Heroes of Olympus RPG

[MISSÃO TESTE - VISENYA VON STAINGÜER - TROUVE TON AUTO - OP]

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[MISSÃO TESTE - VISENYA VON STAINGÜER - TROUVE TON AUTO - OP] publicado em em Ter Out 16, 2018 9:06 am

Heroes of Olympus



A noite estava fria, escura e chuvosa. Os trovões riscavam o céu de forma que parecia um mural de vidro quebrado. Em meio a floresta, podiam se ouvir os corvos farfalhando e gralhando em alto e bom som. Os monstros correndo de um lugar para o outro e, só ao fundo, o som do mar amortecendo as atrocidades vindas da floresta, banhando a areia pálida com seu manto negro pela sombra da noite.

Visenya estava deitada no chão de uma cabana velha. O piso era de madeira e podia-se ver os indícios de mofo e podridão da mesma. Com a chuva a mesma rangia e fazia barulhos adversos. A semideusa possuía um corte na testa e aparentemente seu tornozelo estava torcido, dificultando sua locomoção. A garota se sentou e levou a mão a testa, sentindo um leve gosto de cobre na própria boca, seu corte parecia ter coagulado, apenas sangue seco permanecia no local dolorido.

O cômodo que se encontrava só tinha uma cama velha e funda, um armário negro com algumas cartas antigas, um quadro torto, uma janela de vidro com grades e uma porta de madeira fechada. Para sair dali, Visenya precisaria encontrar a chave.

O cômodo seguinte era um corredor que levava a um banheiro destruído, cheio de sangue e com um cadáver na banheira, enrolado com a cortina do box. E a porta seguinte não levava a lugar algum, apenas para o andar de baixo direto, sem escadas. Uma queda dali poderia quebrar a perna da semideusa com facilidade. A única opção seriam as escadas.

No andar de baixo Visenya encontraria a cozinha, possuindo uma geladeira velha e enferrujada, dentro da mesma apenas comida podre e asquerosa. Uma mesa amarelada de ferro com apenas uma cadeira quebrada, um balcão que ligava a geladeira a pia, totalmente velho e mofado e uma pia de onde saia uma água barrenta. O fogão parecia ser a lenha e ficava na outra ponta da cozinha, onde uma enorme mancha de cinzas se alongava pela parede.

A sala era apenas um cômodo vazio que levava para a porta de entrada, também trancada. Única saída da casa. Duas harpias estavam circulando entre a cozinha e a sala, loucas para sair mas sem ter como, e, logicamente, sedentas.

Regras:


- Olá Vise, bem vinda a sua missão teste.
- Aqui você se encontra sem armas, em uma cabana abandonada no meio da floresta do acampamento.
- Tal cabana fica longe de tudo, menos da praia, onde será seu destino final.
- Na missão você acorda na sala, sem armas e machucada, no início não vai se lembrar de nada mas, no decorrer da postagem, deverá ir se lembrando aos poucos. O motivo fica por conta da sua criatividade.
- Eu descrevi a casa como um geralzão mas você vai ter que passar por todos os cômodos.
- O primeiro desafio é abrir a porta do quarto, encontrando a chave.
- O segundo é encontrar a chave da porta principal.
- O terceiro é derrotar as harpias (mesmo sem armas)
- Por ultimo deve narrar sua ida pela floresta até a praia, onde é encontrada por Theon.
- Tem apenas uma semana para postar.
- No seu post deve conter a ficha de sua personagem, pois já está escrita, ou seja: história e características.
- Pode usar os poderes de Poseidon até o nível 5.
- Qualquer dúvida: mp ou whats.


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Hipnos Deuses Menores
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Re: [MISSÃO TESTE - VISENYA VON STAINGÜER - TROUVE TON AUTO - OP] publicado em em Qui Out 18, 2018 12:12 am

Prazeres violentos, possuem finais violentos
A tempestade caia furiosa do lado de fora da cabana, com raios e trovões rasgando o céu e transformando a noite em dia, o firmamento era negro, assim como o mar. Mas de onde estava, Visenya não poderia saber, até que um raio reverberou por todo o lugar, fazendo até mesmo a pequena construção perdida estremecer. Assustada a semideusa acordou em um rompante, ofegante e assustada. A primeira coisa que fez foi tatear o chão, já que não conseguia enxergar muito bem ainda, mas o odor fétido fez com que seu estômago embrulhasse e quase vomitou ali mesmo. Seus sentidos estavam todos bagunçados, o gralhar dos corvos estavam misturados com os sons dos monstros que estavam do lado de fora do lugar. O barulho da chuva irritava cada vez mais a Prole de Poseidon: — Que inferno? Como eu vim parar aqui? — Reclamou para si mesma, ainda com zumbido irritante no ouvido.

Sua cabeça doía como se uma pancada muito forte tivesse a acertado, tentou se sentar, porém, foi impedida em uma primeira tentativa ao sentir o pé machucado: — Era só que me faltava! — Falou para si mesma descontente. A dor que sentia na testa a fez levar a mão a mesma, sentindo o enorme galo e parecia que estava sangrando. Levou o dedo apenas para tirar a dúvida, mas estava realmente sangrando. O que poderia ter acontecido? Ela não se lembrava nada do que ocorreu antes de acordar. Seus olhos então observaram o lugar que era decadente, um chalé velho no meio da floresta. Quem havia morado ali, com certeza havia abandonado há muito tempo. De um lado havia uma cama velha que já estava derretendo de tão podre, um quadro torto que fez o T.O.C da semideusa berrar em desespero. Do outro lado um armário velho e negro que parecia estar aberto, mas ainda não conseguia ver o que tinha lá dentro. Com dificuldade se arrastou até a cama, se apoiou nela para levantar, mas o ranger a fez pensar que a mesma ia se partir em duas.

Com dificuldade caminhou em direção a única janela que havia, mas a escuridão a impedia de ver qualquer coisa, apenas algumas sombras quando os raios caiam. A medida que seus sentidos voltavam, conseguia ouvir com mais clareza, então percebeu que não estava muito longe da praia. Mancando com a perna direita começou a andar pelo lugar, temendo que o chão afundasse a qualquer momento e ela caísse sabe-se lá onde. A visão ali também era horrível, a escuridão parecia estar pregada nas paredes, ainda não tinha conseguido ver a saída do lugar. Com cuidado andou tateando as coisas, com medo de enfiar o pé machucado em alguma coisa e piorar a situação. Suas mãos encontraram uma superfície plana e maciça de madeira, o que deduziu ser uma mesa. Afoita tateou os bolsos da jaqueta que vestia e encontrou um isqueiro velho que carregava com ela. Tentou fazê-lo funcionar, mas talvez pela umidade era em vão as tentativas: — Que merda! — Praguejou algumas vezes, antes de finalmente conseguir.

A iluminação era precária, mas foi o suficiente para que ela visse a escrivaninha, em cima dela não havia nada, mas a loira logo começou a abrir as gavetas, encontrando papeis velhos que ela ainda não havia se dado o trabalho de ler. Levou algum tempo até que encontrou um pacote de velas, mas havia apenas quatro: — Vai ter que dar até eu achar a saída desse lugar. — Disse para si mesma. A iluminação da vela era um pouco mais constante, agora ela podia ver o lugar que estava com mais clareza. A primeira coisa que fez foi caminhar até a porta, segurou a maçaneta velha e tentou gira-la, mas estava emperrada ou pior trancada. Seu primeiro impulso foi dar uns trancos na porta na tentativa de abria-la, o que foi tudo em vão: — Você é filha de Poseidon, sua burra. — Disse para si mesma enquanto pensava em outra saída. Pela janela sabia que era inviável, principalmente com o pé machucado.

Caminhou até o armário velho lentamente, ao tocar a porta certificou-se que a mesma não desabaria e então com cuidado abriu a mesma. O ranger foi um pouco mais alto do que ela desejava, mas mesmo assim terminou de abrir a porta. Dentro haviam papéis, na verdade envelopes amarelados e abertos, com uma letra muito bem desenhada, todos com o nome Jhon. Esse nome foi como um estalo em sua mente, mas ainda não era muito significativo, decidiu então abrir os envelopes e ler o que tinha nas cartas. Obvio que era uma letra feminina e carta era de amor, uma garota que se chamava Juliet: — Minha filha, você não podia arrumar um boy com uma casa melhor não? — Perguntou-se.  Mas aquelas cartas com certeza estavam ali há muitos anos e aquela casa deveria ser bem diferente. Mas após ler quase todas as cartas, nem uma pista de como chegar a chave. Era apenas um casal que tinha que namorar escondido, porque seus pais não permitiam a união. Mas como namorar escondido quando seus pais são Deuses? Era algo que ela queria entender. Mas aquele, parecia ser o lugar de encontro deles, havia muita história para ser contada ali.

Não tinha tempo para pensar naquilo, pelo menos não naquela hora, precisava achar uma maneira de sair do quarto.  Começou a procurar pelo lugar onde poderia estar a possível chave, mas não era uma tarefa nada fácil em lugar tão bagunçado como aquele. Começou revirando a cama que quase desabou quando ela virou o colchão, procurou pelo chão com dificuldade, já que cada passo dado seu pé parecia querer matá-la. Se pudesse o arrancava ali mesmo, mas infelizmente anda precisava dele. Revirou a escrivaninha e nada da chave, mas encontrou uma caixa estranha. Visenya olhou um pouco receosa, mas a abriu assim mesmo, era a única coisa que não estava empoeirada demais ali. Havia um bilhete, agora ela tinha certeza que a letra era do tal do John, esse nome ficava martelando em sua cabeça. Sabia que ele era a razão de estar ali, mas por qual motivo não conseguia se lembrar. Forçou sua mente, mas foi inútil. Precisava concentrar sua energia para sair dali.

O bilhete dizia que aquele era um presente especial dele para a tal da Juliet, mas era um colar velho com inscrições estranhas, mas tinha seu charme. Ela conseguiu decifrar apenas o nome da Panaceia, mas não conhecia muito sobre essa Deusa, pensou em levar a peça com ela, mas se estava ali a tanto tempo, melhor que continuasse em seu lugar. Visenya voltou a buscar a chave, sentindo pé incomoda-la cada vez mais. Revirou todos os lugares que poderia imaginar, cada minúsculo cantinho e já não tinha mais esperanças de encontrar nada. Odiava se sentir importante, com raiva caminhou até a porta, a chutando com o pé machucado, o que a fez urrar de dor: — Maldita porta! — Gritou como se alguém pudesse ouvi-la. Mas foi quando um leve ruído chamou a atenção da semideusa, vindo de cima da porta. Pegou a vela e foi até o lugar agora arrastando o pé ainda mais depois do choque contra a porta. Ao erguer a vela notou um pequeno prego acima da porta, mas não havia nada nele. Mas quando iluminou o chão, viu a chave caída. Abaixou-se com dificuldade e a pegou, quando tentou usar na porta, escutou a mesma se abrir: — Que gênio você Visenya. Nem olhou para cima. — Se odiou por aquilo.

Antes de girar a maçaneta voltou até a cama e tirou o colchão, deixando o estrado a mostra. Usou um pouco de força e arrancou um pedaço, poderia usar aquilo como arma, caso precisasse. Enfiou as outras velas no bolso e pegou o pedaço de madeira. Com cautela abriu a porta dando de cara com um corredor escuro e tenebroso: — Ok! Você tem uma vela e um pedaço de madeira. Assim você derrota até um Deus! — Zombou de si mesma por estar sentindo muito medo daquela situação. Com passos lentos começou a caminhar pelo lugar, o corredor iluminava as fotografias da parede, revelando um casal jovem e feliz, mas pelas roupas, aqui já fazia muito tempo. Aquele lugar era muito estranho, como se não fizesse parte do acampamento. Visenya parou e olhou as fotos um pouco mais. O tal Jonh era um rapaz bonito, de cabelos castanhos e olhos claros, corpo musculoso, mas não ao ponto de ser exagerado, parecido com um filho de Ares. A tal da Juliet era linda, mas não parecia uma filha de Afrodite, seus cabelos eram loiros e compridos, seu corpo era de uma modelo. Mas notou que ela usava uma luva branca em um dos braços, como se tentasse esconder alguma coisa. Voltou algumas fotografias e então notou que ela sempre estava com uma luva na mão direita, mas a mesma mudava de tamanho.

A filha de Poseidon voltou no quarto e remexeu um pouco mais nas coisas, olhando as cartas e remexendo um pouco mais achou um diário. Nele o tal John contava que havia se apaixonado perdidamente por uma filha de Atena, mas a Deusa e nem seu pai Hipnos, permitiu a união dos dois. A garota acabou amaldiçoada e morrendo, enquanto ele se matou para não ter que viver sem ela. Também havia muitas anotações estranhas, era grego, mas por alguma razão Visenya não conseguia ler. De fato, havia algum mistério naquele lugar e isso começava a fazê-la lembrar o que estava fazendo ali. Somente um grande desafio faria a filha de Poseidon fazer uma grande besteira. Alguém lhe falou sobre uma história que aquele lugar era mal-assombrado e advinha o que ela foi fazer? Investigar claro! Mas havia mais alguém no lugar, vagamente se lembrou que lutou com um homem, mas recebeu uma pancada muito forte que a fez desmaiar. O machucado do pé foi na tentativa de entrar na casa pela janela do segundo andar.

Voltou para o corredor agora sem dar tanta atenção para as fotos na parede, depois de tudo que havia lido, não queria mais dar atenção a aquela história. Não era do tipo emotiva, mas também não gostava de desgraça dos outros. Foi direto pelo corredor dando de frente com o que parecia ser um banheiro. Quando deu o primeiro passo notou a textura viscosa sob suas botas, abaixou um pouco a vela e notou que aquilo era sangue, segurou o pedaço de madeira com mais força, não sabia o que poderia encontrar ali e pouco a pouco foi explorando o velho banheiro. Quando se aproximou da banheira, viu o corpo jogado ali de qualquer jeito, apenas enrolado em uma cortina barra de banheiro. Era um garoto, muito mais novo do que ela inclusive e com a camiseta laranjada do acampamento. Precisava avisar Quíron quanto a isso. Não se lembrava de tê-lo visto, mas ainda não conhecia muitas pessoas. Será que o assassino seria o homem que a nocauteou? Possivelmente sim. Deixou o corpo no lugar e foi até a torneira da pia, a água que saia era marrom e suja. Não poderia usar dela para curar sua perna.

Não havia muito o que pudesse ajuda-la, então voltou para o corredor dando mais alguns passos até a próxima porta. Quando a abriu, tomou um enorme susto, havia apenas um vazio negro que dava para o andar inferior. Se caísse ali se machucaria ainda mais ou até o pior poderia acontecer. A loira sacudiu a cabeça e fechou a porta novamente, agora tinha apenas um caminho a seguir que era descer as escadas. Antes de desce-las abaixou-se e observou o andar inferior, o que havia lá, não queria ser pega de surpresa.  E com certeza foi a melhor decisão que ela poderia ter tomado. Lá de cima ainda pôde ver as duas harpias de um lado para o outro, como baratas tontas, querendo sair e também não encontravam uma forma. Elas eram muito burras para pensar em alguma coisa, mesmo se porta estivesse aberta. Desceu mais uns lances de escada e conseguiu visualizar melhor a cozinha decadente e a sala vazia, ocupada apenas pelos dois monstros. Não tinha armas e a maioria dos seus poderes só eram eficientes próximo a água, muita água.

Foi descendo as escadas devagar, mas com uma vontade imensa de gritar, pelo ferimento em seu pé, mas não podia fazer muito barulho. Esperou até que as malditas ficassem somente na sala e desceu sorrateiramente, contornando o balcão e chegado até a pia. Pelo odor horroroso, havia algo de muito podre em algum lugar, provavelmente dentro da geladeira. Mas ignorou aquilo, olhou para a cadeira que estava na mesa e provavelmente poderia usar a cadeira velha como uma arma. Ainda bem que prestava atenção nas aulas que tinha na arena ou a essa hora ela seria apenas uma presa fácil. Rasgou um pedaço da camiseta laranjada que estava usando e embolou na mão. A pia tinha uma cor nojenta e parecia cheia de mofo. Visenya entupiu o ralo com o tecido e ligou a torneira deixando que a mesma enchesse até transbordar. Se agachou novamente e tirou as botas dos pés. Seu tornozelo esquerdo estava muito machucado, o que iria atrapalhar com certeza.

Quando a pia já estava bem cheia e as harpias distraídas ela se sentou no balcão, torcendo para que ele não quebrasse com ela e enfiou o pé machucado na água nojenta: — É suja eu sei, mas é água. Me ajuda pelo menos um pouco Pai. Nunca te pedi nada, até porque, eu não sabia que era sua filha. — Sussurrou para si mesma. Sentiu uma leve melhora, mas sabia que não ia durar muito tempo, já que a cura com aquela água não era nada eficiente. Ao olhar para o chão viu que a água já começava a escorrer pelo chão e molhar a casa. Desceu de onde estava e voltou a ficar abaixada, enquanto as galinhas crescidas faziam barulho sem parar. Não poderia errar ou sua vida não duraria muito na mão de dois bichos como aqueles. Olhava a água cair e desejasse que fosse mais rápido, não via a hora de sair dali, mesmo que ainda não soubesse como ia fazer isso.

Quando a cozinha já estava cheia de água e essa jorrando para a sala, Visenya fechou os olhos e se concentrou no barulho das ondas ao fundo. Para sua sorte podia ouvir com clareza dali lhe dando a oportunidade de usar um dos poderes que havia aprendido depois que chegou no acampamento. Manteve-se imóvel, apenas se concentrando no som das ondas, elas estavam nervosas naquela noite e ela deseja ser como elas. A semideusa levantou-se e segurando o firme o pedaço de madeira andou com passos firmes, mas leves sem chamar a atenção. Ao chegar no limite entre a sala e o quarto, ela investiu contra a harpia menor e mais rápida, jogando-a contra a parede, girou seu corpo na direção da outra e a atingiu em cheio no rosto, quebrando o pedaço de madeira em seu rosto. A criatura soltou um som estranho, mas se enfureceu partindo na direção da loura que começou a dar passos para trás indo na direção onde estava molhado.

Precisava trazer a luta para um terreno onde fosse favorável para ela ou não teria chance contra as duas. Furiosa a harpia investiu contra a semideusa, acertando seu braço de raspão com a garra: — Vadia! — Gritou como se ela fosse entender. Girou o pedaço de madeira acertando novamente na mão e acertou o rosto dela com mais força machucando o olho dela. Aproveitou essa brecha e correu até a pia, enfiou a mão na água e puxou uma espada feita da mesma. Quando se virou as harpias estavam em cima, conseguiu se desviar da primeira, mas a segunda acertou sua barriga, abrindo um machucado ali.  A filha de Poseidon grunhiu de dor, mas mesmo assim, aproveitando-se do pouco espaço enfiou a espada na barriga da primeira, uma estocada seca e direta, que a fez empurrar a outra harpia. Notou que aquilo estava sangrando e não poderia estender muita aquela luta, precisava chegar a praia, era a única chance de amenizar os ferimentos.

Com a mão direita estendida disparou esferas de água na harpia menos machucada, deixando a confusa e desorientada. Aproveitou essa brecha para atacar a que estava caída e arrancou sua cabeça a matando de uma vez, fazendo um pó amarelo se espalhar pelo lugar. Antes que a sobrevivente se restabelecesse, Visenya acertou um chute forte na lateral do monstro, segurou a espada firme com as duas mãos e acertou seu pé o arrancando. A criatura se desequilibrou e começou a bater as asas loucamente de dor e tentando atacar a semideusa que se esquiava, abaixando-se e jogando o corpo para os lados. A loira subiu na mesa e acertou um chute bem no meio do peito da harpia a empurrando na direção da sala. Sem pensar muito ela pulou em direção ao monstro cravando a espada no peito dela e logo tudo explodiu em uma chuva de pó amarelo. Quando caiu no chão o pé que já estava machucado piorou ainda mais: — Inferno! — Vociferou de dor, mas pelo menos havia derrotado as galinhas super-crescidas.

Caminhou com dificuldade até a porta, já estava praticamente arrastando o pé e o corte na barriga começava a incomodar. Quando tentou abri-la, também estava trancada. Bateu as mãos com violência contra a plataforma de madeira: — Droga! — Gritou com raiva. Estava com raiva, ferida, sentindo uma dor insuportável. Na sala não havia nada, nenhum móvel, quadro na parede, absolutamente nada. Voltou com dificuldade para a cozinha, começando a arrancar tudo do lugar buscando uma possível chave, nem mesmo a comida podre da geladeira foi poupada. Lembrou-se então do garoto morto na banheira. Quem sabe ele não teria uma pista. Arrastou-se mais uma vez escada acima, indo até o banheiro. O cheiro de sangue fazia o estômago da semideusa revirar, mas mesmo assim começou a revirar o corpo. Enfiou as mãos nos bolsos e em todo lugar, até que viu um cordão com uma chave pendurada no pescoço.

Não tinha mais nada a perder, arrancou a chave e voltou mandando mais uma vez para a sala, seu corpo parecia que ia desabar a qualquer instante. Ao chegar na porta respirou fundo e olhou para cima: — Por favor Poseidon! Me ajuda. — Reclamou enquanto enfiava a chave na porta. O click foi um alívio e assim que a chave virou ela encostou a cabeça na porta e a sensação de alívio tomou conta dela. Quando abriu a porta, ainda estava no meio da floresta, mas era fim de tarde. Quanto tempo havia passando ali? Não conseguia entender mais nada, mas a única coisa que ela sabia era que a praia estava a poucos metros. Quando passou, puxou a porta e trancou, ficando com a chave para si. Além do pé machucado, estava descalça, o que tornava a caminha ainda mais cansativa, já estava quase sem forças e tudo que desejava era sentir o mar gelado em sua pele. Era estranho como a cada dia, sua ligação com o oceano se tornava mais forte.

O caminho até a praia estava sendo tranquilo, ela caminha em seu tempo, algumas vezes parando para descansar já que seu pé doía muito. Tudo estava quieto demais, calmo demais e uma semideusa como ela, atraia monstros mais do que o normal. Depois de alguns minutos de caminhada escutou um barulho que a fez parar. Olhou para os lados e buscou a origem de tal, mas nada encontrou, então voltou a caminhar. Quando andou mais uns dez metros outro barulho chamou a atenção da semideusa, que novamente parou, mas dessa vez deparou-se com uma outra harpia: — De novo? — Reclamou tentando se esquivar do ataque que acertou de raspão sua testa a fazendo sangrar novamente. Ela poderia parar e lutar, mas já não tinha forças para isso, então a direção de onde as árvores eram mais baixas e começou a correr. Não conseguia ir mais rápido por causa dos ferimentos, mas o monstro também tinha seu voo prejudicado devido à altura das árvores.

A loira correu sem olhar para trás e já podia sentir o cheiro da maresia em suas narinas e a brisa do mar que soprava forte, buscava forças dentro de si para continuar. Precisava continuar! Tentou ir mais rápido mais foi inútil, seu corpo já estava fadigado e não suportava mais, mas pelo menos conseguia manter o mesmo ritmo. Quando sentiu os primeiros grãos de areia tocar os pés sentiu um enorme alívio, mas ainda estava um pouco distante do mar e ainda não havia saído da floresta. Ainda correndo olhou por cima do ombro e notou que sua perseguidora continuava em seu encalço, exigindo que ela corresse ainda mais, mesmo isso prejudicando ainda mais seu pé. Por um instante pensou em desistir e enfrentar a galinha com hormônios, mas foi quando ela viu o mar ao longe. Ela respirou fundo e continuou correndo, como fez quando foi atacada pela primeira por um monstro. Ao chegar na praia foi surpreendida por um rapaz que veio em sua direção, ela teve apenas tempo de gritar para ele:  — Cuidado! — Por que o inimigo vinha logo atrás. Ele sacou sua lança e partiu contra o monstro, mas Visenya já não tinha forças para mais nada.

Durante a luta não teve tempo de reconhecer o rosto, mas sabia que já havia o visto em algum lugar. Ele lutava muito melhor que ela e conseguiu derrotar a criatura, ainda que tenha se ferido um pouco. Mas ao fim do combate ela reconheceu seu rosto e Visenya sentiu seu corpo gelar. Ergue-se com dificuldade e começou a andar novamente até o mar, não queria que ele se aproximasse dela, mas foi inútil. Subitamente ele a tomou em seus braços. Ela o encarou em silêncio por instantes como se não soubesse o que dizer, até as palavras vieram: — Á-agua. — Pediu no intuito que ele a levasse para o mar: — Vou pegar água para você quando chegarmos na enfermaria. — Respondeu ele não compreendendo as palavras dele. Ela revirou os olhos e fez uma careta, já que a dor no pé era insuportável: — Me leve para a água, idiota! — Ela sabia que precisava ser mais delicada, mas impossível naquele momento. Foi só aí que ele entendeu o que ela queria dizer e logo a obedeceu, levando-a para o mar, adentrando nas ondas e segurando-a enquanto ganhava força suficiente para ficar de pé. A loira soltou o pescoço dele e o encarou: — Obrigada. — Disse ela mais cordial. O garoto a fitou: — Não foi nada. Qual seu nome? — Ela ficou um pouco sem jeito e respondeu: — Visenya. — A reação dele deixando-a sozinha era a confirmação que ela precisava, ele também sabia quem era ela e possivelmente tinha muita raiva dela.

OBS: :
Como não coube a história e a missão em um único post, postei a ficha no tópico de reclamação para os Três Grandes.
Link da ficha.


Poderes:
- Força da Maré:
Ao se concentrar nas marés, na brisa do mar e no poder das ondas, o filho de Poseidon é capaz de aumentar sua força e velocidade drasticamente durante um turno. Funciona apenas próximo ao mar (na praia, ou perto o suficiente para ouvir as ondas), ou dispondo da habilidade passiva Filho do Mar. Usa 40 MP. Ficara sem usar a habilidade por 1 turno

- Espada dos Mares:
Espada feita de água, poderá ser invocada sempre que necessário; Quando for desarmado, e houver água perto de você, ative essa habilidade e uma espada irá aparecer;


- Esferas de Água
Os filhos de Poseidon poderão fazer com que de suas mãos cinco esferas de água surjam, assim lançando-as contra o oponente. Possui um pouco poder impactante e serve para causar uma pequena distração.
Visenya Von Staingüer Filhos de Poseidon
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Ficha do Semideus
Vida Vida:
80/100  (80/100)
MP MP:
75/100  (75/100)
Nível Nível: 1

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Re: [MISSÃO TESTE - VISENYA VON STAINGÜER - TROUVE TON AUTO - OP] publicado em em Qui Out 18, 2018 9:19 am

Heroes of Olympus



Bom, Visenya, tendo lido sua história eu juro que pensei que fosse escrever mais um capítulo do seu diário, me surpreendeu ter saído do padrão do primeiro post mas isso não fez com que eu gostasse menos da sua missão. Adorei a forma engraçada que você narrou, me fez rir muito e deixou, sem dúvidas, a missão muito divertida. Gostei muito de como conseguiu captar minhas descrições e adaptá-las para seu ponto de vista assim como narrar suas emoções ao vivenciar cada cena.

Os objetos encontrados também foram muito bem adaptados pelo contexto que quis incrementar, assim como usou muito bem da sua criatividade. Eu encontrei alguns erros mas creio que tenham sido apenas erros de digitação, o prazo foi curto e você o cumpriu bem rápido. Sem mais delongas:

Aceita como prole de Poseidon.

+ DIÁRIO DE JOHN: O diário conta a história de como um semideus de Hipnos se apaixonou por uma prole de Athena mas teve seu amor reprimido devido a uma maldição que foi lançada sobre eles. {Item recebido em missão teste - by Hipnos}

+ CHAVE: Chave da cabana perdida em meio a floresta, nunca antes vista mas encontrada por alguns semideuses de tempos em tempos. {Item recebido em missão teste -by Hipnos}


PERDAS:

- 25 de EP
- 20 de HP

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Hipnos Deuses Menores
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Re: [MISSÃO TESTE - VISENYA VON STAINGÜER - TROUVE TON AUTO - OP] publicado em

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