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Missão Narrada para Gustavo Sean Olwen - O Espelho da Verdade.

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Missão Narrada para Gustavo Sean Olwen - O Espelho da Verdade. publicado em em Sex Jan 09, 2015 10:21 pm


O Espelho da Verdade

Missão Narrada


Gustavo havia chegado a pouco no acampamento, filho de Perséfone, esposa do senhor do submundo. A pessoa que havia o conduzido ao acampamento era seu amor de infância Aileen, prole do Deus do Fogo e das Forjas Hefesto, para a surpresa do garoto ela havia ido a Irlanda com o intuito de busca-lo, além de visitar a mãe. O reencontro trouxe à tona o sentimento que já estava adormecido dentro do coração do rapaz e aqueles poucos dias que passou ao lado dela em sua terra natal foram mágicos, até mais do que ele esperava. Mais uma vez Sean guardava um segredo que poderia mudar a vida de sua amada ruiva, o semideus sabia que a Deusa patrona da mãe de Aileen havia apagado parte das memórias da semideusa, pelo menos todas que se relacionavam a um outro semideus filho do senhor do onírico.

Desde que havia chegado ao acampamento essa informação martelava sem fim na cabeça do semideus, principalmente quando Aileen notava as lacunas em sua memória, mas ele sabia que jamais poderia contar a ela e dar essa informação a ela poderia leva-la para longe dele de uma vez por todas. Naquela noite em específico aquela informação perturbava o garoto e seu coração, havia acabado de deixar a ruiva em seu chalé, estava tarde e sabia que o irmão dela o mataria se ele demorasse um minuto a mais para deixar a garota no chalé. Ainda estranhava o fato de Aileen ter um irmão e que era tão superprotetor quanto ele mesmo com a garota, mas de alguma forma isso o aliviava.

Caminhou com passos lentos na direção de seu chalé mas algo o impelia a não ir até lá, fazendo com que o garoto caminhasse sem destino pelo acampamento. Aileen já havia mostrado o acampamento para ele algumas vezes, mas aquela era a primeira vez que caminhava sozinho pelo lugar. Sob a luz do luar tudo tinha um aspecto diferente, um pouco mais sombrio talvez, mas isso não o preocupava. Andou entre as construções, meditando sobre tudo que havia acontecido nos últimos tempos, a morte de seu pai, sua ida para o acampamento, tudo era um tanto confuso para o jovem e agora ele tinha mais um segredo para carregar.

Algo então chamou a atenção do semideus, notou que estava diante de uma gruta, próxima a floresta, não havia iluminação lá dentro, mas era como se pudesse ouvir passos ecoando dentro do lugar. Quem estaria ali dentro a àquela hora? O garoto pensou em olhar, mas logo deu de ombros, não era da sua conta e poderia ser apenas alguém que havia marcado um encontro ali. Virou-se e deu alguns passos deixando o lugar, teria ido embora se não fosse uma voz familiar chamar atenção. O garoto arqueou agudamente a sobrancelha e voltou a caminha na direção da entrada do lugar. Quanto mais se aproximava, mais podia ouvir nitidamente a voz da garota, o que o deixava mais confuso, afinal tinha certeza que havia deixado Aileen em seu chalé, como poderia estar ali?

Ao se aproximar um pouco mais do lugar notou que ainda que houvesse uma profunda escuridão era capaz de ver precariamente, como se estivesse através da penumbra. Assim que adentrou ao local, notou Aileen dentro do lugar, ou que pelo menos parecia ser ela, mas para o choque do rapaz ela estava nos braços de um outro semideus.


Diretrizes:
Essa primeira parte é simples e sem muitas complicações ok? Quero que você relate desde o momento em que deixa a garota no chalé de Hefesto, até o momento em que você se depara com ela dentro da gruta com o outro semideus, conte como seu personagem agiu ao presenciar a cena e quais atitudes tomou. Quanto mais profundidade você der as suas emoções nessa primeira parte, mais vantagens terá nas subsequentes.

Pode levar com você até duas armas.

Tem uma semana para postar.

Boa sorte


Vanilla @ ice

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Afrodite...


“I admit that I ain't no angel, I admit that I ain't no saint -- I'm selfish and I'm cruel and I'm blind. If I exorcise my devils, well, my angels may leave too. When they leave they're so hard to find...”
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Re: Missão Narrada para Gustavo Sean Olwen - O Espelho da Verdade. publicado em em Sab Jan 17, 2015 4:43 pm

[



You shoot me down but I won't fall


I’m Titanium!
]




Ao todo, Sean sentia-se feliz. Embora nos últimos tempos sua vida tivesse mudado dia após dias, tornando seu mundo uma completa loucura, ele sentia-se seguro agora.


Não fazia muito tempo seu pai havia morrido e ele tivera que abandonar seus planos de futuro e o que ele mais amava para poder investigar as causas misteriosas que levaram ao falecimento de seu progenitor mortal. Apesar de nunca ter sido de fato próximo do finado, Sean sabia que devia isso a ele.


Mudando-se para New York o moreno não só deixou seu passado para trás, como também a pessoa que ele mais amava nessa vida. Aileen Ní Chonaill era sem dúvida a alma gêmea de Gustavo. Ele a amou antes mesmo de saber o significado desse sentimento.


Embora ele tivesse, desde a sua infância, estado ao lado de Aillen, ele precisou deixa-la e então, quando regressou na esperança de enfim seguir seu destino com sua amada, ela havia partido.


Os meses que se passaram e a sensação de perda quase dominaram Gustavo por completo. Porém, após noites de preces aos deuses, seu raio de sol voltara. Ao contrário do que Sean acreditava, Aillen não esquecera dele e estava ali para busca-lo.


Assim como ele, a ruiva era uma semideusa. Com a promessa que eles nunca mais iriam se separar e que enfim eles estariam em um lugara seguro, Sean aceitou o convite de All para morar no acampamento meio-sangue, lugar que segundo ela era destinado para pessoas como eles, filhos de deuses.


Sean de fato não se importava com isso. Apenas queria ficar perto de sua amada e não importava o local. Porém, antes que eles partissem para tal acampamento, Sean presenciou algo que ele jamais esquecerá. O filho de Perséfone viu a deusa patrona da mãe de Aillen mexer com as memórias da ruiva, apagando de sua vida a existência de um outro semideus.


Sean jurou que sempre protegeria a semideusa de qualquer perigo e de qualquer mal, mas naquele instante ele não pode fazer nada. Sequer foi capaz de contar posteriormente o que havia acontecido com a moça. Parte dele sabia os riscos que ela e sua família corriam caso ele revelasse esse segredo, porém, uma outra parte, esta maior e mais forte que tudo, sentia-se grato por a deusa ter excluído da vida de Aillen a outra pessoa por quem um dia ela teve o coração conquistado.



Apesar do sentimento de culpa e egoísmo que incomodavam a consciência do rapaz, Sean seguiu com All procurando sempre recompensar o que havia acontecido.


Naquela noite eles estiveram juntos por quase o dia todo. Sean adorava estar com sua namorada, não importava o que estivessem fazendo. Por diversas vezes encarou a quentura da forja somente para estar junto a ela, apreciando-a enquanto ela trabalhava.


Após o momento juntos, Sean acompanhou Aillen até o seu chalé. Sobre a luz prateada da lua, caminhou com a semideusa de mãos dadas, sentindo a pele áspera da mão da ferreira.


Já era de costume ele leva-la até suas dependências próximo ao toque de recolher, embora fosse de seu desejo permanecer também a noite ao lado da ruiva. Quase chegava-se a não se importar em ser punido e cometer a loucura de fazer All permanecer no seu quarto e dormir juntamente com ele. Porém, Sean sabia que um tal irmão da filha de Hefesto o mataria sem pensar duas vezes caso ele não a deixasse ao anoitecer no chalé 09.


Gustavo estranhava a forma super protetora que o garoto tinha com sua irmã, mas por outro lado sentia-se aliviado por saber que quando ele não estava presente havia outra pessoa cuidando do bem estar de sua amada. Apesar de no fundo ele saber que há muito tempo Aillen deixara de ser uma pessoa indefesa, sendo até mesmo muito mais forte que ele próprio, segundo desconfiava.


Após um longe beijo de despedida, Sean percorreu o caminho de volta, tentando lembrar de todo o trajeto. Sendo ele novo no acampamento ainda não conseguira de fato decorar todos os caminhos e por vezes quando estava sozinho acabava se perdendo. Com a mão sobre o cabo de sua espada que carregava preso junto a sua cintura, ele sentia o metal gelado entre seus dedos. O guarda-mão tinha um formato de quatro pétalas laterais divididas igualmente e no centro havia um brasão em forma de flor, que naquele momento tinha o mesmo tom rubro dos cabelos de All.


A medida que os pensamentos vinham a mente de Sean, seus dedos apertavam com força o punho da espada. Naquela noite em especial as recordações do segredo que ele mantinha guardado o incomodava intensamente. Isso dava-se porque aquele havia sido um dos dias em que ele presenciara Aillen notar as lacunas em sua memória. Por mais que ele desejasse lhe dar respostas, temia muito mais o risco de afasta-la para longe.


Não sabendo exatamente em que momento ele desviara-se do caminho, Gustavo seguiu a esmo pelo acampamento, caminhando em passos lentos em uma direção completamente oposta do seu chalé. Não importando-se com esse fato, ele apenas deixava-se preencher com suas incertezas e mágoas, até algo chamar-lhe a atenção, puxando-o de seus devaneios.


Olhando ao seu redor percebeu-se diante de uma gruta, nas proximidades da floresta. O local era dominado pela escuridão e pouco se via do seu interior, fazendo com que tal espaço se assemelhasse a um buraco sem fim. Apesar disso, Sean tinha certeza que de seu interior passos ecoavam chegando até os seus ouvidos.

Intrigado com a possibilidade de haver alguém ali dentro, Sean deu mais alguns passos, indagando-se quem seria tal aventureiro. Porém, da mesma forma que a curiosidade veio, ela partiu. Dando de ombro e desistindo do mistério, Sean virou-se para voltar aos seus pensamentos e caminhada sem destino. Afinal o assunto não lhe dizia respeito e ele não queria estragar, quem sabe, um possível encontro de casais mais ousados do que ele próprio.


Estava a alguns passos quando novamente escutou um som partir do interior da gruta. Diferente do anterior que assemelhava-se a passos, este era uma voz que ele reconheceria em qualquer parte do mundo. Erguendo a sobrancelha em clara reação de dúvida, confusão e alerta, Sean voltou-se mais uma vez para a entrada da gruta. O caminho que o afastava do local reduziu-se em questão de segundos, diferente da primeira vez.


A medida que via-se próximo da escuridão, mais a nitidez do som aumentava. Não havia dúvida que aquela voz All. A única duvida que havia naquele momento era como isso era possível. A prole de Perséfone tinha consciência plena que deixara a ruiva no chalé de Hefesto, pois somente partira dali quando a mesma fechara a porta a sua frente.


-All? – tentou chamar, mas a voz saiu falhada e baixa.

Como a semideusa pudera chegar ali? Sean constatava que mesmo que a prole de Hefesto tivesse saído do chalé após sua partida, não haveria tempo suficiente para ela chegar até aquele local antes dele.

Porém qualquer dúvida de que isso fosse impossível caiu por terra, quando ao adentrar no local ele viu sua amada.

Embora que sua visão parecesse encoberta por uma névoa, Sean não tinha qualquer incerteza de que à sua frente estava All. O que mais lhe despedaçou foi ver que a moça deleitava-se nos braços de outra pessoa.

Fúria, ódio, dor, angustia e desespero se misturaram dentro do peito da prole de Perséfone. Sua mão novamente envolta do punho de sua espada perdia a cor tamanha força aplicada naquela região.

Os sentimentos pareciam formar uma bola, que lentamente subia pela garganta do moreno, a medida que seu coração comprimia-se e o ar abandonava lhe os pulmões ao mesmo tempo que lágrimas escorriam por sua face.


Embora tenha levado apenas segundos antes que ele pudesse reagir, a mente de Sean processava de forma dolorosa a cena a sua frente.

Ver a sua amada nos braços de outro o fez odiar a si mesmo por confiar nesse sentimento tão forte que ele há muito tempo descobrira-se ser amor. Sean sentia-se traído, não apenas em seu romance, mas também em sua relação de amizade com All. Ele confiara nela e por todo os anos antes dedicara-se em mantê-la segura, trabalhando sempre em prol do seu bem.

Simultaneamente, uma parte a qual ele negava-se possuir dentro de si, rapidamente tomava conta de sua consciência. Essa parte era pura fúria e desejava ceifar sem escrúpulos a vida daquele que acolhia entre os braços a sua namorada. Como a deusa que tirara as memorias de um outro semideus da vida de Aillen, Sean desejava poder apagar a existência aquele outro, assim como aquele momento.

Sacando sua espada ele apontou na direção dos dois, caminhando em passos pesados. Seus membros inferiores pareciam ter se petrificando tamanha era a intensidade de sua angústia, mas acima de qualquer coisas sua vontade de por fim aquele momento se sobrepunha. Sean estava tão cego devido aos seus sentimentos que sequer notara que a flor do guarda-mão, que momentos antes era tingida de um vermelho vivo agora estava manchada de um negro que dominava todas as pétalas ao passar dos segundos.


Armas e Poderes:
♦ {Flowerblade} / Espada [Uma espada que mede cerca de 70 cm, sendo que sua lâmina é em torno de 60 cm. Sua lâmina é de aço e fica em um tom diferente conforme a estação do ano, e o pomo tem a forma de uma rosa desabrochando. Seu guarda-mão tem um formato de quatro pétalas laterais divididas igualmente, e no centro há um brasão em forma de flor, adaptável ao gosto do meio-sangue. Ao matar alguém, toda a sua estrutura torna-se negra e gélida, relembrando ao filho de Perséfone o sofrimento que uma morte pode causar (e cárcere também). Quando a arma fica deste jeito, todo o monstro que tocá-la será automaticamente coberto por uma energia escura, que o deixará lento (esse efeito só passa após duas rodadas).] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]

♦ {Flowershield} / Escudo [Um escudo pequeno e circular (cerca de 30 cm de altura e largura); é feito de aço e é bastante resistente. Criado para prevenir ataques rápidos, com uma defesa igualmente rápida e eficiente (ataques que não atinjam uma área muito comprida). Em seu centro há entalhado um brasão de flor adaptável ao gosto do semideus, cujo contorno é adornado por espinhos que dão dano no alvo que se chocar contra o escudo.] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]




[Filho de Perséfone.]
Thanks, IT


Gustavo Sean Olwen Filhos de Pérsefone
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