Heroes of Olympus RPG

Teste para Filhos dos Três Grandes

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Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Seg Ago 27, 2018 11:09 am



Nome Completo
frase bem aqui




DADOS BÁSICOS

Idade
Progenitor Mortal
Progenitor Divino
Nacionalidade


Por que quer este deus?

Aqui

Personalidade
Escreva, de forma detalhada, sobre o psicológico de sua personagem. A forma de pensar, os medos, e tudo aquilo que achar relevante sobre a personalidade da personagem. Uma coisa: vocês não são obrigados a agirem como tal, por exemplo: só por que são filhos de Hades, não significa que precisam, necessariamente, ser maus. Thalia era filha de Zeus e tinha medo de altura.
Físico
Descreva detalhadamente como sua personagem é. Aparência, o que gosta de vestir. Novamente dizendo que vocês não precisam, necessariamente, ficar nas mesmices de, por exemplo, ser filho de Poseidon e ser bronzeado. São livres para criar seus personagens como bem entenderem.


HISTORIA

A história da sua personagem. Desde o nascimento até o momento em que descobriu ser um semideus. É livre para criar a história que desejar para seu personagem. Não haverá limite de linhas, desde que seja bem escrito, coerente e detalhado.


Curiosidades

- Aqui vocês deverão postar curiosidades engraçadas sobre seu personagem ou fatos que quiserem compartilhar. É um campo opcional.




PRESENTE DE RECLAMAÇÃO



Agradecimientos a Frappuccino



Código:
<center><br><div style="height: auto;background: url(https://i.servimg.com/u/f34/16/70/27/99/tumblr10.png);padding: 10px;padding-bottom: 30px;width: 520px;"><br><div style="font-size: 50px;font-family: arial narrow;font-weight: bold;text-align: center;text-transform: uppercase;text-shadow: #996731 1px 1px, #402505 2px 2px;color: #f4f4f4;letter-spacing: -3px;line-height: 38px;margin-top: -5PX;margin-bottom: 15px;">Nome Completo</div><div style="background-color: #fcfcfc;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px 2px 10px;text-transform: uppercase;"><strong><font color="black"><div align="center">frase bem aqui </div></font></strong></div><br><div style="background-image: url('imagem 500x200');height: 200px;width: 490px;"><br></div><br><div style="background: #fcfcfc;width: 470px;height: auto;margin:0 auto;margin-top: 5px;padding: 10px;text-align: justify;padding-bottom: 40px;"><center><br><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>DADOS BÁSICOS</strong></div>
<table><tbody><tr><td><img src="qualquer gif imagem quadrada" alt="" class="" style="display:inline;height: 156px;width: 150px;"></td><td><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Idade</strong></div><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Progenitor Mortal </strong></div><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Progenitor Divino </strong></div><div style="width: 258px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: calibri;font-size: 9px;letter-spacing: 1px;padding: 10px;text-transform: uppercase;margin-bottom: 1px;"><strong>Nacionalidade </strong></div></td></tr></tbody></table></center>

<center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>Por que quer este deus?</strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">Aqui</div></div>
<table><tbody><tr><td><center><div style="width: 170px;background-color: #212121;color: #fac f ;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;"><strong>Personalidade</strong></div></center><div style="width: 218px;height: 210px;border: none;background: #ececec;margin-left: 0px;padding: 5px;"><div style="width: 202px;height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">Escreva, de forma detalhada, sobre o psicológico de sua personagem. A forma de pensar, os medos, e tudo aquilo que achar relevante sobre a personalidade da personagem. Uma coisa: vocês não são obrigados a agirem como tal, por exemplo: só por que são filhos de Hades, não significa que precisam, necessariamente, ser maus. Thalia era filha de Zeus e tinha medo de altura.<br></div></div></td><td><center><div style="width: 175px;margin-top: 18px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;"><strong>Físico</strong></div></center><div style="width: 223px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 5px;"><div style="width: 208px;height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">Descreva detalhadamente como sua personagem é. Aparência, o que gosta de vestir. Novamente dizendo que vocês não precisam, necessariamente, ficar nas mesmices de, por exemplo, ser filho de Poseidon e ser bronzeado. São livres para criar seus personagens como bem entenderem. </div></div><br></td></tr></tbody></table>
<br><center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>HISTORIA</strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000;text-align: justify;">A história da sua personagem. Desde o nascimento até o momento em que descobriu ser um semideus. É livre para criar a história que desejar para seu personagem. Não haverá limite de linhas, desde que seja bem escrito, coerente e detalhado. </div></div>

<center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>Curiosidades</strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000">- Aqui vocês deverão postar curiosidades engraçadas sobre seu personagem ou fatos que quiserem compartilhar. É um campo opcional.

 </div></div>


<center><div style="width: 393px;background-color: #212121;color: #fcfcfc;text-align: center;font-family: trebuchet ms;font-size: 9px;letter-spacing: 2px;padding: 12px 29px 12px;text-transform: uppercase;margin-top: 0px;"><strong>PRESENTE DE RECLAMAÇÃO </strong></div></center>
<div style="margin-left: 10px;margin-top: -5px;width: 431px;height: 210px;border: none;background: #ececec;padding: 10px;"><div style="height: 188px;border: none;overflow: auto;margin-top: 5px;padding: 5px;color: #000">[url=http://heroesofolympus.forumeiros.com/t506-presentes-de-reclamacao]Verifique Aqui[/url] </div></div>

</div></div><div style="width: 530px;background: #000000;text-align: right;padding: 5px;text-transform: uppercase;font-style: none;font-size: 8px;color: #bdbdbd;">Agradecimientos a <a href="http://sourcecode.foroactivo.com/u3491" target="_blank" rel="nofollow" style="font-size: 9px;font-family: calibri;font-style: none;text-transform: uppercase;">Frappuccino</a></div></center>
Zeus Deuses
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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Sex Set 21, 2018 6:26 pm

O manto da morte cobrirá toda esta terra

Progenitor Divino:Hades

Por MP

Ióle (Violet) Lótus

PHOTOPLAYER: Dove Cameron
IDADE: 16 Anos
NACIONALIDADE: Grécia  (Mykonos)
PROGENITOR MORTAL: Prentiece Lótus
POR QUE A ESCOLHA DESTE DEUS?: Bom sempre gostei mais da história de Hades, por ele ser de certo modo único e assim como ele tenho minhas fases de rebeldia, sem tirar o respeito que ele impõe no mundo, por que fala serio, não, é qualquer um que pode comandar um submundo inteiro e ainda ser deus supremo, e assim como ele é sou única a minha maneira , um pouco mandona e posso pender para lado do mal de vez em quando e assim como ele só pareço ser frágil quando, na verdade sou capaz de acabar com tudo a minha volta.

Físico

Ela uma jovem loira com os cabelos compridos e  prateados que em alguns momentos tem uma tonalidade roxa, olhos verdes claros, que por vezes mudam de cor para um verde amarelado. Com seu 1,57 e uma jovem de pele branca e delicada. Em seu rosto muitas sardas, mais são clarinhas. Sua boca e bem feita  carnuda e rosada. Tem  uma pequena cicatriz nos lábios. Adora se vestir casualmente como qualquer jovem. Usa vestidos com tênis all stars e as vezes usa salto. Com uma aparência angelical de uma boneca de porcelana. Por ela ser pequena parece ter uma fragilidade. Enganasse  pois a garota é muito forte.

Mental

Violet por vezes e uma jovem rebelde e muito sensível totalmente o oposto da prole de Hades, sua cabeça e de uma garota com grandes aspirações, e mentalmente sadia por se dizer é muito centrada no que faz. Tem um temperamento mandão e super fraca ao ver sangue chega até ser cômico. Não é totalmente do mal e nem do bem. Quando está em missão ou brava seus cabelos mudam para um roxo intenso com ‘nuances’ avermelhadas que em batalhas ficam totalmente colorido. A sua frieza realmente é quando está em (modo) guerreira ainda assim tem um grande coração.

História


Julho de 2002

Bahamas

— Doutora Lótus o tempo está mudando é melhor irmos embora! — O piloto da pequena embarcação disse, com os olhos preocupados no céu. Não estava previsto uma mudança tão drástica no tempo, mais de repente o tempo estava se fechando como se o humor de alguém estivesse mudando, mas a bióloga não estava se importando com isso, ela queria apenas chegar à praia, onde tinha o novo conjunto de corais.

Os olhos claros da bióloga foram para o alto, é como para concorda com o piloto, um trovão alto irrompeu no céu. A mulher quase pulou da própria pele, e afirmou com a cabeça para o homem. — Sim vamos embora. — Uma grande parte sua queria voltar e continuar, mais ela não era burra para colocar sua própria vida e a de outra pessoa em risco por pura imprudência.  Amanhã os corais estariam no mesmo lugar. Sua cabeça se ergueu, quando gotas de chuva começaram a molhar seus cabelos e corpo. Um xingamento saiu dos lábios do homem, e ele aumentou a velocidade do barco, mais em minutos ver ficou extremamente difícil até mesmo para alguém experiente como ele. Ela não soube como aconteceu, minutos atrás estava tentando se segurar no barco, e agora seu corpo estava frio, mais ela não conseguia realmente sentir o ar gélido, sua mente estava envolta em uma névoa. Ela estava naquele lugar entre a consciência e a inconsciência, quando sentiu algo a agarrar antes de mergulhar completamente incônscio. — Ela está viva? — Uma fala preocupada pediu, e antes de abrir os olhos ela pode reconhecer a voz como a do piloto. A primeira vez que ela tentou abrir os olhos, os fechou rapidamente pela luz forte que a ofuscou. A mulher estendeu a mão sobre a face, um rosto apareceu em sua linha de percepção e ela não o conhecia mesmo com a visão embaçada ela piscou atordoada com a beleza do homem.

Fazia três meses que ela estava com Poseidon, depois de ele salvar a ela e o piloto na tempestade repentina, mais de repente ele sumiu, ela sabia que ele era um deus, por mais que ela fosse grega e soubesse dos cultos ainda existentes a deuses em alguns lugares da Grécia, ela não acreditava neles. Por isso o choque quando descobriu para dizer o mínimo, ela deveria saber que ele sumiria, mas isso não a impediu de ficar brava.

Um xingamento saiu dos lábios da mulher, quanto ela esbarrou em alguém quase indo ao chão. Um braço forte envolveu sua cintura, evitando que ela caísse de bunda, seus livros e papéis se espalharam pelo chão. Ao se erguer os olhos a respiração ficou presa em sua garganta, o homem a sua frente era galante, mais belo que Poseidon ela tinha que admitir, e o olhar em seus olhos deixavam claro problemas, ele exalava perigo e mistério. — Cuidado querida… Meu nome é Hades… — Ele disse a firmando no lugar, com um sorriso sedutor nos lábios.

Ele adoraria roubar algo de “seu irmãozinho”.

Agosto de 2006

— Então foi aí que a senhora conheceu meu papai? - A menininha pediu, tirando uma mecha de cabelos loiros de seus olhos curiosos. — Sim querida, eu amei seu pai desde o primeiro momento que o vi, deveria saber o que poderia acontecer depois, mais… - Um sorriso se espalhou por seus lábios. - Ele me deu você afinal de contas, não me arrependo por isso, mais deveria saber que me envolver com outro deus daria em problemas. - A mulher riu apertando o nariz de sua filha suavemente. Ela observou sua filha brincar com algo desconhecido de chazinho e estremeceu, preocupação tomou conta de seu rosto, por mais que ela ainda amasse o pai de sua princesa, ela não queria que ela tivesse as mesmas habilidades de seu genitor… Tudo o que ela queria era que sua pequena garota tivesse um futuro feliz, com uma vida normal, e não corre-se perigo de vida, por ser filha de um deus grego…

Mais ela observava sua menina desde o momento que nasceu ela era diferente, e desde seus dois anos sempre se empolgou com coisas que ela mesma não conseguia ver, desenhava rostos que ela nunca viu, e quando ficou preocupada de que sua pequena estivesse conversando com estranhos e procurou que eram ninguém sabia dizer quem era, e a única pessoa que ela encontrou… Foi à neta de um senhor que havia morrido há pouco tempo… Foi quando os cabelos de sua filha começaram a mudar de cor também, a primeira vez, ela quase gritou com a baba por achar que a mulher havia pintado o cabelo de sua garotinha, mais aos poucos ele foi mudando para a cor natural novamente. Nesse momento foi quando ela teve certeza que sua menina era mais especial, do que ela previa.

Agosto de 2018

Apesar do que sua mãe queria Ióle, cresceu como uma adolescente isolada, mais por vontade própria do que por culpa de outras pessoas, ela teve poucos amigos em sua curta idade, não que ela se importasse ela gostava de ficar sozinha, com seu bloco de desenho, enquanto ouvia uma boa música. Ióle cresceu ouvindo de sua mãe, histórias sobre deuses, que ela sempre amou principalmente o deus do submundo Hades, por ter o mesmo nome de seu pai, sua genitora nunca contou muito sobre ele, ou seu sobrenome. Seus olhos subiram do caderno de desenhos distraidamente, quando sua mãe começou a parar o carro. Seus olhos se arregalaram em surpresa ao ver a polícia na frente de sua casa, a porta estava visivelmente arrombada, praticamente arrancada das dobradiças, o gramado estava completamente bagunçado, o jardim de sua avó estava destruído, isso causaria um infarto nela provavelmente. — Fique aqui! — Sua mãe ordenou com urgência, tirando o cinto de segurança, e abrindo a porta com força.

A mulher loira mais velha, incrivelmente parecida com sua filha caminhou quase correndo para sua casa, para saber o que estava acontecendo. Mais em seu subconsciente ela sabia que aquilo, provavelmente era obra de alguém atrás de sua menina… Que provavelmente havia chegado a hora de se separar de sua menina. Seus olhos se encheram de lágrimas, e ela pode sentir a queimação na parte de trás. Ela amava sua filha, não queria deixá-la… Mais era perigoso de mais mantê-la por perto, ela não podia deixar, seja o que for achar sua filha.

Depois de falar com a polícia, ela correu para dentro da casa, para o quarto de sua filha e a destruição era maior lá, mais o que chamou mais sua atenção foi o cesto de roupas sujas revirados e jogado no chão. Ela estremeceu e seu rosto se tornou pálido, seus olhos passaram rápidos pelas roupas, suas mãos apalparam os tecidos, e ela pode identificar as que estavam faltando, o moletom favorito de sua filha, e a camisa de seu time favorito que ela havia usado ontem havia sumido, não havia nenhuma chance de sua garota a ter lavado, a mulher sabia disso. Ignorando o policial a suas costas que fazia perguntas e pedia respostas, ela começou a arrumar uma mala para sua princesa, jogando roupas e as coisas mais importantes. Pulando os degraus de dois em dois, ela irrompeu pela porta sem se importa com as pessoas que estavam gritando para ela, verificando o talão de cheque em seu bolso, ela estancou de repente e voltou para dentro de casa, correndo para a lavanderia e puxando roupas sujas de seu irmão do cesto de roupas. Ela saiu pela própria cozinha para evitar as pessoas gritando por ela.

Seu peito se apertou ao ver sua filha olhando para a casa, com irritação em seus olhos, enquanto seus dedos finos brincavam com o medalhão da moeda de óbolo, que seu pai havia deixado para ela, que estava em seu pescoço desde seu nascimento. - Nós vamos para algum lugar? - Ióle pediu a sua mãe, sua irritação transparecendo em sua voz, seus olhos claros, foram de sua mãe para a casa, e os policiais que se dirigiam ao carro. Sua mãe acenou com a cabeça e murmurou um sim, pisando no acelerador, fazendo suas costas baterem contra o banco do carro. Seus olhos se arregalaram, em sua opinião Prentiece Lótus, sua mãe, estava mais estranha que o normal, ela era falante, e de repente ela estava um túmulo, e havia simples saído de sua casa, que havia acabado de ser invadida, sua cuidadora era muito protetora para agir assim. — Vista isso, sem discussão! - Sua mãe ordenou a fazendo estreitar os olhos. A roupa fedia, era obviamente de seu tio, ela o adorava mais depois de chegar do trabalho ele não era a pessoa mais cheirosa do mundo, e a roupa obviamente havia ficado abafada, e estava fedendo ainda mais a suor. Antes que pudesse abrir a boca, o olhar de sua mãe a fez se manter calada, sua mãe nunca, nunca levantou a voz para ela ou foi grossa… Ou lê lançou aquele olhar, algo sério estava acontecendo, mais do que ela podia suspeitar.

Quase uma hora e meia depois, quando elas conseguiram finalmente sair da Interestadual, sua mãe voltou a falar, sua voz estava triste, seus olhos cheios de lágrimas, e ela não gostava disso. — Você se lembra das histórias que te contei sobre deuses gregos? Sei que geralmente você pensou que eram lendas gregas… Uma brincadeira, mais não é querida… E agora isso está batendo em nossa porta… - A mulher suspirou seus olhos voltando para a estrada. Ióle piscou franzindo a testa em confusão, mais a verdade brilharam em sua mente. - A senhora está me dizendo que é verdade? Que deuses existem? Que meu pai é um deus? Que ele é realmente Hades? - Murmurou com descrença.

Ela como sua mãe “cultuavam”, os deuses gregos, mesmo para Prentiece sendo geralmente cheia de vida, ela orava e fazia oferendas ao deus do submundo, e a havia ensinado a amar e gostar dele, até mesmo tinha uma oração para ele, ela acreditava que ele podia existir mais não que era… Seu pai, e que sua mãe aparentemente havia sido “cantada” por dois deuses. — Sim querida… Por seu pai ser quem é, e perigoso para você continuar aqui… Chegou à hora, você precisa ir para o acampamento por sua própria segurança, eu não sei a localização certa, mais vou deixar você perto. Ore para seu pai, que ele vai te ajudar a chegar lá, essa pequena voz que você ouve em sua cabeça, é ele… Ele sempre está com você, e irar te ajudar a chegar lá.— Olhou para sua garota.

Long Island.

New York...

Próximo da Colina Meio Sangue.

Depois de horas em um avião, sua mãe havia explicado mais sobre seu pai, mesmo que ela praticamente já soubesse tudo, ela passou a viagem passando os últimos acontecimentos e informações em sua cabeça. Mesmo que ela estivesse sendo lógica, ao chegar ao ponto conhecido por sua mãe, ela estancou, e uma queimação começou em seus olhos. Ela realmente não lembrava a última vez que havia chorado, ou com vontade disso, mais ao pensar em se despedir de sua mãe, ficar sem ela, principalmente em ver os olhos vermelhos de sua protetora por tentar não chorar e ser forte por ela, ela se viu querendo. — Você precisa ir meu amor, não é seguro ficar aqui, monstros rondam esse lugar, vá e fique em segurança… Quando souber que pode se proteger, vá me ver… Se puder mantenha contato… — Sua mãe pediu, envolvendo seu rosto com ambas as mãos, sua voz estava embargada. Ela mesma não foi capaz achar sua própria voz, apenas conseguiu envolver sua mãe em um abraço apertado e demorado, tentando ao máximo conter suas lágrimas, mais Prentiece não foi tão bem sucedida, ela pode sentir gotas molhadas contra seus cabelos. - É melhor eu ir… Não é seguro para a senhora ficar aqui… - Ióle disse com a voz um pouco rouca pelo choro contido.

— Reze para seu pai que ele irá te guiar… - Sua mãe disse, dando um passo para trás, se recostando contra o carro alugado. Ela ficou encarando sua mãe por quase um minuto inteiro, antes de dar as costas, erguer os ombros, e caminhar pela colina a sua frente, no início ela realmente não estava atrás do acampamento, ela só queria se livrar daquela dor em seu peito por se despedir de sua amada mamãe, mais minutos depois ela respirou profundamente, se agachou no chão, colocando uma mão na terra meio úmida e fechando os olhos.

*Se sou das trevas como tu, troco meu inferno pelo teu. Abrande meu cerne com teu fogo incandescente, queima minha doutrina! Não me deixe perecer nas mãos dos que me assolam. Tornar-me Invisível e Invencível aos meus inimigos, não me deixe morrer!*


Depois de orar por seu pai, foi como se sua mente torna-se clara, uma voz sussurrada estava em sua cabeça a guiando para onde devia ir, e ela sabia que era ele. Seus pés começaram a guiá-la antes mesmo de perceber, ela já confiava em seu pai, ele já havia a ajudado antes. Meia hora depois ela chegou lá onde devia ser o acampamento, a inscrição acima do arco de entrada era em grego e dava as Boas-vindas aos novos campistas. Com um suspiro resignado, ela deu um passo à frente atravessando a barreira mágica, e se deparou com muito mais adolescentes e até mesmo crianças, do que ela esperava.


Teste de Narrativa


Ióle estava guardando suas coisas, quando os cabelos de sua nuca se arrepiaram, e ela sentiu uma presença a suas costas. Aquela presença era diferente, ela nunca havia sentido antes, não podia ser de um de seus irmãos, os que haviam estavam em missão, ou fora do acampamento, e um semideus não transmitia tanto poder. Lentamente para não chamar a atenção, fingindo que ainda estava arrumando suas coisas, ela puxou sua adaga da bainha em sua cintura, e lançou com rapidez e fluidez ao intruso. Um bidente estava em sua mão, e ela estava em uma posição defensiva ao girar para o intruso. Seus olhos claros correram para o homem, que tinha sua adaga em uma das mãos e brincava com ela, a sombra de um sorriso estava em seus lábios. — Bom lançamento, poderia ter feito um estrago, se fosse um mortal… — O homem disse, se recostando contra o batente da porta, cruzando os braços sobre o peito.

Seus olhos se arregalaram por dois segundos, seus cabelos começaram a voltar à cor natural, ela voltou à posição normal, seu coração batia rapidamente, apesar de seu rosto continuar neutro, após sua reação inicial. — Pai? — Ióle disse com a voz firme, mais a desconfiança, confusão e felicidade eram óbvias em sua fala. A garota sempre sonhou com o momento em que conheceria seu pai, ela o idolatrava, apesar de nunca tê-lo visto, ou as histórias que contavam sobre ele.

— Sim Violet… — Ele murmurou a olhando, ambos se encaravam, nenhum dos dois era de demonstrar emoção. Pai nem filha sabiam o que fazer realmente naquela situação. — Preciso de sua ajuda com algo, tenho uma missão especial para você. — O homem disse, voltando a uma posição ereta. — Quero que colete uma alma para mim… Ele reencarnou, é perigoso, um assassino em série, você terá que ser duas vezes mais rápida inteligente e fria que ele, pode ser que veja coisas que não está preparada, pois, ele não é bom… - Sua voz estava tão vil, que ela não soube, se ele estava tentando protegê-la ou se alguém já havia falado na missão. — Pode me dar pelo menos uma localização próxima ou o nome? — Ela pediu voltando para suas coisas, e colocando algumas peças de roupa, em sua mochila novamente. No fundo de sua mente, ela estava passando pela informação de reencarnação… Então não era só especulação? Tínhamos uma vida após a outra, outra e outra, com chances para consertar nossos erros?

— Isso vai lhe ajudar a manter a alma dele aqui dentro… — Ele disse pegando algo que parecia uma lâmpada antiga. — Acenda e ele ficar preso, ele é ardiloso, se perdê-lo ele continuará vagando e causando desastres por aí, vivo ou morto. Ele está em Londres e se chama Jack, o estripador. — Seu pai disse a deixando para absorver a informação e desaparecendo. Ela fechou os olhos por dois segundos, tentando absorver a informação, e como seguiria com a missão, ela precisaria descobrir o que estava acontecendo realmente, traçar um perfil para encontrá-lo. Ele estava seguindo os passos do antigo Jack, o estripador. Fazendo o mesmo que havia feito em sua outra vida, as mulheres segundo suas pesquisas tinham pelo menos o mesmo primeiro nome dos antigos casos conhecidos de 1888, ele já havia matado quatro moças, os fatos popular e relacionados a ele estava acabando, ela tinha apenas uma chance de achá-lo e precisava de ajuda. Com isso ela foi à delegacia para pegar os dados da mulher assassinada e saber onde o corpo estava até mesmo fingiu chorar, a mulher ser parecida com ela ajudou com a farsa.

Ele estava atacando novamente em (nome da cidade), isso já era conhecido, a polícia estava caçando um imitador, mal sabia que era o verdadeiro, e ela teria que passar a noite o procurando, mais a cidade havia crescido bastante desde 1888, ela precisaria de alguma ajuda se não ela o perderia de vista até o próximo assassinato. Ióle havia conseguido os pertences da última vítima, e ela planejava uma cerimônia de invocação, ela precisaria da maior ajuda que conseguiria, para evitar a próxima morte, mais principalmente porque era um pedido de seu pai, ela não iria decepcioná-lo. Ele se levantou seus olhos passando por seus troféus, os órgãos que ele havia conseguido de suas vítimas, nessa vida como já outra ele era médico, mais nessa vida ele era muito melhor, mais minucioso, mais talentoso. Nessa vida ele ironicamente veio com o mesmo nome, *Jacob, Jack*, ele gostava como seu cognome soava. Com os pés descalços e nu, caminhou até a sala de seu amplo apartamento, ele era um médico conhecido, que ganhava bem, tinha o que queria mais ele precisava de mais, necessitava saciar aquela fome que sempre o acompanhava.

*Depois que se deixa as trevas entrar, é difícil fazê-las ir embora.*.

Ele precisava realizar aquele desejo primitivo, ele gostava de ter o sangue em suas mãos, sentir e ouvir o coração parar de bater… Sim ele podia escutar, sendo filho de Hades ele tinha a habilidade de ouvir muito melhor durante a noite, e ele gostava disso, não apenas do anonimato e a facilidade de encontrar vítimas sozinhas. Quando jovem ele tentou lutar contra aquele desejo, mais quando matou pela primeira vez… O monstro saiu, e ele não tinha remorso por isso. Mais o que ele adorava acima de tudo ouvir o coração parar, o sangue deixar de correr pelas veias, era ver a luz se apagar dos olhos delas, o medo em seu rosto, além de que ele podia distinguir a dor, pânico e implorando para que parasse, ele gostava disso. Seus olhos correram pela parede, onde ele tinha os dados sobre suas próximas vítimas e as anteriores, ele as caçou como um animal, antes de decidir sobre elas, ele queria ter certeza de que elas eram quem eram também, ele até mesmo as protegeu mais tudo porque ele tinha um propósito, quando ele acha-se que suas habilidades estavam afiadas o suficiente, ele atacaria, e ele já havia começado… Faltava apenas uma agora… Voltando para o quarto, ele precisava começar sua preocupação para essa noite.

Um sorriso surgiu em seus lábios.

Ióle fez uma pequena oração e oferenda para seu pai, antes de fazer a invocação para o espírito da última mulher assassinada. Minutos depois e nada aconteceu, ela já havia feito isso antes, e dessa vez ela tinha mais coisas do que já teve, ela tinha uma foto da mulher, nome, e um ‘item’ dela, um colar a qual havia uma pequena inscrição com sua alcunha e a frase “Nós te amamos, mamãe e papai”, na parte de trás, além de comida. — Obrigada… Posso dizer que muitos que morreram não tiveram a chance de um banquete… - A mulher murmurou baixo, aparecendo de repente, mordendo uma maçã. Ela parecia desconfiada, mas confiante. Seus olhos correram pelo local, e voltaram para a loira a sua frente. — Eu quero pegar quem te matou, mais para isso preciso de qualquer informação que possa me dá e conseguir, ele vai matar novamente, faz uma semana de sua morte… Se estiver certa ele vai voltar a matar logo, mais não posso está em toda a cidade, e não tem pessoas o suficiente para proteger. - Ióle falou sem rodeios, seus olhos fixos no fantasma. A mulher acenou com a cabeça, podia se dizer que ela era linda quando viva. Até mesmo morta, ela parecia ter uma pele levemente bronzeada, cabelos escuros sedosos, alta e com um olhar penetrante.

- Hoje, ele vai matar hoje novamente… Ele tem uma lista em sua casa, sobre as vítimas, todas nós o conhecemos antes… Ele nos protegia cuidava de nós… Mais era apenas porque ele mesmo queda nos matar… Nós somos semideusas.  Ele já fez mais vítimas do que já descobriram… Perto do metrô, a última chega tarde do trabalho, ela é uma enfermeira, filha de Panacéia… Ele cheira a hospital e algo parecido com tabaco... — A moça disse e desapareceu, ela queria poder ajudar um pouco mais, mais se lembrar de sua morte era muito doloroso ainda. Já era noite e a loira ainda estava tentando absorver as informações, então ele estava atrás de semideusas, não só prostitutas como em sua antiga vida, mais semideusas… Isso deixava um leque de opções do que ele realmente poderia ser, e ela teria que tomar cuidado em dobro, para não se tornar uma vítima em potencial. Afinal ele estava indo atrás de mulheres jovens, com aparências diferentes, gostos… A única coisa incomum segundo. Sua última vítima era serem semideusas e ter o mesmo primeiro nome das primeiras vítimas.

Ela já havia dado cinco voltas ou mais ao redor do metrô, não havia ninguém que chamasse sua atenção, ou parecesse um semideus, uma semideusa, já era quase 01h00minhrs da manhã. - É ela. — Uma voz surgiu a seu lado, e ela quase pulou de sua própria pele com a aparição repentina, e fantasmagórica. Uma mulher diferente da qual ela havia invocado mais cedo, com roupas de época, e um cabelo amarrado com fios soltos estava a seu lado, ela estava com um olhar frio, e irritado. — Mate aquele desgraçado, lenta e dolorosamente se puder. - A fantasma desconhecida disso com raiva e sumiu. Ióle saiu de seu choque inicial, seus olhos seguiram a enfermeira, a mulher iria passar por ela, e a loira começou a segui-la, ambas estavam passando por um trecho mal iluminado quando ela sentiu uma presença em suas costas. Algo foi mais rápido que ela, a puxou para trás, a fazendo bater contra uma pilastra, o fôlego escapou de seus pulmões por um segundo, mais ela logo se recuperou, batendo a cabeça contra o nariz de seu agressor. Puxando sua adaga, ela girou a lâmina passando a centímetros do rosto de um homem, a ponta de sua adaga ainda raspou sua face, tirando sangue. Os olhos dele foram para o símbolo na adaga e ele riu uma risada estrondosa, e puxou dois conjuntos de bidentes médios, aproximadamente com lâminas de 30 centímetros, e cabo dez.

- Oh! Então mandaram uma criança para me matar… Diga… Ele te disse quem sou filha de Hades? —
Um sorriso maníaco surgiu em seus lábios. Ióle puxou sua espada inferium, um presente de seu pai e avançou para o homem. Ela não se importava com quem ele era ele estava causando problemas para seu pai e matando outros semideuses. - Eu não me importo. – Pronunciou. Ele conseguiu se desviar de seu primeiro golpe, ele era rápido, e desapareceu em segundos, ela girou para proteger suas costas, ele estava usando as sombras para se esconder e pegá-la desprevenida. Sua espada perfurou algo, e uma risada fria percorreu a noite. - Você foi rápida… Ninguém conseguiu me derrubar tão rápido… Gostei de você *irmãzinha*. — Ele murmurou um filete de sangue saindo de seus lábios. Ele se moveu rápido, batendo sua cabeça contra a dela, um gemido saiu entre os lábios da loira, e ela o socou o rosto com o cabo da espada. — Você não pode simplesmente morrer? - Murmurou, mais um arrepio subiu por suas costas, com a ideia de esse homem ser realmente seu irmão. Ela não esperava que ele tentasse avançar novamente, com um ferimento no lado do abdômen, o sangue já estava pingando no chão, formando uma poça, mais mesmo assim ele avançou para ela, com as mãos envolvendo seu pescoço.

Seu corpo esguio bateu contra o chão, o ar estava longe de seus pulmões, mais ela continuou lutando, suas mãos foram para as dele, arranhando e tentando empurrar, enquanto ela tentava livrar uma de suas pernas das dele, ele começou a cantarolar uma melodia macabra. Tirando uma das mãos das dele, ela puxou sua adaga, sua visão estava ficando turva, e instintivamente ela apunhalou seu irmão mais uma vez. Ióle estava à frente da entrada para o submundo no mundo mortal, estava quase anoitecendo, mesmo que ela tentasse sua cabeça ainda estava rondando com as coisas que seu “irmão”, havia dito antes de morrer. Ela não era uma pessoa amorosa, ou carinhosa, mais ela não acreditava que todos estavam fadados a ser mãos, por causa de seus pais, ou sua vida passada, talvez a reencarnação seja para isso, a fim de poder crescer e evoluir. A lâmpada com a alma de seu irmão estava em suas mãos, depois de apunhala-lo, a garota necessitou usar a lâmpada antiga que era transfigurada em um isqueiro precisou ser usada, e ela se sentiu quase mal por matá-lo, mesmo que ele estivesse matando pessoas inocentes e causando problemas a seu pai.

— Eu vou entregar ao Lord Hades. - O homem velho disse ao abrir a passagem, um capuz sobre seu rosto. Ela estendeu a lâmpada para ele, e girou para voltar para o acampamento que era sua casa agora.




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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Sab Set 22, 2018 3:18 pm

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Ióle,  sua ficha não ficou ruim, ficou bem escrita, sem erros, mas uma coisa me incomodou. Sendo filha dos 3 Grandes, habitando na Grécia, o lar da mitologia, como nunca foi atacada por monstros? Por mais que sua mãe a protegesse, estando no berço da mitologia, isso seria possível. Então, um teste complementar lhe será passado. Deverá postar na Floresta, um post de chegada, onde obrigatoriamente, deverá enfrentar um monstro a sua escolha. Este será avaliado, especifique ser parte do teste, com o link desta postagem. Poderá usar os poderes de crias de Hades até o nível 10 e o presente, quando o fizer, envie-me o link por MP.


Parcialmente Aprovada como filha de Hades!

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Seg Set 24, 2018 9:12 am

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Ortografia –  3/5  

Uso repetido de palavras ''ela'', ''ele''. Sinceramente, eu não aguentava mais ler essas duas palavras, me incomodou muito. 'Fazia três meses que ela estava com Poseidon, depois de ele salvar a ela e o piloto na tempestade repentina, mais de repente ele sumiu, ela sabia que ele  era um Deus por mais que ele [...] ela não acreditava neles [...] ela deveria saber [...]' Tente aumentar seu vocabulário, isso ajuda muito na escrita.
Você poderia trocar por palavras simples como: A mulher, o Deus, a divindade, entre outras coisas. Por vezes, fiquei confuso quanto ao uso das vírgulas. Isso certamente me deixou perdido. Outro trecho que me incomodou foi: '' [...] e quando ficou preocupada de que sua pequena estivesse conversando com estranhos e procurou que eram ninguém sabia dizer quem era. '' Fiquei tipo, WHAT!? É por isso que o uso de vírgula, e a variedade de palavras é essencial em uma escrita. Na verdade, o básico. A repetição de palavras muitas vezes torna o texto chato, enjoativo de se ler.  E por fim, outra coisa que considerei em sua ortografia foi a acentuação de palavras, erros bobos que poderiam ser evitados, sabe? Por exemplo, você escreveu baba, ao invés de babá.

Criatividade – 4/5

Coerência – 3/5

Ações realizadas – 3/5



Parcialmente aprovada. Ióle! Eu não levei em conta o motivo de você não ter sido atacada por monstro algum, mesmo sendo filha de um dos três grandes. Aliás, a parte em que Ióle e sua mãe chegam em casa, e podem observar tudo 'revirado', com toda certeza deve ter sido obra de uma criatura. Mas visto que as avaliações para Três Grandes e Primordiais são as mais rigorosas, temos de levantar a tona qualquer defeito encontrado na ficha. Ter um vocabulário amblo e saber aplica-lo, principalmente quando há muitas repetições de palavras, é muito importante! Algumas partes em seu texto, ficaram um pouco tanto robóticas. Você começava bem, porém acabava terminando de uma maneira confusa e por vezes chatas.

Apesar desses erros, que podem ser corrigidos, senti uma essência em sua ficha, uma criatividade, tanto em uma história interessante, quanto nas ações realizadas pelos personagens. Em sua narrativa, a ideia de trazer a vida Jack, o Estripador, foi muito boa. Mas a batalha... faltou um tempero importante. Fora ações rápidas, e um tanto quanto sem emoção, do tipo: Ah, peguei minha espada, ele desviou, bloqueei o ataque e ataquei novamente, acertando ele.

Enfim, eu quero ver melhoras. E sei que tem capacidade para escrever um bom texto, sua escrita é boa, tem ideais boas. Eu quero ver sua melhora, acompanhar seu progresso. Para isso, irei aprova-la parcialmente. Você irá receber a cor do grupo, os presentes de reclamação, e poderá treinar. Porém, quero que tenha escrito uma BMO até o dia 08/10. Estarei avaliando todos os pontos que comentei aqui.
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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Dom Out 14, 2018 1:24 pm

„Todo o mundo será seu inimigo, Príncipe com Mil Inimigos, e sempre que te pegarem, eles te matarão. Mas primeiro eles devem pegá-lo, escavador, ouvinte, corredor, eis aqui o príncipe avisando rapidamente. Seja esperto e cheio de truques e seu povo nunca será destruído ”

Progenitor divino: Poseidon

onde nos encontrou? Procurei no Google

Rachid Imtithal Schmul

PHOTOPLAYER: Jordan Fisher
IDADE:15
NACIONALIDADE: iraquiano
PROGENITOR MORTAL: Amaliah I. Schmul.
POR QUE A ESCOLHA DESTE DEUS?: Sinceramente não foi pelo deus, mas pela oportunidade de criar qualquer personagem proveniente de um dos três grandes. Apesar de ser considerado puxado, prefiro me concentrar em uma ficha que sei que daria trabalho e que seu crescimento e características detém certa influência sem apresentar um grande nível no jogo, assim como um certo peso em suas ações no on. Simplesmente tentar criar um personagem com relação á um dos três grandes me deixa animado… Poseidon é atribuído ao mar e tudo que lhe convém tornando uma escolha confortável para ser usada por mim. Ao menos eu acredito nisso.
Físico
Sua descendência materna provém do iraque, no entanto com o envolvimento de Poseidon suas características naturais são suavizadas para alguém que vive na área subsaariana da áfrica com certa miscigenação difícil de definir. Medindo cerca de um metro e setenta e tres é um garoto com o porte físico magro, mas com o típico potencial para um atleta olímpico. Pode-se notar a falta de tamanho em seu corpo se comparado com os garoto de sua idade, porém um olhar mais afiado encontra-se todos os músculos definidos pela herança desconhecida. Não há uma beleza étnica, mas ele facilmente se passa por um garoto mestiço atraente. Seus olhos são caramelados e com certo reflexo para um verde escuro, embora tal detalhe se torne muito mais evidente com as mudanças das fase lunares.
Mental
Ele é bastante solitário e anseia por ser amado, pois depois de meses sem ter notícia de sua mãe ele aceita sua morte e sente que finalmente fora abandonado por seu pai, posteriormente perdendo a esperança ele sinceramente nunca esperou ter algo como amigos íntimos com essa mentalidade serviu para decair ainda mais. Com uma visão de mundo muito mais desgastante do que inicialmente deixava transparecer, ele começava a alimentar um desejo desesperado de ser reconhecido. Sendo bem franco que é sobre ser a principal motivação para continuar no acampamento. Ele também deixa transparecer um elemento prepotente em sua personalidade, demonstrando que é um semideus poderoso mesmo se não for necessário.
História
Aos trinta e quatro anos ela concebeu o garoto. A mulher de origem iraquiana já era reconhecida no campo da bioengenharia como alguém influente e que em apenas alguns anos conseguiu ser uma das cientista de sua área mais brilhante de sua nação como também do mundo. Seja pela presença da guerra ou simplesmente a globalização. Ela ainda mantinha alguns costume de seu país, sendo este o de manter um véu em sua cabeça assim como a vestimenta conhecida como o abaya,(Véu) Amélia reforçou cada vez mais a presença e a esperança do poder da mulher em um país muçulmano.

No entanto sua vida muda drasticamente quando recebe um convite para permanecer uma temporada nos USA (12 semanas) neste período ela engravidaria, tendo de retornar para sua família então explicar qual era a identidade do pai da criança. Como uma mulher inteligente, ela argumentou que havia se casado e o homem havia falecido, mas havia conseguido consumar o casamento e convenientemente engravidado; ela simplesmente adotou tal posição e nunca mudou suas palavras…

[...]

Rachid não se habituava ao islamismo. Embora evitasse que seu avô fizesse perguntas, definitivamente não era algo que ele aceitava. Ele era uma criança de quatro anos como qualquer outra, não era inteligente nem mesmo a mais rápida; mas ele tinha uma super mãe coruja sendo assim ele nunca ficava muito tempo sem ela...

Mais quatro anos se passaram e nada havia mudado pois ele nunca tinha se habituado naquela religião. Havia algo dentro dele que rejeitava tais ensinamentos e doutrina, mas ao momento era algo tão imparcial que ele mesmo não conseguia definir o sentimento. E quando menos esperava sua mãe havia recebido uma boa proposta de emprego em Oklahoma.

Talvez as parcas fossem cruéis entregando uma oportunidade dessas para a mãe do garoto, ainda mais quando está com toda certeza levaria o garoto com ela. Mas qualquer um com bom senso sabia perfeitamente que os EUA tal lugar estava repleto de oportunidade para uma mulher inteligente como ela: Ela mais do que ninguém sabia que o estado de guerra de sua nação não era algo salubre para a criação de sua criança.

[...]

Viver sem aprender o que é ser um semideus é um erro. Ainda mais quando se tratava de uma das crias de Poseidon. Rachid em menos de cinco anos nos EUA sofreu mais de quatro ataques de desconhecidos, sua mãe suspeitava do motivo mas nunca era fácil renegar a base de sua fé e simplesmente avisar o garoto do que provavelmente ele era.

Todos os ataques foram frustrados por dois homens que teimava em estar sempre na hora certo e local, embora a verdade fosse um tanto mais simples esses irmãos haviam repelido com sucesso tudo que visava Rachid. E em uma conversa particular estava claro que ambos detinham total noção que tudo até agora fora uma pequena comoção, nada mais que criaturas menores e ávidas pelo gosto do garoto buscando sucesso em seus ataques mas estavam sendo repelidas com certa facilidade, mas o preço da ignorância algum dia iria se tornar caro demais para a dupla de sátiros que aceitaram proteger o garoto sem revelar o que ele era.

Alguns meses se passaram e o pior cenário finalmente se concretizou. Os irmãos sátiros estavam dando o seu melhor para proteger o garoto, mas agora a verdade deveria ser contada. A própria batalha que uma vez era simplesmente repelir, havia se tornado um verdadeiro caos com até mesmo cinco feridos e um em estado grave. Rachid havia deslocado o braço, e até mesmo estava com um corte no supercílio direito junto com um hematoma que já estava do tamanho de uma uva.

A aparência do garoto demonstrava que ele havia lutado contra algo que dificilmente poderia ser considerado humano. Ambos os sátiros estavam esperançoso, mesmo que fosse um completo novato a realização do garoto fora essencial para a vitória deste dia.

De fato o segredo tinha sido destruído, mas não fazia mal pois o garoto estava destinado a este tipo de vida. Rachid havia visto a aparência do ser, mas ainda demorava para ele ter total certeza do que se tratava, uma vez que tudo que ele conseguiu fazer fora distrair a atenção da criatura que havia lhe agredido, confiou o golpe final para a dupla de homens bode? Ele também não conseguia explicar direito aquilo, não parecia ter traços de cosplay nos irmãos. Robert e Harry trabalhavam no condomínio no qual Rachid moravam, nada mais que um porteiro e jardineiro respectivamente mas sempre apareciam quando o garoto precisava e desta vez não fora diferente. No entanto tudo tinha se tornado caótico.

Amélia finalmente contou sua história(parte dela) de como conheceu um homem que se auto-intitulava um deus. Depois de algumas semanas eles tiveram relação e continuaram a namorar até ela dar a notícia de sua gravidez, neste momento os homens bode re-conhecendo a mágoa da mulher contra os deuses tomaram as rédeas da conversa explicando que deuses não costumavam continuar relacionamentos com mortais por muito tempo.( Não que eu me importasse com seus relacionamentos) Agora o plano era ir até Long-island para o acampamento priorizando a segurança de Rachid...

Todos ali tiveram a brilhante ideia de seguirem para o aeroporto o que economizaria quase doze horas de viagem. Á caminho do aeroporto todos demonstravam de uma forma ou de outra gestos de tensão com a situação; Amélia re-arrumava sua abaya a cada cinco minutos, os sátiros( Eram assim que eles se apresentaram) Mascavam chiclete em uma velocidade aberrante.

Chegando ao destino Amélia resolveu todos o procedimentos, desde checking despache e etc. Enquanto a conversa com os sátiros se desenrolava assim.

— A quanto tempo vocês está nisso? Digo, salvando pessoas como eu. —

Robert dá de ombros enquanto Harry responde por ele.

— Pessoas como você são as mais raras de serem achada por nós, algumas morrem de forma prematura, outros não chegam no acampamento. Em suma, gente como você são as mais... As mais difíceis de serem protegidas… Por alguma razão apenas pequenas baratas fritas se colocaram em nosso caminho… Se eu fosse teorizar diria que o país no qual você veio lhe abençoou com algo. Mas seja o que tivesse sido, já passou. —

Rachid apenas pode assentir concordando com a fala de Harry, embora não compreendesse o peso de suas palavras. Neste momento certa comoção começou a ocorrer no saguão, e para surpresa de todas alí era Amélia e estava nervosa pois sua voz era a mais alta alí.

— Eu tenho o documento comprovando por qual motivo disso? —

Havia alguma nova lei desde que o novo presidente fora eleito na qual tornava a vida de todos que viviam na área da palestina difícil... Embora eu tivesse certeza que o iraque não estava na coligação da emenda, era complicado tentar explicar tal coisa quando o próprio presidente deportava estrangeiros com o simples balançar de cabeça.

A situação começou a piorar quando alguém gritou bomba! Quando tal palavra fora lançada todo mundo parou e ficou olhando para amélia que continuava indignada discutindo com a balconista. Não demorou para os seguranca chegarem no local, procurando saber mais, mas assim que um dos agente do FBI chegou, mais gritos de bomba foram ouvidos… A cena fora pura xenofobia, simplesmente o guardas tiveram de levar Amélia para uma sala na qual estava fora da visão do público.

— Temos de sair daqui! — Disse Harry segurando a mão esquerda de Rachid o arrastando para longe da muvuca.

Todos estavam cada vez mais atento aos eventos nos arredores, mas a cena de antes havia revelado uma informação essencial para Robert que sempre estava atento.

— Há um ciclope de olho na gente, ainda não fez nenhum movimento, mas aquela primeira voz gritando sobre a bomba fora tudo obra dele! —

A frase fora um tanto quanto estranha, um ciclope de um olho ou ciclope que estava de olho? Rachid não entendia perfeitamente o inglês, pois está não era a sua primeira língua. O Sátiro saiu puxando o braço de Rachid que ainda estava dolorido pelo deslocamento, enquanto tentava explicar da melhor forma possivel o que seu irmão tinha acabado de dizer.

— Ciclopes são filhos de Poseidon com ninfas, eles podem imitar a voz de humanos perfeitamente e a grande, grande maioria esmagadora são idiotas, mas ao momento o que está por perto olhando para a gente com seu ÚNICO olho parece saber como arrumar uma boa confusão. —

— Então a culpa da minha mãe ser presa é dele? —

— Parcialmente... Não deveria ser, mas se esse sabe como usar os humanos para afetar semideuses. —

— Semi o quê? —

— Garoto, sua mãe teve relação com um deus. Um dos três grandes e você é filho de um deles ... Não tenho tempo para manter a promessa com a sua mãe. Minha prioridade é levar você para o acampamento. —

— Eu sou um deus? —

— Não! O termo usado é Semideus. Lembra quando eu disse que você é diferente? Se considere um Shiny de pokémon dentro dos primeiros 3 minutos de jogo na história grega. Esse é o Resumo de ser filho de um dos três grandes.—

Ele quase alegou que era improvável um ciclope inteligente surgir, ainda mais em um lugar tão aberto como um aeroporto. Para o sátiro Harry este era o pior e ao mesmo tempo o mais sensato cenário no qual ele poderia querer. Havia conseguido se livrar da mãe de Rachid, como também havia a vantagem do garoto não ter sido claramente explicado o que era diminuía em certo grau o cheiro de semideus no qual emanava dele.

— A gente tem que sair daqui. Robert pode se virar sozinho. —

O lado de fora estava abafado pela diferença de temperatura controlada do aeroporto com o ar condicionado. Ambos se moveram cerca de trinta metros se escondendo perto de uma lixeira fedida.

— Não poderíamos escolher um lugar melhor? O que estamos esperando? —

— Semideuses como você liberam um cheiro muito forte atraindo monstros, resumidamente cheiros ruins mascaram seu cheiro, mas apenas por um pequeno período. —

Quinze minutos se passaram quando finalmente um carro estacionou impedindo de Rachid continuar com as perguntas - um hyundai creta, havia acabado de estacionar em frente ao beco surpresa de Rachid era Robert que estava dirigindo.

— Você consegue dirigir mesmo… ( Sendo metade bode?)... — Deixou as palavras morrerem no ar sem proferir nada ligado a sua anatomia… — Por que demorou tanto para sair do aeroporto? — Perguntou enquanto se sentava logo atrás do banco do carona, deixando vago o assento da frente para Harry.

— O ciclope iria agir contra você naquele momento. Mas eu conseguir frustrar seus planos de perseguição colocando fogo em um lixeira. — Falou com um certo sorriso presunçoso olhando para seu irmão tipo assim. “ Eu disse que ia fazer isso um dia”

— Minha mágia da floresta é bem prejudicada, mas ainda consigo passar despercebido pelos humanos quando a situação exige mas diferente do ciclope ele não parece saber lidar com esse século, apesar de ser uma variante inteligente que saiba como se aproveitar da sua nacionalidade... Sendo assim ele teve de seguir com todos para as área designada para fora do saguão enquanto os irrigadores estavam ativos. Então… Quando todos estavam junto segui até o estacionamento e peguei emprestado esse carro. —

— … —

[...]

A viagem em direção de long-island estava de fato tranquila, nenhum monstro atravessando a estrada ou situação na qual havia saído de uma história em quadrinho. Rachid apenas se perguntava como estava sua mãe... Se passado seis horas desde que saíram do aeroporto sua mãe finalmente ligou e conversa foi assim.

— Rachid? Meu querido, como você está, onde você está? —

— Mãe? Eu estou em um carro seguindo para o acampamento, Harry e Robert estão comigo, quer falar com eles? —

Tu, tu, tu…

— Parece que a ligação caiu ou ela desligou… Que estranho. —

Tentou ligar novamente mas o número estava fora de área.

A viagem continuou e ele adormeceu acordando apenas duas horas depois, estava exausto, machucado e lentamente podia sentir os hematomas pelo corpo. O ponto era que ouvir algo a mais sobre deuses e semideuses e mostro faria mais mal do que bem, por isso ficou e silêncio deixando os sátiros conversando entre eles tentando o máximo ignorar as perguntas. Enquanto estava praticamente vegetando olhando para a paisagem do acostamento começou a refletir sobre o que ele supostamente ele era; agora que parava para imaginar começava a entender o motivo da mãe deixar claro seu descontentamento com seu pai biológico, assim como a falta de vontade em adorar Allah como os demais da família. Tudo fazia sentido de um jeito muito louco.

FInalmente pararam em um restaurante na beira de estrada. Enquanto se alimentavam Rachid pode notar os olhares das pessoas para os sátiros, estavam observando a grande quantidade de salada que devoravam como um buraco negro, simplesmente aquilo era estranho mas deixava um gosto de incrível de como a névoa manipulava os mortais.

Uma vez que a tal chamada névoa ocultava as pernas dos sátiros pareciam que não teriam problemas em viver em sociedade, embora estivesse claro que preferirem a vida na floresta. Enquanto eles devoraram toda a salada do estabelecimento seu celular começou a tocar, notando que ambos não mudaram seu foco se retirou para fora do local para atender a ligação; sua mãe.

— Aonde você está? — A voz era a mesma das horas anteriores, reconfortante saber que ela ainda estava preocupada com ele.

— Em um restaurante na pensilvânia, se tudo der certo em menos de seis horas chegaremos ao acampamento… Mãe, quem é meu pai? —

O outro lado ficou em silêncio proferindo a seguinte frase.

— Não desligue o celular, é importante que não o faça. —

— Ha? Entendo, mas o que isso tem haver com o meu pai biológico? —

Desta vez ela ficou em silêncio enquanto o garoto fazia outras perguntas, ignorado. Quando já estava desistindo a voz dela retornou dando uma frase tanto quanto estranha.

— Pego você em breve... Querido. —

Quase vinte minutos depois estávamos na estrada novamente, ambos os sátiros pareciam cheio de vida depois de forrarem a barriga já Rachid, estava com dúvidas, medo e inseguro. Qual o motivo daquelas palavras das palavras de sua mãe ecoando em sua cabeça, quase como um sentimento de frieza que ele jamais havia sentido ao ouvir a voz dela… Horas de viagem se passaram e ele havia cochilado novamente…

A freada fora brusca, salvo para ele que estava de cinto, mas havia despertado assustado.
— Mas que… —

Os sátiros murmuraram algo. Rachid esfregou o rosto, ainda sonolento. E … xingou a palavra com P.

Não mais que trinta metros á frente do veículo estava um homem muito grande, se olhasse com cuidado notaria que ele tinha apenas um olho; era o mesmo ciclope do aeroporto.

— Querido, finalmente nos encontramos novamente. —

A voz era de Amélia,mesmo com a distância ainda pode ouvir claramente o timbre. No banco de trás o garoto desafivelou o cinto e perguntou com temor, mas ainda assim fora firme em sua pergunta para os irmãos sátiros.

— ELE COMEU MINHA MÃE? —

— Não! Ciclopes podem imitar a voz dos humanos, provavelmente ela está bem… Mas eu quero saber como ele conseguiu um pegasus e nos encontrou! … Passa por cima Robert! —

O SUV cantou pneu e avançou contra a criatura ganhando velocidade: 20, 30, 80 KMH em direção do Ciclope - quando o impacto ocorreu o gigante se agarrou na lataria começando a golpear contra o vidro da frente, uma vez que a SUV pesava mais de uma tonelada e duzento quilos o ciclope fora arrastado pela auto estrada como um boneco de papel, mas o ser era tão forte que estava conseguido se agarrar e desacelerar o carro, enquanto golpeava conseguiu rachar o vidro com um dos murros.

O sátiro girou o volante com um dos olhos fechados, um dos cacos de vidro havia lhe ferido a visão, sendo assim ele não se importou em causar o máximo de dano possível ao algoz que os perseguia. O carro bateu contra uma das árvores acionando os air bag no mesmo instante, tão forte fora o impacto que o ciclope pareceu perder o fôlego por alguns instante. Todos o tripulantes se retiraram do carro que começava a pegar fogo, correram conseguindo se afastar da explosão do carro que havia explodindo em uma bola de fogo.

— Se prepare isso não acabou... —

Fora o comando de Robert, Rachid não compreendeu o motivo daquilo o carro havia explodido bem no peito do ciclope, não era possível ele sobreviver. Ambos os irmãos não se viraram, mas responderam a aparente dúvida no rosto do novato falando ao mesmo tempo.

— Garoto, sua mãe provavelmente está bem. Mas lembre-se! Qualquer aparelho eletrônico é como um grande sinalizador de semideus para monstros, sendo assim a culpa dele estar aqui recai sobre mim e meu irmão por termos protelando em te explicar os tópicos relevantes de sua nova vida. —

— Apenas certas ligas são efetivos para matar monstro: bronze celestial ou ouro imperial. Um carro vai apenas atrasar um pouco o início do combate. Rachid! Preciso que você se afaste e vá para o acampamento, nele há um pinheiro com um velocino dourado, assim que atravessar vai estar seguro. —

Rachid não poderia ser considerado alguém nobre, tinha seus próprios planos e objetivos mas correr do seu algoz ainda mais quando ele havia enganado usando a voz da própria mãe deixaria um gosto estranho em sua boca.

— Eu vou ajudar! Entregue-me uma arma! —

Ambos os sátiros ignoraram comentando em uma sincronia assustadora.

— Ele vem! —

Ambos partiram em direção da silhueta praticamente intacta do ciclope que saia do meio das chamas como se estivesse em um banho quente, olhou com seu único olho para os guerreiros em sua direção cerrando os punhos e rugindo em uma fúria recíproca; a batalha final havia começado.

Ele testemunhou como um trabalho em equipe deveria ser usado - enquanto um dos irmãos cortava com o sabre o outro golpeava com o bastão os dedos dos pés do ciclope, extremidade das mãos - cada golpe se alternava em uma sincronia assustadora. Alternavam-se em questão de ataque, defesa e na humilde opinião de Rachid o papel de isca era feito com facilidade extrema. Diante daquele combate ele pela primeira vez entendeu que se desse um passo em falso, acabaria atrapalhando os sátiros.

Compreendendo isso virou as costas com intenção de pedir por ajuda no acampamento - Neste exato momento algo passou voando em sua visão periférica, instantaneamente se virou encontrando apenas um dos sátiros engajado na batalha enquanto o outro estava desaparecido, poderia ser… Olhou novamente pelos arredores encontrando um rastro pela terra que saiu deslizando até bater contra uma das árvores do local, do seu ponto de vista não parecia respirar.

O combate do último satiro terminou rapidamente, ele havia recebido um golpe em forma de marreta o pregado ao chão, literalmente. O garoto presenciou o fim do jardineiro e porteiro que haviam zelado por eles desde a sua primeira confusão envolvendo monstro, neste momento o corpo do sátiro que fora golpeado como um prego se desvaneceu em pó se transformando em uma flor.

O ciclope estava ferido em diversos lugares, cortado, mas ainda conseguia andar perfeitamente. Ao confrontar com aquela cena ele sentiu suas pernas travando, impossibilitando-o em dar qualquer passo para sua fuga, medo. O mais simples e verdadeiro ao ver sua morte por um monstro dos contos mitológicos: Perdoem-me mãe, não conseguir viver e crescer como as demais crianças.

Ele sentiu o ciclope se aproximando com passos pesados, sinalizando sua presença através da força física exercida exacerbada em cada passo. Parou na sua frente o segurando e erguendo-o em sua grandes mãos, seu bafo era fétido.

— Finalmente! Mal posso esperar para provar sua carne e o suco de seus tutanos. Mas antes disso. —

As mãos envolveram o torço lentamente apertando cada vez mais, gritou e berrou de dor sentindo cada vez mais a pressão da força descomunal do monstro contra seu corpo

— Morte.”

Então o alívio, alguém havia chegado? O cheiro fétido novamente voltava-se contra o seu rosto. Seria agora que ele arrancaria a cabeça de nosso herói em uma mordida? Uma pequena centelha de insanidade se rompeu em seu ser dando forças para dizer sua últimas palavras.

— Perdoem-me mãe, não conseguir viver e crescer como as demais crianças. —

O monstro não parou, mas sorriu diabolicamente falando cada palavra com uma precisão diabólica.

— Eu comi ela. Como acha que conseguir usar o celular dela? —

Ele não chegou a gargalhar apenas um meio sorriso demonstrando que não era um ser que chutava cachorro morto.

Cansado. Havia passado por tanta coisa, havia nascido em um país que a guerra era um recorrente, agora? Estava cerrando os dentes de tal maneira que o gosto de sangue palatável á língua, seja o que for havia lhe dado a vontade necessária para mover o braço que se encontrava fraturado…

A dor que sentia já não valia de muita coisa, endorfina. O seu corpo mortal poderia quebrar, mas ele desejou se realmente fosse filho de um deus sabe-se lá qual, queria apenas uma oportunidade…

Pela primeira vez ele deixou a raiva me dominar, não havia perda, não havia clemência. Ele apenas ergueu o braço em um movimento fluido, momentaneamente e preciso em direção da orbe aquosa do monstro. Seus dedos não a tocaram mas uma sensação de sucesso, fora tão rápido e espontâneo a criação da esfera d'água contra a retina da criatura que o monstro mesmo com sua inteligência fora incapaz de imaginar que o garoto portava tal poder.

Seu corpo caiu como um trapo quebrado enquanto o ciclope rugia levando ambas as mãos contra o único olho, havia sangue, gosma. Em um único e simples movimento o globo ocular do monstro fora implodido pelo acúmulo de água em um único ponto. A luz azul de um tridente ecoava pela floresta escura como um anúncio macabro; ele julgava que havia perdido tudo, mas fora incapaz de perceber que havia sido reclamado pelo desconhecido Pai. Mas para o algoz se tornou impossível presenciar tal cena...

— QUEM É ELE! —

Rugiu o monstro enquanto golpeava as cegas o ar de forma descontrolada. Caminhava lentamente até o fim da trilha em direção do precipício, urrando e gritando buscando encontrar aquele maldito que destruiu seu único olho.

— QUEM É ELE! —

Havia mais uma única pessoa capaz de lutar neste cenário, ou quase isso. O sátiro desde que fora golpeado poderia estar observando silenciosamente, sentiu que deveria terminar o trabalho que fora lhe proposto. Aos passos trôpegos, braço esquerdo quebrado, alguns ossos esmigalhados ele compreendia que embora estivesse em seus últimos minutos de vida, também sentia orgulho. Nada mais que o essencial para um sátiro era completar sua missão, e, se sua vida fosse o combustível para a criação de um novo herói - Ele a entregaria com um sorriso.

O ciclope titubeou pela floresta chegando bem próximo do seu fim encontrando o mar logo abaixo de si. Ajoelhado ele clamou pelas parcas, este era o seu destino? Chegar tão perto e perder a visão para um desconhecido semideus? Mais uma vez ele ergueu a voz e bradou para os quatros ventos exclamando em angústia.

— QUEM É ELE! —

— Ele era Ninguém. —

O golpe mortal do sátiro cravou-se no pescoço separando atingindo a coluna do Ciclope, suficiente o bastante para espalhar a essência dourada por toda a enseada de grand island, fechou os olhos e agradeceu primeiramente a Pã; não muito se passou quando seu corpo se desfez transformando-se em uma flor de cardo assim como seu irmão. Ambos havia completado sua tarefa.

[...]

Rachid acordou sentindo algo macio contra sua testa. A dor de cabeça mais forte que sentiu na vida, mas também significava que ainda estava vivo... Havia uma língua lambendo-o lentamente fazendo ele desperta do seu sono. Olhou um pouco surpreso, era o pegasus do ciclope. Sentou sentindo seu corpo rangendo por qualquer pequeno movimento, havia frustração; memórias que ele jamais iria esquecer… Mas isto se tornava necessário, para quem quer que ele deveria de ser.


Teste de Narrativa
Não era tão simples lidar com isso. Para alguns era apenas um acampamento de férias, mas para mim se tornava meu futuro mausoléu. Houve criaturas que se sacrificaram para o meu bem, houve batalhas para que eu pudesse chegar aqui em segurança. Mas agora não havia mais nada para fazer. A rotina era puxada, mas se tornava algo simples de se lidar assim que seu corpo pegasse o ritmo, todo o resto era apenas repetições. Uma vez que havia chance de ser chamado para uma tarefa ou se for sortudo o suficiente uma missão fora do acampamento deixava as coisas mais interessante.

E se for para descrever após tudo que passei eu estava procrastinando. Então sentir uma presença imensurável invadindo a sala do chalè, bocejei me levantando em seguida considerando que seria o senhor D: Direto do acampamento meio-sangue.

— Eu não tenho culpa se eles… Estavam... —

Não era um gordinho bebendo suco de uva, havia um homem na casa dos trinta e cinco anos bronzeado com um chapeuzinho de pescador. Minha parte mortal hesitou na hora, quase como se fosse necessário para permanecer inteiro ali deveria me prostrar. No entanto havia uma nostalgia como se estivesse olhando para o mar, talvez…

— Perdoe-me a indelicadeza, senhor. Precisa de algo deste humilde mortal? —

O semblante do homem não era rígido, era mutável como uma onda, mas também demonstrava uma superfície ampla que abrigaria diversas coisas sem nunca revelar sua totalidade.

— Desculpas por lhe encontrar pessoalmente apenas agora meu filho. —

Foi um balde de água fria, nunca em meus sonhos mais loucos imaginei que um deus pediria desculpa, mas ao fim de sua frase sentir uma certa ansia de correr dalí, fodasse você. A mínima noção de meus pensamentos o fez mudar o peso de um pé para o outro como se detivesse certo conhecimento de minhas intenções internas. Destoei um sorriso “amigável” tentando contornar a situação de modo delicado.

— Creio que o senhor esteja se confundindo; meu pai nunca apareceu diante de mim, e você é um pouco jovem demais para se enquadrar no relato da minha mãe. —

Novamente uma corrente de incertezas e sentimentos me inundaram quando toquei no tópico sobre minha mãe, havia saudade, assim como também um desejo de destruir todos os da raça que a mataram. Estava mais do que explicado que não iria se aproximar de Poseidon por ser simplesmente ser filho dele, estava bem sem ele e desejava continuar assim.

— Amélia era uma cientista brilhante, embora um pouco rígida ela era uma mulher ativa, forte e gentil. Mas você é meu filho Rachid Imtithal Schmul e não há nenhum erro nisso. —

Pausou de uma forma nostálgica, contornando tal postura pulando direto para o tópico principal.

— Há um pequeno Kraken no lago de canoagem, preciso de um Semi-deus valoroso para lidar com ele, você estaria disponível certo? Conto com você esta tarefa. —

Antes mesmo de responder fechei os olhos por puro reflexo, desta vez eu estava muito mais preparado e estudado com os deuses e suas artimanhas.

[...]

Na manhã seguinte me encontrei caminhando próximo do lago de canoagem; Havia névoa cobrindo o local, provavelmente natural. Mas à medida em que eu caminhava pelo local já começava a suspeitar que não era bem assim. - Ao crescer em poder e mentalidade comecei a compreender que sempre havia mágia envolvida.

Meu limite de visão estava em torno de dez a treze metros, não era algo desfavorável. Alguns dos aspirante á heróis poderiam concordar que a névoa não seria um problema, mas para mim que já estava cansado de subestimar tais flutuações no cenário sabia que sempre era um problema. A medida que me desloquei pela praia, finalmente encontrei um barco no qual eu pudesse usar. O processo de tomar o barco e o fazer navegar fora simples e tranquilo, embora pilotar o pequeno barco se tornava uma tarefa divertida e nova, provavelmente por nunca ter praticado isto antes acabou se tornando algo natural para mim.

Meu campo de visão fora cada vez mais obstruído pela névoa do local, provavelmente cada vez mais próximo do centro mais o nevoeiro se tornava mais denso. Enquanto mantinha minha atenção na superficie da agua, dobrei meus joelho tocando a água com o dedo indicador tentando me familiarizar com a correnteza. Realmente havia algo ali, forte e rebelde. Enquanto o barco deslizava lentamente em direção do centro do lago, levei a mão até o cabo da espada me preparando para qualquer eventual aparição do dito “pequeno kraken”

O barco parou de forma abrupta enquanto um grande tentáculo começava a envolver a parte de trás da embarcação, virei-me preparando a arma pronto para golpear aquilo quando me surpreendi com dimensão de apenas um dos tentáculos. Eu não conseguiria fazer nada contra ele, simplesmente uma vez que o primeiro apareceu outros setes começaram a surgir invadindo a embarcação em um abraço apertado.

Felizmente sacrifiquei a minha oportunidade de atacar para mergulhar para dentro da água, uma vez que a criatura ainda estava ocupada destruindo o barco a encontrei pela primeira vez: Essa criatura era semelhante á uma lula imensa, com um corpo retilíneo, dois olhos arregalados de cor vermelhas e uma massa de tentáculos que envolvia o barco de forma amigável. Era um abraço mortal usando todos os seus membros para destruir a embarcação — Seus movimentos eram firmes e precisos no qual negava qualquer reflexo de sobrevivência.

Aproximei de sua cabeça com com uma coragem incomum, precisamente compreendia que nenhum ferimento em seu corpo seria eficiente o bastante para ferir por muito tempo, uma vez que eu podia ver que a linhagem da criatura provinha do Kraken original, seria um ato banal fazê-lo. O kraken destruiu o navio com facilidade, mas por subestimar qualquer ser naquele lago ela não fez menção em largar os destroços e se preocupar comigo. Uma vez que ela havia me subestimado a faria sentir que isso seria um erro. Sendo assim usei das correnteza para acelerar meu nado em direção da criatura, só assim concentrei minha vontade na arma sentindo ela mudar livremente; desta vez um tridente se desenvolveu abandonando a forma de espada.

O movimento que fiz foi com a intenção de ir contra a parte mais vulnerável da criatura em minha concepção - Olhos. Em um único e preciso movimento estoquei com á arma até a metade contra o globo ocular da criatura. Uma vez que ou a arma era curta ou o cérebro dela fosse em outro lugar, não fora um golpe fatal mas a deixava em um estado de frenesi contra quem quer que fosse o responsável. Me afastei rapidamente quando o pequeno kraken começou a agitar seus tentáculos de forma vigorosa largando o barco para perseguir o agressor.

A criatura não era veloz, não se comparado aos tritões. Mas qualquer um com o mínimo de cérebro podia compreender que a força de cada um dos tentáculos não era brincadeira. A minha velocidade era aprimorada com a criação das correntes marítimas naquele lago. Era desgastante manter tal coisa, mas era a melhor forma de escapar sem ter de ir cabeça a cabeça contra o monstro.

O fato era que eu não tinha planejado nada. Havia atingido a criatura em um ponto vulnerável, restando-me a tentar mitigar sua fúria em um local controlado. Nadei por quase quinze minutos ainda sentindo a fúria da criatura no meu encalço; tamanha era que até mesmo os monstro comumentes do lago como os telquines ficaram a observar aquela perseguição de longe sem a menor vontade de ajudar ou atrapalhar o Kraken. Havia uma infinidade de opções, mas ao momento eu tinha apenas uma em mente; usar a própria raiva do monstro contra ele mesmo.

Por alguma razão eu sabia que já tinha percorrido mais de um quilômetro e meio á nado e por uma questão de afinidade com o lago eu sabia que em três quilômetro haveria um local que tornaria o combate mais favorável.

Por alguma razão a criatura estava cada vez mais irada, provavelmente por ter sido ferida por um humano e ser incapaz de alcançar o mesmo dentro da água. Enquanto eu me concentrava em me mover de forma eficaz finalmente havia chegado ao local. O pequeno Kraken era uma criatura formidável, mesmo que minha reservas de energia estivessem proximo de serem consumidas ele parecia ainda mais furioso não deixando á nenhum momento eu tomar fôlego, embora eu pudesse respirar dentro d'água havia a questão de ser mortal que sempre limitava o que eu poderia fazer. Comecei a nadar para cima quebrando a superfície da água em um salto, caindo em cima de uma das canoas.

A névoa já não estava presente no local, havia apenas o sol brilhando e as centenas de canoas amarradas por cordas. O kraken rompeu a superfície da água logo depois esticando dois tentáculos contra mim, desta vez fui obrigado a saltar duas vezes pelas canoas alí em cima para evitar o golpe, estava cada vez mais cansado e logo eu poderia colocar tudo a perder em um movimento errado. O local serviria para a batalha final contra a criatura, ao menos era isso que eu acreditava.

O Kraken se aproveitava de seu volumoso e forte tentáculos para espirrar e movimentar a maior parte das canoa em minha direção o que me limitava extremamente em como revidar, deixando-me a mercê de se concentrar apenas em meu mergulho e salto para fora da água para atrair cada vez mais a atenção da criatura; uma vez que a mesma estava usando um dos seus tentáculos contra as canoa na qual eu me deslocava, ela finalmente começava a se enrolar cada vez mais nas cordas. A minha armadilha anterior serviu apenas e exclusivamente para diminuir a velocidade da criatura, ela ainda estava viva e muito furiosa comigo mas agora havia possibilidade de combater.

Era incrível como meu corpo que se desgastava com a quantidade de energia usada tornava a se recuperar em algo próximo do normal quando entrava para dentro da água novamente - O kraken voltou a me perseguir, mas uma vez que tinha de arrastar dezenas de canoa junto com ele sua movimentação estava cada vez mais devagar; nadando para o fundo do lago esperei pela criatura que com certa dificuldade seguia em minha direção. Desta vez troquei minha arma do tridente para uma lança curta, provavelmente seria melhor espetar profundamente do que apenas furar.

O kraken desceu com toda sua fúria e com seus tentáculos, esquivei com a ajuda da correnteza manipulada por mim para contornar o animal. Era importante salientar que nem todos os tentáculos estavam presos, alguns ainda detinha o mesmo potencial de destruição complicando minha estratégias, mas ainda era possível lidar com eles. Passei por um desses tentáculos que se movimenta como uma serpente espalhando areia e água, mas finalmente consegui contornar seu corpo.

Uma vez que seu olho esquerdo estava inutilizado aproveitei cada oportunidade para perfurar seu corpo nas mais diversas áreas, mas havia um certo medo em enfrentar tal criatura cara a cara. Mesmo sem um dos olhos, reprimida fisicamente ela ainda era um Kraken. Não havia nem mesmo um sinal de que ela estivesse morrendo, já diferente de mim eu estava exausto; mesmo dentro da água um terreno que para mim é favorável o combate estava se prolongando exaurindo meu vigor em uma velocidade absurda. Quando dei por mim uma das canoa se soltou da corda liberando a velocidade total de um de seus membro na qual eu não estava prestando atenção me acertando em cheio.

Graças a armadura vestida estava isento de danos internos, mas mesmo assim pude sentir que havia recebido um dano absurdo desde o começo da batalha, mais um desses e seria incapaz de nada para a superfície… Agora com o número de tentáculos aumentando tive de voltar a contornar o monstro o ferindo em seu lado cego, quando finalmente aproveitei a chance para mudar a lança para uma adaga me impulsionei criando uma corrente marítima até o outro olho da criatura a ferindo no ato.

A força vital do pequeno Kraken era algo estúpido de presenciar, mesmo considerando tudo até agora não havia nenhum sinal de nenhum local que pudesse ferir mortalmente a criatura, mas ao menos agora ele estava incapacitado de me encontrar. Pude parar para descansar enquanto ainda mantinha minha atenção na criatura; esta estava furiosa, mas devido aos cortes e a falta de ambos os olhos ela não poderia fazer muita coisa. Concluindo ela apenas pode agitar seus tentáculos de forma frenética tentando alcançar algum alvo próximo a ela.

Ao observar a criatura eu conseguir entender uma certa peculiaridade, provavelmente pelo jeito que a combatir ela estava focada em usar seus apêndices para os lados ignorando totalmente a parte de cima de seu corpo onde ficava sua boca, sendo assim eu poderia me aproveitar de sua falta de experiência neste combate para causar um belo golpe…

Comecei a nadar para a superfície… Ao chegar lá em cima caminhei até onde presumidamente deveria estar o Kraken, se tudo estivesse certo ele ainda estaria no mesmo lugar tentando atingir algo. Mudei a adaga em minha mão novamente para o tridente, transformando-o estava pronto.

Tornei a mergulhar me concentrando com todo o meus ser na corrente do lago, mais velocidade, mais rápido. Desci em linha reta buscando a silhueta do kraken, uma vez que ele estava cego e muito desorientado para perceber que eu havia me afastado desci com toda a velocidade que pude reunir erguendo o tridente em um golpe contra o mesmo - A arma cravou na lateral da cabeça da criatura e alí ficou cravada.

Demorou cerca de seis minutos para a criatura se transformar em pó dourado, quando finalmente ela se desvaneceu recuperei a arma e só assim voltei para a superfície e alí fiquei até recuperar o fôlego e me perguntando se valia a pena aceitar tarefas de deuses como a que tive de lidar.





Rachid I. Schmul Filhos de Poseidon
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Príncipe com Mil Inimigos

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Dom Out 14, 2018 1:43 pm

Heroes of Olympus

Ortografia –  3/5  

Olá jovem semideus! Primeiramente quero dar-lhe as boas vindas ao nosso fórum, e, principalmente ao acampamento. Bom, nesse ponto da avaliação, quero dizer que encontrei vários erros de ortografia, alguns eu creio que tenham sido de digitação, mas, esqueceu diversas vezes de pôr o plural nas palavras, utilizou acentos quando não deveria ou mesmo a crase de forma errada, no entanto, não se preocupe, este é apenas um dos quesitos da avaliação. Quero dizer que você utiliza muito bem as palavras, organizando-as de uma forma espetacular! Espero muito do desenvolvimento do teu personagem.

[b]Criatividade – 5/5

Fiquei muito feliz pelo contexto histórico do teu personagem! Você o fez morar do outro lado do mundo, em meio a guerra e a destruição. Deixando o cenário caótico demais até para os monstros se preocuparem em atacá-lo, o que nos comprova que em sua maioria vivam nos EUA, pois é onde os deuses estabeleceram sua fortaleza de poder. Achei extremamente criativo, com certeza foi o ponto que me ganhou em sua ficha.

Coerência – 4/5

Sendo um filho de um do três grandes, realmente creio que deveria ter sido atacado mais vezes, porém, devido ao local que escolheu, creio que justifique um pouco essa ausência de ataques. Achei a batalha final, contra o ciclope, muito bem elaborada. Gostei bastante dessa explosão final do seu personagem para com o monstro, quando estava prestes a morrer, mostrando todo o amor que sentia por sua mãe em uma explosão de poder.

Ações realizadas: - 4/5

Durante toda a história creio que você ficou se portando um pouco na passiva, mas, quando foi posto frente a frente com o desafio, narrou bem as ações e foi coerente, gostei bastante, e, como já dito anteriormente, achei sua ficha muito bem elaborada e espero muito do seu personagem.


Aprovado!

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Dom Out 14, 2018 7:45 pm

Nem o céu é o limite quando os sonhos são maiores que o universo.

Progenitor Divino: Zeus

onde nos encontrou? Caixa de Email.

Theon Peletier Stokes

PHOTOPLAYER: Henry Cavill
IDADE: 28 anos.
NACIONALIDADE: Inglês.
PROGENITOR MORTAL: Carol Peletier Stokes, herdeira da empresa Stokes de aviação.
POR QUE A ESCOLHA DESTE DEUS?:  Zeus, deus dos deuses, o que teve coragem suficiente para roubar a arma de seu pai, matá-lo e libertar seus irmãos. O líder do olimpo, responsável por ponderar as decisões, pensando, em primeiro lugar, no bem maior de todos e não apenas em benefício próprio. Aquele que iniciou a família, mesmo que traindo a esposa. O senhor do azul do céu e dos trovões tempestuosos, que tem a voz que é ouvida por todos, um líder natural, responsável e dedicado ao que faz. Características básicas do deus, herdadas em suas proles, fazem com que Theon tenha o desejo de representar o chalé 01, levando seu nome a história, como Jasão e Hércules.


Físico

Theon é dono de 1,85 metros de altura, sua pele consegue ser branca como a areia fina das orlas praianas, mas também levemente bronzeada devido aos seus insistentes exercícios ao ar livre. Seus cabelos são de um tom castanho escuro e levemente ondulados, de forma que, quando grandes, fiquem volumosos e quando curtos aparentem ser finos e poucos. Gosta de usar barba vez ou outra, deixando-a sempre feita e com o volume adequado ao desenho de seu maxilar, tomando a aparência de lenhador. Seus olhos são de tons de azul que variam de acordo com a iluminação, ora ficando mais cinzentos, ora ficando mais azuis.

Theon possui um corpo volumoso, torneado e que permite que seus músculos fiquem mais à mostra, devido o treinamento rigoroso que teve durante toda a sua vida.


Mental

Sempre fora uma criança dedicada aos estudos, tentando ao máximo prestar atenção às aulas, apesar dos seus déficit de atenção, o que dificultava em muito sua percepção do conteúdo, porém, nunca quis que soubessem que era um garoto atrasado. Sendo filho de Carol, tinha de manter as notas azuis e ser o primeiro da escola, sem desculpas. Com a falta de seu pai, sempre teve de tomar posição de homem da família, ignorando as más companhias, seletas por sua mãe, e sempre dedicando-se ao máximo a empresa e em ser o sucessor de tal. Apesar de acharem sua mãe maldosa, nunca foi capaz de odiá-la, pelo contrário, sempre a tratou com todo o amor que podia, sendo gentil também com todos a sua volta e ficando conhecido como o Stokes de coração bom.

Sempre foi um sonhador, imaginando sempre alcançar suas metas e objetivos e nunca desanimando quando frustrado ou contrariado por quem quer que fosse. Sua voz sempre conseguira, por algum motivo, ser ouvida por todos e ele utilizava disso para manter suas equipes unidas e trabalhando em conjunto, sempre prezando pela organização e a união pois sabia que seriam elas que fariam a força no fim das contas.


História

Londres, 11/07/1989

Carol, lágrimas nos olhos, saía do cemitério onde seus pais jaziam mortos. Perdida, sem saber como seguir em frente ela sabia que não poderia ficar cabisbaixa, tinha de mostrar ser uma pessoa muito mais forte do que realmente era, todos contavam com ela para tal serviço. A Stokes precisava de alguém a frente, precisava de uma voz para liderar e explicar como os representantes haviam morrido na queda de um avião da própria empresa. Ela sabia que tinha de de retomar as rédeas da situação antes que a mídia sufocasse a todos com suas mentiras. Mas não naquele momento.

Ainda havia um coração que batia ali dentro, um coração que precisava, nem que apenas por aquela noite, de um tempo. Tempo este para respirar, encher a cara de álcool no primeiro bar que encontrasse pela frente e então amanhecer o dia e deixar o passado para trás, tomando os problemas que vinham pela frente como meros passatempos e tocando a empresa que ganhara tanto sucesso com o passar dos anos.

Carol caminhou lentamente pela calçada, na mão apenas sua bolsa e a chave do Prius, estacionado a poucos passos atrás de si. Entrou em um bar chamado “51”. O motivo daquele nome? Ela não fazia a menor ideia, apenas adentrou o local. Um grande salão se estendia pela construção contendo mesas de madeira arrumadas e cheias de pessoas bebendo e divertindo-se, como se nada mais importasse. Suspirou e caminhou até o balcão, provavelmente de mogno. Ele continha entalhes de roseiras negras por toda sua extensão e bancos de mesma cor dispostos ali para que os clientes pudessem sentar.

A jovem assim o fez e logo chamou o bartender, pendindo-lhe uma boa dose de Martini. O homem logo se dirigiu para a cristaleira atrás de si, buscando a garrafa da bebida e uma taça apropriada para tal drinque. Carol ficou observando-o enquanto trabalhava quando uma voz rouca lhe chamou atenção, vinda do banco ao lado do seu.

Stokes se virou para dar de cara com um homem corpulento, trajando um terno risca de giz. Sua pele era levemente bronzeada, como se houvesse caminhado no sol quente. Os olhos eram de um azul intenso como o próprio céu, sua barba era bem feita e volumosa e seus cabelos eram compridos e loiros, amarrados com uma liga dourada, formando, dessa forma, um elegante rabo de cavalo.

— Desculpe atrapalhar seus devaneios, mas, achei que talvez pudesse querer companhia. — Ele lhe falou, com normalidade. Provavelmente estava acostumado a fazer aquilo.

— E por que acha isso? — Ela ergueu as sobrancelhas e o encarou.

— Bom, foi apenas uma suposição. — Ele deu de ombros e se levantou, pronto para ir embora. — Desculpe, acho que estava errado.

Ela levantou-se de forma rápida e levou sua mão a dele, segurando-a e o encarando. Sentiu uma corrente elétrica percorrer o próprio corpo, jamais havia sentido algo como aquilo e logo ficou um pouco sem jeito deparando-se com a forma que havia agido frente a um desconhecido.

— Desculpe, isso pareceu um tanto desesperado. — Ela se desculpou, voltando a se sentar no banco.

— Relaxe, só deve estar tendo um dia ruim, certo? — Ele sentou-se novamente e deu um curto sorriso para ela, fazendo um sinal para o bartender e lhe pedindo uma bebida também.

— Como sabe? — Ela olhou para ele e ergueu a sobrancelha.

— Intuição? — Ele brincou e logo riu. — Por qual motivo uma mulher bonita como você estaria sozinha num bar a esta hora da noite?

— Deve me achar louca. — Ela suspirou, pegando sua bebida e tomando um gole.

— Não. Apenas humana. — Sorriu. — Me chamo Z-Zach. — Ele disse simplesmente.

— Fala como se não fosse um também, Z-Zach. — Brincou ela. — Me chamo Carol.

Londres, 14/04/1990

Carol saía de uma reunião da empresa, o escândalo causado pela morte de seus pais havia com sucesso sido utilizado como uma jogada de marketing da empresa, que, agora mostrava que se importava com seus passageiros como se todos fossem uma enorme família. Utilizaram da lástima da perda de Carol como uma jogada para unir as pessoas em prol da segurança aérea, e, agora, cerca de 80% a mais de clientes haviam decidido aderir a Stokes como sua empresa preferida de viagens. Carol devia seu sucesso em parte para Zach, quando haviam se conhecido ele havia dito que poderia utilizar da lástima para forjar sua própria vitória, agora ela sabia que ele estava certo.

Sentia falta do namorado, após o dia no bar haviam saído mais algumas vezes mas pelo que entendeu, Zach era um homem muito ocupado, sua empresa era uma multinacional, ele não podia ficar parado em um lugar só, tinha de percorrer o mundo. Mas, mesmo assim, achava injusto ser deixada para trás. Por isso que decidiu terminar o relacionamento, preferia ser vista como uma mulher independente e dona do próprio nariz do que como uma mulher frágil que escondia-se atrás do marido e o esperava ansiosa como uma cadela.  

Mas foi então que descobriu que estava grávida. Seria uma tragédia para o nome da empresa se ela divulgasse que estava grávida sendo solteira. Sua empresa prezava pela união das pessoas, prezava pela família unidade e esta era uma das suas principais características. Como poderia ela aparecer grávida e sendo uma mãe solteira? Inaceitável
Em um pensamento rápido e estratégico, ela convocou uma reunião com seu chefe de marketing, apenas eles dois. O homem de aproximadamente quarenta anos chegou o mais rápido que pôde e encontrou uma Carol preocupada sentada à mesa. A verdade é que ela ainda não sabia ao certo o que fazer.

— Carol, o que houve? — Perguntou o homem de cabelos ruivos.

— Peter, estou grávida. — Falou simplesmente.

— Isso é ótimo! Zach já sabe? — O homem perguntou, levantando-se com um sorriso no rosto. — Isso fará a união das empresas! Nosso marketing será gigantesco, Carol!

— Não, Peter. O marketing seria gigantesco. Seria se ele não houvesse sumido. — Suspirou e se levantou, caminhando até a janela. — Peter, eu não posso estar grávida. O que vão pensar da empresa!

— Carol! É seu filho! Foda-se a empresa! — Ele falou, percebendo o grau da situação.

— Peter, eu vou abortar. — Falou com lágrimas nos olhos.

— Carol, não! Você não pode fazer isso! — Ele se sentou levando as mãos a cabeça num ato desesperado de extrair algum pensamento dali. Suspirou e quando olhou para a mulher a mesma secava as lágrimas dos olhos, ainda olhando fixamente para os aviões estacionados no hangar no andar debaixo. — Carol, vamos nos casar.

— O-o que!? — Ela se virou para encará-lo, espanto era visível em seu semblante.

— Sim. Pense. Sou seu mais próximo amigo, não seria surpresa se possuíssemos um caso. As pessoas não estranhariam, podemos nos casar antes que a barriga fique aparente. Depois posso dizer que o filho é meu. Imagine o marketing que isso traria? O amor que desabrochou dentro da própria empresa e que logo trouxe frutos? — Claro que ele queria ajudá-la mas ela também sabia que ele amava aquela empresa tanto quanto ela mesmo. Aquela seria uma forma de assumir o poder, sair por cima, ser o herói e ainda o suposto pai da criança.

— Eu aceito.

Mesmo sabendo os riscos por trás daquela resposta ela decidira aceitar. De todos os males, o menor.


[...]

Três meses depois o casamento estava sendo celebrado. A barriga de Carol ainda estava pequena e um espartilho disfarçava com maestria o volume a mais que ela possuía na região do baixo ventre. Escolheu um vestido simples porém belíssimo, digno de qualquer mulher usar e ao mesmo tempo digno daquele sonho que se tem do casamento quando ainda se é criança.

Peter usava um terno cinza claro com uma gravata vermelha num nó de lorde, que chamava a atenção por onde passava. Seus cabelos estavam bem cortados e a barba feita, deixando apenas um cavanhaque desenhar o rosto.

Praticamente sabia da existência de Zach mas sabiam que Carol possuía um namorado secreto, como Peter havia mencionado, não ficaram surpresos com o anúncio do casamento. Parecia algo que já esperavam há muito.

[...]

Pouco depois do casamento a barriga de Carol já começava a aparentar e o marketing explorado em cima dela não foi pouco. A família feliz já era a nova cara da empresa e vários pacotes de viagem em família foram anunciados, explorando o fato da gravidez ao máximo. Carol sentia-se pouco à vontade em meio a tantas câmeras, propagandas e holofotes mas sabia que era para o bem de sua própria empresa.

Agora que estava casada com Peter, ele assumira a frente dos negócios, deixando-a um pouco mais de lado. Ela odiava o fato de não estar no controle da própria empresa mas também sabia que precisava cuidar da gravidez, então, não fez tanta questão assim, por mais infeliz que estivesse.

Londres, 06/12/1990

A gravidez de Carol já seguia em nível avançado, ela sabia que era de risco e tentava falar a todo custo para Peter que o excesso de propagandas que estava fazendo as custas dela não estavam fazendo bem ao bebê, no entanto, ele apenas queria saber de promover a marca e ganhar mais dinheiro em cima da gravidez.

Carol já estava de saco cheio com toda aquela história e, em uma determinada noite de dezembro, quando Peter chegou em casa bêbado e transtornado por ela não ter ido em uma das campanhas, ela disse que queria se divorciar dele. O casamento era um fardo que não estava mais aguentando segurar nas costas.

O homem ficou pasmo com a revelação da mulher e começou a jogar tudo o que havia feito por ela e pela criança, que nem havia nascido ainda. Sensível devido a gravidez, Carol começara a chorar e, quanto mais as lágrimas caíam de seu rosto, mais o homem a xingava e se aproximava.

— Saía daqui, Peter! — Ela gritou quando ele levantou a mão e desferiu um tapa em seu rosto, derrubando-a no chão.

— Não, sua cadela! Eu não deixei a empresa morrer! Você me deve tudo, sua puta! Sua escrota! Vadia! — E então ele chutou sua barriga, fazendo-a urrar de dor e sangrar pelas partes baixas.

A mulher gritou com a dor e segurou a barriga com todas as suas forças, chorando em desespero. Pela primeira vez em sua vida, Carol sentiu-se frágil e inútil, sentiu que podia morrer naquele momento.

Peter pegou uma garrafa de vodka que estava na cristaleira da sala, a que gostava de gabar-se aos seus amigos de bar pessoal. Tomou um gole do conteúdo e sorriu para ela, quebrando a garrafa contra a mesa de canto e ficando com o gargalo da garrafa quebrado em mãos, uma ponta afiada que poderia perfurar a pele com perfeição.

O homem se aproximou da mulher caída, em seu semblante estava um sorriso doentio. Ela segurou a barriga com mais firmeza ainda e olhou-o com temor e medo, puro medo.

— Peter! Por favor! Não!

Nesse momento um trovão surgiu lá fora, rasgando o ar e deixando um cheiro de queimado no cômodo. Os seguranças batiam na porta chamando pelo nome de Carol enquanto ela chorava e gritava em desespero, pedindo que tirassem Peter e cima de si.

Eles arrombaram a porta entrando com tudo no local mas já era tarde, Peter fincara o caco de vidro na barriga de Carol, fazendo-a soltar um grito rasgado no meio da noite, enquanto lágrimas saíam de seu rosto e o desespero era notável em seu semblante.

— Não! Não! Não! Meu filho! Meu filhinho!

O homem preparava-se para atingi-la novamente quando os seguranças agiram, dando-lhe um tiro na cabeça, e, tamanha a pressão, que a própria Carol ficara coberta com o sangue do homem sob si, gritando em desespero.

Os homens olharam aquela cena e se prepararam para chamar a ambulância e levá-la ao hospital mas ela se negou. Seria demais para a empresa outro escândalo como aquele. Portanto, chamaram a equipe médica na própria casa da empresária e todos os cuidados foram feitos lá, conseguindo salvar tanto a vida dela quanto a vida do bebê.

Uma história sobre uma invasão de uma quadrilha foi inventada para justificar a morte de Peter e o acidente de Carol, a mídia vitimizar a mulher e a empresa e a logomarca ganhou ainda mais nome. Carol tinha tudo sobre controle.  

Londres, 11/07/1994

O jovem Theon mantinha-se sentado na sala do apartamento, já havia terminado de fazer a atividade que seus professores haviam passado para si e lia um livro que sua mãe havia comprado para ele, o livro ensinava a matemática avançada para crianças precoces, o que Carol tinha certeza que Theon era: uma criança muito a frente do seu tempo.

Sentado na mesa ao lado de sua babá, ele ergueu os olhos e olhou para sua mãe, que preparava um drink para si própria.

— Mamãe? — Ele perguntou com a voz temerosa.

— Já terminou de ler o capítulo, Theon? — Respondeu ela sem olhar para ele.
— Não mãe, eu… — Começou.

— Então leia. Quando terminar você pode me perguntar o que quiser. Sabe as regras.

— Sim, mamãe. — Ele falou e voltou a olhar para o livro de forma cabisbaixa.

Sua mãe seguiu o corredor e entrou em seu quarto, batendo a porta com tamanha força que fez os pelos do corpo do garoto se eriçarem de medo. A babá ao seu lado grunhiu e puxou a mão do garoto, levantando-o.

— Vem, Theon. Vamos dar uma volta para descansar um pouco. — Falou.

— Não, Lia. Não posso. Mamãe disse que…

— Sua mãe não sabe de nada. Vem.

O garoto olhou com hesitação do livro para a babá mas também estava cansado demais para continuar lendo. Suspirou e seguiu a mulher.

Ela caminhou lentamente pela escada que levava até a área de lazer do prédio de sua mãe e conduziu o jovem Theon, de então quatro anos, para a área de lazer, onde, envolto por uma grama verde e bem aparada, podia-se ver um parquinho. O garoto olhou sorridente do parquinho para Lia e ela deu um sorriso encorajador, dizendo que ele podia ir lá.

Ele correu sem medo para o parquinho e logo subiu as escadas do brinquedo colorido, correndo para o escorregador no momento seguinte e rindo verdadeiramente, como uma criança de sua idade. Correu em seguida para uma trilha de pneus coloridos que estava disposta em zigue zague e começou a correr ali, saltando de um pneu para outro e conseguindo completar a trilha.

— Vem, Lia! — Ele gritou de felicidade e olhou para trás, procurando a babá.

Mas quando virou-se o que viu não foi sua babá. O fôlego do garoto se esvaiu e sua pele ficou totalmente branca de medo. Seu pé prendeu em um dos pneus que ali estavam e ele caiu no chão sob a grama, torcendo o pulso.

— L-ia? — Ele engoliu em seco.

A sua frente uma mulher de pele escamosa e viscosa, de uma cor que remetia uma mistura de amarelo e verde, o observava com seus olhos dourados e reptilianos. Seu sorriso era pontudo, cheio de presas e deles escorria um muco esverdeado, que corria por seu pescoço e seios antes de cair em gotas grossas e pesadas no chão.

A mulher se aproximou ainda mais dele e o garoto soltou um grito alto e forte, que rasgou o ar e chamou a atenção dos seguranças que estavam ali perto. A mulher cobra ergueu a cabeça ouvindo o barulho dos homens se aproximando e quando virou-se novamente para o garoto viu que ele já engatinhava lentamente para longe dela. A mulher levou, então, sua mão cheia de garras até a perna dele e a segurou com força, fincando seus dedos fortes ali e fazendo com que ele sangrasse e soltasse um urro de dor.

O seguranças começaram a atirar na mulher mas parecia não surtir efeito algum. Ela largou o garoto e se dirigiu para os seguranças, levando as presas na direção do pescoço de um e ali depositando uma mordida demorada, saboreando seu sangue doce e quente. O outro segurança tentou atirar nela mais algumas vezes mas as balas não faziam efeito algum. Quando ela largou seu companheiro e foi em sua direção, ele saiu correndo largando sua arma para trás.

O jovem Theon estava no chão segurando sua perna que sangrava, seu pulso esquerdo mantinha-se levemente roxo e inchado devido a queda e sua calça estava molhada de urina, devido o medo que aquela situação o provocara;

Um novo segurança apareceu trotando, isso mesmo, o jeito dele de correr era diferente dos outros e quando andava rápido mais parecia que estava trotando que correndo. A mulher já estava próxima a Theon quando este tirou uma arma das costas e mirou nela, porém, quando atirou, o que saiu não foi uma bala comum e sim um espinho, que cravou-se em seu pescoço. Ela grunhiu e olhou ferina para ele, que, com sua máscara de músculos, lhe deu um soco bem no meio do rosto.

Theon olhou com espanto para aquela situação e ficou admirado com a coragem do segurança em enfrentar aquela mulher, diferente do outro que saíra correndo, deixando-o sozinho. O homem logo tirou uma faca dourada da cintura e a ergueu na direção da cobra, como que chamando-a para desafiá-lo. Ela logo foi para cima, dando-lhe uma rasteira e derrubando-o no chão, fazendo com que sua faca caísse de sua mão.

A mulher pegou a faca e fincou em um dos braços dele o que o fez grunhir e levantar-se novamente, puxando a arma de sua pele e, com sua mão, segurando a cabeça dela como se não passasse de uma bola de vôlei. O segurança perfurou o pescoço dela com a faca e logo ela sumiu em uma nuvem de pó amarelo.

A mãe de Theon, Carol, apareceu correndo na direção dos dois. Seu rosto trazia uma expressão de ódio, muito longe de algo como preocupação.

— Quem é você e o que está fazendo aqui? — Ela apontou o dedo na direção do homem.

— Salvando a vida do seu filho e a palavra que se usa é: obrigado. — Ele sorriu. — Cresça e apareça, ou você luta e morre. Aqui é a lei da selva, garoto. — Falou apontando para o garoto. Empurrou a mãe dele de seu caminho e saiu, como se nada houvesse acontecido.

Londres, 23/10/2000

Seis anos haviam se passado desde o incidente com a babá mas, mesmo assim, as lembranças da pele, dos dentes e a própria cicatriz feita por suas garras ainda permaneciam com o garoto. Noite após noite era uma batalha se deitar e sentir a mesma dor, o mesmo hálito pútrido e olhar para os mesmos olhos dourados próximos de seu rosto.

Quando contou a sua mãe o que havia acontecido naquele dia ela apenas lhe deu um tapa no rosto dizendo que era baboseira, o proibira de assistir qualquer desenho infantil e o colocara de castigo. Não precisava que o filho tivesse uma mente conturbada, deveria estudar para tomar conta da empresa da mãe, fosse na administração fosse como um piloto. Não admitiria ter um filho imperfeito.

Aquele era sempre o discurso dela, ano após ano, sempre que lhe contava sobre seus pesadelos. Theon sabia que não tinha espaço para pesadelos, imaginação, amigos ou nada do tipo. Tinha de se comprometer com suas obrigações, com a empresa de sua mãe, ser um bom administrador ou bom piloto. Pelo menos essa escolha ela o deixara fazer, e, amante dos céus, Theon sempre sonhou em voar e ficar próximo as nuvens, desbravar as tormentas, voar acima das tempestades.

— Theon? — Falou sua mãe ao entrar em seu quarto e ver que ele já estava se arrumando.

— Sim, mamãe? — Falou ao abotoar o último botão de sua camisa social branca.

— Hoje você fará a prova para a escola militar. Já sabe, não é? — Ela sentou-se na cama e o encarou com seriedade. — Se não passar será um desgosto terrível para a família. Seu avô era piloto, ele que fundou a empresa e fez toda a fama dela. Se não passar será um simples administrador eu não quero isso para você.

— Sim, mamãe, não vou decepcioná-la. — Falou encarando-a com seus olhos de azul profundo, assim como os do pai.

Ela o encarou por um tempo lembrando-se da noite em que conhecera Zach e logo assentiu, saindo do quarto e deixando o garoto sozinho novamente.

[...]

Quando já estava pronto, Theon desceu as escadas e encontrou o motorista esperando-o na sala já com sua mochila e com a chave do carro. Ele suspirou e assentiu, seguindo o mais velho em direção a porta de entrada de sua casa, para então, seguir para a garagem.

Já estava acostumado a não ter a presença da mãe nos momentos mais especiais de sua vida. Ela não fazia seus aniversários, não deixava que ele levasse seus amigos para casa, poucas crianças se aproximavam dele justamente por isso. Não admitia abaixo de 9,0, não admitia que andasse com a camisa amassada, nem que minimamente. Mas, no fundo, Theon não sentia raiva dela, era um garoto muito compreensivo. Sabia que ela prezava para o bem dele e que havia passado por muita coisa.

Havia ouvido comentários sobre o que seu pai fizera durante a gravidez, inclusive a tentativa de matá-la quando já estava prestes a nascer. Sua mãe nunca vestia biquíni devido as cicatrizes causadas naquela noite. Ele sentia-se como um motivo ambulante para que ela se lembrasse daquele acontecimento.  

O garoto sentou no banco de trás da bmw e logo o motorista deu partida, indo na direção da escola militar onde ele faria a prova. A tão sonhada prova.

[...]

O papel foi posto à sua frente e o jovem o observou com calma e paciência. Aquela prova não era só para provar que ele era bom o suficiente para entrar na escola militar, aquela prova era para que ele orgulhasse a família, era para seguir o único sonho que lhe fora possibilitado de sonhar: o de ser piloto. Sabia que se houvesse escolhido ser administrador desde o início, sua mãe nem teria dado bola para a pilotagem, mas, sua escolha fizera toda a diferença na cabeça da mulher e agora era sua obrigação passar.

Se passasse, poderia sair de casa e ser um interno da escola militar, vivendo como um soldado em formação. Sonhando em alcançar cargos mais altos até que, por fim, pudesse chegar ao nível de um piloto de verdade.

Respondeu às questões sem pressa e logo entregou a o papel ao homem que estava sentado na monitoria, sendo o fiscal da prova.

Saiu do local com a garganta apertada, com a incerteza de ter passado ou não. Caminhou a passos lentos em direção ao carro e quando estava prestes a abrir a porta foi surpreendido por um empurrão dado pelo segurança. O garoto caiu de joelhos no chão e, quando olhou para trás, viu que um cachorro enorme havia arrancado a cabeça do homem que estava consigo.

A lembrança da mulher com pele de cobra imediatamente mas dessa vez a cena em sua frente era distinta. Parecia um cachorro que havia tomado hormônios demais, ele tinha músculos inchados que sobressaiam seu corpo, numa cena bizarra. Seus olhos eram da cor de sangue puro, brilhando em tons escarlate e seus dentes pontiagudos e brilhantes como facas. Aquilo não poderia estar acontecendo de novo. Não agora que chegara tão perto de viver pelo menos um pouco.

O garoto tentou levantar-se para correr mas o cão saltou ficando frente a frente com ele, vetando a possibilidade de que fugisse. Theon travou e ficou observando os olhos do animal, tateando as cegas algo que pudesse usar como arma para fugir, sabia que seria impossível mas teve um pingo de esperança quando conseguiu tatear uma pedra e jogar em seu focinho. O cão recuou um pouco piscando os olhos e dando tempo suficiente para a criança correr até o carro e fechar-se lá dentro. Burrice? Sim, mas não tinha mais o que fazer.

O carro era blindado mas não seguraria um cachorro aquele tamanho por muito tempo. Em desespero, Theon tateou os bancos em busca de um celular para que pudesse ligar para sua mãe ou para qualquer pessoa que pudesse ajudá-lo já que ninguém havia ouvido seus gritos nem passavam por ali.

Quando estava prestes para ligar novamente um homem apareceu surgido do nada e com um bastão em suas mãos e bateu no rosto do cachorro, afastando-o. O garoto, de dentro do carro, ficou paralisado olhando para a cena, era o mesmo segurança que ajudará-o tempos atrás. Como que ele sabia que precisaria de ajuda? Como sabia onde encontrá-lo?

As perguntas explodiam em sua cabeça mas o medo era muito maior que tudo isso. O homem agora estava vestido apenas com uma camisa social e uma calça jeans, seus cabelos permaneciam presos em um rabo de cavalo e, de sua testa, pequenos chifres pareciam estar se sobressaindo. Theon piscou e negou para si mesmo, provavelmente eram cabelos ou alguma deformidade. Com certeza não eram chifres.

O cão avançou em direção a perna do homem que urrou e logo lhe deu o que parecia ser um coice, afastando o animal só a tempo dele pegar impulso novamente e saltar sobre seu peito, arranhando-o e fazendo com que rasgasse sua camisa e sangue escorresse do corte desferido em sua pele. Ele pareceu bem chateado, mais com a camisa que com o corte. Segurou o bastão de forma firme e novamente bateu no rosto do animal, primeiro na lateral e logo depois de cima para baixo.

Sacou uma faca dourada, a mesma que havia utilizado contra a mulher de pele esquisita anos atrás, e correu em direção ao animal. Porém, este já estava preparado e saltou sobre ele, mordendo seu ombro. O homem gritou mas segurou firmemente a faca e fincou nas costas do animal, fazendo-o sair de cima de si e recuar. O homem avançou novamente e desferiu um golpe em arco, acertando o olho do animal e logo em seguida fincando a faca na testa do mesmo, transformando-o em pó.

Theon desceu do carro e olhou com curiosidade para o homem à sua frente, que o encarava com os olhos semicerrados.

— Se a sua mãe não fosse tão burra já o teria mandado para o acampamento.

— Acampamento? — O garoto perguntou.

— Deixe-me adivinhar: ela não te contou, não é? — Ele revirou os olhos. — Olha garoto, como eu falei. Você tem que aprender a se virar sozinho, isso se quiser ficar vivendo entre os humanos. Se não, tem que ir ao acampamento. Esteja avisado.

Ele entregou a faca dourada para o garoto e se abaixou, olhando-o fixamente nos olhos.

— Vou lhe deixar com essa faca, atrás dela, no cabo, existe uma espécie de flauta. Toque se precisar de ajuda e eu tentarei chegar a tempo.

Ele se levantou e podiam-se ouvir sirenes ao longe. Theon guardou a faca por dentro da calça, deixando seu cabo dentro do tênis e a lâmina apontada para cima. O homem  correu do local, deixando-o sozinho pela segunda vez.

[...]

A polícia tratou o caso como um atentado e Theon saiu da situação como um sobrevivente, ganhando destaque na mídia e sendo a cara da empresa mais uma vez. Ele odiava, simplesmente odiava como a mãe transformava qualquer coisa que acontecia em sua vida como algo para engrandecer a empresa, mas, tentava manter-se calmo e são, para seguir com seus objetivos e não decepcioná-la.

Quando chegou em casa naquele dia, tirou a faca de sua calça e a observou. Não parecia muito diferente de facas convencionais, apenas sua cor que era diferente. Conseguiu ver que algo estava escrito numa caligrafia borrada no cabo da arma. D’evil. Deveria ser o nome do homem.

London, 05/08/2008

A academia militar havia-o feito bem de várias formas: aprendera a cuidar-se sozinho, aprendera a ter senso de responsabilidade, senso de justiça e também aprendera, por meio de observação, como um bom líder poderia se comportar. Theon já estava em seus dezoito anos. Oito anos desde o último acontecimento catastrófico e última vez que vira o homem ao qual pensara chamar-se D’evil.

Sua mãe ainda pegava muito em seu pé, insistindo em mantê-lo sempre em primeiro lugar, sempre impecável dentro do quartel. Ele sabia que era uma tarefa difícil, muitos de seus companheiros eram tão bons quanto ele, pedir para ser o melhor exigia muito, mas, o garoto sentia que devia isso a ela e sempre se esforçou ao máximo.

Chegara o dia de sua formatura, ele aguardava de forma ansiosa que sua mãe estivesse presente para ver ele se tornando um soldado formado. Mas, como já esperava, sua mãe não estava ali, apenas mais um segurança para vê-lo receber o diploma e dar os parabéns por ela.

O garoto subiu ao palco, pegou seu diploma e seguiu diretamente até onde o segurança estava parado, sem fazer discurso ou agradecer a ninguém. Olhou fixamente nos olhos do homem e entregou-o nas mãos do outro.

— Entregue a Carol. Diga que eu cumpri o que ela queria. — E saiu. Havia sido o melhor aluno, com as melhores notas. Ganhara medalhas, elogios. Mas, nada disso importava. Sua mãe não se importava. Nunca dera a mínima. Pelo menos ele poderia seguir como piloto. Ou era isso que pensava.


EUA, 13/09/2014

Novos ataques, novas criaturas estranhas, novas aparições do homem que se denominava D’evil. Novas discussões mandando-o ir ao tal acampamento. Theon se recusava, preferia ser morto ao deixar de lado sua paixão de ser piloto, que, agora já estava em andamento.

Ele conseguira se tornar piloto das forças aéreas e logo conseguiu uma vaga na empresa de sua mãe. Havia dado algumas coletivas de imprensa e feito poucos voos, porém, ficara extasiado em cada um.

Mas D’evil estava certo. Ir ao acampamento havia sido a melhor escolha. Os monstros, assim começou a entender o que eram, não o deixariam em paz por ser quem era. E, logicamente, não hesitariam em atacá-lo. Nem mesmo se estivesse no ar.

Era um voo importante e de última hora. Uma patricinha americana, ou pelo menos fora isso que o jovem entendera, havia pedido uma encomenda com urgência mas o voo só poderia sair em dois dias e ela não poderia esperar. Por isso, alugou um jatinho apenas para que pudesse levar a caixa que havia pedido para a América. E foi essa viagem que destruiu os sonhos de Theon.

Ele já sobrevoava o mar americano quando algo explodiu uma das turbinas do avião, fazendo-o perder levemente o controle. Theon olhou para seu co piloto sem entender nada. Este, levantou-se e foi olhar apenas para voltar em informações. Pouco tempo depois a outra turbina foi atingida e dessa vez o garoto conseguiu ver o motivo. Uma mulher com asas.

Ficando paralisado por meio segundo e sem saber o que fazer, Theon voltou aos seus quatro anos, quando a mulher cobra o atacou.

— Theon! Theon! — Gritava o co piloto. Mas era tarde.

O avião caiu com tudo na praia, o garoto bateu a cabeça no painel, fazendo um corte feio na mesma e ficando desacordado.

EUA, 15/06/2015

Nove meses depois, Theon acordou na ala de uma enfermaria. Sabia que não era um hospital convencional pois parecia muito rústico para tal.

Pouco depois descobriu estar no acampamento, D’evil havia encontrado-o e levado-o para lá. Havia explicado que ele não poderia mais ser piloto, a queda havia prejudicado o cérebro do garoto e, em altas altitudes, ele não poderia mais manter o equilíbrio como em baixas. Aquilo foi algo arrasador para ele, só não mais que explicar para sua mãe que não poderia voltar para casa e que seguiria sua vida sozinho.

Dois meses depois descobriu ser filho de Zeus e seu mundo desmoronou por completo. Achava que o que haviam lhe contado até ali era brincadeira mas quando viu o raio dourado brilhando sob sua cabeça caiu na realidade.

Três anos depois o motivo de sua queda chegava ao acampamento: Visenya.


Teste de Narrativa


-A prole de Zeus estava deitada no chalé 1 sozinha, como de costume. Havia apenas outro filho de Zeus no Acampamento e era raro o encontro dos semideuses. Theon queria dormir um pouco mas há três dias esse fato não era conquistado, estava começando a ficar enfurecido e se perguntando se seria mais uma das proezas de seu pai. Em meio ao devaneio o semideus ouve batidas na porta, e, em um revirar de olhos, caminha até a mesma abrindo-a e revelando o autor do barulho.

— Sim?

— Quíron está chamando-o na Casa Grande, tem uma tarefa para você molenga, se eu fosse você, me apressaria.. — Falou D’evil..

Stokes assentiu e fechou a porta do chalé, caminhando em direção a casa grande onde Quíron o aguardava na varanda.

— Hey, o que houve? — Perguntou. — Se é sobre dormir em outro chalé, olha, não fizemos nada...

— Não é isso. — Interrompeu, mas não era Quíron quem falava e sim um homem de madeixas longas e loiras e olhos tão azuis quanto os dele mesmo. — Você foi sorteado para pegar uma encomenda para mim, só isso.

O homem então lhe explicou toda a questão do sorteio de semideuses para fazerem atividades para o Acampamento e que a encomenda era importante e todo o blá, blá, blá de sempre. Theon apenas assentiu, visto que não teria muita escolha, e caminhou de volta para o chalé para que pudesse tomar um banho.

A água caía fria em suas costas e seus pensamentos eram nebulosos, indo de Visenya para Zeus e do deus dos raios para a prole de Poseidon. Odiava aquela situação mais que a si próprio por ter sido escolhido por um deus como ele para ser filho mas, a merda já estava feita e agora tinha de sofrer com as consequências.

Vestiu uma calça escura, uma camisa negra contrastando com seu colar de contas-  feito no acampamento - e pôs um arco em suas costas.

***

Theon caminhava distraidamente, observando as árvores da floresta, pelo que o Zeus havia lhe informado, não faltava muito para chegar até o lugar onde a suposta encomenda estaria escondida. Stokes estava quase caindo no sono quando tropeçou e bateu a cabeça em um galho. A prole de Zeus se xingou mentalmente. Mas que merda…

O jovem possuía um leve corte acima da sobrancelha e alguns arranhões por seu corpo. O garoto ergueu-se, dessa forma, arrastou-se para do buraco que havia caído e deu de cara com a causadora de seu pequeno acidente. Uma empousai. A mulher de pernas peludas sorriu ao vê-lo e, aproveitando que o mesmo estava no chão se arrastando, pisou na mão do semideus fazendo-o soltar um grito gutural.

— Filha da puta! — Theon gritou e levou sua mão livre as costas para pegar seu arco.

A prole de Zeus  lançou uma flecha  em direção aos cascos da mulher de forma que ela perfurou e quando o jovem puxou a arma a mulher de cabelos vermelhos perdeu o equilíbrio e liberou a outra mão do semideus.

Rapidamente Theon se levantou e arrastou o arco pelo chão. Em seu rosto um sorriso reinava, podia estar longe, no meio da floresta, mas era um dia lindo e isso o favorecia. A prole de Zeus concentrou sua aura em volta de si e observou a empousai a sua frente. O jovem sorriu.

— Pelo visto você vai morrer hoje. — Falou o mesmo

A mulher pareceu achar aquilo um tanto divertido e, em um estalar de dedos, chamou suas companheiras. Agora não era só uma, eram três. A prole de Zeus podia sentir a excitação crescendo por dentro, ansiava em matá-las, ver o semblante da dor, do desespero, era quase tão bom quanto o corpo de uma mulher em contato com o seu. Odiava monstros. Só haviam fodido com sua vida.

Theon rodou com seu arco fazendo com que o mesma arrastasse no chão, soltando faíscas vez ou outra. Os olhos da prole de Zeus ficaram completamente brancos, sentia a energia do lugar e dos ancestrais fluindo de seu corpo para o arco em suas mãos e uma aura elétrica começou a surgir em seus pés, não sentia mais medo ou compaixão, absolutamente nada. Era apenas a morte, queria a morte e a teria. Faria com que tal fato acontecesse.

As empousai começaram a correr em sua direção: uma pelo meio e as outras duas pelas laterais. O semideus sorriu e se concentrou, prestando atenção no movimento delas, correndo, então, foi na direção esquerda, ocultando o som de seus passos e estando mais  rápido que o normal devido o efeito que o dia tinha em si. Girou o arco no ar de forma que o mesma entrou em contato com o pescoço da vítima, sufocando-a e, em seguida, separando a cabeça dos membros restantes em uma mistura de pó dourado. A prole de Zeus sentiu aquele cheiro de morte e partiu para cima das outras duas mulheres.

Essas já estavam mais preparadas para o ataque. A que se encontrava no centro veio correndo em sua direção e quando o mesmo girou o arco na direção de sua cintura ela desviou, conseguindo chegar mais perto da prole de Zeus e penetrar suas unhas completamente afiadas na carne do braço dele. Theon não hesitou, não piscou nem derrubou a arma que segurava. Apenas grunhiu.

Aproveitando a brecha que teve,  o semideus largou a arma no chão e levou seus dois polegares aos olhos da mesma, erguendo-a do chão e fazendo-os penetrarem em seu crânio. Sangue saía daquela região e o garoto apenas manteve-se firme ao sentir o cheiro de cobre. A outra empousai não ficou parada e enquanto o semideus estava segurando sua amiga, ela lhe deu um coice na altura das costelas, fazendo-o cair. Theon praguejou e então puxou o arco do chão pondo duas flechas no cordel e atirando-as de forma que acertassem as mulheres e as jogassem longe. Tudo o que viu em seguida foi uma nuvem de pó dourado.

Theon levantou-se e caminhou até a flecha, colocando-a de volta nas costas junto de seu arco.

***

Theon já estava caminhando a cerca de duas horas, rodara por vários árvores e ainda não encontrara a famosa encomenda de Zeus. Mas, sem perder as esperanças, continuou a caminhada. Foi nesse momento que viu um sátiro passar correndo com um boné azul engraçado. Nele havia algo suspeito. O semideus, então, começou a segui-lo sem que o mesmo o visse, já que, se o percebesse poderia ficar assustado e não ir mais até o destino.

O sátiro era bem rápido, não era a toa que Zeus o escolhera, mas, em determinado ponto, cerca de cinco quadras depois, o homenzinho bode adentrou em um buraco que possuía a logomarca de uma água. Sorrindo aliviado a prole de Zeus adentrou o local percebendo que parecia um bunker, dos tantos de Hefesto, porém, mais organizado.

Havia um balcão com uma semideusa atrás do mesmo. Theon achou esquisito mas caminhou ali. Chegou até o balcão de atendimento e uma moça de aparência entediada veio falar com ele.

— Em que posso ajudar?

— Estou aqui em nome de Acampamento Meio Sangue. Quíron disse que tinha uma encomenda aqui e me mandou vir pegar.

Houve um certo entendimento da parte da outra que lhe entregou um formulário para assinar. Assim que o fez ela lhe deu um pacote pequeno, do tamanho de uma mão, mas, pesado como chumbo. Theon a agradeceu e logo estava na floresta novamente, o bunker havia sumido. Tinha de voltar ao Acampamento.

***

A prole de Zeus caminhava entre as árvores quando uma harpia passou voando bem na sua frente. Ele parou de andar e ficou encarando a mulher galinha.

— Você quase estragou meu dia,  imbecil. — Falou a prole do deus dos céus, com ar irônico.

— Não vai viver por muito tempo mesmo, jovem.

T saltou e estava prestes a pegar seu arco mas a harpia foi mais rápida e penetrou suas garras nos ombros do garoto, erguendo-o do chão. Theon fechou os olhos e se concentrou na cena ao seu redor, tentando manter-se calmo, conseguia agora ouvir até mesmo a respiração da criatura. Levou as mãos até o arco e puxou apenas uma das flechas, penetrando no pé da criatura que o soltou em seguida.

Assim que o semideus caiu no chão o tempo voltou a ter velocidade normal. Novamente os olhos da prole de Zeus ficaram brancos e uma aura elétrica o envolveu, porém, com menos intensidade, já havia utilizado seus poderes muito em um único dia.

O semideus  levou a mão ao ombro e percebeu que sua ferida já começava a se fechar, e, antes que a harpia o atacasse novamente ele levou a mão ao arco de novo.

A harpia voou na direção do semideus com as garras a mostra mas este correu em direção as sombras conseguindo camuflar-se de modo que a mulher galinha ficou confusa de onde o mesmo estava pois seus passos não faziam barulho. Foi apenas o barulho de um galho quebrando que  a alertou e quando percebeu era tarde. Theon lançara uma flecha nela, mas, no último segundo ela conseguiu desviar fazendo com que flecha atingisse só uma de suas pernas. Foi então que ele percebeu que um cipó havia ficado preso entre a flecha e o arco.

A mulher começou a voar e, dessa forma, arrastar a prole do deus dos raios com ela, fazendo com que ele desse pequenos saltos quando a mesma ganhava altitude. Então, fechando os olhos, o jovem criou uma onda elétrica que percorreu o cipó, chegando até a mulher galinha e fazendo-a perder altitude, apenas pousar, mas, a mulher galinha não foi tão burra, e, percebendo que a prole de Zeus estava desprotegida, voo em sua direção fincando as garras no peito do semideus, que, aguentando a dor, não urrou.

Aproveitando a aproximação da criatura, Theon olhou-a nos olhos fixamente de maneira que, quando sentiu a hesitação da mesma, começou a falar com a voz tão forte e altoritária que mais parecia deixar toda a floresta em silêncio. Assim como a de Zeus.

— Qual seu nome? — Perguntou o semideus.

— Alecto. — Sua voz era a de uma mulher comum, se não fosse a aparência abominável, Theon teria confundido-a com uma mortal ou semideusa.

— Alecto, a partir de agora você me pertence. Fará o que eu quiser e quando quiser. Quando precisar de você eu a chamarei e você terá de vir. Entendido? — Continuou ele.

A harpia pareceu hesitar um pouco antes de confirmar, mas, o olhar fixo de Theon em seus olhos não hesitou nem um pouco, pelo contrário, foi ficando cada vez mais intenso e, aos poucos, ela foi liberando o peito do jovem de modo que assentiu ao que ele lhe falara.

— Sim, mestre.

— Agora vá.

A harpia o obedeceu e voo para longe dali.

O semideus então voltou a subir pela floresta na direção do descampado da casa grande. O sol começava a se pôr, perturbando o jovem que preferia a luz do sol. Theon pôde observar que Zeus e Quíron já o aguardavam na entrada.

— Conseguiu? — Perguntou o deus.

— Não teria voltado se tivesse falhado.

O garoto leva a mão a jaqueta e retira o pequeno pacote, entregando-o para Quíron que o parabeniza e volta para a casa grande sem fazer mais perguntas.Theon caminhou para seu chalé tomando um banho em seguida e percebendo que suas feridas estavam bem feias e não mais cicatrizando.

Agora, limpo, caminhou para a enfermaria para que os semideuses pudessem dar uma olhada. Era a quarta noite sem dormir.




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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Dom Out 14, 2018 9:37 pm

Heroes of Olympus

Ortografia –  4/5

Que escrita leve e prazerosa de se ler.  Por mais que tenha sido uma história extensa, me deliciei com cada detalhe descrito com perfeição, me dando a oportunidade de estar na sua pele durante a narrativa. Um texto muito bem redigido, sem grandes erros, apenas um ou outro detalhe que passou despercebido. Natural para uma escrita tão extensa. Nada é capaz de tirar o brilhantismo de sua história.

Criatividade – 5/5

Sua criatividade me encantou! Eu não tenho palavras suficientes para elogiar sua narrativa. A construção de cada conflito, a caracterização de cada uma das personagens envolvidas em sua história. Fiquei envolvida pela trama desenvolvida e torci muito por você Theon! Achei um ponto positivo você ter construído o passado de Carol, mostrando a evolução dela até chegar onde ela está.

Coerência – 5/5

Sendo uma prole de Zeus, compreendo o motivo de tantos ataques. Achei seu texto coeso e totalmente pertinente para o filho de alguém tão poderoso. D'vil também foi um ponto a favor na sua narrativa, mostrando que sempre haveria alguém cuidado de seus passos, dado a importância de seu progenitor.

Ações realizadas: - 4/5

Vi um bom números de ações realizadas, na maioria delas não vi seu personagem diretamente em ação, mas vou considerar as descrições dos comportamentos diante de cada um dos desafios. O ataque realizado na infância foi o que eu mais gostei, já que achei muito boa a descrição dos seus sentimentos e medos, além das consequências daquele ataque.


Aprovado!

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Qui Out 18, 2018 1:12 am



Visenya Von Staingüer
Prazeres violentos, possuem finais violentos




DADOS BÁSICOS

23 anos
Yana Von Staingüer
Poseidon
Rep. Tcheca


Por que quer este deus?

Primeiramente, Poseidon é o Senhor dos Mares e assim como tão Deus, Visenya possui a inconstância das marés, mas a força dos mares, sendo impossível mantê-la presa. Há vários aspectos dentro da personalidade da personagem que se encaixam perfeitamente com as características do Deus. A segunda razão é pelo desafio de criar uma personagem com um progenitor tão importante e o mesmo tempo sair do clichê criado, mostrando que um filho de Poseidon também pode ter uma personalidade forte e implacável quando necessário. É desafiador buscar algo novo.

Personalidade
A jovem de intensos olhos verdes tem uma personalidade forte e temperamento um pouco ríspido, ainda que sua educação tenha sido nos mais caros colégios da Americanos. Apesar de não ser seu país de origem, sendo natural de Praga, na República Checa, a garota mudou-se para a capital dos Estados Unidos ainda criança. Na infância demonstrava seu comportamento peculiar, de palavras sinceras e as vezes até um pouco ríspidas, não poupando ninguém de suas opiniões e forma de pensar. Sua mãe logo cedo notou que a menina se destacaria dos demais jovens, mas havia algo mais que preocupava a mulher além do jeito forte e determinado da filha. Com apenas treze anos a loira tinha um enorme espírito de liderança, o que fez a semideusa destacar-se na escola sendo muitas vezes a queridinha da turma ou a garota popular. Sua oratória deixava até mesmo os mais experientes professores de boca aberta e encantados com as palavras da loira e a eloquência utilizada em seus discursos. Visenya teve sempre consigo grande senso de bondade, apesar de nem sempre saber demonstrar isso de uma forma correta o que levou a garota a ser mal interpretada várias vezes, no entanto nunca foi uma coisa que a abatesse. A chegada da adolescência, porém, acentuou muito sua personalidade forte e logo revelou outras características que nem mesmo ela era capaz de imaginar que tinha dentro de si. Pode perceber que não eram apenas suas palavras que envolviam as pessoas, mas também seu charme natural e sabia muito bem usar desse atributo, ainda mais com os garotos. Sua mãe já sabia dos perigos que a menina poderia correr e assim sendo passou a educar a filha de forma ainda mais rigorosa quase a sufocando. Visenya se via presa dentro de uma redoma de cristal e isso fez com que ela se tornar arredia e até mesmo um pouco fria com as pessoas, a cada dia que se passava mais e mais a garota adquiria um jeito solitário. Conviver tão pouco com as pessoas fez a semideusa esquecer de seus próprios sentimentos, dando a ela uma visão muito banal do mundo que tinha ao seu redor e apenas podia observar através das paredes impostas pela sua mãe. Por mais que ela não gostasse de ser assim, lembranças e a constante paranoia de sua mãe que algo de muito ruim pudesse acontecer a ela, fez a personalidade da jovem se modificar em alguns aspectos. Ainda nem havia deixado a infância quando de uma hora para outras responsabilidades começaram a ser cobradas cada vez mais dela, tornando-a rigorosa e perfeccionista, quando deu por si, Vise já não permitia falhas vindas de si mesma. Dizer se era feliz ou não, era algo que nem mesmo ela saberia dizer, seus sorrisos eram frios e até mesmo inexpressivos e saber onde aquela jovem feliz havia se perdido não era possível. Por algum tempo ela acreditou que tudo aquilo era apenas um reflexo da ausência do pai que nunca teve, talvez era uma verdade que ela queria acreditar, mas as vezes parecia ser mais uma desculpa para mascarar sua infelicidade naquele lugar. Mas quando fez quinze anos sua psique já fragilizada sofreu um grande baque, o mundo que ela acreditava existir era uma farsa em partes e aquele mundo fantástico ou de sonhos agora era a sua realidade. Descobrir a existência de seu pai talvez tenha sido o maior choque para ela, fazendo-a questionar muito de seus princípios e tudo que acreditava, ela se viu pela primeira vez com as emoções a flor da pele e sem saber como agir. Talvez esse tenha sido o grande marco na personalidade da garota a moldando exatamente como ela é, decidida, de opinião forte e determinada, porém solitária e as vezes fria. O acampamento até então é uma caixinha de surpresas que ela analisa de forma cuidadosa, confiar nas pessoas não é uma coisa que ela saiba fazer bem, porém nada é totalmente imutável e ela aprendeu isso a duras penas.
Físico
Ainda que filha do senhor dos mares, a garota possui uma beleza peculiar e até mesmo equiparada as belas filhas de Afrodite senhora do amor. Seus cabelos são loiros muito claros sendo facilmente confundidos com tons de prata, formam grandes e fartos cachos que caem de forma displicente e irregular pelos ombros alcançando facilmente a linha do busto. Seus fios são sedosos e perfumados, de toque macio e convidativo, sendo que na maior parte do tempo os deixa soltos de forma displicente. Mas não é incomum vê-la tingi-los de cores diferentes e inusitadas. Seu rosto possui traços finos e delicados, como se fossem esculpidos com esmero pelo mais talentoso artista ao tentar reproduzir sua musa. Suas sobrancelhas acompanham o tom do seu cabelo e emolduram um belo par de olhos verdes como oceanos, de longos cílios negros. Seu olhar é vazio e inexpressivo, as vezes é um mistério para quem tenta desvenda-lo e se perder em sua beleza pode ser um grande erro. Sua pele é macia e sempre perfumada, diferente dos seus irmãos tem um tom mais pálido, mas isso não ofusca em nada sua beleza natural. Seus sessenta quilos são bem distribuídos em 1.75m de altura, suas curvas são sinuosas e convidativas, seus músculos são torneados, mas sem exageros, conferindo um corpo belo e esbelto a prole de Poseidon. Sua pele é alva como o mais puro mármore e de maciez ímpar, sem marcas ou manchas. Tem por hábito usar roupas confortáveis, sem muito luxo ainda assim não perdendo a elegância e vaidade, não gosta de exaltar as curvas e formas de seu corpo, mas não vê problema em despertar a curiosidade de quem a observa.


HISTORIA

Confesso que estou surpresa por me pegar escrevendo essas linhas, não consigo me lembrar da última vez que tive necessidade de escrever sobre mim, meu dia ou algo assim... Na verdade faz algum tempo que comecei a achar tal ação desnecessária e um tanto infantil, já que nunca me foi permitido ser infantil. Boa parte da minha infância e adolescência fora arrancada de mim de forma abrupta e até então sem motivos aparente. Talvez fosse esse choque que minha mãe tentava dar em mim, mostrar-me que a realidade nem sempre é o que eu espero e que tenho que estar sempre pronta para mudanças apesar de odiá-las. Eu não sei bem dizer por qual motivo, mas não gosto de mudanças, sei apenas que as odeio e ter minha vida virada de cabeça para baixo com certeza me deixou irritada.


Mudar de casa, cidade e estado, com certeza vai render a mim dias e mais dias de mau humor exacerbado, mas pouco me importo se alguém vai achar ruim ou não, desde que cheguei não encontrei alguém que fosse digno de desenrolar um diálogo. Comparada a minha antiga casa, aqui é um lugar simples e não posso negar que isso não me agrada. Veja.... Para uma pessoa como eu, acostumada com o luxo e tudo do bom e do melhor, dormir em um simples chalé dividindo quarto com um monte de gente que nem sei quem é, me deixa irritada. Realmente é irritante ter alguém todo o tempo querendo ser cordial e perguntando se está tudo bem... Oras... Se eu precisasse de algo, logo eu pediria ou falaria certo? É o mais óbvio. Mas as pessoas insistem em tentar ser mais agradáveis do que precisam e eu vou tentando adaptar a essa nova situação.


Eu ainda me pergunto porque comecei a escrever essas coisas e a única conclusão que eu consigo chegar é que eu preciso refletir... Pensar sobre toda a minha vida até o momento no qual cheguei aqui. Tanta coisa mudou e me surpreendeu, perdi meus referenciais e aquilo que fazia forte. Pela primeira vez me vejo vulnerável e nunca imaginei que tal sensação fosse tão aterrorizante. Logo eu, que sempre fui tão forte e decidida, sempre soube para onde ir e por onde caminhar, não me lembro de ter sido diferente ou se fui minha mente fez questão de esquecer. Eu sempre me senti forte, dona de mim e de minhas vontades, por mais que minha mãe tentasse controlar todas elas. Desde sempre, Yana soube que não poderia fazê-lo.


Talvez em alguma parte longínqua da minha infância eu tenha sido uma criança como as outras ainda que eu não me lembre. Tudo que consigo me lembrar é do enorme salão principal da casa que morávamos em Washington. Minha mãe como embaixadora tinha uma casa luxuosa na cidade e eu tinha uma vida de princesa. Porém, consigo me lembrar com perfeição o quão solitário era não ter alguém para brincar. As longas colunas brancas de mármore maciço que sustentavam a abóbada de mesma cor eram minhas únicas companheiras no hall principal daquela casa. Se eu fechar meus olhos posso me lembrar do frio que sentia quando meus pés tocavam o granito gelado de cor escura, porém, brilhante.


Não sei lhe dizer se eu era feliz naquela época, contudo eu me lembro com clareza que eu não tinha muito com o que me preocupar. As cobranças não tinham tanto peso em meus ombros e tudo que eu desejava era brincar, mesmo que fosse sozinha. Talvez desde essa época eu tenha me acostumado com a solidão, algo que me acompanha sempre e que hoje não me afeta de uma forma negativa, apenas aprendi a conviver com ela e fazer dela minha companheira. Naquela época ainda era um pouco complicado ver as crianças dos criados brincando juntas e eu sempre tão isolada, sentia-me diferente, mas não de uma forma positiva. Eu me lembro que a angustia que eu sentia era insuportável e culminava muitas vezes em crises de choro no colo de minha mãe me perguntando o porquê.  


Minha mãe sempre foi uma criatura muito ocupada, milhares de coisas para fazer e raramente tinha tempo para cuidar de mim ou brincar comigo, atrevo-me a dizer que a ausência da minha mãe era a que eu mais sentia. Ela sempre fora bela, seus longos cachos dourados sempre estavam bem presos em algum penteado, sua pele era branca como a neve em uma manhã de inverno e seus olhos verdes como os mares mais belos. Suas mãos sempre tiveram um toque macio e eu me deleitava todas as noites quando ela passava em meus aposentos para depositar um cálido beijo em minha testa antes que eu dormisse. Com certeza é a lembrança mais terna que tenho da minha infância e a que sempre tento manter em mente para não esquecer que minha mãe mesmo de seu jeito torto sempre muito me amou. Hoje sabendo de toda a verdade não posso mais julgá-la por seu excesso de zelo e cuidado, toda mãe quer o melhor para seu filho.


Algumas pessoas na minha vida eram totalmente descartáveis, posso dizer que a grande maioria e com exceção de minha mãe e Richard, todo o resto eu não me importava e ainda não me importo. Acho que depois da minha mãe, ele foi à única pessoa por quem desenvolvi algum afeto ou sentimento. Desde que eu me entendo por gente lembro-me dele na minha casa, ele se tornou uma espécie de pai para mim. Ele brincava comigo quando podia, ainda que fossem raros momentos, já no que se tratava da minha educação ele sempre foi muito rigoroso.  


A medida que eu fui crescendo menos tempo eu tinha para me divertir e mais obrigações eram me dadas. Com o tempo tudo que eu podia fazer era estudar, aprender sobre literatura, música, artes. Claro que, como minha mãe era uma mulher pública e ligada ao mundo da política, também aprendi coisas sobre diplomacia, governos e o essência que uma jovem de berço nobre deveria aprender. Mas a verdade é que eu desejava viver uma vida mais simples e não me tornei o que eu me tornei. Não é fácil sentir-se diferente de tudo e de todos, principalmente quando você se torna indiferente aos que estão ao seu lado. Naquela época eu não conseguia compreender os motivos de me manter sempre isolada, mas hoje, não posso dizer que foi uma decisão errada.


Mas vejamos... Onde estávamos? Há sim! Eu tinha tudo para ser uma garota clichê, feliz, mas havia um grande vazio e para uma criança lidar com isso não é nada fácil, especialmente para mim. De alguma forma eu sentia que eu era diferente e desenvolvi isso de maneiras muito errada no começo. Primeiro veio meu ar de superioridade, ser contrariada não era algo que eu permitia. Depois veio aquela sensação que todos me odiavam ou tinham medo de mim. Apenas minha mãe e Richard se mantinham perto de mim. Voltamos a citar Richard. Ele tem um espaço muito maior na minha vida do que posso imaginar.


Lembro-me que a primeira vez que o vi, era uma manhã radiante e morna de primavera, eu tinha uns quatro anos ou cinco. Seu presente para mim, foi um lindo pônei. Ainda me lembro do animal, seu pelo castanho e brilhante. Havia uma grande afinidade entre eu e o pequeno equino. Foi graças a ele também que minha mãe me colocou nas aulas de equitação. Obviamente, dentro de nossa casa, me mantendo sempre presa dentro dos muros e grades da mansão. Hoje, tenho a clareza de compreender por qual motivo ela fazia isso, mas mesmo assim, não consigo perdoa-la, foram muitos anos de cárcere. As idas a escola, sempre assistidas por seguranças, eram minhas únicas oportunidades de ver o mundo sem os vidros de minhas janelas.


Mas os cavalos se tornaram um alento para minha alma, de alguma forma eu me sentia bem! Quando galopava, a sensação da brisa fresca contra meu rosto era revigorante e ao mesmo tempo reconfortante. Naqueles poucos instantes eu me sentia livre, liberta de minhas amarras, como se nada e nem ninguém fosse capaz de me domar. Tudo o que eu sempre quis na minha vida é ser verdadeiramente livre. Da vazão a essa coisa que bate no meu peito e que só me sinto livre quando estou no mar. A minha relação com o mar, explanarei um pouco mais adiante, ela somente ficou clara para mim a pouco tempo. Mas voltando ao assunto desse parágrafo, eu tinha mais facilidade para conviver no meio dos animais do que com outros seres humanos. Havia uma relação mística que, hoje sei, foi herdada de meu pai e talvez somente por essa razão, eles se tornaram meu primeiro elo com a sanidade.


Foi nesse ponto, nesse momento que toda a minha noção de realidade começou a ruir como um castelo de areia e eu comecei a compreender por que aquela situação me incomodava tanto. Não há como aprisionar o mar, os oceanos, é uma força avassaladora e indomável. Eu nada mais sou do que um oceano, com ondas destrutivas quando se tenta domina-lo. Soa um pouco louco, eu sei. Ainda parece uma grande loucura para mim. Eu sou filha de Poseidon, o Senhor dos Mares. Quando eu descobri e foi da pior forma possível, é obvio, meu mundo todo ruiu diante dos meus olhos. Deveria ser uma coisa maravilhosa ser filha de um Deus, mas a realidade, é que não é tão bom assim quanto se pensa. Deuses pouco se importam com seus filhos.


Primeiro foram os sonhos estranhos que me tiravam o sono. Eram pesadelos para dizer a verdade. Na maioria das vezes eu estava no fundo do mar me afogando, raras vezes sonhei com monstros ou alguma coisa do tipo. Para uma menina de onze anos, era pavoroso acordar no meio da noite com aquela sensação de falta de ar. O maior problema era que eu não tinha para quem pedir abrigo e refúgio, minha mãe jamais permitiria um comportamento assim vindo da minha parte. Me restou aprender a lidar com meus demônios todas as noites. Hoje consigo entender que nem sempre eram sonhos, mas sim monstros que já perseguiam pela minha origem divina. Um segredo que sempre existiu, era como minha mãe conseguia me manter segura dentro de nossa casa e propriedade. Ela nunca me revelou tal fato, nem no instante em que ela contou toda a verdade sobre mim.

Durante alguns meses tudo se estabilizou, meus pesadelos já não eram tão frequentes e eu me sentia mais tranquila, mais calma. Eu dizia que as fases da minha vida eram afetadas pelas fases da lua. Talvez de alguma maneira eu não estivesse totalmente errada. Aqueles foram os dias mais calmas que consigo me recordar. Minha mãe até parecia estar mais tranquila, dando-me algumas regalias como passear fora de nossa propriedade. Eu sentia tanta falta da liberdade, de dar vazão as minhas vontades e anseios. Claro que, tudo isso teve um preço. Eu tive que me dedicar três vezes as tarefas que a minha mãe achava pertinentes para uma garota da minha idade. Era uma outra forma que ela encontrava de me manter sob seu domínio. Mas eu estava disposta ver até onde poderíamos ir com aquilo.

A minha boa conduta me rendeu uma esperada e desejada viagem para praia, algo que eu sempre desejei em minha vida. Outro detalhe que fez muito sentindo depois que descobri sobre a minha paternidade. De uma forma inconsciente meu lado divino se tornava mais forte e desperto, o que era uma coisa boa e ao mesmo tempo ruim. Meus pesadelos retornaram, mas com medo de perder a tão esperada viagem eu preferi manter segredo. Nem mesmo para Richard. Voltamos a tocar no nome dele. Nessa fase da minha vida ele já havia se tornado meu confidente, minha pessoa de confiança. Em minha inocência, acreditava fielmente em suas palavras, mas ele sabia muito mais sobre mim, do que eu sobre ele. Mas ainda não é o momento de revelar sua origem.

Três semanas foi o tempo que esperei para ter pela primeira a sensação da areia entre meus dedos e conhecer o doce cheiro da maresia. Ainda me recordo com clareza da sensação de alívio que senti naquele lugar. Hamoa Beach era o lugar mais belo que meus olhos já haviam vislumbrado. Um lugar paradisíaco, de areia branca, vegetação praticamente intocada e um mar magnifico em tons de azul e verde. Ainda me lembro da euforia que senti ao chegar no confortável chalé que minha mãe havia providenciado para nossa estadia. Eu realmente me senti livre e em paz comigo mesma pela primeira vez, por outro lado, eu sentia que mais cedo ou mais tarde algo de muito errado poderia acontecer e eu estava certíssima.

Mas já que essas linhas são para analisar meus sentimentos, vamos ao ponto de quando eu senti o mar pela primeira vez. Foi como sentir uma parte de mim mesma, algo que sempre faltou e eu nunca soube o que era. Foi como renascer e ao mesmo tempo me transformar. Eu sabia que eu pertencia a ele de alguma forma. Se era alguma conexão com meu pai? Ainda não sei responder com certeza, mas foi um momento tão ímpar de minha vida que jamais serei capaz de esquecer. Sentir a areia entre meus dedos e as pequenas pedras e conchas que estavam no fundo não me incomodou, era como uma suave massagem que recebia em meus pés habituados apenas com a dureza e aspereza da terra firme.  O cheiro da maresia parecia impregnar na minha pele a cada instante que permanecia nas águas. Eu sabia exatamente qual era o meu limite, por onde andar, eu me sentia o mar? Sim! Eu me sentia o próprio oceano, algo ainda surreal para mim, mesmo com os milhares de explicações que eu recebi. O mais interessante que sempre me sinto da mesma forma, quando estou próxima ao mar.


Durante dias foi a viagem dos meus sonhos e da minha vida. Mas uma garota de treze anos, fútil e alheia à realidade, jamais pensaria que o perigo estava próximo. Mas na verdade, já me rondava.  Tão perto, que eu podia ver sua forma na escuridão. Nesse ponto a história fica interessante, pelo menos para algum possível leitor. Tenho que admitir que foi apavorante para mim e ainda me arrepio só de pensar naquele maldito dia. Mas não posso deixar de admitir, que literalmente foi um divisor de águas para mim, se não fosse tudo o que ocorreu, talvez eu jamais soubesse a verdade sobre mim, ou poderia ter acontecido algo muito pior, comigo e com a minha mãe também. Ainda consigo me lembrar da sensação de pavor que sentir, o grito preso na garganta, horrível!

Ainda não sei por qual razão, eu tive a infeliz ideia de explorar uma pequena porção de mata que havia próximo de nosso chalé. A parte mais brilhante da ideia, é que eu decidir ir sozinha. Eu era idiota o suficiente para acreditar que poderia me livrar de qualquer confusão sem ajuda. Hoje, eu até posso tentar me virar, mas naquela época, eu não sabia nem segurar um pedaço de madeira. Pensando melhor hoje, eu jamais deveria ter tomado essa decisão. O lugar era realmente belo, com enormes palmeiras por todos os lados, o chão era uma mistura de areia e rochas fragmentadas. A porção de floresta subia por um rochedo íngreme, uma gostosa brisa sempre parecia soprar, as palmeiras proporcionavam uma frondosa sombra. A única razão para eu estar ali, era a curiosidade e a imaturidade de desafiar todas as proibições e fazer algo que eu queria.

Eu ainda tive uma chance de fugir, mas a curiosidade falou mais alto quando ouvi o farfalhar das folhas não muito distante. Gritei algumas vezes, mas sem reposta. Uma pessoa sensata faria o que? Se distanciaria. Eu o que fiz? Fui ver o que tinha no lugar. Eu realmente merecia tomar alguns tapas da minha mãe em alguns momentos. Cheguei em uma pequena clareira que estava aparentemente vazia, mas não estava. O ataque veio por trás e por sorte, mas muita sorte, não arrancou meu braço. Quando me virei me deparei com aquela coisa, uma formiga gigante, cor de sangue e muito estranha. Eu sabia que aquilo não era normal, não existiam formigas daquele tamanho. Eu tentei dar alguns passos para trás, mas acabei caindo no chão e começando a gritar como uma louca. Mas alguém me ouviria tão distante? É claro que não!

Consegui com dificuldade me afastar à medida que a criatura investia, a minha sorte que eu tamanho a tornava mais lenta, comparando-se comigo. Foi então que tive a brilhante ideia... Vou correr! Me levantei desajeitada e sai correndo e não era nada fácil, minhas pernas tremiam de medo. Meu coração estava muito acelerado pela sensação de medo e pavor do que pelo esforço físico. Avistei uma enorme rocha e corria até ela me escondendo. Uma escolha infeliz, obviamente. O monstro não só me encontrou, como jogou uma espécie de gosma que atingiu meus olhos e eu gritei com muita dor, eu já não podia enxergar com clareza. No meio da confusão, senti quando a pinça da formiga rasgou meu braço e eu gritei de novamente.

Instinto de sobrevivência é algo muito interessante e o meu estava funcionando cem por cento naquela situação. Mesmo sem enxergar direito e com muita dor, comecei a correr de novo, meus pés já estavam machucados, as pequenas pedras rasgavam a minha pele. Corri como se não fosse mais parar, com toda a força que meu corpo tinha naquele momento. Às vezes eu pensava que aquele bicho poderia surgir de qualquer lugar e me matar e eu sabia que era isso que ele queria fazer. Corri mais do que minhas pernas conseguiam, mais do que meu pulmão podia suportar, tudo que eu queria era sair dali, mas não havia me atentado para onde estava correndo… Cheguei em um precipício e quase cai no embalo da minha corrida. Quando olhei para baixo era uma queda enorme, havia apenas o mar lá embaixo.

Eu não era burra, sabia que uma queda daquela altura me mataria, mas também tinha uma formiga gigante me caçando e ela me mataria. Eu morreria de qualquer forma, era o que eu pensava. A verdade era que, não havia muito o que pensar, ou eu pulava e talvez com algum milagre eu sobrevivesse ou eu seria despedaça pelas garras daquele inseto. Fechei meus olhos e mentalmente me despedi de todos aqueles que eu gostava. Minha mãe e Richard. Fechei meus punhos, respirei fundo e dei alguns passos para trás. Corri para pegar um pouco mais de impulso e me atirei no precipício. Nem mesmo hoje consigo calcular a altura que tinha aquela queda, mas um humano, com certeza teria morrido.

Pareceu uma eternidade o tempo que eu caí, mas quando meu corpo se chocou com a água... Pela graça de meu Pai! Que dor horrorosa! Achei que todos os ossos de meu corpo tivessem se quebrado naquele momento. Me lembrei dos meus pesadelos, da sensação de me afogar, eu olhei para cima e vi que havia caído muito fundo. Era estranho ver a luz do sol do fundo do oceano. Mas o pânico veio, eu sabia que não conseguiria nadar até a superfície. Aos poucos soltei o ar que ainda estavam em meus pulmões e aceitei que aquele seria o meu fim.

Foi então que eu percebi que por alguma razão eu conseguia respirar embaixo no fundo do mar. Eu fiquei em choque, atônita sem compreender como aquilo era possível. A dor dos meus ossos pouco a pouco passava, eu sabia que havia me machucado na queda, mas era como se eu estivesse sendo curada. Era loucura, eu só conseguia pensar que eu estava alucinando, ou já tinha morrido e nem havia me dado conta. Minha cabeça virou um emaranhado de confusões que eu não conseguia solucionar nenhuma. Fechei os olhos algumas vezes e abri, até perceber que eu me sentia muito melhor embaixo da água do que na superfície. Eu sei que é ridículo, mas me belisquei várias vezes até ter certeza de que não estava dormindo, alucinando e nem morta.

Por instinto comecei a nadar de uma forma diferente, mas na hora nem importei com isso, só queria voltar para casa e me sentir segura novamente. A distância parecia bem menor do que eu imaginava, mas na verdade eu não havia notado que estava nadando mais rápido do que o comum. Usei tudo que tinha, toda a minha vontade de sair dali para nadar até a superfície e tentar encontrar um lugar seguro. Mas naquele instante, eu me perguntava se havia um lugar seguro. Quando finalmente cheguei a areia a sensação de alívio foi imensa, tão grande que me fez cair aos prantos, ainda tentando entender tudo o que havia acontecido. Foram meses até que eu finalmente processasse toda a informação.

Eu mal havia dado os primeiros passos na areia quando senti uma mão me segurar pelo braço. Devido ao meu estado, comecei a gritar pedindo por socorro até notar que era Richard. Acho que esse é o ponto que devo falar sobre ele. Na minha cabeça, ele sempre foi o namorado da minha mãe, aquele cara que tentava ganhar minha confiança para um futuro casamento com ela. E ele conseguiu! Richard é ainda, aquele homem que tenho como referência de pai. Mas ele tinha muitos segredos naquela época e o principal dele, era que ele era meu guardião. Eu não sei como “eles” sabiam da minha existência. A questão é que desde que nasci sempre fui protegida e por Richard. Tudo que ele sempre fez foi para me proteger e mostrar-me que meu mundo era muito maior de certa forma, do que aquele que a minha mãe poderia me proporcionar.

Ele era um semideus, assim como eu, mas que tinha como missão me proteger e ajudar, até que eu fosse para o acampamento. Através dele, minha mãe descobriu que meu pai era um Deus e também todos os perigos que eu poderia correr. Eu sempre achei muito estranho ele ser tão próximo e me compreender, como se já tivesse vivido tudo aquilo que eu passava. Por essa razão ele se tornou meu amigo e confidente. Era isso o que eu acreditava em minha ingenuidade. Contudo, o sentimento dele por mim sempre foi autêntico, ele sempre deixou isso muito claro, principalmente depois da minha descoberta. No meio de toda aquela confusão, eu não saberia lidar com perda do apoio dele e mal sabia eu que meus problemas estavam apenas começando.

Mas voltando a minha historinha, ver Richard foi um alívio e me agarrei a ele, chorando como uma louca. Ele com toda paciência do mundo me abraçou e esperou que eu terminasse de chorar para então começar a falar. De imediato percebi o semblante preocupado dele, lembro-me muito bem disso. Falei e falei por alguns minutos, quando eu esperava uma retaliação ou qualquer outra coisa, ele simplesmente disse um sonoro “ Eu te entendo”. Eu fiquei em choque. Será que ele estava tirando uma com a minha cara? Mas não, ele não estava e foi ele que me fez perceber, que eu estava tão seca, quanto a hora que deixei o chalé. Eu não estava conseguindo entender a informação, mas ele estava decidido a acabar com a farsa da minha vida.


Obviamente, naquele mesmo dia voltamos para casa. Eu estava em choque, não disse uma só palavra durante todo a viagem, preferi tentar compreender o que havia acontecido. Não havia explicação e lamento ter perdido tanto tempo buscando uma resposta para tudo aquilo. Quando se é um semideus, tudo muda, a nossa realidade muda e nada mais faz sentido nela. Assim que chegamos em casa exigi que Richard me explicasse o que havia acontecido, nunca havia visto minha mãe daquela forma, atônita e sem saber o que dizer. Mas ele não me poupou de nada, nenhum detalhe, contou-me sobre meu pai, que ele era o Deus dos mares e que eu era uma semideusa. Razão pela qual havia sido atacada. Mas o pior foi ouvi-lo dizer que aquilo era só o começo... E ele estava totalmente certo.

Exige que minha mãe também me explicasse mais sobre meu pai, eu tinha esperanças de que ela me disse que tudo aquilo era uma grande loucura. O que ouvi de seus lábios foi o oposto, parecia ser muito mais duro vindo da boca dela. Meu pai, não era diferente dos outros Deuses, gostava de seduzir as mortais e minha mãe foi apenas mais uma. Eles se conheceram em uma noite chuvosa, minha mãe havia acabado de ser abandonada no altar. Frágil e ressentida, foi uma presa fácil para Poseidon. Depois disso eles se viram mais algumas vezes e antes do meu nascimento ele havia desaparecido completamente. Quando eu fiz três anos, Richard chegou até a nossa casa e acabou contado toda a verdade para minha mãe. Que ficou paranoica como já sabemos.

Depois daquilo eu nunca mais fui a mesma, deixei de ir à escola e preferi ter aulas em casa. Comecei a viver em um grande conflito interno, onde parte de mim precisava sair e dar vazão a todos aqueles sentimentos e a outra parte temia sair, com pavor de sofrer outro ataque como aquele. Eu estava enlouquecendo e me tornei ainda mais orgulhosa, mesquinha e fútil do que já era. Eu sei reconhecer cada um dos meus defeitos e talvez, aqui no acampamento eu tenha a oportunidade de melhorar isso. Ou não. Voltando a história, os anos que se sucederam foram tumultuados. Eu era um oceano em noite de tempestade, minha mãe tentava me contar de todas as formas, mas era inútil e ela sabia que perderia o controle sobre a mim a qualquer momento. E ela estava absolutamente certa.

Mesmo que o medo muitas vezes me dominasse, eu achava um jeito de escapar, sair dali e daquela loucura e tentar viver uma vida normal. Aos poucos eu fui deixando aquilo de lado e cometi o segundo erro imbecil da minha vida. Pensei que os monstros não fossem me atormentar. E por um tempo eu gozei de certa paz, comecei aos poucos a viver uma visa “normal”, mas para que isso fosse possível, Richard sempre estava junto de mim. Somente quando eu fugia, podia ter um tempo só para mim, o que deixava ele e minha mãe loucos. Eu era uma adolescente, queria viver aquilo que minhas poucas amigas viviam, ficar enclausurada não fazia parte dos meus planos de forma alguma. Eu não pensava muito nas consequências dos meus atos e com a facilidade que eu tinha em argumentar, ficava fácil dobrar qualquer um.

Tudo só começou a mudar quando soube de um acidente aéreo com um jovem piloto. Aí você me pergunta, porque isso mudou minhas atitudes? Pelo fato que, indiretamente eu causei o acidente. O avião havia sido fretado pela minha mãe para trazer uma encomenda minha, algo que poderia esperar era verdade, mas eu não estava disposta, afinal, eu pensava que o mundo deveria vir até mim, já que eu não podia ir até ele. Durante dias eu fiquei pensando sobre o que havia acontecido e tentava ao máximo acompanhar o estado de saúde dele. Com a influência e os contatos de minha mãe, ficou fácil descobrir quem era o rapaz, o que justificava seu rosto estampado em todas as manchetes de jornais do país. Eu não havia derrubado aquele avião, era um acidente, mas mesmo assim, algo em mim não tinha paz.

Depois de alguns dias tomando coragem, decidi dar uma de minhas escapadinhas. Eu já comentei sobre a tendência de fazer coisas idiotas que eu tenho? Eu realmente me pergunto de onde veio isso, já que sou tão inteligente e astuta. É como algo me impelisse a fazer merda. Depois de uma façanha majestosa, consegui fugir de casa e peguei um táxi até ao hospital que o rapaz estava internado. Seu nome era Theon e era filho da dona da companhia, logo, ela deveria estar me odiando por aquilo. Para minha sorte ela não estava lá e pude deixar minhas flores e um cartão com um pedido de desculpas ao lado da cama dele. Obviamente não me identifiquei para as enfermeiras, não queria confusão, mas não era bem algo que eu podia evitar.

No caminho para casa advinha só o que aconteceu? Outro ataque de monstro. Como Richard dizia, eles adoravam carne de semideus. Essa foi uma lição que eu aprendi a duras penas. Eu estava passando por uma rua mais deserta, um atalho que eu pegava para chegar a rua de trás da minha casa. Eu tinha uma passagem secreta que facilitava minhas fugas, era uma passagem que me permitia pular o muro dos fundos, onde havia pouca segurança. Já era fim da tarde, a noite começava a cair, não havia muitas pessoas por ali, normalmente os fundos das casas eram para aquele lugar. Haviam árvores dos dois lados da rua, mas naquele horário as sombras ficavam ainda mais intensa. Algo me incomodou, ainda me lembro do calafrio que percorreu minha espinha, minha intuição me falava para correr e assim eu fiz.

Mas já não havia mais tempo para correr, apenas senti o forte tapa que me jogou metros para trás. Senti o gosto ferroso do sangue em minha boca e levei as costas da mão direita limpado o filete que estava escorrendo. Eu nunca imaginei que pudesse ter um bicho tão estranho como aquele! Corpo de serpente, cabeça de mulher, eu nem sabia que diabos era aquilo, apenas sabia que podia me matar e para o meu azar, dessa vez eu não tinha o mar ali perto para me esconder. A criatura ficou entre eu e a minha única rota de fuga, pensei em encontrar um lugar para me esconder, mas onde ali? Eu estava em uma grade enrascada. O monstro veio na minha direção e eu tentei correr mais uma vez, mas dessa vez gritei o mais alto que eu pude. Dei apenas alguns passos já que ela em derrubou com sua calda gigante.

Eu sabia que a nossa “não era atacada” por causa de Richard, na verdade ele a protegia dos monstros, muitas vezes se arriscando para isso. Ele havia crescido no acampamento, diferente de mim, que era uma semideusa incapaz de se defender. Por causa da minha estupidez, quase coloquei tudo a perder. Eu preciso me xingar menos, mas eu realmente fico irritada ao perceber quantas atitudes idiotas eu tive no decorrer da minha vida. Eu deveria ter morrido muito antes se não fosse meu anjo da guarda. Acho que nunca agradeci o suficiente tudo que ele havia feito por mim.

Retomando o ataque, aquela coisa que, até hoje não sei direito o que é, segurou meu rosto, cravando suas garras nele, como doeu aquilo, mas eu não ia dar o gostinho dela me ver chorando como uma garotinha indefesa, ainda que eu fosse indefesa. O sorriso dela mostrou seus dentes pontiagudos e pouco a pouco ela aproximava aquela boca fedorenta de mim. Eu fechei meus olhos e virei meu rosto. Não havia nada que eu pudesse fazer naquela hora, por mais que eu continuasse me debatendo e tentando me soltar a todo custo.

Como um milagre eu senti quando a criatura me soltou, mas aquela coisa viscosa que deveria ser seu sangue me sujou toda. Cai no chão toda desajeitada, e ela urrava de dor, se contorcendo de um lado para o outro. Ela se virou furiosa e então eu pude ver Richard, empunhando uma espada. Uma espada? De onde ele tirou uma espada? E para que uma espada sendo que ele poderia ter um revolver ou qualquer coisa? Eu não sabia ainda das fabulosas armas que existem pelo mundo. Meu protetor então começou uma árdua batalha com aquela coisa. Eu queria ter prestado mais atenção para poder narrar, mas eu estava apavorada e temendo que algo acontecesse com ele. Mesmo assim, notei que ele usava aquela arma com maestria e mesmo sendo atingindo algumas vezes, conseguiu derrotar a maldita mulher serpente.

Quando tudo acabou corri até ele desesperada e o abracei, notei um corte profundo em seu braço direito e também na perna, mas mesmo assim tudo que ele fez, foi me acalmar. Voltamos juntos para casa, mas aquilo me mostrou que eu não poderia viver em paz ali, aquele não era o meu lugar. Foi então que comecei a cogitar a possibilidade de vim para o Acampamento, mas ainda precisava amadurecer mais essa ideia dentro de mim. Eu precisava abrir mão de tudo que eu tinha como humana, para viver como a filha de um Deus. Eu não sabia o que esperar de um futuro assim e isso me apavorava.

Foram mais três longos anos de clausuras e muita briga, os ataques a nossa casa se tornavam recorrentes e muitas vezes eu via que Richard desaparecia e voltava todo machucado. Ele chegou a me explicar que criaturas cada vez mais fortes tentavam me atacar, era algo natural, já que eu deveria ter ido para o acampamento muito antes. Aquilo me fazia sentir cada vez mais culpada, não conseguia pensar que as pessoas estavam correndo risco por minha causa. Principalmente minha mãe e Richard que eu gostava tanto. Não podia mais lidar com aquilo! Eu já tinha chegado no meu limite e depois de uma acalorada conversa, eu decidi que eu precisava me afastar, eu precisava vim para o Acampamento Meio Sangue. Aqui eu não seria uma ameaça a ninguém e poderia tentar aprender a lidar com o que eu realmente sou.

Quando cheguei nada foi fácil, ainda tivemos contratempos na viagem, mas chegamos a salvos, Richard e eu. Fiquei vários dias dividindo um chalé minúsculo, o onze, já que meu pai ainda não havia se manifestado. Levou dias até que ele o fizesse, mas quando o fez, ninguém mais duvidou que eu seria uma das crianças do Senhor dos Mares. Mas o mais estranho é que mesmo assim, ainda não me sinto feliz, ainda falta algo, uma parte de mim que não sei se serei capaz de encontrar ou se alguém encontrará em mim. Mas essa não foi a última das minhas histórias. Talvez eu escreva mais um capítulo sobre a minha saga como semideusa.


PRESENTES DE RECLAMAÇÃO

ATANTIS: Um tridente mediano feito de titânio e incrustado com esmeraldas. Cada uma de suas pontas remete a uma arma. A ponta da esquerda remete a uma lança de mesmo material, violenta como as marés. A ponta do meio remete a uma espada, fria como o oceano. E a ponta da direita corresponde a um punhal, rápido como uma onda. O semideus poderá oscilar em qualquer uma dessas armas e terá as três na palma de sua mão. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]

T-SEA: Armadura perolada completa, tão leve como se a prole de Poseidon não estivesse utilizando nada. Sua cor é discreta e oscila entre o branco e o cinza, sendo meio bege meio azulada, tal como uma pérola. É extremamente resistente como a própria couraça do Kraken e pode absorver altos impactos de armas e diminuir em até 40% os danos de ataques mágicos. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]


Agradecimientos a Frappuccino
Visenya Von Staingüer Filhos de Poseidon
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Ficha do Semideus
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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Qui Out 18, 2018 9:41 am

Heroes of Olympus

Ortografia –  4/5

Gostei da forma leve e fluída que escreveu, a ideia de um diário foi muito criativa e você explorou muito bem a primeira pessoa. Encontrei um erro de digitação aqui, outro ali; uma frase sem concordância acolá... Mas no geral, quero dar os parabéns, ficou muito bom.

Criatividade – 5/5

Embora uma semideusa presa, você mostrou muito bem a ligação com Poseidon, não se prendendo ao clichê, explorando que ele não é só o deus dos mares, mas também, dos cavalos. Gostei da parte que você cai no mar e começa a achar estranho as coisas que estão acontecendo.

Coerência – 5/5

Concordo com a ideia de que viver presa a protegida por um semideus pudesse preveni-la de ataques, achei que os dois que tiveram foram bem narrados, mas preferi o primeiro, apesar de rápido, teve uma melhor descrição. Creio que ao fim do texto você já deveria estar um tanto cansada, afinal, é bem extenso.

Ações realizadas: - 4/5

Vi que, para o estereótipo da sua personagem, ela agiu bem, você seguiu o padrão de personalidade descrito por ela e por isso achei que foi bem coerente com o restante da história.


Parcialmente aprovada! Aguarde a avaliação de sua missão teste para ter aprovação total.

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Hipnos Deuses Menores
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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Seg Nov 05, 2018 2:44 am



Veronika Lagertha Snyder
We are born to die... (Imagem abaixo: Ronie e Tibie)




DADOS BÁSICOS

17 anos
Daniella Snyder
Filha de Hades
Americana


Por que quer este deus?

Hades é o senhor dos mortos e Lord do Submundo, responsável pelo equilíbrio entre vida e morte. Muitas vezes é incompreendido ou tratado como um vilão, quando na verdade ele apenas cumpre os comandos de Zeus e mantém o mundo inteiro funcional, com seu poder e serviço. Com uma natureza introspectiva devido ao temor e o desprezo dos mortais, Hades se apaixona ocasionalmente por uma mortal, mas bem menos que seus irmãos. Seus filhos tendem a ser espíritos rebeldes ou de grande profundidade emocional. O que combina perfeitamente com Veronika.

Personalidade
Veronika era uma garota comum, popular na escola, sorridente e com um senso de moda bastante próprio e peculiar. No entanto, quando sua mãe faleceu o seu mudo sofreu uma guinada de 360 graus, provocando traumas e memórias difíceis que ela nunca superou totalmente. Atormentada por seus demônios internos e externos, tornou-se melancólica e reservada. Mas sua natureza, apesar do exterior hostil, é de alguém com grande coração e empatia.
Físico
Veronika é pálida, principalmente porque prefere a escuridão à locais mais iluminados. É ruiva, e seus cabelos cão bastante cheios, embora tenham deixado de ser cacheados conforme permaneceu em fuga. Quase como se eles também tivessem perdido a vida, junto de sua mãe. É alta, magra, e pouco atlética, embora não seja alguém totalmente sedentária. Tem olhos azuis cinzentos e um olhar triste, como alguém que ficou dormente depois de muitas dores.


HISTORIA



     A Funerária Snyder lidava com a morte diariamente, mas não era a tristeza ou o pessimismo que regia a vida daquela mãe que morava sozinha com seus dois filhos, em Lima. Como todo subúrbio de Ohio, a cidade era recheada de sonhos e mentes pequenos, com muitos boatos. Poucos superariam aquele que contava a história da pobre agente funerária que tivera um caso com um motoqueiro viajante. O homem, apesar de belo, não inspirava confiança com sua jaqueta de couro e seus olhos misteriosamente cinzas. Quando ele partiu da cidade, deixando para trás Daniella grávida, ela foi expulsa da casa de seus pais e teve de recomeçar a vida em um trailer ao lado da estrada. Mas logo sua vida iria mudar, quando conheceu Otto Gutierrez, um homem viúvo e jovem, que chegara à Lima para fugir do passado. Ao que parecia a família de sua antiga e falecida esposa passou a hostilizá-lo, depois que sua antiga mulher fora declarada uma suicida em um caso bastante controverso de Chicago. Também uma renegada, Daniella o acolheu e logo os dois se mudaram para uma casa maior, e o Sr. Gutierrez abriu a Funerária Snyder, em homenagem ao nome de sua esposa. Junto da funerária havia uma floricultura, da qual Daniella cuidava com bastante dedicação. A Senhora Smalls, uma idosa que trabalhava para a família, costumava aproveitar as tardes menos movimentadas para contar histórias à Veronika e Max, os filhos de sua patroa. Veronika tinha oito anos e Max apenas quatro quando a mulher faleceu. Depois, nos meses que se seguiram, o pequeno Max teria pesadelos constantes ao ouvir sua irmã conversando com a idosa, ou mesmo ouvindo histórias que ele próprio não conseguia.

         Acreditando que Ronie só estava tentando chamar atenção, mas tentando apaziguar ao seu marido, um homem muito religioso por suas origens venezuelanas, Daniella enviou Veronika para um internato de jovens promissores, como uma forma de agradar a todos e garantir uma boa formação para sua linda filha de olhos tristes. A verdade era que ela sempre via seu antigo amor nela, e sabia quem de fato ela seria quando chegasse a idade. Via também a forma como ela parecia incomodar as pessoas, como uma criança assustadoramente fofa. No Colégio Privado de Rose High, lar dos Zangões de Lima, Ronie cresceu se destacando entre os alunos com maior predisposição aos problemas. Era naturalmente rebelde e pouco dedicada. Parecia sempre ter a atenção dividida entre o que fazia em sua cabeça e o que precisava de fato fazer. Sozinha na maior parte do tempo, destacava-se em diversas atividades físicas, especialmente a esgrima, o atletismo, o arco e flecha e o hipismo. Muitos diziam que esta era a única razão para que ainda não tivessem sido expulsa, aos catorze anos. Foi quando duas tragédias simultâneas ocorreram. Devia ser temporada de colheita nos campos de milho ou algo parecido, porque o maior corvo já visto por toda Lima invadiu a Rose High. Algo particularmente revoltante sobre a cara pálida de Veronika não pareceu agradá-lo em nada, e a criatura a perseguiu constantemente. Os alunos e professores da escola não entendia o que havia de tão grave sobre a questão, mas Ronie podia ver o bico e as garras de bronze da criatura. Podia sentir seu hálito azedo e a sua sede de sangue. Usando um arco de treino, atirou por trás de uma das arquibancadas do time de futebol. Seu uniforme de educação física estava amassado e seus dedos esfolados com a força que fizera para mirar. Mira que ela nem sabia possuir até então.

          Acusada de crueldade contra animais, foi jubilada do Colégio Interno. Seu padrasto foi buscá-la, e não escondeu sua felicidade por “não precisar gastar mais um centavo com alguém que não merece”. Ela visitou sua mãe, que para sua surpresa estava muitíssimo doente, vítima de uma leucemia em estágio três, apenas para receber a notícia de que ficaria com seus avós maternos. Otto não podia criá-la e cuidar de sua mãe. De fato, não parecia que ele gostaria disso de forma alguma, também. Tanto ele quanto Max pareciam ter certo asco de Ronie, algo que ela nunca pareceu entender bem. Sob a tutela de Ingrid e Howard Snyder, passou a frequentar a escola de delinquentes da cidade, onde sentiu-se muito mais acolhida que em qualquer outro lugar do mundo. A Cicero High, lar dos Bulldogs era muito mais parecida com ela. Aos quinze anos, já havia perdido a virgindade com Cameron Houseworth, do terceiro ano. Suas amigas, Tibie e Susan já haviam lhe introduzido aos benefícios calmantes da maconha, e seu melhor amigo Ashton já a fizera ser pega roubando em uma loja de conveniências. Deserdada pelos avós após o pagamento da fiança, a jovem teria ficado completamente na rua, não fosse a generosidade dos Winston. Tibie era uma menina estudiosa e filha de uma família católica liberal. Veronika chamava o Sr. e a Sra. Winston de tio e tia, quando a deixaram morar com eles. Durante muito tempo, a influência positiva da família a manteve nos trilhos. Até o triste acontecimento no Halloween de 2017. Por algum motivo, que ninguém jamais conseguiu explicar e que o criminoso recusa-se a revelar, Otto Gutierrez pegou o seu carro esportivo com teto solar e dirigiu até o bairro da Rua Elm naquela noite das bruxas. Max, seu filho, já dormia desde às oito horas na casa dos avós. Em uma festa da Associação de Pais e Professores para arrecadar fundos para o baile de boas-vindas da escola, o Sr. e a Sra. Winston não estavam preparados para os horrores que se desdobraram em sua casa.

           Armado de uma grande faca de cozinha, Otto Gutierrez assassinou à facadas a jovem Tibie Winston. Alvo de nada menos que trinta e cinco golpes, Tibie ficou além de qualquer reconhecimento. Encontrada por seus pai completamente dilacerada sobre a bancada da cozinha, foi um dos casos de maior repercussão dos Estados Unidos. Tibie estava dormindo na cama de Veronika na hora de sua morte, já que sua amiga fora passar a noite de Halloween na casa de seu namorado, Cameron. Ainda fantasiada de Afrodite, Ronie chegaria em casa na manhã seguinte para encontrar o horror de seus pesadelos. Completamente desorientado e sob efeito de alucinógenos - embora nada tenha sido oficialmente encontrado em seu sangue - o Sr. Gutierrez jurava matá-la mesmo na cadeia. Não era preciso dizer que os pais de Tibie nunca mais quiseram vê-la, e Veronika caiu sob responsabilidade do Serviço de Proteção à Testemunha. Ela não sabia porque seu padrasto surtara de maneira tão violenta. Mas desde o enorme corvo que vira, estava decidida de algo anormal envolvia a sua vida. Sem poder dizer adeus, ela foi levada pelos policiais para o estado de Nova York, onde deveria assumir uma nova identidade com uma família provisória. Até que Gutierrez fosse julgado e, esperava-se, condenado à morte.

                O carro dos policiais civis nunca chegaram ao prédio onde ela deveria ficar. Chocando-se contra algo bem grande nos arredores de Manhattan, o veículo capotou violentamente, matando os agentes em serviço. Ronie arrastou-se para fora, apenas para encontrar a silhueta de uma bizarra e gigantesca criatura de feições distorcidas. O gigante hiperbóreo - na época Veronika não sabia que se tratava de um - rapidamente tentou atingi-la com algum tipo de enorme tacape de madeira. Rolando sobre os estilhaços das janelas do carro, ela gritou quando sentiu os caquinhos de vidro furando seus antebraços e rasgando sua jaqueta preta. O vestido roxo já estava manchado de sangue por causa do acidente. Tropeçou quando tentou se erguer rápido demais, mas mesmo assim teve equilíbrio e presença de espírito para continuar correndo para dentro de uma mata pouco densa, no acostamento. Ouvia os galhos se partindo e a vegetação fendendo e estalando conforme a criatura a perseguia sem o menor cansaço. Chorando e literalmente gritando por ajuda, ela surpreendeu-se quando o monstro gritou e despencou, com um estrondo que estremeceu a terra ao seu redor, derrubando-a de joelhos. Olhando para trás viu o enorme vulto lutando contra a mesma vida vegetal que ele parecia destruir momentos antes. Debatendo-se em meio ao mato, ele urrava e tremia, babando. Então Ronie notou que uma linda música enchia o ar. Doce e melancólica como ela mesma. Embalada pela emocionante canção, pegou do chão um galho de madeira que se quebrara de uma árvore pouco robusta. Seus dedos ralados a envolveram, e com uma investida quase infantil, correu para empalar o monstro em um dos olhos com o que parecia um graveto se comparado a ele. Sua força a surpreendeu. Não só conseguiu empalar o gigante, como enfiou o galho até sentir suas mãos entrando no globo ocular do monstro. Ele parou de se mexer, e ela largou sua arma improvisada. Momentos depois a criatura desapareceu em névoa dourada, deixando para trás apenas uma esfera semelhante a um olho, que ela tomou em suas mãos. Não sabia o que era, mas estava curiosa.

- Veronika Snyder? - Ela fez que sim, quando dois rapazes surgiram. Um tinha cabelos ruivos e sardas, como ela. Ou outro, tinha pés de bode, e chifres. Um sátiro! Como na mitologia, ela pensou. Sem saber que sua afirmação era literal. - Você vem conosco. Fomos enviados pelo Oráculo para escoltá-la ao Acampamento.

- Quem são vocês? - Indagou, confusa. O menino ruivo sorriu.

- Sou Gilbert, filho de Deméter. Não sei quem é sua mãe ou pai, mas somos parentes. Este é o Rupert, um sátiro. - Ele notou o olhar chocado de Ronie. - Juro que vai fazer mais sentido se você vier com a gente.

- Sinto muito, mas não. Vou esperar a polícia chegar. - Recusou, com medo.

- Olha, Veronika. Alguma coisa vai chegar, e não vai ser a polícia. Perto demais do Acampamento, com uma semideusa que parece ser poderosa demais. Você não vai sobreviver se ficar aqui. - Sem saber se estava sendo ameaçada ou avisada, Veronika rapidamente tomou a mão de Rupert e começou a segui-los.

       Isto tudo ocorreu há pouco menos de um ano atrás, mas Ronie nunca recuperou-se totalmente. E, em todos os lugares e de diferentes formas, permanecia presa à manhã em que chegara para descobrir que sua melhor amiga fora assassinada, e se fora para sempre.

.


Teste Narrativo

-

Narração: Jack O Estripador.


       Cameron, Susan e Ashton estavam juntos no pequeno café de Lima, o Owl’s Tea. Naquela noite, fazia exatamente um ano desde a morte de Tibie e a partida de Veronika. Embora tivessem perdoado o desaparecimento de Roni e atribuído-o corretamente ao Serviço de Proteção à Testemunha, muito permanecia não dito. Ainda não tinha recuperado totalmente a confiança um no outro. Especialmente quando Susan e Ashton ainda não perdoavam totalmente o fato de que Cameron havia começado um novo relacionamento com Lindsay, uma menina da escola e que nunca fora particularmente legal, nem particularmente desagradável. Ela parecia boa pessoa, mas a inconclusão das coisas, a forma como Ronie fora forçada a se esconder, ainda tornava injustificada aquela união. Especialmente para Susan, namorada de Tibie e quem sofrera mais do que todos com o seu terrível assassinato. Ela ajeitou sua peruca branca, já que se vestira de Tempestade, e finalmente pareceu prestar atenção ao que Cameron dizia.

- Qual é, galera! Eu vim aqui em um sinal de paz, pra gente ficar legal. Nem a Tibie nem a Ronie iam querer que a gente brigasse. - Cameron parecia sincero, sacudindo os cabelos loiros para longe do rosto bronzeado. Sua fantasia de surfista deixava o peito nu oportunamente. - A Lindsay está vindo porque compreende o que aconteceu, e se solidariza com a situação que vivemos. Ela não é do mal, juro.

- Ninguém aqui está dizendo que seja. Deus, já faz um ano. Eu também quis ficar com outras pessoas, e entendo. - Susan suspirou. - Mas a Ronie não está morta, Cameron. E se ela voltar quando o padrasto dela for executado? Hoje falaram que o júri só quer decidir a dose da injeção letal. Ele não tem chance de escapar.

- Os nossos sentimentos podem mudar, Susan. Não é que eu não tenha amado a Ronie. Mas ela parecia sempre cheia de segredos, sempre triste. Como se eu nunca pudesse ser o bastante para suprir a perda da mãe e da família dela. - Os olhos de Cameron marejaram, e seus amigos se entreolharam.

 - Lindsay, olá! - Cortou Ashton, vestido como a drag queen Kim Chi para o Halloween. O fato de ser asiático ajudava e muito na transformação. - Olha, você chegou na melhor hora, a batata-frita acabou de chegar. Nós queríamos aproveitar essa noite pra te pedir desculpas, também. Por termos sido dois babacas com vocês dois.

- Está tudo bem, gente. Mesmo. Eu sei que vocês eram amigos da Veronika, e sei como isso parece. Eu não levei a mal. - Lindsay até que estava bonita, com sua fantasia sensual de gatinha. Os quatro comeram juntos, e durante todas a conversas que se seguiram, ninguém mencionou Veronika, Tibie, ou o assassinato.

       Quando chegou em casa, tudo que Lindsay Sullivan queria era tirar a sua maquiagem e ir dormir. O dia seguinte seria domingo, e tinha atividades importantes a fazer com as crianças na igreja. Estava muito feliz porque finalmente tinha convencido Cameron a ir junto, e que ao longo de todo aquele tempo, conseguira vencer a batalha por sua alma. Ele ia à Igreja e parecia bem mais responsável desde que Tibie morrera. Sabia que talvez não fosse virtuosa o bastante para fazê-lo esperar até o casamento, mas ao menos podia ser uma boa influência na vida de quem amava. Embora não tivesse nada contra Veronika, a beleza gótica da garota e sua falta de alegria constante só podiam ser sinal de alguém que pertencia às trevas. Tinha algo de errado com aquela menina. A morte a seguia. Distraída, Lindsay terminou de remover toda a maquiagem, ouvindo o som da TV no quarto dos pais. Sabia que deviam estar “namorando”, se haviam posto o volume tão alto. Não suportavam a ideia de que ela pudesse ouvir alguma coisa. Voltou para o seu quarto. E percebeu que seu celular não estava mais na mesinha de cabeceira. Então, enquanto a compreensão a atingia, o aparelho começou a tocar. Preocupada, Lindsay seguiu o barulho até estar bem perto de seu armário, totalmente confusa. A confusão virou medo quando ouviu uma respiração, e um corpo masculino abriu o armário com tudo, derrubando-a no chão. Ela tentou gritar, mas o homem estava sobre si, cobrindo-lhe os lábios.

                O corte frio que se seguiu dilacerou a garganta de Lindsay até o osso. O Estripador então terminou o seu serviço abrindo-a ali mesmo, em seu quarto. A colocou sobre a cama e a enfeitou com ursinhos de pelúcia. Aquele crime seria o primeiro de uma série que chocariam o país.


---------------------------XXX---------------------


              No Acampamento Meio-Sangue, Veronika vivia de maneira simples e reclusa. Não podia-se dizer que tinha amigos, mas trocara palavras amistosas com vários campistas, alguns até mesmo seus irmãos. Não os conhecia bem, já que o Chalé de Hades era simbólico e muitos não ficavam ali, mas no Submundo a maior parte do ano. Ela entretanto, não gostava da ideia de entrar nos domínios de seu pai. Não depois do que acontecera com Tibie, com sua mãe. Se ele era o deus da morte, porque não as tinha salvado? Um pensamento imaturo, ela tinha consciência, mas que era inevitável. Quando Quíron a chamou após um banquete, ela tinha poucas expectativas sobre o que deveria fazer. Mesmo quando o Senhor D. em pessoa a guiou até a Casa Grande, levando-a até um pequeno quintal nos fundos, onde grama e um jardim de videiras cresciam. Ali a luz da lua parecia inexistente, e mesmo o escuro parecia ainda mais negro. No centro daquele vórtice de nada, de umbra, estava um homem muito bonito. Ele tinha fartos cabelos negros, um olhar penetrante e uma pele bem parecida com a sua.

- Papai? - Chamou, incerta. Não era como um de seus irmãos o descrevera. Supôs que ele devia ser um Hades diferente para cada mulher que seduzia. O pensamento trouxe-lhe um gosto amargo. - Isso sim é uma surpresa.

- Minha filha, por favor, não me odeie. - Hades não parecia ser o tipo de cara que se dirigia assim a ninguém, mas algo em seu olhar parecia inquieto. - Tudo o que aconteceu… Como aconteceu. Nunca foi minha intenção.

- Você é um deus, Lorde Hades. Não precisa me explicar nada. - Rebateu, fria.

- Preciso sim, menina. Mas sei que agora, nada que eu disser adiantará. Preciso que você faça algo por mim. - Ronie sentiu seu sangue ferver. Não queria fazer nada. Mas aceitou com um aceno. - Minha esposa é… Ciumenta. Tenho razões para suspeitar que Perséfone seja a responsável pela morte de sua amiga, e que esteja prestes a fazer pior.

- O que quer dizer? - Veronika sentiu seu coração acelerar. O que tinha feito para Perséfone odiá-la tanto? Por algum acaso era a única filha de Hades? O número atual era bem baixo, e perguntou-se se não deveria ser esta a razão. A Rainha do Inferno não parecia alguém fácil de antagonizar. Mesmo que ela fosse só a deusa das flores, era também a deusa da morte. E muitos esqueciam esta parte.

- Um espectro deixou o Submundo, na forma de um eidolon, um espírito maligno e obsessor. Ele possuiu Otto Gutierrez no último Halloween. Preso em seu corpo, esperou um ano. Agora, prestes a ser executado pelas leis dos mortais, ele escapou e planeja cumprir sua missão. Ele sabe que não terá muito mais tempo com Otto. - Veronika estava chorando, apavorada. Teria que viver o pesadelo da morte de Tibie de novo? - Filha, você é o alvo. Eu jamais pediria que você o enfrentasse, mas eu não posso interferir nos assuntos mortais. Acabaria iniciando uma guerra com Zeus. E Otto é mortal. Se Perséfone fez isso, eu nunca a vi tão cruel. Tão parecida com aquela mãe dela que já deixou o mundo com fome. Só você pode impedir o eidolon de matar todos que ama, e enviá-lo de volta para o Submundo. Onde eu garanto, ele sofrerá nos Campos de Punição por ter ousado ir atrás de você.

- Farei o possível, pai. Não por você, para que descubra quem decidiu te desafiar dessa forma. Mas por mim. Pelos meus amigos. - Olhou para Quíron, escondendo seu medo. - Pode me mandar para Ohio?

- É claro, querida. - Quíron entreolhou-se com Senhor D. Ambos pareciam preocupados e de alguma forma, aflitos com algo tão grave.

- Vá pelas sombras, minha filha. Isto, eu posso conceder a você. - Veronika olhou para trás, antes de entrar no vórtice. - O nome do seu inimigo é Jack. O Estripador.

       Com um gesto, Hades enviou Veronika por um vórtice negro. Ela sentiu o vento e o transpassar de milhares de léguas, até que o sol brilhou em seu rosto. Era madrugada no Acampamento, mas não ali. Ali o sol já nascera. Estava de pé em uma das ruas de seu subúrbio, do qual lembrava tão bem. Agradecia por não estar com a blusa do Acampamento, e sim com sua jaqueta e sua calça jeans rasgada. Uma camiseta branca e botas de salto. Tinha que admitir que o estilo de seu pai não podia ser mais parecido com o dela. Sentia também a sua corrente em sua cintura, o que a fez imaginar o que os mortais veriam através da Névoa. Caminhando lentamente, logo percebeu que estava próxima da casa de Ashton. E que só mais umas três casas adiante, viaturas da polícia e um pequeno grupo de pessoas havia se aglomerado. Uma ambulância estava aberta, enquanto policiais transportavam um corpo em um saco preto. Cobriu a boca com uma das mãos ao perceber de quem era a casa. Uma menina da escola. Então Otto tinha mesmo escapado. O patrono divino daquele eidolon o soltara para aterrorizar o mundo. Era o Jack Estripador, pelo Olimpo! É lógico que mataria a menina bonita primeiro.

            Horrorizada, Veronika não percebeu que aos poucos, todos começaram a olhar em sua direção. Desconfortável, começou a se afastar da cena. O vento levantando poeira e bagunçando seus cabelos. Passou por uma senhora, que segurou seu braço. Pânico a envolveu quando reconheceu a Sra. Winston. A mãe de Tibie.

- Você! Isso é culpa sua! - Ela virou-se pra multidão. - Ela está aqui! O Anjo da Morte! É por causa dela que o Gutierrez voltou! A filha da bruxa Snyder!

            Veronika se desvencilhou, dizendo que não era quem ela pensava. Não podia arriscar ser detida pela polícia, ou tornar-se uma presa fácil. Fugiu depressa, correndo pelos gramados perfeitos de Lima. Até que um rosto familiar a encheu de ternura. Ashton a acenou, fazendo com que entrasse em sua casa. Os dois tinham mesmo muito a conversar.

- Então ela era namorada de Cameron? - Repetiu, sem deixar de se sentir um pouco triste. - Sabe como isso me deixa suspeita na situação?

- Otto escapou, Ronie. Ninguém pensaria que você fez isso. Não foi por isso que se despencou de Nova York? Por vingança? - Ele a fitou pensativo. - Eu te conheço, sei que seu medo não é maior que sua raiva. Você quer que ele te encontre, ou não estaria aqui. - Era mesmo verdade. - Um conselho. Tente não se colocar em perigo. Se você quiser, eu te levo de volta pra sua família adotiva.

- É um Acampamento, na verdade. - Explicou.

- Que incrível! Piranha sortuda. - Riu Ashton, parecendo dar-se conta da situação depois. - Desculpa. Muito cedo, né? Lindsay e tal… Vou ligar pra Susan. Ela vai querer te encontrar. - O coração de Ronie se encheu de ternura. Queria mesmo ver sua amiga. - Estranho… Ela não atende.

- O que ela costuma fazer a essa hora? - Veronika ergueu-se do sofá, sentindo-se aflita.

- Aula particular de Natação com o técnico Howllett. Ela teve muitas crises de asma depois que perdemos a Tibie. A natação ajuda. Por que? - Ashton deduziu por si mesmo. - Mas não teria como ele saber onde ela está, não é? A menos que estivesse…

- Vigiando todos vocês? - Ela indagou. Os dois saíram correndo em seguida. Tinham que chegar à Cicero High o quanto antes.

           Susan acabara de terminar seu circuito, quando finalmente pôs os pés fora d’água. Ela não nadara na última semana, e precisava recuperar o ritmo se quisesse perder mais três quilos até o baile de boas-vindas. Queria mutio impressionar Shelby, desde que concordara em ir com a garota à festa. Tibie ia gostar de vê-la feliz. Pensando nisso, pegou o celular para mandar uma mensagem à sua crush, com um bom dia. Foi quando viu o áudio de cinco minutos de Cameron. O que ouviu a deixou estarrecida. Choro. O relato de que Lindsay fora assassinada. Mais choro e gemidos. Desesperada, ia ligar para seu amigo, quando viu que uma mensagem de Ashton acabava de chegar. “Amiga, se estiver na natação, sai daí AGORA!!!”, e “Estou com a Veronika, Susie. Por favor, vá pra um lugar movimentado. Até chegarmos na escola!”.

                   Olhando em volta, sentiu realmente falta do técnico Howllett. Ele costumava ser atencioso e analisar seus movimentos durante os exercícios, mas se retirara na metade. Onde estava? Com medo, começou a juntar suas coisas e correu para fora da área da piscina. A porta que dava para o auditório estava fechada. Sabia que as líderes de torcida estavam com a chave e só chegariam dali há meia hora. Nervosa, discou o número de Ashton. Foi interrompida por um forte estrondo, que a fez derrubar o celular. Abaixou-se para pegá-lo, erguendo-se depressa pelo medo de ver o que estaria à espreita. Estava encurralada ali, a menos que fosse para o vestiário, onde havia uma porta para os corredores das salas de aula. Sentiu medo ao perceber que se alguém queria pegá-la sozinha, então encontrara o cenário ideal. Correndo de maiô, abandonou suas coisas, mantendo apenas o celular em suas mãos. Chegou à piscina e quase gritou ao ver o técnico Howlett apoiado nas portas do vestiário. Seus braços fortes dentro da blusa pólo vermelha, o boné puxado pra frente. Ela sorriu de alívio ao ver aquele símbolo clichê de masculinidade, e correu na sua direção.

- Técnico Howllett, graças a Deus! - Mas não era o técnico. Engasgando um grito de pavor, Susan deu de cara com ninguém menos que Otto Gutierrez, o rosto que assombrava seus pesadelos no último ano. Ele a recebeu com um golpe firme no estômago, que ela pensou ser um soco. Mas então viu o cabo da faca em seu abdômen. Tosse veio, e com ela sangue. Susan então recebeu um empurrão, caindo de costas. Ela chorou e arrastou-se para longe, pedindo socorro. No seu celular, a ligação ativa entre ela, Ashton e Ronie. Eles a ouviam pedir por clemência, horrorizados. Otto a puxou por sua toca de banho, liberando seus cachos afro. Ele debruçou-se sobre ela, degolando-a na beira da piscina. O seu sangue manchou a água clorificada com o vermelho da morte, exacerbado pela posição do corpo inclinado para baixo. Jack foi embora, sabendo que seu trabalho ali estava feito.


------------------------XXX-------------------------


- Ronie, temos que salvar a Susie, por favor! - Ashton estava às lágrimas, apavorado.

- Você ouviu o mesmo que eu, amigo. Ela está morta. - Não era apenas a sua audição que lhe dizia isso. Mas não podia dizer claramente que era uma semideusa e que sentira a morte de Susan. - Precisamos chegar ao Cameron antes dele, isso sim! Vocês dois são tudo o que eu tenho aqui. Ele está matando quem me importa porque quer que eu apareça. Quero colocar vocês dois em um carro e mandá-los para outro estado. Não parem até cruzar a fronteira. Eu vou detê-lo, ou morrer tentando.

- Você não pode se sacrificar, não depois do que houve com nossas amigas. Ele tem que ser pego. - Ashton apertou as mãos no volante, dando meia-volta em uma bandalha que quase virou sua picape. Estavam à caminho da casa de Cameron, no sentido oposto à escola.

       Se estivessem enfrentando um inimigo mortal, Ronie sabia que tinham a vantagem. Mas aquele era um eidolon enviado por um deus com influência no Submundo. Influência o bastante para desafiar Hades. Antes Veronika não queria saber quem era a entidade responsável por aquela carnificina. Mas agora, queria o nome do deus ou do titã envolvido. E quando soubesse, não pretendia ter qualquer misericórdia.

            Alheio à morte de Susan, Cameron tentava responder à ligação que ela o fizera antes de ligar para Ashton, tentando entender porque ela não estava mais atendendo, principalmente depois de ouvir seu áudio. Um pouco rancoroso, acusou seus amigos de nunca terem gostado de Lindsay, e virou a garrafa de cerveja mais uma vez. Seus pais estavam na igreja junto do resto da congregação. Mas ele, preferia chorar até esquecer o que tinha acontecido. Nem se importava que seu pai visse que bebera todas as suas cervejas. Pensando melhor, achava que merecia mais que isso. Cambaleando, bêbado, arrastou-se até a garagem para atacar o estoque de maconha da sua época barra-pesada, quando ele e Veronika ficavam doidões e transavam a tarde toda na garagem, antes de seus pais chegarem do trabalho. Mexendo entre as histórias em quadrinho, as camisinhas e uma ou duas cartas de Magic, achou a seda e o bagulho. Enrolou e começou a puxar como se nunca tivesse parado de fumar. Chorando, entrou numa viagem bem louca. Podia jurar que estava vendo Tibie. Depois Susan. Depois Lindsay falando no seu ouvido, mas ele não conseguia ouvir nada. Acabou rindo quando viu o cara parado na porta da garagem, usando uma máscara ninja preta. Tinha que ser uma viagem. Seu celular parecia estar tocando, mas nem lembrava onde tinha largado.

                   A próxima coisa que viu foi o homem sobre si, fazendo força para enfiar uma faca de caça em seu estômago. Chapado mas consciente, Cameron agarrou a mão de Otto, medindo forças,. Seu desespero era tão grande, que ele agarrou a lâmina afiada, empurrando-a para longe de si. Com um movimento quase militar, o assassino deu uma cabeçada no rapaz, que caiu sentado de volta no sofá velho da garagem, com a boca sangrando. Veronika encontrou Cameron daquela forma, com Otto abrindo o seu tórax de cima para baixo. Ela gritou em terror, junto de Ashton. Os dois correram na direção oposta, mas Otto pareceu possuído por puro ódio ao vê-la. Os três corriam em plena luz do sol, na calçada da casa de Cameron. Mas era como se toda a vizinhança de um subúrbio abarrotado tivesse decidido não passar por ali, apenas para discordar das probabilidades. Chocada com a violência de seu padrasto, Ronie desviou de dois golpes quando parou de correr e decidiu enfrentá-lo. Não era uma menina indefesa como suas amigas. E aquele serial killer maldito iria pagar pelo que fizera. Estava pouco ligando para quem ele servia. Segurou o pulso da faca, mirando um chute na barriga de Otto. Ele curvou-se para a frente, mas parecia ainda mais estimulado, abrindo um sorriso demoníaco. Ashton já estava quase no carro, e ligou o veículo.  Ele gritava o nome de Veronika, apavorado.

- Ash, vai embora! - Ela gritou, distraindo-se e levando um soco no rosto que a derrubou. Rindo, Otto a rodeou e aproveitando seu estado de confusão devido à pancada, começou a caminhar na direção do carro de Ashton. O menino pareceu em pânico ao encarar o rosto de seu agressor, mas ligou o motor. Ele arrancou com o carro no exato momento em que Otto quebrou a janela da picape com seu punho, acertando uma facada no abdômen do rapaz. Veronika gritou, mas Ashton pisara forte no acelerador e arrancava com a picape, derrubando Jack no chão. O Estripador cuspiu sangue e urrou, com a fuga de sua vítima.

                  A picape de Ashton destruiu a cerca dos vizinhos de Cameron, que não pareciam estar em casa, convenientemente. Erguendo-se do chão, Veronika puxou a corrente que seu pai lhe dera como presente de reclamação, e a lançou contra Jack. Puxou-o para perto de si, evitando que este corresse para próximo do acidente, visando terminar seu serviço profano. O bico da ave metálica na ponta de sua arma mordeu-lhe o tornozelo, e ela sentiu prazer ao ver o sangue que saía de sua perna, quando o trouxe para bem perto. Jack a fitou com raiva, tentando levantar-se rápido e revidar. Com um pouco de concentração, fez o concreto fender e derrubá-lo novamente. Ele não iria a lugar algum.

- Eu jurei ao meu pai que mandaria seu espírito imundo de volta para o Hades, eidolon maldito. Mas antes, você me revelará o nome de seu mestre ou senhora. - Torceu a corrente, ouvindo os ossos do pé de Otto estalarem. - Eu sei que meu padrasto inocente pode sentir o que eu faço em você. Mas o sacrifício dele é nobre, se em troca eu posso vingar meus amigos. Além disso, eu não sou nem de perto tão boa quanto vocês pensam. Eu poderia arrancar pedaço por pedaço seu agora. Usando uma colher. - Jack cuspiu o sangue em sua boca, recusando-se a falar. Aquilo fez Veronika enlouquecer de raiva. Nem tinha notado que estava chorando. Algo poderoso despertava dentro de si. Algo imensamente poderoso. Uma autoridade que nunca pensara possuir. - Você vai falar, espírito! Porque aquela que o comanda é Veronika Lagertha Snyder, filha de Hades! Herdeira das trevas e dos domínios do Submundo. Com a autoridade do Senhor dos Mortos e de Melinoe Mãe dos Fantasmas, serva de meu pai, eu lhe comando. Com a autoridade de Hécate Feiticeira e de Perséfone Soberana da Morte, eu lhe comando! - Seus gritos reverberaram, e os olhos de Jack esbugalharam. Com tremores súbitos, sua forma espectral subiu, liberando o corpo inconsciente de Otto Gutierrez. A aparência bonita e depravada de Jack revelou-se. Não era de se admirar que tivesse passado despercebido na Londres de 1888. - Fale, eidolon. Quem desafia o Senhor dos Mortos? - Veronika segurou o espírito pelo pescoço, apertando firme. Foi quando percebeu que a energia que a envolvia não era nada menos que a bênção de Hades. Como feixes de luz, três espíritos surgiram ao seu redor. Com um soluço discreto, ela reconheceu Tibie, Cameron e Susan. Também não sentira a morte de Ashton, o que significava que seu amigo estava vivo.

- Perdoe-me, senhora. Mas ela foi abençoada por ele, maldito seja. Não tenho escolha… - guinchou o Estripador. - Sou servo da Profanadora, da Rainha dos Assassinos, Mãe da Mentira e da Discórdia. Éris, Senhora da Contenda! A única digna de minha adoração! - Aquilo foi o suficiente. Soltando o pescoço de Jack, Veronika invocou o poder de seu pai, concentrando toda a sua energia divina que ainda a tomava.

- Divirta-se no Tártaro com a sua Mestra depois de tê-la dedurado, seu desgraçado. - Estalou o dedo médio e o polegar, e garras de escuridão agarraram o eidolon, tragando-o para nunca mais voltar, ela esperava. - Muito obrigada por estarem aqui. Espero que papai guarde um lugar nos Elísios para cada um.

- Nós três vamos renascer, Ronie. - Contou Tibie. - Da próxima vez, eu e Susan estaremos juntas, assim como… - Ela pareceu constrangida.

- Cameron e Lindsay? - Ela disse, sorrindo. - Espero que sim. Vocês todos merecem a felicidade. Me perdoem por destruir as suas vidas. - Ela estava chorando de novo.

- Ronie. Fantasmas não surgem do nada. Nem mesmo quando Melinoe nos permite, ou quando a gata que você namorou é filha de Hades. Nós somos atraídos por aquilo que é importante para nós. Para os três, no caso. - Cameron riu, sua forma espectral tremeluzindo. - Você. Nossa amizade e afeto não morrerão nunca. Nem por você, nem pelo Ash. Ele vai precisar de você, agora. Não o abandone no mundo mortal, sozinho.

- Não vou, eu prometo. Adeus. - Ronie mandou um beijo para Susan, que como sempre, fingiu agarrá-lo e enfiá-lo no bolso para depois.


-----------------XXX------------------


               Quando Ashton acordou no Hospital Mercyful Grace, encontrou sua melhor amiga ao seu lado. Ele chorou ao perceber que estava vivo, e que ela escapara também. Ali, debruçada sobre o único sobrevivente do massacre de Lima, ela contou toda a verdade sobre quem era. Toda a verdade por trás do que acontecera. Contou sobre o Acampamento, sobre os monstros, sobre os deuses… Sobre seu pai. Contou também que, antes que polícia chegasse, tinha usado sua corrente para terminar o sofrimento de Otto. Não seria justo que ele sofresse a morte de um criminoso, quando fora a maior vítima naquela história. Ao menos morrera rápido, dormindo. Uma boa morte. Sua irmã Macária devia estar feliz.

- Então quer dizer que há um bom número de rapazes gays entre esses filhos de Afrodite e Apolo? Algum deles tem whatsapp? - O esforço de rir deve ter doído, porque Ashton estremeceu. - Como ficou toda essa história com a polícia?

- Aparentemente o Acampamento Meio-Sangue, ou melhor, a Fazenda de Morangos onde estive protegida confirmou que eu fugi quando soube da morte de Lindsay. Aparentemente nossas ações foram heróicas detendo o criminoso antes que ele fugisse de Lima e atacasse a próxima cidade. - Explicou, surpresa por ser uma heroína nacional para os mortais. Assim como Ashton. Os dois sabiam que não tinham nada de heróis.

- Não some, vadia. Me mande notícias, de algum jeito. E quando terminarem as férias do Acampamento, vai ter sempre uma cama pra você na minha casa, se quiser passar uns dias. Principalmente se eu me mudar pra New Jersey, como papai está querendo. - Ele suspirou, sorrindo. - Vou sentir sua falta, mas não tanta. Não sabendo que você encontrou um lar novo. O Submundo é bem mais legal que Lima, Ohio.

- Meu lar são os meus amigos. E isso nunca vai mudar. Só que agora, eles estarão sempre dentro de mim. De você também. Ninguém vai te substituir na minha vida, Ashton. Nos vemos quando as férias acabarem. - Prometeu, beijando a mão dele. Do lado de fora, viu o contorno tímido de um pégaso pousando no estacionamento do Hospital.

     Nunca fora fã de voar, mas podia fazer uma exceção. Depois de se despedir dos pais de Ashton com beijos e abraços, pegou o elevador do hospital sem olhar para trás. Ainda sentia a presença de Hades, e lembrava d aforma como ele parecera lutar ao seu lado naquele momento. O quão furioso ele parecia estar com o que aquela criatura fizera. Talvez aquela fosse uma forma de demonstrar amor. Ou ao menos afeição. Os deuses sabiam que ela podia usar alguma em sua vida. Quando lembrou-se do nome de sua verdadeira inimiga, seu sangue ferveu. De alguma forma, teria sua vingança contra Éris.

           
 “Obrigada, papai. Por tudo.”

Referências Visuais:

Cameron:

Lindsay:

Susan:

Ashton:




PRESENTE DE RECLAMAÇÃO

HRIX: Um elmo negro com inscrições prateadas impossíveis de ler por qualquer um, menos pelos filhos de Hades. As plumas do elmo são de um vermelho escarlate profundo, parecendo o próprio sangue daqueles que foram mortos por ele. Com este elmo é possível ganhar mais velocidade, resistência e os ataques conseguem ser mais precisos. A aura que envolve a arma deixa os inimigos com medo e levemente atordoados. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]

ÔNIX: Anel prateado com pedra de cor roxa, tão escura que pode ser confundida com o próprio negro. Este anel consegue transformar-se em correntes de mesma cor, capazes de percorrer até 300 metros de distância. As correntes são envoltas com águas do Flegetone, tão quentes ao toque que podem carbonizar em segundos a carne. Presos em suas pontas, dois corvos de olhos vermelhos gralham, e, com seus bicos metálicos, causam lacerações caso toquem na pele inimiga. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]


Agradecimientos a Frappuccino
Veronika L. Snyder Filhos deHades
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Sadness Queen

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Ficha do Semideus
Vida Vida:
100/100  (100/100)
MP MP:
100/100  (100/100)
Nível Nível: 1

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Ter Nov 06, 2018 2:18 pm

Heroes of Olympus

Ortografia –  5/5

Gosto muito da forma com que escreve, é fluída, leve, criativa, tal como se eu tivesse aberto um livro para ler, daqueles que dá vontade de devorar sem pensar duas vezes. Não encontrei erros em sua escrita, está muito boa a sua ficha.

Criatividade – 5/5

A forma com que usou a família como sendo dona de uma funerária me encantou demais! Gostei muito da forma como utilizou e encaixou isso na sua história sem que parecesse um mero clichê. O que me faz querer saber a trama que criou por trás dessa narrativa.

Coerência – 5/5

Creio que, sendo uma prole dos três grandes, mais precisamente, minha filha, você se saiu bem e foi muito coerente, sem deixar pontos soltos em sua ficha. Gostei bastante e quero ver sempre mais desses posts.

Ações realizadas: - 5/5

Outro ponto que foi muito bem desenvolvido em sua ficha, principalmente na parte da narrativa.



Considerando que ficou deveras confuso o teste, devido ao fato de que não foi informado previamente sobre a mudança de nossa forma de reclamação para os três grandes, vou considerar a parte narrativa como a missão teste. Portanto: seja bem vinda, prole de Hades!

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Qui Nov 08, 2018 12:27 pm



Daniel Olivieri
Go big, or go home.




DADOS BÁSICOS

16 anos
Marie Olivieri
Filho de Júpiter
Americano, descendente de italianos.


Por que quer este deus?


O que me levou a escolher Júpiter como progenitor foi sua personalidade. O deus dos deuses é um líder nato, a expressão máxima de força e poder: ainda que fosse o mais novo, quando Júpiter foi salvo de seu pai teve a oportunidade de se desenvolver e de retornar, poderoso e libertar seus irmãos que posteriormente lutaram ao seu lado. Embora fosse o caçula, ao meu ver, ele foi o primeiro dentre seus irmãos a efetivamente nascer, já que os outros ficaram presos dentro de Saturno.

Forte, Júpiter se colocou como capaz de derrotar todos os outros olimpianos de uma vez só na Ilíada de Homero, e condenou seu irmão Netuno e seu filho Apolo a cumprir penitências como mortais, além de amarrar Juno ao Monte Olimpo para que servisse de exemplo, em uma ocasião em que eles se juntaram para destroná-lo. Foi ainda capaz de derrotar o monstro Tifão, terrível a ponto de fazer os deuses fugirem para o Egito.

Júpiter era também sábio e diplomático e cedeu sua filha Prosérpina ao seu irmão Plutão. Quando Ceres, mãe da jovem se rebelou e ameaçou a existência dos morais, Júpiter demonstrou novamente sua habilidade diplomática e conseguiu um acordo que beneficiasse os dois lados: Prosérpina passaria 6 meses com Ceres e 6 meses com o deus invisível.

Assim, Júpiter é para mim um exemplo de força e poder, e é o deus que mais admiro em toda a mitologia greco-romana.
 

Personalidade

Daniel é um típico INTP. Possui uma mente rápida, é um improvisador nato, mas é introvertido e sério. O garoto pode ser caloroso com quem é próximo dele, mas geralmente é visto com uma expressão séria e algumas vezes até ameaçadora.

O semideus não tem muita sensibilidade e não gosta de sentimentalismos, isso por vezes o leva a magoar as pessoas ainda que ele não tenha essa intenção. Ele pode ser agressivo quando defrontado com argumentos flagrantemente ilógicos, e não tem paciência com quem não consegue entender sua argumentação frequentemente intrincada.

Daniel possui também um forte senso de justiça, uma habilidade natural de liderança e uma autoconfiança que pode facilmente ser interpretada como arrogância, apesar de ele não ter a intenção de menosprezar ninguém: o herói apenas confia plenamente em suas capacidades. Essa confiança por vezes faz com que ele se cobre demais, o que por vezes o deixa com a sensação de potencial desperdiçado.

Físico
Daniel é alto, branco, possui cabelos encaracolados loiros escuros no estilo "semideus clássico" que, no entanto, mantém bem aparado. Possui braços e pernas fortes, ombros largos e um rosto que poderia ser considerado bonito, não fosse a contumaz expressão severa que acaba por manter as pessoas um tanto quanto afastadas.


HISTORIA

A história de Daniel nos leva ao primeiro Daniel e se essa afirmação pareceu confusa, é por que ela é mesmo. O primeiro Daniel Olivieri era um filho de Júpiter considerado um dos semideuses mais poderosos de sua época. Se tornou um excelente legionário, mas deixou a XII assim que cumpriu seus sete anos de serviço, para abrir uma empresa que fabricava bancos de automóveis.

O semideus, agora empresário, teve dois filhos: um garoto chamado Noah e uma garota chamada Marie, ambos com uma mulher chamada Coraline. Ocorre que nem Coraline nem Daniel davam a atenção necessária aos legados, e o casal entregou os garotos de bom grado para Lupa no Acampamento Júpiter quando eles atingiram a idade apropriada para iniciar os treinamentos.

Noah e Marie desenvolveram uma relação muito próxima porque tinham apenas um ao outro. Os dois foram selecionados para a IV Coorte, e apesar de legados de Júpiter, nunca se destacaram em missões: os dois eram muito indisciplinados para a vida em Nova Roma.

No sexto ano de serviços na Legião, Noah foi morto em missão por um Ciclope, o que devastou a vida de Marie, que agora estava por conta própria. A garota tentou se suicidar pulando de uma montanha, mas o próprio vento pareceu reduzir a velocidade da queda e ela saiu com ferimentos graves, porém viva. Marie foi resgatada por um jovem de porte atlético por quem se apaixonou quase instantaneamente: ele era atencioso, bonito e possuía uma aura de mistério e poder que ela nunca havia presenciado em toda a sua vida, nem mesmo perto de seu pai, o semideus mais poderoso que ela já havia conhecido.

Quando Marie finalmente se curou, ela concebeu junto ao jovem que a havia resgatado, um filho que seria chamado de Daniel em homenagem ao pai da garota. O pai do menino, no entanto, sumiu após algumas semanas e Marie só não tentou cometer um novo suicídio por causa de seu filho, que foi ao mesmo tempo uma benção e uma maldição: o velho Daniel nunca mais a trataria da mesma forma, porque achava inadmissível que sua filha lhe desse um neto sem um pai. Nem mesmo o nome do garoto pareceu alterar a irredutível postura do homem.

Daniel foi criado longe de Nova Roma, porque Marie não suportava viver no ambiente em que seu pai era tão conhecido, não depois de ser rejeitada daquela maneira. Marie nunca imaginaria que o pai de seu filho era na realidade seu bisavô Júpiter. Ninguém poderia culpá-la por não pensar nessa hipótese, afinal, ela parece ainda mais absurda que a própria existência dos deuses.

Júpiter parecia extremamente relutante em reclamar seu filho, o que é compreensível dadas as circunstâncias em que ele fora concebido. Aos dezesseis anos, cansado de conviver com sua mãe que se tornara depressiva e estava abusando de todo o tipo de drogas lícitas e ilícitas, Daniel decidiu abandonar esse arremedo de família e partir para Nova Roma, onde serviria como legionário e seria deixado em paz: o garoto atraía uma quantidade absurda de monstros, e por essa razão, sua mãe nunca lhe negou a existência de deuses, e teria lhe dito ainda que ele era um legado de Júpiter particularmente poderoso. Daniel recebeu algum treinamento de sua mãe, que serviu como legionária por seis anos antes de abandonar o acampamento em decorrência da morte de Noah e de sua tentativa de suicídio frustrada pelo deus do céu.
Um dos ataques mais brutais que o garoto havia sofrido foi justamente do ciclope que matou Noah, justamente quando o semideus havia finalmente decidido deixar sua mãe para trás e buscar um lar no acampamento Júpiter.
Daniel estava caminhando em direção ao acampamento, com sua mochila que continha algumas roupas e produtos de higiene pessoal. Em seu bolso, um isqueiro em formato de revólver que havia pertencido ao seu tio Noah e lhe fora dado de presente por sua mãe Marie. Foi quando ouviu um grito gutural:
- LEGADO DE JÚPITER! PENSEI QUE TIVESSE ACABADO COM A SUA RAÇA, MAS VEJO QUE ME ENGANEI! EU SINTO SEU CHEIRO DE LONGE, FICOU MAIS PODEROSO DESDE ENTÃO?
Quando Daniel se virou para ver quem estava berrando, viu um ciclope gigantesco com um tacape de fazer inveja no Capitão Caverna. A princípio ele não entendeu nada, porque nunca havia enfrentado nenhum ciclope na vida, e certamente não havia enfrentado esse em especial, mas logo ele entendeu: em seu bolso pesava o isqueiro de seu tio, o monstro deve ter sentido o cheiro. Ainda assim, o monstro havia dito que ele estava mais poderoso, mas isso não parecia possível já que seu tio fora treinado por seis anos no Acampamento, e era uma geração mais próximo de Júpiter.
Daniel não teve muito tempo para pensar nisso: o ciclope tentou golpeá-lo com o tacape, e por sorte não o esmagou. Mas a pancada acertou sua mochila com força suficiente para rasgar a alça e fazê-la voar por dois metros até cair no chão. O zíper estava aberto, então seus pertences estavam todos espalhados pelo chão.
“Ainda bem que não tem ninguém vendo isso” – Pensou, olhando ao redor: haviam árvores por todos os lados e ele tinha certeza de que o acampamento era em algum lugar por ali.
O semideus pegou uma pedra no chão e jogou na cabeça de seu enorme oponente, mas aquilo só serviu para irritá-lo ainda mais. O ciclope tentou acertar o garoto novamente, mas ele rolou para perto da mochila e sem pensar muito, ele alcançou o desodorante aerosol que estava entre seus pertences caídos, puxou o isqueiro em formado de revólver e improvisou um lança-chamas.

- Você aprende uma coisa ou outra quando é um jovem disléxico com déficit de atenção e hiperatividade em uma casa vazia enquanto sua mãe se droga! – Disse, enquanto alvejava o monstro com sua arma improvisada.
O truque pareceu funcionar no começo, mas o ciclope era supreendentemente resistente às chamas, e conseguiu jogar o garoto longe com um tapa invertido. Daniel estava caído a três metros de onde estava antes, sem o isqueiro e sem o desodorante. O ciclope veio lentamente, saboreando antecipadamente a vitória, levantou o tacape e preparou seu golpe final.
- Dessa vez eu vou bater na cabeça, para garantir que você não volte mais – Vociferou, com o único olho em sua testa vermelho e lacrimejante.
Daniel teve um vislumbre de sua salvadora: uma loba enorme que surgiu do nada e pulou na jugular do ciclope. A última coisa que seus sentidos detectaram antes que o garoto desmaiasse foi um grito de agonia do monstro.

Lupa treinou e testou Daniel, e quando ela julgou que o garoto estava pronto, o deixou ir para o Acampamento Júpiter. O semideus finalmente havia chegado ao Acampamento, e enquanto se apresentava ao áugure como legado do deus, uma águia azul que parecia um holograma bruxuleante surgiu acima de sua cabeça no mesmo momento em que um raio rasgava o céu limpo e sem nuvens de uma noite quente: um sinal de que o semideus não era apenas um legado de Júpiter mas também seu filho.

- Bem-vindo ao Acampamento, filho de Júpiter. - Disse o áugure com um sorriso sinistro que fez todos os pelos do corpo de Daniel se arrepiarem. - Você vai ter muita coisa para conversar em família depois de hoje.


Curiosidades


I. Daniel escreve com a mão esquerda, apesar de lutar com a direita. Isso porque foi criado por uma ex legionária romana, e na legião é necessário que os combatentes lutem com a mão destra, já que a esquerda serve para segurar o escudo e proteger o aliado ao lado nas formações.

II. Daniel carrega sempre consigo um esqueiro que pertenceu ao seu tio, mas apesar disso, não é fumante.

III. O avô materno do garoto também se chama Daniel e também era filho de Júpiter: assim, Daniel é bisneto de seu próprio pai.

IV. O menino Daniel nunca teve contato com o velho Daniel, que nunca o aceitou na família por não ter um pai conhecido: todos achavam que Daniel era um legado particularmente poderoso, e nunca haviam pensado que ele pudesse ser um semideus, muito menos um filho de Júpiter.



PRESENTE DE RECLAMAÇÃO


HERTZ: Uma lança dourada como um raio de extensão levemente curvada. Seu cabo é de um couro escuro e modelado em forma de bandagem, de forma que não escorregue da mão da prole de Zeus. Ela é extremamente leve e veloz, deixando o ar ao seu redor levemente elétrico, mesma sensação que passa ao ferir suas vítimas. É, também, uma alta condutora de eletricidade. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]

AÉGIS: Um escudo retrátil que fica preso no pulso do semideus em forma de um relógio. Quando acionado, ganhará a forma redonda e protegerá todo o torso de seu  portador. Em seu centro, uma caricatura do rosto da medusa foi esculpida, e, mesmo sendo apenas uma caricatura, deixa os inimigos paralisados de medo ao observarem, ficando um tanto atordoados. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]


Agradecimientos a Frappuccino


Última edição por Daniel Olivieri em Qui Nov 08, 2018 12:35 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Formatação.)
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Ficha do Semideus
Vida Vida:
140/140  (140/140)
MP MP:
140/140  (140/140)
Nível Nível: 4

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em em Sex Nov 09, 2018 9:59 am

Heroes of Olympus

Ortografia –  5/5

Sua escrita é leve e fluída como já disse ao avaliar sua missão. Gostei muito da sua história, totalmente diferente das convencionais.

Criatividade – 5/5

Desde o início você já ambientou toda a história pelo lado romano, o que é muito fantástico. Você falou muito bem as características do seu avô, o preconceito dele devido aos tempos serem outros e ainda mais devido a ser filho do próprio avô. Gostei muito de como organizou o texto.

Coerência – 5/5

Para uma prole de um dos deuses mais importantes você especificou muito bem o que deveria ter sido escrito, empregou muito bem os detalhes e foi bem coerente.

Ações realizadas: - 5/5

Outro ponto em que você foi bem. Acho que mostrou muito bem dos sentimentos e pensamentos do seu personagem além de dar ótimas curiosidades sobre ele, tendo a ver, principalmente, com seu lado romano.

Está parcialmente aprovado! Parabéns! Contudo, é preciso mais uma coisa, hein! Você irá neste tópico: http://heroesofolympus.forumeiros.com/t510-solicitacao-de-missao-teste / e pedirá uma missão teste para o avaliador de sua preferência. A missão será postada dentro de um prazo de 48hrs, você receberá uma mp com o link e com as instruções. Boa sorte legionário!

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em Ontem à(s) 8:33 pm



Nome Completo
Lucius Darkvolk




DADOS BÁSICOS

22 anos.
Eva Darkvolk
Hades
Americana / Não possui.


Por que quer este deus?

A princípio, Hades nunca chamou minha atenção. Dentre todos os deuses olimpianos, Hades é o que menos chama atenção em mitos por causa de seu papel que o torna uma divindade isolada. Recentemente eu passei a pesquisar sobre Hades e um dos pontos que mais me prendeu a esse deus foi o fato de que ele faz o que ele tem que fazer, custe o que custar: Hades é justo e não se importa de cumprir seu papel, ainda que ele seja extremamente desagradável se comparado aos dos irmãos.

Na maior parte das fontes, Hades é descrito como o irmão mais velho, mas essa posição foi tomada por Zeus que teve a chance de crescer e se desenvolver que foi negada ao deus invisível. Hades ajudou seus irmãos na guerra contra os titãs e a ele coube o submundo como recompensa por isso. Acontece que Hades se tornou, ao meu ver, prisioneiro de seu próprio reino já que seu papel o tornava um ser temido por todos os mortais que sequer se referiam a ele utilizando seu nome, sempre valendo-se de epítetos como "Plutão" (o rico), "O Invencível", como alusão ao fato de que nenhum mortal pode evitar a morte e "O Outro Zeus", em alusão ao seu papel como rei dos mortos.

Hades, ao contrário de Poseidon, jamais de rebelou contra Zeus. Ao invés disso, o deus aceitou o papel que o destino lhe incumbiu e agiu de maneira justa: mesmo quando seu sobrinho Héracles lhe pediu seu precioso cão de três cabeças para cumprir um de seus doze trabalhos, Hades cedeu o animal sob a condição de que a criatura não fosse ferida. Hades também tornou três filhos de Zeus os juízes do submundo, uma grande honra que ele concedeu aos seus sobrinhos que demonstram que Hades nunca teve interesse em roubar o papel de seu irmão como deus dos deuses, diferentemente de Poseidon que chegou a tramar a queda do irmão junto com Hera e Apolo, e só não teve sucesso por causa da intervenção de Briareu que soltou o poderoso Zeus.

O que me atrai nesse deus então é seu senso de dever, de justiça e seu comprometimento em fazer o que deve ser feito ainda que isso o faça ser temido. Se Zeus pode reinar em um mundo iluminado, se Poseidon pode manipular belas paisagens com suas ilhas e ondas é porque Hades segura os titãs em seus domínios e mantém os mortos sob controle. Hades trabalha nas sombras para que haja luz no mundo. Meu foco de interesse sempre foi Zeus em sua forma romana, mas Hades vem ganhando um espaço grande em minhas preferências conforme eu me aprofundo em minhas análises sobre essa interessantíssima divindade.

Personalidade
Lucius é um jovem altamente inteligente e tático e sabe muito bem disso. Como seu pai, o semideus não se importa de fazer o que deve ser feito e isso o torna um heroi tragicamente frio e fatalista. Lucius não é necessariamente mau, mas ele sabe muito bem que nada na vida dura para sempre e por isso evita se apegar a pessoas e objetos e talvez por essa noção de que a qualquer momento sua vida pode virar de cabeça para baixo o garoto tenha desenvolvido uma capacidade de adaptação impressionante.

Lucius consegue manter a calma mesmo em situações de tensão extrema e isso torna seu raciocínio mais efetivo quando espadas precisam ser desembanhadas. Seu senso de humor é cruel e se baseia geralmente em piadas autodepreciativas e humilhação dos inimigos. O semideus não é um heroi no sentido atual da palavra, e nem tem a intenção de ser: se ele precisar matar ele vai matar sem hesitação, porque na sua concepção os fins justificam os meios.

Embora talvez não admita, Lucius é competitivo e teimoso, aprecia ser temido e é extremamente individualista. O garoto detesta trabalhar em grupos e se dá melhor resolvendo as coisas sozinho ou na companhia de no máximo um aliado que, naturalmente, terá atritos com a forma violenta como Lucius geralmente resolve as coisas. Como Lucius conhece o submundo, matar não parece assim tão errado, afinal, todos vão morrer algum dia de qualquer modo.
Físico
Lucius é um garoto de 22 anos, possui estatura ligeiramente acima da média, olhos castanhos e intensos e cabelos que enrolam conforme crescem. A cor dos cabelos varia de castanhos claros a loiros escuros e sua pele é bastante branca. Lucius é forte, ágil e resistente e pode ser considerado bonito dependendo de quem o vê. Não é raro ver o semideus sorrindo, a despeito do que dizem dos filhos de de Hades, mas frequentemente o motivo dessas risadas é alguma piada reprovável às custas de seu próprio sofrimento ou do sofrimento de alguém.

O semideus gosta de se vestir de maneira simplista, mas não gosta da cor da camiseta do Acampamento Meio-Sangue, preferindo usar roupas pretas, cinzentas, roxas ou até mesmo em um tom azulado. Não se restringe a utilizar apenas roupas escuras, no entanto, apesar de ter essa preferência.


HISTORIA

A história de Lucius deve ser narrada em terceira pessoa porque a hipótese de que o semideus vá algum dia dividir isso com alguém é absurda: Lucius não gosta sequer de pensar sobre o assunto. Algumas vezes, os jovens se sentem como se não pertencessem a lugar nenhum e isso é especialmente comum em casos de pais separados mas como veremos, Lucius tem motivos suficientes para acreditar que realmente não pertence a nenhum lugar.

A mãe dele se chama Eva e ao contrário do pai, é bastante vívida. Eva é uma mulher loira, alta de olhos verdes e cabelos encaracolados por quem Hades se apaixonou e com quem concebeu seu filho. Para isso, ele se disfarçou de um homem mais velho, imponente e atraente e conquistou o coração da mulher, sumindo depois de um tempo como é o padrão quando deuses se apaixonam por mortais.

Acontece que Perséfone soube que Eva estava grávida de seu marido e tomada por ciúmes, tentou de todas as formas impedir que a criança viesse ao mundo. Hades então interviu, causando um acidente de carro fatal para que ele pudesse arrebatar a alma de Eva. Perséfone se deu por satisfeita e não reparou que a situação era uma artimanha do deus invisível para que em meio a toda a situação, pudesse levar Eva de corpo e alma para o submundo, para que ela pudesse dar luz ao seu filho a salvo do ciúmes de sua esposa.

Hades revelou que era o deus do submundo e instruiu Eva a não comer nada daquele lugar para que ele pudesse levá-a de volta e a instruiu ainda a não se expor durante a primavera e o verão, de modo que Perséfone jamais saberia que ela havia sobrevivido ao acidente. Lucius foi criado com sua mãe até os treze anos de idade, desenvolvendo uma personalidade que dificultava sua relação com as outras crianças. Eva, no entanto, não gostava de se sentir sempre perseguida por Perséfone e por isso começou a desenvolver rejeição ao sombrio garoto e passava a deixar a criança cada vez mais com a avó Caroline.

Hades viu que seu filho estava sendo rejeitado por Eva e isso fez com que ele decidisse buscar o garoto, aos treze anos para terminar a criação dele no submundo. Lucius havia nascido no Hades e deveria retornar ao Hades. O deus invisível então apareceu na casa do garoto e o arrastou por um buraco que fez no chão, direto para seu reino sombrio. Eva chorou por dias e também choraram as irmãs mortais de Lucius, filhas de Eva com um homem mortal.

Separado se sua família, Lucius teve toda a sua história revelada por seu temível pai e aprendeu a conviver com Perséfone. No começo os dois se detestavam, mas com o tempo a deusa começou a se compadecer do semideus que nunca comia nada naquele lugar, deixando para fazer suas refeições quando estava em missão para seu pai. Lucius não morria de fome por já estar no Hades, mas sentia todos os inconvenientes da fome o que o tornou ainda mais taciturno.

Em determinado momento, Hades chegou à conclusão de que seu filho deveria receber orientações de Quiron, o Grande Professor e se tornar um heroi que traria grandes honras ao Outro Zeus. Dessa forma, o deus sombrio enviou seu filho aos cuidados do centauro já aos vinte e dois anos e a pedido do próprio Lucius, o reclamou na fogueira para que ninguém soubesse de seu inconvencional passado.

Quando questionado sobre seu passado, Lucius afirma que cresceu nas ruas enfrentando monstros e depois foge de conversas. Não menciona suas irmãs mortais, nem sua avó e nem sua mãe, agindo como se sua família não existisse. Até quando o filho de Hades vai conseguir fugir de seus fantasmas?  


Curiosidades

- Lucius é canhoto, característica considerada agourenta pelos antigos gregos. É interessante notar que lutar com a mão esquerda atrapalharia as falanges e por tanto não seria uma característica boa para o trabalho em equipe e Lucius possui aversão a trabalho em equipe, preferindo agir sozinho;

- Por causa de sua criação isolada, se mantendo dentro de casa durante toda a primavera e todo o verão para fugir de Perséfone até os 13 anos e depois vivendo sozinho no submundo, Lucius teve tempo de desenvolver sua inteligência com diversas leituras e conversas com espíritos de sábios;

- Lucius conquistou a simpatia de sua madrasta durante o tempo que viveu com ela depois dos 13 anos, mas ficou cada vez mais distante de sua família mortal;

- Por ter passado cerca de 8 anos no submundo, Lucius não se importa em matar seus inimigos porque tem em mente que todos morrem, cedo ou tarde;

- Talvez por não ter podido se alimentar de maneira apropriada, Lucius desenvolveu um apetite voraz e come muito;

- Apesar do nome remeter ao lado romano de seu pai, Lucius é um semideus grego.






PRESENTE DE RECLAMAÇÃO

HRIX: Um elmo negro com inscrições prateadas impossíveis de ler por qualquer um, menos pelos filhos de Hades. As plumas do elmo são de um vermelho escarlate profundo, parecendo o próprio sangue daqueles que foram mortos por ele. Com este elmo é possível ganhar mais velocidade, resistência e os ataques conseguem ser mais precisos. A aura que envolve a arma deixa os inimigos com medo e levemente atordoados. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]

ÔNIX: Anel prateado com pedra de cor roxa, tão escura que pode ser confundida com o próprio negro. Este anel consegue transformar-se em correntes de mesma cor, capazes de percorrer até 300 metros de distância. As correntes são envoltas com águas do Flegetone, tão quentes ao toque que podem carbonizar em segundos a carne. Presos em suas pontas, dois corvos de olhos vermelhos gralham, e, com seus bicos metálicos, causam lacerações caso toquem na pele inimiga. [PRESENTE DE RECLAMAÇÃO]


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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em Hoje à(s) 1:57 pm

Heroes of Olympus

Ortografia –  5/5

Sua escrita me pegou de jeito, me deixando ligado do início ao fim na leitura. Gostei muito como pesquisou sobre mim, ainda mais pelos motivos que o fizeram me escolher como pai.

Criatividade – 5/5

Você ambientou muito bem a sua convivência, os pensamentos, ações, gostei da forma como optou narrar na terceira pessoa também, deixando a história em um plano mais aberto, mais livre para detalhes e observações;

Coerência – 5/5

Do início ao fim você se prendeu aos fatos criados por si mesmo, não deixando pontas soltas nem se perdendo em nenhum ponto.

Ações realizadas: - 5/5

A forma como narrou os pensamentos, a parte interna, a visão, a ambientação, enfim, o próprio conjunto de tudo, incluindo as curiosidades do seu personagem, apenas enriqueceram a ficha. Meus parabéns.

Está parcialmente aprovado! Parabéns! Contudo, é preciso mais uma coisa, hein! Você irá neste tópico: http://heroesofolympus.forumeiros.com/t510-solicitacao-de-missao-teste / e pedirá uma missão teste para o avaliador de sua preferência. A missão será postada dentro de um prazo de 48hrs, você receberá uma mp com o link e com as instruções. Boa sorte filho!

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Re: Teste para Filhos dos Três Grandes publicado em

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