100

Gêmeos: Life — 200/200
Energia — 170/200


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Re: [MVP - Visenya e Kitt vs Castor e Pólux] publicado em

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